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Dia de Clássico

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Kaput!

helderrod 6 Ago 17

Aos meus leitores neste blogue:

 

Este é o meu último post no Dia de Clássico.

Não vou perder mais tempo a escrever sobre este futebol. Sobre esta pouca vergonha instituída. Para mim chega.

Para quando um título impoluto?

Escrever sobre este futebol inquinado e adulterado é uma perda de tempo.

Ganhar desta forma desenxabida e insípida deve ser extremamente frustrante.

Tenham vergonha.

 

 

 

 

 

Época Nova, o Roubo do Costume. 

 

 

 

As minhas desculpas ao criador do Dia de Clássico que foi sempre educado e cordial com a minha pessoa.

Muita saúde a todos.

Supertaça: o XX do capitão

Eduardo Louro 6 Ago 17

 

Aí está de volta o futebol de competição. E aí está o Benfica de volta às conquistas, parece que agora de pazes feitas com a Supertaça.

A primeira resposta que se esperava deste jogo em Aveiro tinha exactamente a ver com a imagem que o Benfica trazia da pré-época que, como se sabe, deixava algumas preocupações. Começando por aí, deve dizer-se que a resposta não foi categórica e inequívoca. O jogo não disse que o Benfica da pré-época não passou de uma núvem passageira, mas também não disse, nem ninguém esperaria que o dissesse, que a equipa tem todos os problemas resolvidos.

Na primeira parte até chegou a parecer que sim. Aos dez minutos o já Benfica tinha marcado por duas vezes - Jonas e Sferovic, nas duas únicas oportunidades, é certo - e tinha o adversário completamente subjugado. O Vitória estava no tapete, e toda a gente se lembrava daquele jogo do título, daqueles 5-0 da Luz.

Já quase ninguém se lembrava de Nelson Semedo nem de LIndelof. E até o Varela fazia questão de jogar à Ederson, quase sempre bem sucedido. Só que as oportunidades de golo, tão soberbamente aproveitadas nos primeiros dez minutos, passaram a ser esbanjadas, algumas por excesso de arte, e lá vem aquela velha máxima do futebol: "quem não marca, sofre". E à beira do intervalo, num lance esquisito, caído do céu mas em que estiveram bem presentes os tais problemas na defesa, o Vitória fez o golo. E saiu para o intervalo com um resultado notoriamente lisongeiro.

Admitia-se que aquele golo, ressuscitando a equipa vimaranense, e trazendo-a de novo para a discussão do resultado, fosseum tónico para a segunda parte. Se os primeiros dez minutos - outra vez os  os primeiros dez minutos - pareciam desmentir essa tese, com o Benfica a voltar a desperdiçar duas claras oportundades de golo, a partir daí confirmou-se em absoluto. Os últimos 5 minutos do primeiro quarto de hora, e todo o segundo, foram de clara supremacia vitoriana. O Benfica quebrou fisicamente, e os jogadores de Guimarães ganhavam todas as bolas divididas, todos os ressaltos e chegavam sempre primeiro. E o empate esteve à vista, em uma ou duas ocasiões.

No último quarto de hora o Benfica voltou a ficar por cima e fechou o jogo com o terceiro golo, agora por Jimenz, acabado de entrar para render o tantástico, mas já esgotado, Jonas. Antes, tinham entrado Filipe Augusto, que continua a não convencer, mas que permitiu outra liberdade a Pizzi, o melhor da época passada e, para não deixar dúvidas, o melhor da Supertaça. E Eliseu, para substituir Grimaldo, de novo lesionado.

Merecem ainda referência os adeptos, e os de Guimarães voltaram a ser fantásticos, e o velho Luisão. A partir de hoje o jogador do Benfica com mais troféus. À capitão. À grande capitão!

Puritanos da bola

Dylan 3 Ago 17

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Já começa a ser enjoativo a conversa dos juristas de ocasião sobre a legalização de claques de futebol. Se querem cumprir a Lei esta tem de servir a todos, sem excepção, e poderíamos começar pela apresentação do registo criminal de cada membro. Duvido que sobrasse muitos "legais", daqueles que relatam orgulhosamente em livro as suas façanhas criminais de líderes. Quanto aos clubes, não só fosse severamente punido aquele dá apoio a uma associação "ilegal", mas também aqueles "legais" que incitam ao ódio através de cânticos, à violência, ao racismo e à exibição de tarjas ofensivas. Basta que todos os clubes comam pela medida grande que acabará o ruído hipócrita promovido pelos puritanos diários da bola.

Limpeza final

Eduardo Louro 16 Jul 17

Capa do O Jogo

 

A notícia faz capa em dois jornais do Porto, afectos ao FCP, e o destaque que "O Jogo" lhe dá é natural.

Uma década depois, o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ilibou Pinto da Costa no processo que a investigação judicial deu a conhecer por "Apito Dourado" e que a Justiça desportiva, diria agora que premonitoriamente, chamou "Apito Final".

Na altura, vai para 10 anos, a Justiça desportiva, então na Liga de Futebol Profissional, condenara Pinto da Costa com uma multa de 10 mil euros e com dois anos de suspensão. Punira o FCP com a perda de seis pontos nessa época temporada, que não tinha qualquer efeito na classificação,  e com a multa de 150 mil euros.  E suspendera o árbitro Augusto Duarte por seis anos, por corrupção na forma consumada.

Agora, 10 anos depois, com a Liga presidida por Pedro Proença, a Justiça desportiva, já na Federação presidida por uma das personagens envolvidas no fornecimento de deusas (ouvir aqui), anula todas as condenações. Como se obrigada aos mesmos constrangimentos técnico-formais, recorreu ao mesmíssimo argumento da ilegalidade das escutas telefónicas que a Justiça usou para arquivar o processo, e declara que o Apito Dourado acabou. Nem chegou a existir...

Está cumprida a primeira parte da missão de Fernando Gomes na FPF. As restantes já não são difíceis de adivinhar...

E quem julgava que as encenações dos e-mails se destinavam apenas ao assalto que aí vem, ficou a perceber que não. Que, conforme bem se percebia, tinham como primeiro objectivo preparar a limpeza final do apito dourado.

Apagam tudo. Tudo menos aquilo que sabemos que fizeram. As gravações estão aí e não se apagam!

 

O verniz estalou no futebol português. Por muitas voltas que queiram dar. Por muitas inversões que queiram orquestrar, já ninguém se pode eximir da realidade. A verdade está ferida de morte e o Benfica é o principal suspeito.

A presumível inocência dos anjinhos pode até estar a ser salvaguardada, mas as evidências em cada jornada que passava plasmavam a putrefacção da justiça desportiva. Basta, aliás, fazer algumas leituras de lances que fui denunciando neste blogue semana após semana. Agora tudo faz ainda mais sentido, quer pela coincidência dos intervenientes, quer pelo timing no qual as coisas ocorreram...

Tudo se pode resumir àquela taça fantasma do tri. Uma taça que aprioristicamente estava prevista nos estatutos da Liga, mas que ninguém teve hombridade de entregar a anteriores conquistas do FC Porto.

Essa taça é a metonímia de um embuste. Entenda-se por metonímia como uma figura de estilo onde se substitui uma realidade por outra que lhe está associada. Aquela taça representa em si a mentira, o xico espertismo e o sentimento altivo de quem se considerava impune.

Considero, portanto, que aquela taça deve estar no Museu e, sempre que a contemplem, percebam que o que ali está não é o produto da meritocracia. Será, isso sim, a soma de uma miríade incessante de conflito de interesses, de conluios, de chantagem, de metáforas clericais em que os meninos do Presidente não queriam falhar. Correu mal. Alguém se apercebeu daquela homilía pecaminosa e agora a podridão emerge em catadupa. Não adianta tapar os olhos à realidade. A cassete da fruta já não colhe. Afinal, tudo tinha um preço associado à luxúria e à classificação dos agentes do arbítrio. Na verdade, um jantarzinho com voucher, umas camisolinhas do rei e o prazer supremo consubstanciavam o crime perfeito. Nada é perfeito. Tudo se sabe. Até o JJ foi apanhado a dizer a um dado quarto árbitro: "Atenção! Olha que eu sei muita coisa..." . Se calhar, estará na hora do treinador dos leões explicar o tudo aquilo que sabe. Será, porventura, uma importante referência no esclarecimento cabal daquilo que se passou...

Acho engraçado. Parece que os comentadores benfiquistas ficaram à janela ali por Leiria. É que o senhor Vieira também foi escutado a escolher um árbitro a seleccionar o melhor árbitro para a final de uma Taça de Portugal.

Por falar em Taça de Portugal, ainda está por explicar a razão pela qual o misterioso minuto 16 da final da Taça de Portugal deste ano não foi analisado, no famigerado vídeo-árbitro.  Já passaram 29 dias sem que a agressão de Lindelof a Marega dentro da área do Benfica tenha sido sequer discutida nas nossas TV. O que aconteceu? Por que razão um lance como este é esquecido?  A quem interessou? DESAFIO TODOS OS CANAIS PORTUGUESES A ANALISAR SERIAMENTE ESSE LANCE E PROCURAR APURAR O QUE SE PASSOU. 

Haverá já muitos benfiquistas que estarão com um pé atrás. A instituição, que é o povo, não merece ser assim gerida por quem quer ganhar a todo o custo. 

Penso inclusivamente que muito deles deveriam pedir uma indemnização por danos morais. Aqui fica a minuta:

Eu __________________________________________________, benfiquista desde _________, venho por este meio solicitar a devolução da rectidão e da limpeza nas vitórias do meu clube. Não é com Taças da Liga que me compram. Não me revejo nestes compêndios tentaculares de cartilha saloia. Quero que o campeão volte, mas de uma forma cristalina, transparente e justa. Façam isso no Damaiense do Guerra ou no Famalicão do Janela. Não quero ser um bode expiatório de um qualquer menino do Presidente, de um chefe de observadores de Braga ou de um advogado habilidoso.

 

Obrigado!

O sócio enganado

 

 

 

Aquilo que está no Museu não é uma Taça. É um embuste

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.

 

 

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

 

 

P.S. Que a verdade traga a justiça daqueles que amam o ludopédio!

 

 

 

 

Hoje ia escrever aqui para falar de futebol, Mas hoje não quero. Hoje estou demasiadamente sentido com a catástrofe que ocorreu neste fim-de-semana. Deixo aqui as minhas sentidas condolências às famílias e aos amigos de quem perdeu a vida daquela forma tão injusta e brutal.

Se puderem ajudem: Liguem o número 760200600 (indicado pela RTP durante a transmissão do jogo da selecção) para podermos de alguma forma auxiliar o desamparo daquelas gentes.

 

Um abraço

 

Hélder Rodrigues

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