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Dia de Clássico

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CONTRATEMPO A CAMINHO DO BRASIL

Eduardo Louro 12 Out 12

 

A selecção nacional poderá ter hoje complicado as contas do apuramento para o Mundial 2014. Ao perder na Rússia (0-1), com o adversário directo que tem marcado mais golos e que continua sem os sofrer, a selecção nacional começou a estreitar o caminho para o Brasil, que ameaça tornar-se mais apertado e difícil do que aquele que Pedro Álvares Cabral fez há 512 anos.

A equipa nacional não justificou no campo – um sintético a que os comentadores da RTP insistiram em chamar relvado – o estatuto de terceira selecção mundial que, sem que se perceba porquê, a FIFA lhe atribui. Dominou nas diversas variáveis estatísticas do jogo, com uma posse de bola à Barcelona (78%), mas em poucas ocasiões foi verdadeiramente superior ao adversário: uma Rússia muito italiana, que nada tem a ver com aquela equipa excitante – mas desequilibrada - que há pouco mais de três meses esteve no campeonato da Europa. É a diferença entre um Fábio Capello, velha raposa, e um Dick Advocaat à Jorge Jesus!

É certo que as coisas não correram de feição. Um golo sofrido logo no início, consequência do primeiro de muitos erros de Ruben Micael, e a lesão de Coentrão, revelaram-se decisivos. Até porque se a lesão de Meireles – substituído pelo desastrado Micael – já fora penalizadora, a de Coentrão, logo no início do jogo, foi-o ainda mais, com o Miguel Lopes a revelar-se uma completa nulidade a atacar e um susto permanente a defender. E com as substituições a não resultarem: o Varela, que habitualmente entra bem e muitas vezes até resolve, nunca se entendeu nem com o jogo nem com o resto da equipa, o Nani também não resultou no meio e o Ederzito será certamente uma história bonita, mas daí até ser jogador de selecção…

Cristiano Ronaldo, já se sabe, nunca será o mesmo do Real Madrid. Hoje teria sido necessário que andasse por lá perto, mas continuou bem longe. O Rui Patrício continua a complicar sempre que a bola lhe chega aos pés: hoje foi demais. Contribuiu para intranquilizar a equipa e reduziu-lhe, em muito, as opções. Muitas foram as ocasiões em que, passando a melhor opção por fazer a bola chegar ao guarda-redes, alguns jogadores – especialmente Pepe - evitaram atrasá-la, sentindo-se obrigados a abdicar desse instrumento, perdendo tempo ou perdendo a bola.

Ficou sempre a ideia que era jogo, se não de ganhar, pelo menos de não perder. Mas, bem vistas as coisas, a estratégia italiana agora ao serviço de uma selecção russa recheada de bons jogadores, foi sempre suficiente para controlar o jogo. Até parecia que eram os italianos – perdão, os russos – a alimentar a ideia de que o golo acabaria por surgir, como que a dizerem aos jogadores portugueses: vá lá, não ponham muita intensidade nisto porque não vale a pena. Está-se mesmo a ver que é uma questão de tempo, mais minuto menos minuto vocês vão marcar o golito que nos deixa, a todos, contentes!

Que manhosos...

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