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Dia de Clássico

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Ganhámos, agora vamos todos tratar do coração

Ao minuto 87 do jogo de Portugal e da Dinamarca tinha decidido não escrever uma linha sobre o jogo. Não me apetecia!

Decidi, depois do golo de Varela, nesse minuto, mesmo sem grande vontade e nenhum entusiasmo, escrever algumas linhas sobre um jogo que acabou em festa. Uma festa falsa, porque o tempo é mais de vergonha que de festa.

Provavelmente haverá muita gente que não concordará comigo. Mas não se percebe a mentalidade instalada na selecção nacional. Num jogo que tinha de ganhar – “só temos de ganhar”, dizia ontem Paulo Bento (eu sei que ele não joga, mas parece!) – contra um adversário que, tem que se dizer, joga pouco mais que nada, em que se apanha a ganhar por dois a zero sem muito ter feito para isso – duas oportunidades dois golos, coisa rara, tão rara e invulgar como o golo de Postiga que não o redime de coisa nenhuma – a equipa não conseguiu comandar o jogo. Nem sequer controlá-lo!

No fim da primeira parte – 41 minutos – sofreu o 2 a 1 pelo inevitável Bendtner - cuja especialidade é marcar à selecção nacional - no primeiro remate à baliza que a equipa da Dinamarca efectuou. Um golo consentidíssimo, com toda a defesa parada e com o Rui Patrício – se o Sporting estava à espera que se valorizasse para fazer dinheiro, até aí tem azar – aos papéis. Não desfez o cruzamento inicial, como lhe competia e, desposicionado, ficou sem qualquer hipótese de interceptar o segundo. Fatal. E sabe-se o que é passar um resultado de 0-2 para 1-2. Em qualquer altura, mas especialmente à saída para o intervalo.

 

Quando, na segunda parte, era necessário ter a iniciativa do jogo e ter a bola – é inacreditável como esta equipa dinamarquesa consegue ter 58% de posse bola – o que se viu foi que a selecção nacional entregou o jogo ao adversário. Chuto para a frente, de qualquer maneira, uns atrás dos outros, minuto após minuto. A Dinamarca, quase sem querer, era obrigada a estar por cima do jogo. Quando aos 80 minutos Bendtner voltou a marcar – novamente com Rui Patríco (fez apenas duas defesas) mal batido, defendendo para o poste – ninguém ficou surpreendido. Era a única coisa que se esperava do jogo!

Até porque, mesmo sem jogar nada e a provar a fragilidade dinamarquesa, a equipa nacional tinha desperdiçado três ou quatro oportunidades de golo, duas delas verdadeiramente escandalosas, por Cristiano Ronaldo. Que é uma pena ver jogar na selecção!

Triste, vergonhoso mesmo como, com um conjunto de jogadores que actuam nalgumas das melhores equipas mundiais, não se consegue construir uma equipa capaz de aproveitar e dignificar o dito melhor jogador do mundo!

Depois de vergonhosamente se ter deixado empatar, como já fizera com a Alemanha depois de sofrer o golo, a equipa passou então a assumir o jogo. Faltavam 10 minutos e à Dinamarca apenas se exigia que fizesse o pouco que sabe fazer num jogo de futebol: defender!

Se não nos tínhamos superiorizado nas vertentes do jogo que para eles é pouco mais que chinês, como o conseguiríamos naquilo que é a sua especialidade?

Veio então a sorte, a sorte que a equipa não fez por merecer. Três minutos depois de entrar e sete depois do golo sofrido, Varela faz o golo da vitória. Com um remate de pé esquerdo, desferido depois de falhar a tentativa com o direito.

Foi a festa. Que não apaga a vergonha!

 

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