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Dia de Clássico

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O Dragão, a Raposa e o Abutre

helderrod 8 Dez 16

Bem que podia ser mais uma fábula de Esopo, mas não é. Se calhar até seria interessante, porque muitas delas ostentam moralidades que muita boa gente precisa de ler e ouvir!

Porém, centremo-nos, caro leitor, nesta noite de gala no Dragão. Não custa nada assumir que o Leicester não trouxe as melhores unidades, mas acredito veementemente que viesse quem viesse não passaria no Dragão. 

Na sequência do jogo com o Braga para o campeonato, o FC Porto continuou a plasmar em campo o seu velho paradigma. Um Porto dominador, por vezes avassalador que não deu quaisquer hipóteses ao adversário. Para isso muito contribuíram Oliver que parece estar ainda mais solto sem o Octávio a seu lado, Brahimi cujo golo merece ser dedicado a Madjer e sobretudo um espectacular Corona que marcou o golo da noite. Com efeito, está mais que visto que quando se aposta nos melhores em campo obtém-se o melhor em termos de resultado.

Está mais do que visto que as equipas que vestem de vermelho no Dragão se encolhem perante a supremacia azul e branca. 

Esta é já a defesa portista que está há mais tempo sem sofrer golos no século XXI, sendo apenas equiparada com o Porto de 98/99 do século passado. Isto vale o que vale. Mas, depois de tantos minutos contados para acicatar a pseudo desgraça do FCP, agora dá-nos um certo gozo falar destas coisas.

Fica a ideia que a equipa já ultrapassou o cabo das Tormentas, mas nada está ganho. É já no próximo Domingo por terras de Santa Maria da Feira que a equipa deverá estar à altura em Dia de Derby lisboeta.

Valeu a pena ter despachado com cinco estrelas as raposas de Leicester naquele que foi o melhor resultado de sempre de uma equipa portuguesa sobre equipas inglesas.

Apesar de agora se falar pouco nisto (só se fala quando o Porto não ganha), é uma pena os pontos perdidos pelas equipas portuguesas na Europa por causa do ranking. 

O Sporting esfumou-se na Europa do futebol e os adeptos já não precisarão de gastar mais saliva em jogos europeus. Com 5 derrotas na fase de grupos nem as vitórias morais muito agudizadas na segunda circular são suficientes para relevar o descalabro.

Já no Benfica, JJ foi sempre muito frágil nesta competição. Recordo uma vez que as águias só passaram para a Liga Europa por causa de um miraculoso golo do Hapoel de Telavive (que tinha goleado o SLB em Israel por uns expressivos 3 a 0) em cima do minuto 90. 

O mesmo se passou este ano. Os parcos 8 pontos foram suficientes, não obstante os 11 golos sofridos nesta fase da prova. Valeu-lhes mais uma vez equipas terceiras que, surpreendentemente, conseguiram apurar um SLB sem brilho.

Como tal, o prestígio europeu do Futebol Clube do Porto tem corrido décadas e já são doze as vezes que os azuis e brancos chegam aos oitavos de final na Liga dos Campeões.

Oxalá, o sorteio seja favorável para que possamos sonhar como em 87 e 2004...

 

Força, Porto!!!!

Hélder Rodrigues

 

Créditos fotográficos de Raurino Monteiro

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Sem brilho

Eduardo Louro 6 Dez 16

 Benfica - Nápoles - Liga dos Campeões

 

O Benfica apurou-se para os oitavos de final da Champions. Sem brilho, não há outra forma de o dizer.

Sem brilho porque o fez com apenas 8 pontos. E isso nunca é brilhante. E sem brilho porque perdeu o jogo, na Luz, com o Nápoles, repetindo o 1-2 da Madeira. E desta vez, ao contrário da última, perdeu bem: sem espinhas. A equipa italiana foi melhor. Na segunda parte foi mesmo muito melhor. E sem brilho porque fê-lo à custa de terceiros: o surpreendente Dínamo de Kiev, que despachou o Besiktas com um resultado improvável na Champions: 6-0!

O apuramento é importante. Muito importante, mesmo, mas o jogo não deixa razões para festejar. Deixa é preocupações. Porque é a segunda derrota consecutiva, porque o rendimento da equipa baixou assustadoramente, e porque há jogadores - e não são poucos - que, de repente, deixaram fugir a grande forma que exibiam. E porque deixa vir ao de cima aquela ideia terrível que, nos grandes jogos, nos mais exigentes, a equipa encolhe-se. Não se consegue impôr.

Vai agora ter de desmentir tudo isso, já no domingo, onde a liderança do campeonato ficou subitamente em jogo. Não é normal o Benfica perder dois jogos consecutivos. Três é impensável! 

Imperial. A Invicta triunfou sobre a Bracara Augusta num registo épico. 

A sombra do empate e dos infindáveis minutos que os homens dos bastidores tanto gostavam de contar acabaram hoje.

A galinha negra que se postou na baliza onde Rui Pedro (número 59) finalizou com soberba classe foi fundamental. A mesma foi mais forte do que as cerradas figas oriundas da segunda circular na noite do Dragão. Por vezes, estas transcendências do misticismo são preponderantes. Hoje resultou. Só tenho pena de não ter podido saborear uma cabidelazinha após esta saborosa vitória.

Na noite de hoje, o FCPorto impôs-se à moda antiga. O coração ainda se sobrepôs à razão na primeira parte e teve quatro grandes oportunidades do golo. Oliver foi enorme, trabalhando incessantemente a bola com fabulosas mutações de flancos. Pena foi aquele que podia ter sido o momento do jogo pela negativa. A grande penalidade falhada por André Silva não augurava nada de bom para a segunda parte. 

Todavia, jogando em vantagem numérica o FC Porto esmagou um braga pequenino e encolhido à guisa das equipas que jogam de vermelho no Dragão. E então evidencia-se a raça do Maximiliano que catapultou aquele flanco direito com um irrepreensível Corona pela direita. A resiliência foi ininterrupta também pelo flanco esquerdo com a boa ajuda de um esforçado Brahimi que parece estar a crescer. 

E foi assim que no tempo extra surpreendentemente concedido pelo árbitro perante um constante antijogo de Marafona, o Porto chega ao golo de Rui Pedro. E que golo. Que classe. O jovem jogador encerrou com supremacia aquele passe magistral de Diogo J e acabou com todos os discursos que estavam já preparados para o usual bota-abaixismo dos portofóbicos nas TV e jornais da especialidade.

Por isso soube bem. Foi um momento soberbo o qual todos os portistas desejam que seja um "turning point" nesta temporada. 

O próximo desafio está já aí ao virar da esquina e a continuidade na Champions é fundamental. Que o antigo 59 continue a passar pelos Sonhos daqueles que acreditam num Porto autoritário no seu reduto.

 

Força, Porto

Hélder Rodrigues

 

P.S. Se o Rui Pedro vestisse de outra cor estaria já a valer uns 90 milhões nos matutinos...Não me levem a mal. Deixem passar esta linda brincadeira.

 

Foto de Raurino Monteiro

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Nota de autor: o 59 era um autocarro dos STCP cujo destino era a Codiceira (Alfena) e que passava no Campo dos Sonhos em Ermesinde.

Quando menos se esperava...

Eduardo Louro 3 Dez 16

Luisão: «Fomos parados de várias maneiras»

 

 O Benfica perdeu, hoje na Madeira. Com o Maítimo, à décima segunda jornada e à entrada de um ciclo de elevado grau de dificuldade que faz deste Dezembro um mês complicado. 

Já não perdia há muito tempo e, embora muitos o desejassem, ninguém pensaria que acontecesse hoje. Porque ainda há duas apenas semanas cilindrara esta equipa do Marítimo, no jogo da Luz, para a Taça, com uma enorme exibição e uma gorda goleada de 6-0. E porque a equipa atravessa - sim, no presente do indicativo - um período de grande consistência, em grande forma, com um  futebol demolidor, com soluções para todos os problemas...

Mas aconteceu, e o Benfica perdeu hoje a invencibilidade no campeonato. E deixou de integrar o restrito grupo de três equipas invictas em toda a Europa: sobram agora o sensacional Leipzig, na Alemanha, e o Real Madrid.

A equipa não entrou bem, é certo. Entrou a perder, com um golo aos 5 minutos, num erro colectivo a que Luisão emprestou a cara. O Benfica reagiu de imediato, e pouco tempo depois já lá estava o seu futebol habitual. Em cima do adversário, asfixiando-o, com o carrossel a funcionar em pleno. Uma única excepção, ali pelo minuto 20, quando o Ederson, com duas defesas consecutivas de grande qualidade, evitou o segundo golo. Foi claramente uma excepção, as oportunidades sucediam-se, como se sucediam as faltas dos impunes jogadores do Marítimo, e era praticamente garantido que o golo do empate chegaria depressa. E que os outros viriam a seguir...

Tardou, mas não muito. O empate chegou à passagem da meia hora, com um remate de Nelson Semedo a sofrer um desvio, sem o qual não daria em golo, na única gota de felicidade que hoje estava reservada para os tri-campeões. Que sairia bem cara!

Ainda se não tinha percebido isso, e apesar de o guarda-redes Gotardi começar a parecer instransponível, a ilimitada confiança na equipa deixava os adeptos convencidos que ao intervalo já o marcador teria dado a cambalhota. Não foi assim, o golo não aparecia mesmo. Mas havia ainda toda a segunda parte...

Logo no arranque a bola saiu da cabeça de Salvio para bater na barra, e não entrar. A partir daí, ou o guarda-redes do Marítimo fazia milagres, ou a bola saía centímetros ao lado. Ou por cima. E pronto, lá se voltou a cumprir a eterna profecia do futebolês: quem não marca, sofre. Na únca vez em que o Marítimo saiu lá de trás, foi a vez do erro ganhar a cara do André Almeida. Por três vezes, o que, convenhamos, é demais: primeiro foi anjinho, e permitiu que um adversário lhe roubasse uma falta (os jogadores do Marítimo mandavam-se permanentemente para o chão, e o árbitro fazia-lhes sempre a vontade); do livre, a bola chegou-lhe, na esquerda e, com uma rosca, devolveu-a para a área, à mercê do remate de um adversário, que resultaria num canto; por fim, no canto, deixou o adversário saltar à vontade para marcar o golo que ditaria a derrota. 

Faltavam 20 minutos, mas nem cinco sobraram para jogar. A partir daí os jogadores do Marítimo não permitiram mais que se jogasse à bola. Sempre no chão, um de cada vez e o guarda-redes nas vezes todas.

    

 

Taça Epístolar

helderrod 29 Nov 16

Alameda do Dragão, 29 de Novembro 2016

Querida Mãe, querido Pai:

 

Então, que tal? Nós andamos do jeito que o NES quer. Entre os dias que passam menos mal, lá vem um jogo que nos dá mais que fazer. Mas falemos de coisas bem melhores. O João Carlos Teixeira dá uns toques e o Depoitre deverá seguir Engenharia. Para lá do futebol, dizem que é um emprego com saída.

Cá chegou direitinha a encomenda num empate que parou no Velasquez. Uma equipinha que não deu para a merenda, mas sempre dá para enganar a vontade. Espero que não demorem a mandar um videoarbitro nesta taça do Correio. Mais um golo limpinho a anular. Como estão os delegados de vermelho? Já não tenho mais assunto para escrever. Esta taça não é nada bestial.

Um abraço deste que tanto te quer. Porto, muda, porque isto não é normal!

Um abraço deste que tanto te quer. Porto, muda, porque isto não é normal!

 

P.S. Road to Faro-Loulé é tão mau, tão mau que plasma a consentaneidade com a parca valência desta competição.

E, por falar em Valência....ADEUS!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

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Estomatologia e silêncios

helderrod 28 Nov 16

Muitos são os que questionam (e bem) a ausência de Brahimi no FC Porto. Porém, deixo aqui a pergunta que o pacto de silêncio dos comentadores e jornalistas pro-benfica exige que não se questione.

 

O JARDEL JÁ ESTÁ MELHOR DA DOR DE DENTES?

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