Domingo, 30.08.15

A sétima

 

Num jogo épico, o Benfica conquistou a supertaça de futsal, em Oliveira de Azeméis. Depois de um jogo inteiro em que os campeões nacionais jogavam e rematavam sem que a bola quisesse entrar, com o Fundão a marcar em cadavez que chegava à baliza. Depois de meia dúzia de bolas nos ferros, e de defesas incríveis do guarda-redes dos beirões, quando faltavam apenas sete minutos para o jogo acabar, e a perder por 0-3, a bola quis finalmente entrar... 

Depois veio o segundo, e o terceiro, a 18 segundos do fim, logo depois do primeiro desperdício do Fundão, também com uma bola no poste, que teria resolvido tudo. Com o prolongamento chegaram os três golos, que fizeram o 6-3 final que deu a sétima supertaça ao Benfica, ultrapassando o Sporting também neste troféu.

Eduardo Louro às 19:38 | link | comentar
Sábado, 29.08.15

Têm que trabalhar mais... E falar melhor!

 

"Temos que trabalhar mais nos treinos" - disse Samaris no final do jogo. Não sei se há neste expressão alguma traição da língua onde o grego dá os primeiros passos, com excelente desenvoltura, diga-se de passagem, porque não estamos nada habituados a que os jogadores de futebol cheguem a Portugal e se esforcem para falar a nossa língua. Também não sei se o tal sms - "mister, desde que foi embora que isto é um descanso" - existiu, e se, tendo existido, tenha sido enviado pelo Samaris.

Mas sei que precisam mesmo de trabalhar mais nos treinos. E melhor. Porque continua sem se ver fio de jogo, continua sem se ver intensidade, continuam sem se ver automatismos... Não se percebe a estratégia, e nem sequer nas bolas paradas se percebe que haja trabalho. E se a equipa não sabe defender - e não sabe - e se é por aí que, dizem os entendidos, se começa o trabalho, então não há mesmo dúvida que é preciso trabalhar mais nos treinos. Mas muito mais!

Mas também precisam de trabalhar mais nos jogos. Têm que correr pelo menos tanto como os adversários, têm de chegar a cada bola pelo menos ao mesmo tempo que o adversário e, fazendo pelo menos isso, têm de meter o pé com, pelo menos, a mesma intensidade do adversário.

E já que começamos com uma declaração, falta também trabalhar isso: a comunicação. O discurso numa equipa como o Benfica não pode ser o mesmo que numa equipa como o Guimarães. Pela simples razão que treinar o Benfica não tem nada a ver com treinar o Guimarães... Porque é o diabo quando se começa a perceber que há ali uma ligação qualquer entre a moleza do discurso e a moleza da atitude da equipa...

E não adianta dizer-se que "sou assim" e "não mudo"... Isso era a cantiga da Gabriela, não sei se se lembram. Essa não é música para os nossos ouvidos. Quando a equipa é prejudicada pelas arbitragens, como foi em Aveiro na semana passada, com um penalti e um golo anulado que dariam os três pontos, e como voltou a ser hoje, com um golo em fora de jogo, que só não levou dois pontos porque não calhou, tem de haver alguma coisa a dizer. Pela simples razão que são essas as regras instaladas no jogo em Portugal, como de resto se vê todos os dias... E, muito provavelmente, agora mais do que nunca...

 

 

 

Eduardo Louro às 23:50 | link | comentar

A Apurar A Receita do Chocolate

"Desde sua domesticação o cacau é usado como bebida e, depois, como ingrediente para alimentos. Durante a civilização maia era cultivado e, a partir de suas sementes era feita uma bebida amarga chamada xocoatl, geralmente temperada com baunilha e pimenta. O xocoatl, acreditava-se, combatia o cansaço além de ser afrodisíaco."

Tal como no passado o chocolate foi passando por diferentes fases de aperfeiçoamento. Inúmeras foram as receitas e as tentativas para chegar ao produto final de características divinais.

Assim vai o grande Futebol Clube do Porto que necessita ainda de uma pitada de açúcar e acima de tudo de muito sal no seu jogo. Ao contrário do que possa parecer, o FCP passou por uma imensa reestruturação e perdeu um jogador que dava muito sal e pimenta na ala esquerda azul e branca. Não há dúvidas que Alex Sandro e outros que saíram deixaram legados muito pesados e não será com certeza de um dia para o outro que o futebol jogado seja o melhor.

No jogo com o Estoril (equipa bem organizada em campo), o miolo não esteve a funcionar durante uma boa parte. Mas o chef Lopetegui lá foi acertando com as dosagens para equilibrar o meio campo que estava na mó de baixo. 

Não obstante, e perante um Duarte Gomes de tolerância 0 para Maxi que deverá ter batido o seu recorde de amarelos em tão pouco tempo de jogo, o FCP chegou ao golo após uma excelente incursão de Brahimi que esteve bem por zonas mais interiores! 

Contudo, voltaram os Rodolfos do assobio! E é preciso estabelecer aqui uma questão. É extremamente positiva a exigência da massa adepta. A exigência é positiva, mas a intransigência é doentia! Fico sempre revoltado quando alguém assobia o azul e branco. Os mesmos são aproveitados para alarido jornalístico e causam instabilidade à equipa no decorrer do jogo. Houve um lance em que Danilo tentava dominar a bola e com tanta assobiadela acabou por perder o esférico para o adversário. No Dragão todos são livres de expandirem da forma como querem, mas existe uma linha (e não é essa da porta 18) de pensamento designada por lei de Murphy que, resumidamente, se trata de uma situação em que o pessimismo e o derrotismo causam repercussões negativas. 

Como tal, deixemos apurar a receita do puro cacau para saborearmos prazerosamente o aroma da vitória. O chocolate está a apurar e o campeão sem igual há-de voltar!

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Mas acima do que qualquer vitória, hoje é dia para deixar os votos de rápidas melhoras ao Melhor Presidente do Mundo: Jorge Nuno Pinto da Costa!!!!!!

helderrod às 21:57 | link | comentar
Quinta-feira, 27.08.15

Sorteio pouco simpático

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Tenho visto por aí muita gente a dizer que o sorteio da "Champions" foi simpático para o Benfica. Ainda há pouco o José Peseiro afinava por esse diapasão...

Acho que quem está a ir por aí ou sabe pouco de futebol ou anda muito distraído. O Atlético de Madrid é hoje uma equipa de top mundial: tem a capacidade financeira dos maiores da Europa e tem, se não o melhor, um dos três melhores treinadores mundiais da actualidade. Não tem - é certo que não - nenhum dos melhores plantéis, mas sabe-se  que Simeoni não precisa disso para contruir uma das cinco ou seis melhores equipas da Europa.

O Galatasaray é uma parada de estrelas. Às vezes isso não faz uma grande equipa, mas os grandes jogadores são indispensáveis para uma grande equipa. E grandes jogadores é coisa que não falta à equipa turca.

E por último o Astana, com o nome da capital do Casaquistão que, depois do investir no ciclismo - onde há muito que é uma equipa de top, na alta roda do ciclismo mundial - se virou agora para o futebol. Não é que seja já um adversário de topo europeu, mas para o Benfica será a maior deslocação da história da Champions, em fins de Novembro, no pico das dificuldades climatéricas naquela região do mundo a que ainda chamam Europa.

Chamar a isto facilidades...

Mais sorte teve o Porto. Mas também já é habitual... Mesmo assim houve quem achasse que ao Porto saiu a fava... Devia ter saído o PSV, não era?

 

Eduardo Louro às 23:21 | link | comentar
Quarta-feira, 26.08.15

Indarra , Lopetegui ! Guztion artean garaipen handia lortu dugu!

Este é o espírito solidário de quem quer vencer num espírito construtivo e sólido. É que esta semana esqueceram-se as novas tecnologias, os olhos de Falcão, os empurrões a Maxi e a inexistência do benefício do infractor em situações de grande penalidade!!!! Esqueceu-se tudo e só se pôs em causa as opções do treinador do FCP! Mas no final lá estaremos todos a bater palmas ao Campeão! Essa é a minha esperança!                                                                                                                 Força, FCP!!!!                                                                                                           Hélder Rodrigues

helderrod às 00:25 | link | comentar
Segunda-feira, 24.08.15

Rodolfo e a cartilha!!!!!

Rodolfo Reis é sem dúvida um respeitável antigo jogador e capitão do FCP. 

Todavia, não é mais nem menos portista do que eu! 

Posto isto, o que lhe quero endereçar é o seguinte:

Ir para a SIC falar para o boneco do Rui Santos ouvir e debitar paleio de saco de critica barata ao grande treinador que é LOPETEGUI é uma falta de respeito por quem trabalha todos os dias no FC Porto procurando aquistar o melhor dos resultados.

Falar do lance do Maxi e não falar da grande penalidade que está na génese do cabeceamento à barra é próprio de quem parece condicionado por alguma cartilha editorial.

Por isso, meu caro Rodolfo, seja sempre frontal e não se venda a quem lhe paga um tachinho para ir falar do grande Futebol Clube do Porto que, presumo eu, não lhe ficou a dever nada!!!!

Haja respeito por quem quer o melhor para o clube!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues!!!!!

helderrod às 21:39 | link | comentar | ver comentários (3)
Domingo, 23.08.15

Assim pode deixar de haver colinho...

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Quando trinta remates e uma dúzia de oportunidades não chegam para fazer um golo sequer... não se pode falar apenas de azar. Nem  se pode falar do penalti que ficou por assinalar, na melhor fase do Benfica, a última meia hora da primeira parte. Nem de durante muito tempo mais parecer um jogo de andebol que de futebol...Não tem nada a ver com o árbitro, nem com jogar a bola á mão - tem apenas a ver com a forma como o Arouca se posicionava no campo.

Tem de se falar de incompetência. Porque só por incompetência, depois dos adversários terem feito o que tinham feito, se pode fazer ainda pior. 

Uma lástima!

Só falta dizer que não se perdeu com uma equipa qualquer... Perdeu-se para o líder do campeonato... Mas cuidado: assim o colinho pode perder-se!

 

PS: Pois... o da foto não está cá. No ano passado esteve: marcou dois golos.

Eduardo Louro às 21:47 | link | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 22.08.15

Hipnose Insular

As idas do FC Porto à Madeira têm sido bastante atribuladas. Há ali qualquer coisa sobrenatural de índole exógena que condiciona o desempenho da equipa portista na ilha. A presença de muitos adeptos benfiquistas mesclados com puros maritimístas não pode nem deve ser factor de desconcentração. O que é facto é que o FC Porto entrou a perder num lance infeliz de Cissokho e só depois de muito esforço é que conseguiu o empate. 

No segunda metade, o FCP mexeu cedo e mexeu bem mas lá surgiu de novo aquela espécie de hipnose insular que bloqueou a veia goleadora de Aboubakar que teve tudo para marcar e fazer a reviravolta.

Para além de tudo isso, ainda se associou o azar, uma vez que 3/4 da bola estiveram dentro da baliza. Faltou provavelmente 1/4 de colinho a Maxi para trazer três pontos para o Dragão.

Não obstante estes factores, este jogo só vem provar que a competividade deste campeonato desencadeia-se não raras vezes nas deslocações forasteiras dos grandes. 

Como tal, o factor casa é fundamental para estas equipas de segundo plano. Assim é de lamentar que, após os empates de Sporting e FCPorto, o SLB se veja livre de se deslocar a um terreno claramente difícil lá para os lados curvos de Arouca e possa jogar num Estádio que lhe é claramente favorável permitindo que possa aquistar dois pontos de vantagem ante os seus rivais mais directos.

Esta situação parece-me injusta e desigual. Das duas uma. Ou o Arouca assume que vai jogar todos os jogos em Aveiro, pondo todas as equipas em pé de igualdade, ou então que abdique de jogar na Liga Principal por falta de condições financeiras. A par da questão dos jogadores emprestados (que já está bem resolvida) é importante reflectir sobre a equidade destas manobras de diversão de encaixes financeiros promotores de inverdade desportiva. Lamento o silêncio da generalidade dos órgãos de comunicação social que não promovem reflexões sérias sobre esta incongruência.

Hoje, por exemplo, JJ fica a perceber a diferença entre quem empurra na Luz e quem empurra noutro estádio qualquer. Na semana passada, o Luisão faz uma falta bem mais evidente do que João Pereira e não viu marcada a grande penalidade. Percebes agora a diferença, Jesus? Quando não andas ao colo sujeitas-te como os outros.

Importa reiterar o silêncio sobre a inexistência de quaisquer movimentações que visem a responsabilização de telefonemas suspeitos de Vítor Pereira ao árbitro Marco Ferreira. Aí é que reside a verdadeira espionagem. Trata-se da hipnose acicatada pelo futebol.

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

helderrod às 23:10 | link | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 20.08.15

SMS para o meu querido Proença!

Pedro, Sei que és um moço cuja seriedade é directamente proporcional ao gasto do gel que plasmas no teu cabelo. Por isso, e porque conto com a tua seriedade, espero que o precedente que se abre para levar o jogo Arouca-Benfica para Aveiro seja estendido a todos os outros jogos da Liga NOS. Caso contrário, tornas-te em mais um falhado que se cala com tamanha falta de equidade. Um abraço, Hélder Rodrigues

helderrod às 00:08 | link | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 17.08.15

Acabou bem... começou bem!

 

Benfica vence Estoril

 

 

O futebol é isto mesmo. É o mais comum dos lugares comuns do futebolês, mas é ainda a expressão mais expressiva do não sei quê de especial que há no futebol. E que faz dele o mais apaixonante dos jogos, o que mais emoções desperta, e que mais multidões arrasta.

O jogo com que o Benfica se estreou no campeonato, à procura do tri que foge há perto de 40 anos, e do 35º, a primeira vitória da época, não só cabe nesta velha expressão do futebolês como a enche por completo.

À entrada do último quarto de hora, o jogo resumia-se a três grandes intervenções do guarda-redes Júlio Cèsar, e a uma bola na trave da baliza do Estoril (Luisão), adensando as núvens de dúvidas que, mais altas que a águia, sobrevoavam o Estádio da Luz. Os jogadores do Estoril eram sempre mais rápidos e mais, muito mais agressivos. Pressionavam pelo campo todo. Alto e baixo, em toda a linha... Faltas sobre faltas, em todo o lado, logo à saída da área até em cima da baliza do Benfica. Obrigavam os adversários a errar, o que até nem parecia muito difícil, lançando aqui e ali o pânico na sua grande área. De vez em quando os bi-campeões nacionais conseguiam fugir da teia e lá criavam uma ou outra oportunidade, logo desperdiçada... Nunca conseguindo fugir à ideia de uma equipa mole, presa de movimentos, sem chama e sem agressividade.

De repente sai Pizzi, acabado de realizar um passe soberbo, e entra o já mal amado Talisca. E sai o Ola a quem toda a gente quer dizer adeus, para entrar ... Victor Andrade, o miúdo brasileiro - a crescer há três anos entre os juniores e a B - que fora a grande surpreza da convocatória. Parecia que não tinha nada para dar certo, mas tudo mudou. Entra o primeiro golo - quando Mitroglou finalmente acertou na baliza - e o Estoril, então já preso por arames, rebenta. O que saía mal passou a sair bem, a exibição solta-se e a goleada nasce. E até o menino que é já a nossa menina dos olhos marca!

E acaba em apoteose o que, tão pouco tempo antes, parecia só poder acabar mal. E acaba no maior resultado da abertura do campeonato aquilo que, tão pouco tempo antes, ameaçava poder ser a maior surpresa do dia um desta liga 2015-2016. E acaba com mais uma demonstração de bom senso, equilíbrio e categoria de Rui Vitória. 

Fico com a impressão que, deste, nunca terei vergonha!

Não sei se tudo está bem quando acaba bem. Sei que acabou bem... E como acabou bem, começou bem esta caminhada á procura do tri.

Eduardo Louro às 00:21 | link | comentar
Sábado, 15.08.15

A Reconquista Campeã

Podia muito bem ser este um artigo da História de Portugal, não estivéssemos nós a falar dos vindouros do Afonso Henriques. Contudo, foi com o auxílio dessa ideia que me lembrei da Reconquista. E no jogo da primeira jornada, o FC Porto arrancou bem em bom plano com um óptimo resultado frente ao Vitória. Foi uma primeira jornada de algumas novidades e inovações que catapultam o FC Porto para uma elite de vanguarda no panorama futebolístico. A possibilidade de se entrar no Estádio do Dragão com o recurso a uma aplicação para smartphones é um exemplo do crescimento do clube. Numa noite com mais uma grande casa o Dragão acolheu com pujança os 10 milhões de espectadores. São efectivamente 10 milhões de assistentes que se aproximam dos fantasiosos 14 milhões de qualquer coisa. Uma outra inovação positiva é a existência do AZUL EXTRA. Um pequeno jornal de distribuição gratuita no qual é possível consultar um histórico das equipas que jogam com o Porto e nem falta um Quiz para os Dragões mais estudiosos e de boa memória! Muito bom! Para encerrar a festa em grande destaca-se a boa exibição do FC Porto no decorrer do jogo. Mais uma vez foi escolhido um árbitro "verdinho" para um jogo desta importância. O jovem estava tão verdinho que até terminou a primeira parte cerca de 30 segundos mais cedo...Com bastantes jogadores em bom plano, destaque-se Aboubakar que parece querer pegar de estaca com boas movimentações. Também o capitão Maicon foi imperial nesta noite e o capitão parece querer afirmar-se definitivamente como o patrão da defesa portista. Depois, uma palavra para André André. Rendendo um errático Herrera, este André André evidenciou muita qualidade mais uma vez e, quando se fala tanto de ADN, aqui sim. Aqui há efectivamente uma matiz de ADN. É que o filho parece-se muito com o pai na forma como corre, como parece saltitar e como pousa a raça na relva. Este desafio foi um bom prólogo para o que todos os Dragões almejam: o regresso do Campeão!Será já muito importante a ida ao Caldeirão nos Barreiros para dar continuidade à Reconquista Campeã!                                                                   Força, Porto!!!                                                                                                       Hélder Rodrigues.                                                                                                     P.S. Para quê falarmos de SMS quando ainda há uma chamada para um árbitro para se investigar e lá passou mais uma semana de silêncio ensurdecedor!!!!

helderrod às 23:54 | link | comentar
Segunda-feira, 10.08.15

Soprar na chama imensa!

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A supertaça não é do nosso campeonato. Não é por acaso que o mais titulado dos clubes portugueses é apenas o terceiro neste troféu híbrido, sem personalidade própria. Nem sequer sabe a que época pertence, nunca se sabe se é o último da época velha se o primeiro da nova. É apenas um jogo de pré-época. O que conta é o que aí vem, a partir da próxima semana…

Tretas. Não é nada disso!

Este jogo, esta supertaça, era muito importante. Como importante foi aquela daquele Verão de 2010, quando o então treinador do Benfica não teve a perspicácia para perceber que era decisivo ganhar àquele Porto do debutante André Vilas Boas. E nem é preciso explicar por quê.

Fora isso, fora a importância que este jogo tinha para cada uma das equipas, este não foi um Benfica – Sporting muito diferente dos outros.

Um dérbi, sempre equilibrado, que se decide por pormenores – desta vez um remate que encontra um calcanhar e trai o guarda-redes. Com um grande ambiente, com intensidade, vibrante e inevitavelmente com erros de arbitragem, alguns bem graves e com consequência no resultado. Mais grosseiro que os foras de jogo que deram na anulação de um golo para cada lado, foi o penalti por assinalar sobre o Gaitan.

À parte tudo isto, Octávio já morde. O treinador do Sporting já faz arruaça. E o Sporting já exibiu o patrocinador das suas camisolas: só tiveram que as vestir ao contrário, mas deve ser por causa das bruxas!

No que toca a postura Rui Vitória goleou. Só que isso não anima ninguém. E o problema é esse mesmo, é que o futebol do Benfica não entusiasma ninguém.

Não precisava apenas de provar ao treinador adversário – não; não é de elegância no trato e boa educação – que afinal não deixou tudo na mesma. Não precisava apenas de mostrar que o Nelson Semedo já nasceu dez vezes. Não precisava apenas de mostrar que o Lisandro é um grande central, ou que o Gonçalo Guedes pode lutar por um lugar. Precisava ainda de mostrar que o Olá John não tem cabimento, e que o Talisca faz parte de outro filme, às vezes de terror. Mas acima de tudo precisava de apresentar um futebol que sirva de contrapeso ao seu discurso, que nos faça vibrar. Precisava de soprar na chama imensa, que está a apagar-se!

Eduardo Louro às 00:24 | link | comentar

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