Terça-feira, 27.01.15

Uma nova maldição

 

O Benfica perdeu ontem mais que um jogo, em Paços de Ferreira, como aqui disse logo após o jogo. Perdeu um jogo que não poderia perder, e não é a primeira vez que isso acontece. Um jogo que marcava o início da segunda volta, que lhe permitia alargar para 9 pontos a vantagem para o segundo, e que acabaria com todas as pretensões dos adversários.

Mas perdeu muito mais. Interrompeu uma série de 90 jogos, e perto de 3 anos, para o campeonato, sem marcar. E marcar é meio caminho andado para ganhar… E interrompeu uma série de 9 jogos sem sofrer golos. E não sofrendo golos não se perde…

E com tudo isto partiu-se uma gigantesca onda de entusiasmo vermelho que varria o país e empurrava a equipa a equipa para a frente, como ainda ontem viu, até adormecimento colectivo a meio da primeira parte. Perdeu-se um estado de alma, e uma soberba vantagem psicológica de consequências imprevisíveis. Ao mesmo tempo ressuscitou-se psicologicamente o principal adversário, que já estava de rastos.

E ganhou-se uma nova maldição. Depois da maldição de Bella Gutman, surge agora a maldição dos Barreiros. Ganhar ao Marítimo nos Barreiros dá azar, paga-se logo a seguir. Foi assim que o Benfica perdeu o campeonato há dois anos. Tida então como a última grande dificuldade do campeonato, ganhar esse jogo significaria ganhar o campeonato. O Benfica ganhou, o Marquês foi reservado… e depois foi o que se sabe, com o Estoril, na Luz. E o tal minuto 92, no Dragão… Desta vez era a última jornada da primeira volta, e ganhar representaria virar a página do campeonato com 6 pontos de vantagem. Ganhar da forma categórica, como ganhou, com uma exibição daquelas, onde uma semana depois baquearia o principal adversário, era a passadeira para o título…

Na época passada o Benfica deslocou-se aos Barreiros logo na primeira jornada, com tudo em branco. Perdeu. Mal, mas perdeu e foi o que se viu: o Benfica ganhou tudo o que por cá havia para ganhar… Não há dúvida, aí está uma nova maldição!

Poderia ainda falar de outra maldição. Mas não se trata disso, trata-se de outra coisa qualquer. Refiro-me ao décimo aniversário da morte de Feher, completamente ignorado, tanto quanto me apercebi, por toda a gente, de dirigentes a adeptos. Não há almas penadas, mas parece-me sintomático que já tenha sido esquecido um acontecimento que tanto marcou os benfiquistas!

 

Eduardo Louro às 15:09 | link | comentar
Segunda-feira, 26.01.15

Adormecer dá nisto. Já deviam saber!

 

O Benfica perdeu. Três meses depois, em condições bastante diferentes.

Perdeu, interrompeu uma longuíssima série de 9 jogos sem sofrer golos e perdeu a oportunidade de dar a machadada final no campeonato, com consequências que estão para ver. Perdeu muito, como se vê. Perdeu mais que um jogo!

Não importa que a derrota se tenha revestido de uma injustiça tremenda, até porque isso é normal. Raramente as melhores equipas portuguesas perdem com as pequenas por serem inferiores no jogo jogado, como se diz. Não importam as três bolas nos ferros, até porque também isso é habitual no Benfica. Jogo com menos de três no ferro não é jogo para o Benfica!

O que importa é saber por que é que, tendo entrado bem no jogo e encostado a equipa do Paços de Ferreira lá atrás, com duas bolas nos ferros, uma delas no penalti falhado de Lima, a partir de meados da primeira parte, o Benfica deixou que o adversário adormecesse o jogo. Adormecido o jogo, adormeceram os jogadores, adormeceram os adeptos… Com tudo a dormir, o Paços foi deixando o tempo passar, queimando-o a torto e a direito, para agarrar o pontinho… No fim saiu-lhe a taluda, num penalti caído não se sabe de onde, mesmo que o Eliseu seja useiro e vezeiro em disparates.

Saber por que é que o miúdo Gonçalo Guedes entrou a meio do tempo de compensação, não importa nada. É simples curiosidade!

Não tenho dúvida nenhuma que, sem se deixar adormecer, o Benfica teria ganho, e mais uma vez por muitos, este jogo de hoje. Mas tenho uma dúvida. A minha dúvida é se o Benfica se deixou adormecer pelo Paços ou se se terá deixado adormecer por outras coisas. Perigoso é que tenha sido por outras coisas...

Eduardo Louro às 22:57 | link | comentar
Domingo, 25.01.15

É preciso ter Gallo!

Ninguém se move para a frente quando se olha para trás! O jogo do grande FC Porto na Madeira pouco dista do desempenho do SLB na semana passada. A diferença reside na postura de passeio Marítimo na jornada anterior. Nesta semana o Marítimo apresentou outro guarda-redes e outra postura. O lateral esquerdo maritimista jogou a extremo na semana passada e o navio montado que povoou onze jogadores atrás da linha da bola anteviram a difícil tarefa portista. Na Madeira, isso já é um clássico...mas o FCP tudo fez para vencer e a ineficácia foi redondamente derrotada pela morte súbita do golo de Gallo. Foi preciso ter muito azar para não vencer na Madeira. E não vale a pena vir criticar os jogadores e o treinador. Lopetegui fez tudo com as substituições e o orgulho de Braga tem que se manter. Não vale a pena cairmos nos laivos de benfiquistas e sportinguistas inchados porque, quando o Bailinho da Madeira é trocado pelo "Cheira bem, cheira a Lisboa" no decorrer do jogo dos Barreiros como foi possível ouvir durante a transmissão, algo está errado. Desta forma, não adianta o bota abaixismo. Há que lutar até ao último instante, porque eu fico sempre até ao fim no Dragão. E já vi muitos golos esta temporada por não virar as costas ao jogo. Vale a pena a resiliência e a força portistas. Nos passos que ainda faltam nesta jornada vamos aguardar. Eu acredito até ao fim, porque somos muito fortes e abnegados! Força, Porto! Hélder Rodrigues

helderrod às 22:20 | link | comentar
Quarta-feira, 21.01.15

Taça da Liga

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helderrod às 23:54 | link | comentar

Que jogador!

 

Aí está Janeiro em todo o seu esplendor. Com uns ou com outros, na Liga ou na Taça da Liga, nada muda: o mesmo controlo do jogo, a mesma asfixia ao adversário… Não a mesma nota artística, naturalmente, mas na mesma nota artística alta. É este o Benfica que, ano após ano, nasce em Janeiro!

O Benfica discutia hoje em Moreira de Cónegos o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga. O Moreirense teve o privilégio de jogar em casa este jogo decisivo, que teria de ganhar. E que naturalmente queria ganhar, mesmo que raramente o tivesse parecido. Durante os primeiros 15 a 20 minutos ainda pareceu que iria tentar discutir o jogo, a partir daí o Benfica tomou conta do jogo, encostou o adversário lá atrás e foi criando oportunidades de golo, umas atrás das outras, como vem sendo hábito.

Deu apenas para dois golos (ficou um penalti por marcar) - o segundo, em mais uma maldade da Sport TV, a ser roubado ao Derlei - para a continuar sem sofrer golos e para mais um show de Jonas. Que jogador!

Um dia destes temos aí o Peter Lim, com o Rodrigo pela mão e mais uns trocos, para o levar de volta para Valência…

 

Eduardo Louro às 23:18 | link | comentar

Varredores de ocasião

CANTINFLAS - O  VARREDOR.jpg

Segundo os seus responsáveis, parece que uma equipa de futebol da cidade do Porto precisa de um varredor, necessário para "varrer a porcaria da Federação Portuguesa de Futebol", porque esta se esqueceu de homenagear dois figurões na gala do seu centenário. É sempre bom ver alguém preocupado com o desemprego, tal como no passado, pois ajudaram os profissionais do turismo, da hotelaria e da restauração, nomeadamente promovendo viagens de árbitros ao Brasil. Desejam um novo Cantinflas, que varra o lixo enquanto conquista as empregadas domésticas da zona, mas foram pouco originais ao copiarem as  palavras de Carlos Queiroz, 20 anos antes, pois não só este voltou a chafurdar na mesma imundície  como se esquecem que já lucraram tanto com os resíduos dos outros, varrido tantas vezes para debaixo do tapete.  

Dylan às 12:33 | link | comentar
Domingo, 18.01.15

Resposta de elevada nota artística

 

Resposta categórica e inequívoca do Benfica à incrível campanha que por aí anda. É assim, dentro de campo, que se dá a resposta que é devida… 

Como vem sendo habitual, o Benfica asfixiou durante a primeira parte, mas marcou apenas um golo, deixando por marcar mais três ou quatro. Na segunda parte, com o jogo ligeiramente mais repartido, surgiram os golos que acabam por dar ao resultado uma expressão mais condizente como que se passou.

O Benfica ganhou por 4-0, o que é sempre um grande resultado, mas bem podia ter duplicado o score. O Marítimo fez o primeiro remate aos 60 minutos, já lá iam dois terços do jogo e já perdia por três a zero. Acresce que, para além de ser o primeiro, foi o único remate intencional e com verdadeiro perigo, que Júlio César defendeu para a barra. E bloqueou completamente o Marítimo – como Jorge Jesus bem referiu na flash interview, a propósito dos famosos bloqueios que o treinador dos madeirenses, sem preocupações de originalidade, decidiu também agora recuperar – afogado num imenso banho de bola...Com a nota artística que Janeiro sempre resgata!

Tudo foi bonito, a equipa voltou a não sofrer golos, Luisão atingiu os 440 jogos e a marca de Eusébio, e quase tudo correu bem – até a expulsão de Talisca, sempre muito desejada pelos comentadores da Sport TV. Mas nem tudo correu bem: Gaitan, o artista mor da companhia, lesionou-se logo nos primeiros minutos. Esperemos que não seja nada de grave, e que para delícia dos nossos olhos possa regressar depressa…

Eduardo Louro às 20:52 | link | comentar

"Cha-Cha-Cha" no "Pantanel"

O FCP fechou a primeira volta num jogo para barbas rijas. Num terreno adverso devido às condições meteorológicas, marcar na primeira parte era fundamental. E assim foi. No limite do fora-de-jogo, mas sem necessidade à criação de pontos de fuga, o guerreiro Herrera e o fabuloso Martinez facturaram com uma tremenda eficácia. Na segunda parte, foi necessária a promoção da tracção ao 4x3x3 numa luta árdua na qual o Penafiel se bateu estoicamente. Uma palavra de apreço também para o nosso niño Torres que lutou bastante, interpretando a importância e a grandeza de se trazer o emblema do melhor clube português no peito. Importa também adir que terminámos apenas a primeira parte do desafio. Venha a segunda, com mais futebol e sem colinhos nos dezassete encontros que restam. Vamos acreditar sempre e deixar as galas para a fachada, puxando dos galões plenos de ambição e de vitórias como é apanágio do grande Futebol Clube do Porto. Força, Porto! Hélder Rodrigues

helderrod às 00:49 | link | comentar
Sábado, 17.01.15

Lá vamos, cantando e rindo ... às vezes tristes...

 

O Porto ganhou (3-1) em Penafiel. Com dois golos irregulares e com um penalti contra por marcar. Pelas contas que por aí se fazem, a verdade do resultado seria 2-1 a favor do Penafiel... E menos 3 pontos para o Porto!

Mas está tudo bem: o árbitro Soares Dias não viu e Lopetegui também não. Nem a Sport TV, sem linhas para o fora o jogo, e com o lance do penalti bem escondido no fundo de uma gaveta, não fosse alguém ver...

Ninguém perguntou a Lopetegui se estava triste com a arbitragem. E, como já se sabia, também ninguém se preocupou com Quiñones...

Eduardo Louro às 23:45 | link | comentar

Tudo com dantes... E o quartel general?

 

Com a desvantagem de 6 pontos para o Benfica a manterem-se teimosamente desde que, há 4 jornadas atrás, os campeões nacionais foram ganhar categoricamente ao Dragão, o Porto decidiu fazer ressuscitar Pedroto e renascer Pinto da Costa. 

Pretendendo fazer ignorar que esses seis pontos de diferença se devem à claríssima vitória do Benfica no Dragão, que não fosse esse resultado e ambos estariam com os mesmíssimos pontos, na contingência de não conseguir por si só evitar o bi-campeonato do rival, a estrutura do Porto volta-se para os jogos de bastidores da arbitragem, donde verdadeiramente nunca saiu. Tudo como dantes... 

O aniversário do falecimento de Pedroto, o mentor da estratégia, já lá vão quase 40 anos, e o regresso de um dos seus agentes comunicacionais a um programa televisivo ao serviço da causa, foram a alavanca deste regresso em força aos velhos métodos. Lopetegui, que tanto demorou a entender o futebol de cá, e que tanto tempo perdeu em experiências com  jogadores que tinha obrigação de conhecer bem foi, desta vez, muito rápido a perceber a coisa. Não diz palavra (em) que não (se) meta árbitros!

Há quatro anos atrás, a última vez que o bi-campeonato poderia ser hipótese, trataram de tudo logo no início, e á quarta jornada já levavam 9 pontos de vantagem... No ano seguinte deixaram para mais tarde, e a coisa começou a dar resultados em Coimbra, com Carlos Xistra - justamente o árbitro para este jogo do Benfica no Funchal, o último da primeira volta - para acabar em beleza com o inevitável Pedro Proença no jogo do título, na Luz. E há dois anos foi já mesmo no fim, com Paulo Batista - por mera coincidência o árbitro do penúltimo jogo, em Penafiel (e, já agora, Rui Costa, do Porto, foi o árbitro escolhido para o último jogo, com o Guimarães). No ano passado aquilo foi tudo tão mau que não havia nada a fazer!

Com o campeonato a virar para a segunda volta e com o calendário do Benfica a apertar, numa sequência que começou em Penafiel para prosseguir, na Luz, com o terceiro classificado, na Madeira, com o Marítimo, em Paços de Ferreira e com Alvalade já aí, quando o Benfica exibe níveis exibicionais e de confiança em ascensão, este é o momento escolhido para este ano. 

Faixas, atrasos a ocupar as bancadas, repetir incessantemente benefícios alheios e prejuízos próprios em jornais e televisões até que passem a verdades, tudo vale para condicionar arbitragens e respectivas nomeações. Nada portanto de novo nesta estratégia portista. Sempre assim foi, quando não foi muito pior, como todos nos lembramos e o "apito dourado" haverá de guardar para a posteridade.

Poderia até pensar-se que entretanto muita coisa mudou, que a máquina portista está velha e gasta, e que no quartel general há gente séria, sem medo e imune a pressões. Mas aí está Carlos Xistra, já amanhã...  Com quem o Benfica, sempre com erros grosseiros, conquistou apenas 17 pontos (perdeu 10) nos 9 jogos que disputou, e com quem o Porto conquistou 36 nos (perdeu 6) nos 14 jogos que lhe arbitrou ...

E Artur Soares Dias em Penafiel, onde o emprestado Quiñones não jogará. Sem ponta de polémica, evidentemente... 

Eduardo Louro às 15:59 | link | comentar
Sexta-feira, 16.01.15

"Varredor precisa-se"

Provavelmente chegaram a pensar que, com um peão a mandar na Federação Portuguesa de Futebol, seguir-se-ia a fase de exaltação das suas glórias ... e dos seus métodos. Varrendo-se tudo para baixo de tudo...

Afinal ainda não é bem assim, e por isso, varredor precisa-se... 

Eduardo Louro às 15:54 | link | comentar
Quarta-feira, 14.01.15

Um jogo que deu para tudo...

 

Deu para tudo, este segundo jogo do Benfica na Taça da Liga, com o Arouca. Deu para goleada (4-0), e deu para bons bocados de excelente futebol, a deixar-nos sem dúvidas nenhumas que é mesmo Janeiro. Com os outros, ou com estes, regressou o tempo da nota artística... Deu - meio jogo, mas mesmo assim... - para Rui Fonte (pouco intenso, mas vem de uma lesão) e Gonçalo Guedes (a mostrar muito, mas também muita ânsia de mostrar)... Deu para mais duas baixas nas baixas, depois dos regressos de Salvio e Eliseu, hoje foi a vez de Sílvio e Sulejmani regressarem. E de que maneira...Deu também para mais uma lesão, em mais um central. Agora foi o César, que já estava a carburar...

E deu para uma grande exibição do Pizzi, de novo no papel de clone de Enzo, a deixar a ideia - já percebida na despedida da Champions, há um mês atrás - que, dentro do plantel, é quem melhor substitui o argentino. Se conseguir manter o nível desta noite, não restarão muitas dúvidas! 

Eduardo Louro às 23:43 | link | comentar

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