Domingo, 26.04.15

A Maldição da Xenofobia

Estou estupefacto com o que vi e ouvi nos programas de hoje. Assim, de repente, o Jorge Jesus tornou-se um gentleman português que nunca agrediu jogadores em campo, nunca agrediu agentes da PSP e nunca provocou treinadores em competições da UEFA. Isto aflige-me. Aflige-me ver seis milhões de cidadãos (não é cidadões como diz o Cavaco) tornarem-se uns chauvinistas plenos de rancor perante um treinador estrangeiro. Poderá estar aí a génese da maldição do Bella Guttmann como se fosse um reflexo de todo este consenso anti-Lopetegui! O Vítor Pereira precisou de dois anos para concretizar aquilo que o Jorge Jesus almeja em 6 anos. Lopetegui é um excelente treinador. Temos é maus árbitros neste país de trazer por casa que, até por causa do futebol, se torna um reino de chauvinismo e xenofobia!

helderrod às 23:30 | link | comentar | ver comentários (1)

É Benfica, não são "ellos". Pode ser?

 

Foi Dia de Clássico, mais um. Uma correria, cansou só de ver. Cada um correu para seu lado, sempre o contrário do do outro!

O Porto entrou a correr para não deixar o Benfica jogar, descaracterizando a equipa. Percebeu-se desde logo a ideia: impedir que o Benfica pudesse pegar no jogo e fazer mossa em cima de uma convalescença bem congeminada. Que começou logo na noite do desastre, com aquela encenação no aeroporto de Pedras Rubras, continuou com aquela outra à chegada ao Altis e acabou no escalonamento da equipa inicial – incluindo a ressurreição de Helton na crucificação do Fabiano –  e na estratégia de abordagem ao jogo. Tudo bem engendrado, digno da famosa estrutura.

O que não podia acontecer era o Benfica entrar e impor o seu jogo. E para isso era necessário encher o meio campo de gente capaz correr daquela forma. E para ter gente capaz de correr daquela forma eram indispensáveis aquelas encenações, bem preparadas.  Depois, atingido esse objectivo inicial e equilibradas as coisas, trataria então de tentar gradualmente restaurar o seu figurino e procurar então ganhar o jogo.

Pelo contrário, o Benfica entrou dentro da sua estrutura habitual. Mas sem Salvio, que não recuperou, e com Talisca no seu lugar. O que faz toda a diferença!

Obrigado a correr e a lutar o Benfica viu-se impedido de jogar. Nem sequer deu para perceber se a ideia tinha alguma vez sido a de entrar forte, na tentativa de aproveitar as maleitas do adversário. Só quando na segunda parte o Porto mudou de registo, o jogo deixou de ser uma correria louca e uma sucessão de choques e faltas, para passar a ter alguma qualidade em cima da intensidade que nunca perdeu.

Nos últimos minutos passou a ser o Benfica a tomar os cuidados que, como os caldos de galinha, não fazem mal a ninguém. Não sendo bom, o empate não era mau de todo. Mau só para Lopetegui, que mais uma vez demonstrou o seu mau perder (não há ninguém que o ensine a dizer BENFICA, em vez de "ellos"?), deixando a sua assinatura em mais um momento de arruaça. Com a agravante de o ter feito por cima de uma outra, de respeito profissional e de fair play. Que acabou por deixar irreconhecível, completamente apagada!

E lá interrompeu o Benfica a notável série de 92 jogos sempre a marcar na Luz. E lá fiquei eu sem a minha prenda. Logo quando abandonei os meus na minha própria festa, com o argumento de ali estarem uns rapazes de vermelho para me dar a prenda de anos...

Eduardo Louro às 22:39 | link | comentar

E foi assim!

 

Daniel Santos às 22:34 | link | comentar

É preciso ter GALO no AFONSO HENRIQUES!!!!

Após uma semana diabólica relativa à eliminatória da Champions, designadamente os Quartos de Final da Champions da qual se assisitiu a um branqueamento de algumas nuances das decisões disciplinares dos árbitros por parte da maioria da comunicação social, a saber:

O branqueamento da referência aos amarelos não atribuídos a Bernat e Boateng no Dragão. Ambos os jogadores não deveriam estar presentes na segunda mão, ao contrário de Danilo e Alex Sandro que foram quase cirurgicamente afastados do jogo de Munique; a não expulsão de Neuer aos 2 minutos da primeira parte no Dragão, que teve obviamente influência na segunda mão porque iria entrar um guarda-redes claramente menos qualificado e também A ENTRADA DE BADSTUBER NO FINAL DA PRIMEIRA PARTE EM MUNIQUE SOBRE QUARESMA que dava vermelho directo, o que implicaria o facto inequívoco de que o Bayern jogaria a segunda parte reduzido a dez. 

Esse branqueamento não foi inocente. Inocente é o Octávio Machado que ao responder a um colega portista num debate na CMTV estava a confundir o Hapoel de Israel que venceram 3-0 ao SLB com o Apoel do Chipre. Não compreendo tal ressabiamento. 

Mas de facto importou menosprezar o FCP do desaire de Munique. O mesmo não aconteceu quando o Olympiakos deu 5 a 1 ao SLB. Tudo foi branqueado.

A xenofobia anti-lopetegui tem sido ridícula. Devo confessar que tenho alguma vergonha de um país que, à boleia do futebol, se transforma num aido de chauvinistas e de xenófobos. É uma vergonha! Nunca vi um treinador estrangeiro ser tão vilipendiado como o Lopetegui.

Como tal, digo desde já, independentemente do desfecho deste campeonato (uma vez que o SLB não teve classe para resolver o campeonato em casa), que Lopetegui deve ficar. Aliás, APELO AOS MEUS CONSÓCIOS QUE COMECEM DESDE JÁ A MANIFESTAR A NECESSIDADE DA PERMANÊNCIA DE LOPETEGUI NO PORTO!

Quanto ao jogo de hoje, vi uma equipa a querer ganhar e outra a não querer resolver o campeonato em casa. Mais uma vez, tal como na primeira volta, vi um Benfica muito faltoso e duro (vejam como o Fejsa poderia ter sido expulso em 5 minutos).

Mas devo adir que há ainda alguma coisa para acontecer. Recordo que o Gil Vicente só perdeu na Luz com um golo fora-de-jogo e que o grande FC Porto só não venceu em Guimarães por causa de um golo mal anulado a Brahimi e um penalty claro sobre o mesmo. Só aí falamos nos tais quatro pontos em questão no presente campeonato.

A ver vamos e, como nunca sou capaz de virar as minhas costas ao FC Porto, continuo a acreditar. Vai ser preciso muito Galo em Barcelos e no Afonso Henriques para podermos vencer.

Quanto ao resto, já todos estamos cansados de falar em colinho, não vale a pena escamutear as repetições da Benfica TV. É que o Luisão empurra deliberadamente o Jackson na grande área, mas tudo será lavado mais branco (tal como o OMO).

Neste país perdem-se à guisa do futebol alguns Homo Sapiens Sapiens e ganhámos uma maioria (nem todos) de cerca de 5 Milhões de OMO CHAUVINISTIS!

 

Nire laguna Lopetegui egonaldia gurekin urte askotan etorri !!!!!!!!

Força, Porto! Contigo até ao fim!!!!!!


Hélder Rodrigues

  

helderrod às 21:41 | link | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 22.04.15

Bonito de ver

 

 

Foi bonito de ver a recepção que os adeptos portistas mais militantes fizeram à equipa, esta madrugada no aeroporto Sá Carneiro. Domingo há mais, e é preciso dar urgentemente moral às tropas... Não fosse isso...

Mas bonito, bonito foi ver o ar de aprovação com que abanava a cabeça o ex-futuro treinador do Real Madrid!

Eduardo Louro às 14:20 | link | comentar | ver comentários (1)

Atropelados pela realidade

ATROPELO.jpg

Bastaram 30 minutos para a armada luso espanhola ser trucidada em Munique pelos panzers alemães, igualando a pior derrota de sempre dos portistas na Europa do futebol. Com um treinador escolástico, com um dos maiores investimentos de sempre no plantel, com adversários de valia, com a falta de sorteios europeus simpáticos de outros anos, o FC Porto arrisca-se a ficar mais um ano sem ganhar praticamente nada. Caiu com estrondo o mito da "grande equipa" criada por comentadores encartados, por ex-jogadores, por alguma comunicação social e pelo fanatismo de alguns adeptos que foram atropelados pela realidade.

Dylan às 10:58 | link | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 21.04.15

O meu Orgulho, o nosso Orgulho e o orgulho deles!!!!

Hoje o FC Porto teve uma noite difícil em Munique. Mas para a ter é preciso lá estar. E assim foi. Depois de um magistral jogo no Dragão que colocou toda a Alemanha em sentido, o orgulho ferido germânico abalou a semana da Baviera. As dificuldades deste jogo começaram logo no desafio do Dragão. A escandalosa não expulsão de Neuer e a não atribuição dos amarelos a Boateng e a Bernat em contraponto com as admoestações certeiras a Danilo e Alex Sandro foram marcantes para o desfecho da eliminatória. Depois, o azar circunstancial deste jogo anteceder uma visita ao Estádio da Luz o que condicionou as opções de Lopetegui (LO-PE-TE-GUI para os mais pategos), quando tira Quaresma e mais tarde Brahimi, Porém, o golo de Jackson apareceu e fica a sensação de que se a segunda oportunidade do avançado do Porto desse em golo aos 76 minutos os bávaros ainda passariam um mau bocado. Mas eu e certamente todos os Portistas estamos muito orgulhosos desta longa caminhada na Champions iniciada em Agosto. Fomos irrepreensíveis até ao jogo de hoje e obtivemos um agregado de 7-4 com a mais que provável campeã da Europa da presente época. Como tal e apesar do amargo de boca, o meu orgulho pelo Porto cresce ainda mais nestes momentos porque quem ama o seu clube é ainda mais afectivo nos momentos difíceis. O mágico Porto estará com certeza portentoso no próximo jogo da Luz, pronto para mais um difícil desafio, mas ferido no orgulho de Dragão que quererá indubitavelmente relançar-se na luta pelo título. E assim termina mais uma presença da Champions da equipa portuguesa mais temida na Europa do futebol. Por isso, força grande Porto! Hélder Rodrigues

P.S. A não esquecer: O sete é a soma (o corpo) de 6 + 1. Pelo menos é assim em Vigo e no resto do mundo!

helderrod às 21:57 | link | comentar
Domingo, 19.04.15

Campeões!

 

 

O Benfica é campeão nacional de hóquei em patins e, com 22 títulos, recuperou a condição de campeão dos campeões.  Depois da goleada (5-1) imposta ontem ao Porto, na Luz, e porque já no Dragão havia goleado, então por 7-3, o Benfica assegura os seis pontos de vantagem que lhe garantem o título, a duas jornadas do fim do campeonato. 

Agora o desafio é manter a invencibilidade nos dois últimos jogos, para garantir o brilhantismo de um campeonato sem derrotas. Depois, é conquistar a Taça de Portugal, para dar mais brilho à época!

Eduardo Louro às 14:30 | link | comentar

Uma questão de agenda

Jonas marca no Belenenses-Benfica

 

Mais um jogo fora, mais uma vez a confirmação de um Benfica de duas caras: uma para dentro, para apresentar na Luz, digna mais bela princesa das histórias de encantar, e outra para fora, a lembrar as bruxas más. Feias, assustadoras…

Hoje não chegou a tanto, mas durante uma hora pairou no Restelo, cheio de colinho, o fantasma da bruxa má... de Vila do Conde. Não foi tudo igual, valha a verdade, mas houve algumas semelhanças, a começar pelo golo madrugador, que até já parece mau presságio. Foi diferente – tinha mesmo de ser diferente – a atitude dos jogadores do Benfica. É verdade que não foi o caso de Olá John – estamos sempre a dizer que terá desperdiçado a última oportunidade, mas nunca é a última – mas uma andorinha não faz a Primavera. E foi muito diferente a eficácia: no primeiro remate à baliza (enquadrado com a baliza), logo no início do jogo, surgiu o primeiro golo; o segundo, já com uma hora de jogo, deu no segundo golo. Ambos de Jonas, ambos excelentes…

O segundo golo sim, desbloqueou o jogo. Não acabou com o jogo, mas levou-o para outro registo, bem mais favorável ao Benfica. É que não foi só o golo, foi também a hora de jogo que ficara para trás a deixar mossa na equipa de Belém, e a diminuir-lhe a resistência. A partir daí , na última meia hora, o resultado deixou claramente de estar em risco. Em risco só mesmo Samaris, que Jesus tardou em poupar. Por boa causa, deve dizer-se. Porque quis dar prioridade à substituição do Olá John, mesmo que lhe não sirva de lição…

Falar deste jogo é falar de tudo isto. É dizer que o Belenenses foi um adversário muito complicado, que se bateu sempre muito bem, mesmo quando as forças começaram a faltar e com boa organização táctica. Mas é também dizer que, quando durante toda a semana os media quiseram dizer que o Belenenses estaria impedido de apresentar sete ou oito jogadores com ligação ao Benfica afinal, só Rui Fonte não jogou. Dos sete ou oito apenas um - um único -, e por razões bem explicadas pelo seu treinador, não jogou!

Não houve nenhuma gastroenterite, nem ninguém se lesionou a subir para o autocarro. Não deixa de ser curioso que quem se não incomoda nada com esses desarranjos intestinais e essas lesões à entrada do autocarro tenha alimentado a novela toda a semana. Não deixa de ser notável que o anterior Presidente do Belenenses, que não tem vergonha de ter deixado o clube no estado em que deixou, nem de entregar a SAD a uma figura como Rui Pedro Soares, tenha a esse propósito vindo reclamar vergonha aos benfquistas. Nem deixa de ser confrangedor que tema dos jogadores emprestados só entre na agenda mediática quando o Benfica joga com o Belenenses.  E depois… oops… Só um, apenas um não jogou. E… oops… por opção do treinador. E muito bem explicada…

 

Eduardo Louro às 00:25 | link | comentar
Sábado, 18.04.15

O Golo Que Vai No Bolso

Numa importante jornada que antecede a visita à Luz, o FC Porto fez nove alterações para receber a Académica e isso notou-se ainda que ligeiramente no desempenho na equipa.

O Rotategui aplicado neste jogo que podia e devia ter sido adiado, tendo em conta a dimensão que o FC Porto está a dar ao futebol português não está a ser digna de reconhecimento. Aliás, na minha opinião, esta Federação não é digna de representar o grande FCP. 

Na celebração dos 33 anos magistrais de Pinto da Costa aos 33 minutos de jogo, pensei que é ali junto aos seus adeptos o lugar onde ele merece o reconhecimento de ser o dirigente com mais títulos no Mundo. 

Quanto ao jogo propriamente dito, fica para a história a vantagem magra e um saber a pouco após a miríade de oportunidades criadas pelos dragões. Aliás, parabéns ao Cristiano que foi o melhor elemento da Académica uma vez que defendeu quase tudo o que havia para defender. Assim o tivesse feito noutros palcos...

Do lado do Porto, Hernâni nome de craque, nome de um grande portista que, esteja onde estiver, estará orgulhoso da caminhada do clube do seu coração, conseguiu marcar e revelar que tem potencial para impor qualidade aliada à sua velocidade estonteante. Ainda embalado pelo impacto dos 50092 adeptos da Champions, o extremo do Porto foi o MVP com toda a justiça.

Para o fim ficou a entrada de Jackson que, recordando a similitude do lance com o do golo de Juari em 1987, optou por guardar esse golo no bolso para Munique. Fez bem. Fez bem porque a esperança e a expectativa são imensas para chegarmos às meias-finais da Champions. Para tal, há que saber sofrer na próxima terça-feira e com muito critério superar o orgulho ferido dos bávaros. Será importantíssimo marcar em Munique.

Entretanto na próxima terça de manhã ligarei ao JJ para que ele me diga o resultado. 

Força, Porto!

Wir werden gewinnen!

P.S. Um apelo à Antena 1 para abulir a completamente inusitada tradução simultânea nas conferências de Lopetegui (LO-PE-TE-GUI para os mais pategos). É efectivamente uma redundância dispensável.

Hélder Rodrigues 

helderrod às 23:07 | link | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 16.04.15

WUNDERBAR

Maravilhosa. Assim foi a noite de gala no Estádio do Dragão. Com 50092 espectadores quase todos pintando a casa de azul e branco escrevendo a frase "Road to Berlin". E é isso mesmo. Demonstrámos ter estofo de campeões...EUROPEUS! Esta casa habitua-nos a plasmar a superior evidência de sermos de longe a melhor equipa portuguesa. A força incessante da equipa foi sublime, mesmo com um árbitro muito indisciplinado na aplicação da lei que levou um Neuer ao colo para a segunda mão uma vez que a sua opção penalizou o FC Porto não só para o que restava do jogo, mas para toda a eliminatória. Contudo, uma palavra para esta grande equipa que sabe estar acima de toda a arrogância da maioria da imprensa e da televisão. Sabe estar acima de alucinações de comentadores que tentam menorizar aquilo que é maior. Aliás deixo aqui um desafio ao senhor Carlos Daniel para fazer uma nova estimativa, tendo em conta os 20% das hipóteses atribuídas ao FC Porto perante um Domingos impaciente no programa Grande Área da RTP Informação. Uma palavra para LOPETEGUI (LO-PE-TE-GUI, para os mais pategos), que apesar da permanente sobranceria do chauvinismo antiporto, mantém a equipa em grande rendimento nas frentes que realmente interessam (apesar dos coeficientes filosofados por Rui Santos). O treinador basco tem vindo a revelar uma enorme capacidade de leitura no jogo e parece estarmos a colher os frutos do tal rotategui tantas vezes criticado. Posto isto, é com um imenso orgulho que escrevo estas palavras, porque durante as minhas 36 primaveras este clube já me deu tanto, mas tanto que dispenso quaisquer lirismos para procurar engrandecer aquilo que efectiva e palpavelmente já é imenso: o meu FC PORTO que hoje me deu mais uma grande alegria, mais uma vitória categórica aos bávaros que nunca tinham perdido em solo luso. E assim fazemos a história com factos e com argumentos de momentos sublimes. Obrigado por me fazeres tão feliz, FC Porto! Força, Porto!!!!! Hélder Rodrigues

helderrod às 00:07 | link | comentar
Domingo, 12.04.15

Emoções fortes e um autocarro à procura de estacionamento

 

Mais um jogo de grande qualidade de um Benfica afirmativo e dominador. De um Benfica campeão, e à campeão!

Esperavam-se dificuldades da parte da Académica de José Viterbo, hiper motivada, que ainda não perdera e que era "apenas" a segunda defesa menos batida da segunda volta. Mas cedo, bem cedo, se viu que o Benfica não estava ali para outra coisa que não para ganhar depressa o jogo. Para não dar qualquer hipótese… E que a Académica já entrava derrotada… Porque smplesmente não encontrou espaço para estacionar o autocarro que decidira trazer para a Luz. A Académica foi isso: um autocarro à procura de estacionamento!

Ainda se não tinham atingido os 20 minutos de jogo e já o Benfica ganhava por três, fruto de uma exibição que, sem ter atingido o brilhantismo de há uma semana, era uma exibição cheia. E em cheio. Mas também fruto de um coeficiente de aproveitamento inédito: 100%.

Depois o Benfica levantou o pé. Não desligou, como tinha chegado a fazer contra o Nacional, mas deixou correr… Deixou correr o jogo, deixou correr a bola e deixou correr os jogadores da Académica atrás dela. De tal forma que estava-se já em cima do intervalo quando o Benfica perde, por Maxi, assistido de forma brilhante por Gaitan, a primeira oportunidade de golo.

A segunda parte começou como a primeira, com o golo a chegar até pela mesma altura, pelos sete ou oito minutos. O Benfica jogava ainda mais bonito, mas sem o mesmo índice de eficácia. Agora eram as oportunidades de golo que se sucediam… Sucessivamente, sem cessar. Mas sem golo…

Golo que - ameaça a tornar-se lei - acabou por sofrer no primeiro remate do adversário. Um golo festejado em lágrimas pelo seu marcador, Rafael Lopes. Não foi esse o primeiro momento de emoção. A emoção tinha já entrado em campo com Fejsa, num regresso - um ano e duas operações depois - naturalmente muito festejado. Mas, emoção e festa a sério, foi quando o mesmo Fejsa fez o quinto. O último e o mais bonito do jogo!

Foram cinco. Mas cinco golos legais. Todos dentro de toda a legalidade!

E no meio de tanta emoção até a estreia de Jonathan Rodriguez passou despercebida. Mas aconteceu!

Eduardo Louro às 02:35 | link | comentar

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