Quinta-feira, 23.10.14

Ser melhor, ou poder ser melhor...

Mónaco – SL Benfica, 0-0: Nulo mantém-se ao intervalo!

E ao terceiro jogo o Benfica somou o primeiro ponto desta Champions. Se nos dois jogos anteriores tinha ficado a ideia que, não o tendo sido, poderia ser melhor, neste o Benfica foi mesmo melhor!

Foi melhor durante dois terços do jogo, foi muito melhor que o Mónaco durante toda a segunda parte, até ter ficado a jogar com 10, à entrada do último quarto de hora, por expulsão (vermelho directo inaceitável, que reflectiu bem a dualidade de critérios disciplinares do árbitro polaco, sempre em prejuízo do Benfica) do Lizandro Lopez. Só que, mesmo tendo sido melhor, não foi – longe disso – brilhante. Nem avassalador!

Foi melhor, e isso deveria ter sido suficiente para ganhar o jogo. Mas não foi, porque não aproveitou as quatro ou cinco boas oportunidades de golo que construiu, o que também não surpreende ninguém. O Lima continua de costas voltadas para o golo, e não se vê forma de marcar. Também já se percebeu que o Talisca, que por cá ainda vai marcando, está ainda muito verde para a Champions, onde parece outro jogador. E como o Jonas não está inscrito, não se vislumbra quem possa quem marque golos.

E assim, sendo umas vezes melhor e podendo-o vir a ser noutras, se mantêm abertas algumas janelas para o sucesso. Porque o Mónaco é claramente a equipa menos forte do grupo, e ocupa a segunda posição por ter ganho em casa aos alemães das aspirinas um jogo em que foram simplesmente massacrados. E o Zénite é o que se conhece…

Pudesse o Benfica contar com o Enzo ao nível da época passada e tudo ainda seria possível…

Uma nota final para a reacção do país à arbitragem do jogo do Sporting, na véspera. O Sporting perdeu o jogo à conta de um penalti mal assinalado pelo árbitro. À berinha do fim do encontro. Mesmo que condenável, e aqui mesmo condenado sem qualquer reserva, não foi mais que isso. A imprensa portuguesa pintou as primeiras páginas de indignação – valeu tudo – e as televisões não lhe ficaram muito atrás…

E nós a lembrarmo-nos, já para não ir mais atrás, da arbitragem de Turim, no jogo das meias-finais com a Juventus, no ano passado. Ou do que disseram a imprensa e as televisões espanholas da escandalosa arbitragem da final (também) de Turim, com o Sevilha, há apenas 5 meses, e do que foram as primeiras páginas dos mesmíssimos jornais que hoje escrevem “ROUBO”. Escolheram até um herói para a primeira página, sem uma palavrinha sequer para a batota que, sucessiva e impunemente, o árbitro lhe permitiu!

 

Eduardo Louro às 00:19 | link | comentar
Quarta-feira, 22.10.14

Volare em Grande!

No jogo desta noite no Dragão enformou-se um ambiente fabuloso. Uma grande noite europeia num jogo bastante competitivo em que um Athletic (é assim que eles gostam de ser denominados) conseguiu resistir à posse do FC Porto. Regista-se a bela entrada da equipa na primeira parte, na qual um potente Tello e um Quintero dinâmico levaram o Porto para a frente e, numa bela jogada que deve ficar plasmada nos livros, conseguiu dar um golo que se espera motivador para Herrera. O grande Porto parecia ter regressado, mas no início da segunda parte a equipa sofreu um pouco e caiu no erro e surgiram os inacreditáveis assobios. Pensei que não tivesse que voltar a falar dos mesmos...mas não vou falar mesmo. Merecem apenas o meu silêncio porque me recuso a assobiar aquele grandioso emblema. Ignoremos... Há efectivamente uma série de erros a rever, mas hoje vi uma evolução e isso é positivo! Depois, depois a magia. A força irreverente de Quaresma que partiu determinado de fora para dentro para voar. O seu golo é enorme e bem maior que a unidade que representa. O sete deu-nos a chegada aos sete pontos, por volta dos SETEnta e cinco minutos. O passado já lá vai e olhemos para a frente. Aguarda-nos uma curvilínea viagem a Arouca onde se pretende esta alegria e fundamentalmente esta magia para lutarmos pelos três pontos. Assim, mesmo que outros joguem em Aveiro, nós possamos garantir o triunfo. Uma palavra também para o regresso dos calimeros. É caso para perguntar: custa, não custa? É que nos dois últimos jogos do Porto em Alvalade ninguém quis enfatizar as influências da arbitragem...Rui Santos fala até na injustiça por causa dos milhões e, apesar do Sporting ter razões de queixa apenas no penalty (até porque o mesmo jogador fez penalty no jogo do Dragão para a Taça e quase passou despercebido), o mesmo não releva que o jogo de Alvalade do ano passado poderia ter determinado o segundo lugar do Porto (aí já não falou dos milhões). Esta ambivalente e asquerosa forma de emitir opiniões sobre o futebol tem de ser alvo de uma pura reflexão,,, Entretanto partamos para o trabalho que outras vitórias nos esperam! Força, Porto! Hélder Rodrigues

helderrod às 01:08 | link | comentar
Sábado, 18.10.14

Cuidado com as imitações....e rotações!

Há dias assim. Hoje tudo correu mal e os erros foram daqueles de "morte súbita". No jogo de hoje houve taça, mas o gigante não tombou. Já entrou tombado...Por isso, nada como uma boa musiquinha para esquecer. No regresso a casa, cantava um tema de Sérgio Godinho (supracitado no título) e o mesmo não surgiu por acaso. Fica aqui a sugestão musical. 

Com efeito, o meio campo pura e simplesmente não funcionou e, cuidado Casemiro, cuidado com as imitações. Por vezes jogar feio é mesmo bonito! Tudo se complicou a partir do momento em que o Sporting desfaz de imediato o empate. Estávamos a poucos minutos do final da primeira parte e o empate ao intervalo seria mais justo. Porém, importa adir que a rotação emperrou no dia hoje. É claríssimo que Quaresma merecia ter jogado neste clássico. Motivado pelas exibições na seleção, o extremo português tinha tudo para brilhar e para empurrar a equipa para a frente. Todavia ficou o Lopez que esteve muito aquém no jogo de hoje, falhando imensos passes com adornos inusitados e desenquadrados. Isto não é rotação. A rotação implica, na minha opinião, a inclusão daqueles que apresentam melhores condições para serem bem sucedidos. Apesar de acreditar e muito neste treinador até porque (como dizia um amigo à hora de jantar) não há treinador que consiga contrariar tanto falhanço junto, hoje correu mal. Houve taça, mas relembro o gigante não tombou. Espero que regresso cheio de força na próxima terça-feira para retomar o hábito no Dragão, designadamente o de jogar bom futebol.

Contudo, importa referir que a euforia desta gente leonina é compreensível. Que o diga o Atlético....

Assim, continuarei a ouvir a musiquinha do Sérgio deixando-vos aqui algumas palavras de Camilo Castelo Branco: "Os dias prósperos não vêm por acaso. Nascem de muita fadiga e muitos intervalos de desalento."

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

helderrod às 22:36 | link | comentar
Segunda-feira, 06.10.14

Uma conferência de imprensa exemplar

Depois de três vitórias consecutivas nas três primeiras jornadas do campeonato, três empates consecutivos. Ao primeiro, Lopetegui atribuiu culpas ao árbitro. Quem não chora não mama, e ao segundo repetiu a dose. Mamou Benquerença, que costuma dar jeito, mas nem assim evitou o terceiro... E Lopetegui continuou, como se de um disco riscado se tratasse. Só que agora com um reforço de peso: Pinto da Costa chegou-se também à frente.

E pronto, lá teve que chegar a vez de Pedro Proença!

E para quem acha que não é nada assim que as coisas funcionam, aí está a conferência de imprensa depois do jogo do Dragão a explicar tudo bem explicadinho. Uma conferência de imprensa exemplar, é para isso, para explicar tudo bem explicadinho, que devem servir. E não para queixas de arbitragem...

Lopetegui desta vez não falou do árbitro, falou só do jogo para dizer que aquele era um jogo chave, que há muito tinha assinsalado no calendário: um jogo de alto risco, depois de um jogo da champions e antes da paragem para as selecções... E Sérgio Conceição não conseguiu deixar de falar no árbitro, para dizer que Pedro Proença não tinha tido coragem de assinalar o penalti ao minuto 92, e que sabia bem que é muito difícil um árbitro marcar um penalti contra o Porto no Dragão...

Não tenho dúvidas que Sérgio Conceição sabe do que fala. Só tenho de o corrigir no problema da coragem. Quando a Pedro Proença falta nuns casos a coragem que lhe sobra noutros, o problema não é certamente a coragem! 

Eduardo Louro às 17:31 | link | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 05.10.14

Da Invicta a Proença-a-Nova por um canudo!!!!

Grande jogo de futebol! Um Braga muito competitivo bateu-se muito bem no Dragão. Foi efectivamente uma prova de fogo do FC Porto que tinha obrigatoriamente de aquistar os três pontos.

Na primeira parte, os azuis e brancos foram novamente vítimas dos próprios erros. Volto a reiterar que nem sempre se pode sair a jogar desde o guarda-redes. Acredito que, apesar de ser uma estratégia que se pretende enraizar, a saída de bola não pode ter este carisma monocórdico. É preciso variar com diferentes alternativas. Variar é fundamental. Mas para não variar vimos mais um penalty por um canudo no cair do pano da primeira parte. Não é justo ver Alex Sandro ser tocado e levar amarelo por simulação! E aí sim. Aí o Conceição podia chorar com propriedade (ele que foi infeliz na conferência de imprensa), pois perdeu uma bela oportunidade para estar calado. A dualidade de critérios passeada pela extrema vaidade de Proença não foi nada querida para a qualidade do jogo jogado na relva. Se este é o melhor do mundo, vou ali e já venho!

Na segunda parte, Lopetegui mexe e mexe bem provando que é treinador. Quintero e Ruben Neves caíram que nem uma luva na toada do jogo e, após a bola no poste na baliza de Fabiano, o Porto partiu para uma excelente exibição trazendo a justiça ao resultado! O treinador soube mais tarde reforçar o meio campo de novo, com a inclusão de Evandro. Lopetegui não é nada fraquinho, sr. Oliveira e Costa!

E assim o Porto regressa às vitórias depois de Guimarães, de Alvalade e de receber o Braga...equipas que ainda vão entrar nas contas do primeiro classificado (exceptuando-se o Sporting) aguardando-se desta forma o assalto ao primeiro lugar!

No meio disto tudo, votos de sinceras melhoras ao Doutor Nelson Pulga que teve queda para a mui nobre causa que defende!

Finalmente, uma palavra para Proença que, desde Alvalade no ano passado, já nos ficou a dever dois penalties e uma expulsão! Isso é demasiado, meu querido!

 

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues 

helderrod às 22:09 | link | comentar

Talisca resolve

No último fim de semana o Benfica partiu para a Alemanha cedo de mais. Partiu quando ainda estava no Estoril. Hoje percebeu-se que se atrasou na chegada, que ficou por lá mais uns dias…

Hoje na Luz, mesmo que com três ou quatro alterações, foi o Benfica ainda em Leverkusen que se apresentou para defrontar o Arouca, que durante muito tempo pareceu uma grande potência do futebol indígena, que só precisou de se encolher nos primeiros cindo minutos do jogo.

Ia já alta a segunda parte quando o Benfica começou a chegar ao jogo, um jogo que se não via forma de desbloquear. Até porque também não havia forma de jogar contra dez, o Bruno Amaro saiu por ordem do seu treinador e não pela do árbitro, como há muito deveria ter sucedido…

Estávamos nisto, e a entrar no último quarto de hora, quando surgiu o primeiro golo, que embalaria finalmente a equipa para uma exibição condigna e para uma goleada que nunca os mais optimistas se atreveriam a prever. Foi de Talisca, como não podia deixar de ser. Porque até aí só o Dartagnan – que é já o melhor marcador do campeonato – rematava à baliza. Mas também porque, sem Enzo Perez e já sem o Gaitan, em evidente deficiente condição física, em campo, só o Talisca poderia desequilibrar rompendo como rompeu pelo centro do terreno.

A partir daí os golos sucederam-se ao ritmo de um a cada três minutos. E de repente foram quatro… Se não houver, como não houve – antes pelo contrário – influência directa da arbitragem não há resultados mentirosos. Por isso este não é um resultado mentiroso, mas é um resultado que só espelha a verdade de uma parte do jogo. A verdade do jogo todo não foi 4-0 ou, como se diz em futebolês, o resultado foi bem melhor que a exibição!

Para além do resultado – e de um bom resultado, a igualar o do Sporting e a colocar a imprensa em sentido –, deste jogo ficam as três estreias, todas a deixarem boas expectativas aos adeptos.

Lizandro estreou-se jogando de início a substituir o Jardel. Era certamente a estreia mais reclamada pelos adeptos, e deixou a ideia que é bem melhor jogador que o brasileiro.

Jonas entrou nos minutos finais da primeira parte para substituir o lesionado Lima, com quem partilha muitas das principais características, e marcou um golo, coisa que este ano está muito difícil para o parceiro de Rodrigo da última época.

A última estreia foi de Pizzi, que entrou já na parte final a substituir o Derlei – que não se estreou a jogar, e que bem jogou, mas a marcar – depois de ter sido chamado para o derradeiro período de desespero que o golo de Talisca dispensou, ainda a tempo de intervir no último golo.

Eduardo Louro às 21:32 | link | comentar
Quinta-feira, 02.10.14

Dores de cabeça que já dão num problema mental

Sabemos desde o sorteio que, nesta edição da Champions, a sorte não estava muito disposta em sentar-se ao lado do Benfica. Quando o Bate Borisov ou Maribor aqui se chama Mónaco, está tudo dito…

No primeiro jogo, há duas semanas na Luz com o Zénite, houve aqueles vinte minutos iniciais. E aquele Hulk, que fica endiabrado quando pela frente lhe aparece o Benfica. Depois a equipa reagiu, os adeptos gostaram e aplaudiram e, no fim, até ficou a ideia que aquela derrota não passaria de um incidente, perfeitamente remediável no jogo de retribuição, em S.Petersburgo. E até já hoje em Leverkusen com a equipa das aspirinas…  

Afinal… nada disso. Só dores de cabeça, sem aspirinas que lhe valham. Dores de cabeça que já dão num sério problema mental com a Champions!

Com Jesus tem sido sempre assim. Dá a ideia que ele acha que nunca tem equipa para a Champions, quando a ideia que deixa é que é ele que não é treinador de Champions. Hoje o Benfica foi completamente trucidado, com duas agravantes para Jorge Jesus: a primeira é que a equipa foi “comida” exactamente da mesma forma que o fora pelo Zénite, naquela primeira meia hora de há duas semanas, sempre atropelada na faixa central do meio campo; e a segunda é que o Leverkusen jogou exactamente como joga sempre. É aquela a sua forma de jogar: pressão alta, grande povoamento da faixa central, com as alas abertas para os laterais, marcações impiedosas e ritmo altíssimo enquanto a capacidade física der!

É inacreditável, mas Jorge Jesus não teve resposta para isso. E a equipa afundou-se, perante um adversário que em valores individuais não lhe é de maneira nenhuma superior. Bem, de maneira nenhuma, tenho que confessar, é um exagero…

Porque, 15 milhões depois, o melhor trinco de que a equipa dispõe – quando permanecem lesionados Fejsa e Ruben Amorin – ainda é o André Almeida. Porque a equipa continua sem guarda-redes: o Júlio César foi a parte mais activa do primeiro golo, meteu dó no segundo e foi simplesmente humilhado no terceiro. E porque o Eliseu é um especialista em pirotecnia: apreciamos as suas bombas, mas preferíamos que fosse, se não especialista, pelo menos competente a defender!

Jorge Jesus já diz que a final da Liga Europa é mais importante que os quartos da Champions. O costume… Se calhar é por isso que ainda há dois anos - lá está, a contar para a Liga Europa - ganhou os dois jogos ao adversário de hoje... Até pode ser, mesmo que financeiramente – e é em dinheirinho que o ordenado lhe é pago – seja muito menos rentável. O problema é que assim nem sequer vai entrar na Liga Europa, quanto mais chegar à final!

Eduardo Louro às 00:04 | link | comentar
Terça-feira, 30.09.14

Erros Meus, Má fortuna, Porto para Sempre!

Emoção é o vocábulo que sumariza o jogo desta noite na Champions. A essência do jogo que todos adoramos emergiu no longínquo relvado de Lviv. Foi um jogo de muita personalidade portista em que foi clara a dimensão europeia do clube azul e branco. 

Ironicamente, o primeiro golo do Shaktar é fruto da verdura de Oliver que não estava propriamente dentro de um desenho animado nipónico! Parecia, mas não estava! Neste particular, penso que o FC Porto pode e deve dispensar a insistência nas trocas de bola junto ao Fabiano. Está mais que visto que é bonito, mas pouco eficaz! Por vezes o pragmatismo é a melhor das tácticas!

Depois, a fragilidade defensiva no segundo golo da equipa ucraniana parecia anunciar a piada SERRANA dos 3 guarda-redes.

Porém e depois de mais um penalty por assinalar, depois de um penalty falhado, depois dos golos já referidos surge a força transcendente do Dragão e, só mesmo uma grande equipa, bem orientada nas substituições, foi possível arrancar com o corpo e com a alma um precioso empate, tendo em conta a vitória caseira do Bate Borisov sobre o Bilbao.

Na verdade, este jogo pode marcar uma viragem, sendo o mesmo um exemplo do que não se pode fazer em alta competição e do que se deve fazer na adversidade. Que esta seja uma lição para todos os portistas. Para aqueles que não assobiam e acreditam até ao fim e para os flops que disparam para todo o lado desrespeitando tudo e todos não pelo conteúdo (todos são livres de opinar), mas pela forma ridiculamente brejeira como se exprimem.

 

Dos erros nossos, da má fortuna, o nosso PORTO SEMPRE!

 

Hélder Rodrigues 

helderrod às 22:52 | link | comentar
Sábado, 27.09.14

A propósito de talento

 

 

Ontem também foi Dia de Clássico. Mas do outro, mais fraquinho... 

Não correu mal, foi mesmo um bom jogo. E até empataram...

Aqui o que conta é mais o Benfica. Que às vezes até parece que brinca com o fogo…

Hoje, ao contrário do que sucedera com o Moreirense na semana passada, o Benfica entrou a todo o gás, como se tivesse aprendido a lição. Dois golos, uma bola no poste, oportunidades de golo sucessivas e um domínio asfixiante em vinte minutos de luxo dão conta da forma como o Benfica entrou na partida. Nem podia ser de outra maneira, em jogo estava um momento seguramente importante do campeonato, a oportunidade que não podia ser desperdiçada de alargar, para quatro e seis pontos, a vantagem sobre os seus dois mais directos adversários!

Não se pode dizer que a partir da meia hora o Benfica tenha desaparecido, abandonado o jogo. Mas pareceu que a equipa quis partir do Estoril para Leverkursen, sem passar pelo aeroporto. Perdeu rigor e concentração e permitiu ao Estoril entrar no jogo. Depois, sabe-se como é: as circunstâncias do jogo alteram-se e quando menos se espera está tudo virado do avesso.

Ainda na primeira parte o Estoril reduziu. Percebeu-se que o Benfica reagiu bem, mas as oportunidades criadas continuaram a ser desperdiçadas. E quando, logo no início da segunda parte, empatou – num lance irregular, mas isso são circunstâncias de jogo – o cenário de repente complicou-se, até porque as coisas começavam a não sair tão bem…

Foi de novo já em superioridade numérica que o Benfica chegou à vitória, num golo que o Lima deu a ideia de ter roubado ao Derlei, depois de falhar tudo o que havia para falhar, tornando-se no maior responsável pela forma incrível como a equipa desperdiça o talento único de Gaitan.

Que pena, tantos passes mágicos e toques de génio sucessivamente desaproveitados… Devia ser crime!

Vale que, falar de talento, é também falar de Talisca...

 

Eduardo Louro às 23:20 | link | comentar

A Boa Querença dos Viscondes da Roubalheira

O jogo é simples de explicar.

O Porto entrou a perder com uma falha grave no meio campo que originou o golo madrugador do sporting. A reacção portista tardou, mas chegou e, já em crescendo, o Porto foi mais forte na segunda parte na qual podia ter resolvido o jogo a seu favor. Apesar da bola na trave de Capel, o Porto foi bem mais perigoso na segunda parte.

E não venham com o puritanismo que proibe o comentário das arbitragens. Estas fazem parte do jogo e partem o jogo bem como a sua verdade. Sei que fica melhor refugiarmo-nos na rotatividade entre outras abordagens...mas a verdade é que fomos ROUBADOS repito ROUBADOS como em Guimarães. Não podemos aceitar que o árbitro não marque aquele penalty de ânimo leve. Ele está inclusivamente bem colocado e é evidente o desvio da bola com o braço. O próprio Maurício nem quis acreditar na decisão da boa querença, pelo que disfarçou muito mal.

Por isso, caros portistas, é preciso gritar bem alto que andamos a ser roubados neste campeonato que já está inquinado...Não se pode brincar assim com uma instituição.

Aqueles insultos directos à mãe de Jorge Nuno em uníssono são o culminar da prepotência destes viscondes que se dizem diferentes dos demais. É uma vergonha. Gostava de ver a cara de Inácio e perguntar-lhe o que sente ao ouvir todos aqueles impropérios tão agressivamente verbalizados na noite de hoje.

Não me calarei, porque gosto muito de futebol, mas acima de tudo gosto muito mais de justiça e de equidade.

Haja rotatividade e muita! Mas na roubalheira. Chega de roubar sempre ao mesmo!

 

Maurício rima com Patrício!

Força, Porto!!!!!!!!!

 

Hélder Rodrigues

helderrod às 00:51 | link | comentar
Segunda-feira, 22.09.14

Pontapés na gramática moral

 

 

Já vi Jorge Jesus irascível, gozando com os treinadores adversários ao mostrar-lhes os dedos de uma mão, dançando, e até o vi resgatar um adepto das garras da polícia, em Guimarães, mas nunca o vi meter um dedo no olho do treinador adversário, nunca o vi partir para o insulto pessoal dizendo que o seu colega de profissão tinha um neurónio nem nunca o vi romper camisolas de jogadores contrários. De modo que o recente ataque de José Mourinho a Jesus - que decidiu interpretar mal as palavras do técnico do Benfica -,  é baixo, desprezível, de alguém que dá calinadas em inglês e acusa outro de pontapear a gramática portuguesa, de alguém que apesar de ser bom naquilo que faz, é egocêntrico, incompatibiliza-se com colegas de profissão, futebolistas, directores, jornalistas e vive rodeado de uma legião de pedantes e bajuladores.

Dylan às 16:47 | link | comentar | ver comentários (5)

Com mil raios e colinhos!

Há noites assim. Muita tempestade, raios violentos e muita violência no relvado! 

A jornada desta semana não trouxe nada de novo quanto à equidade nos critérios. 

Com efeito, Maicon tem uma desnecessária entrada por trás e foi efectivamente bem expulso. Não tendo sido decisiva (até porque o Porto continuou a atacar incessantemente) a referida expulsão condicionou a próxima jornada! E o raio da fava tinha que sair a Maicon, central que tem estado impecável no eixo defensivo azul e branco...

Já na Luz esse incrível Enzo tem uma inacreditável agressão a um jogador do Moreirense, cuja barbaridade não é aconselhável a árbitros mais sensíveis, mas não viu o respectivo cartão vermelho permitindo que o benfica continuasse a lutar pelo empate. Mas o colinho não ficara por aqui. A queda de Lima na área com um alto nível de comicidade encerra num penalty inacreditável...Palmas para a competência deste mosqueteiro do apito que não hesitou em expulsar o pobre jogador do Moreirense, galgando triunfalmente para o mesmo com o segundo amarelo na mão...

Em suma, e para memória futura temos o Boavista, o Setúbal e agora o Moreirense na Luz com arbitragens altamente tendenciosas. E assim, levadinhos ao colo já se encontram sozinhos na tabela da verosimilhança, porque na verdade e sobretudo pelo jogo do Porto em Guimarães a classificação não seria esta.

Todavia, a arbitragem não é tudo e o Porto mesmo reduzido a dez manteve a intensidade e jogou bem. Não me parece que a rotação de vários jogadores do plantel tenha sido o factor condicionador do resultado. Destaco o jovem Ruben Neves que parece não saber jogar mal e que merecerá uma coexistência mais proeminente no onze titular.

Em suma, nem sempre é possível ganhar mesmo sendo bem melhores que o adversário e, depois da tempestade, virá Alvalade onde espero que não repita a pouca vergonha do ano passado onde se deu colinho ao leãozinho. 

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

helderrod às 10:04 | link | comentar

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