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Dia de Clássico

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Tarde quentinha, emoções ao rubro, futebol à tarde. Tudo pronto para a final número 1 do FCPorto. O oponente chamava-se Belenenses. Os azuis do Restelo, cuja História anuncia sempre dificuldades aos azuis do Porto. Fora no Restelo que perderamos dois pontos na primeira volta deste campeonato, quando o Brahimi ainda não fazia parte do onze...

Porém, o jogo começou sereno. Estranhamente sereno até! Numa louvável atitude positiva, a equipa do Belenenses postou-se em campo para fazer aquilo que é o jogo pelo jogo, sem lamentáveis perdas de tempo como outros fazem questão de desenvolver no Dragão. 

O primeiro apontamento do jogo aconteceu nas bancadas do Dragão e espero mesmo do fundo do coração que a pessoa que saiu de maca, possa já estar bem disposta a ler este simples texto. 

No meio desse momento menos bom, surge o golo de Danilo. Um golo anunciado mas difícil de conquistar, quer pela eficácia defensiva dos Belenenses, quer pela pouca capacidade de finalização por parte dos avançados portistas. 

Curiosamente, depois do primeiro golo o jogo voltou a serenar e lembrei-me rapidamente do que sucedera no jogo com os Sadinos. Um Casillas sem trabalho e um Porto algo macio.

Porém, desta vez, a segunda parte foi claramente bem mais dinâmica e o segundo golo era uma constante ameaça. Para tal contribuiu e muito a fortíssima capacidade de penetração de um Brahimi revigorado e merecidamente reconhecido pelo constante apoio das bancadas. O avançado argelino foi claramente o melhor em campo, deixando cada vez mais a sensação de que a sua ausência (justa ou não) fez imensa falta naqueles perdidos nos empates da teimosia. 

As pazes estão feitas e todos os Dragões só têm a ganhar com isso. Espero que ainda tenha vindo a tempo essa trégua. Uma palavra também para a excelente entrada de Corona que trouxe a aceleração indispensável para a ala direita. 

Foi assim que os golos chegaram naturalmente e o FC Porto cumpriu o objectivo 3/21 para a conquista do título. Temos que fazer 21/21 para cumprir a nossa parte, esperando que do outro lado nem as cartilhas das boas maneiras de enganar o povo sejam suficientes na conquista de uma treta qualquer.

O próximo objectivo é o 6/21 e a expectativa é muito grande.

Venha de lá esse grande Brahimi e os consistentes Torres, Danilo e André André para conquistarmos o Minho!

Cá estaremos na luta!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

 

P.S. Um obrigado ao meu consócio Portista, cujo SMS foi direitinho para o título desta crónica!

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Empate. Assim foi o produto de todos factores, das imensas palavras e imagens que antecederam este clássico. E que clássico!

E tudo começou como o costume. O bobo da corte encarnada, que mais parece um tolinho saltitão lá cravou um penalty a um desastrado Filipe, promovendo um contacto hilariante. Curiosamente, a exímia Benfica TV nunca voltou a repetir o lance em câmara lenta. Passou-o sempre em tempo real. Eles lá saberão porquê e eu também! Se o Filipe tivesse a experiência de Nuno, que se manteve calmo e sereno perante a abordagem de Jonas que fez figura de palhaço ao procurar simular novamente uma suposta agressão do treinador portista. O artista foi tão fraquinho que merecia um cartão amarelo pela proeza falhada...

Todavia, o FC Porto demorou trinta minutos a entrar em campo. Parece ter esperado por muitos adeptos que só puderam entrar mais tarde no Estádio da Luz pelo facto de terem sido retidos na parca competência da organização.

Depois destes trinta minutos de litargia em campo com um envergonhado remate de Óliver Torres aos 19, o FC Porto começou a assentar jogo e foi bastante personalizado em campo. O Benfica nunca mais foi capaz de criar perigo para além do penalty sacado e viu-se forçado a jogar com duas linhas de 4 bem juntas e compactas.

Na segunda parte, as coisas mudaram um pouco e Casillas esteve irrepreensível na defesa do título, uma vez que aquela pode mesmo ser a defesa do título. Numa constante luta de meio campo em que mais uma vez PIZZI PASSA PELOS PIZZIS DA CHUVA SEM LEVAR AMARELO, importa destacar o valor e qualidade de jogo, quer de André André, quer de Óliver Torres não desfazendo o incansável Danilo. 

Porém, ao contrário do que diz Rui Vitória, o FC Porto pôde também chegar com muito perigo à baliza do não menos talentoso Ederson. Para lá do histórico golo de Maxi Pereira em plena estádio das Lâmpadas Gigantes, o Porto ameaçou a baliza num lance de golo iminente que Soares não conseguiu concretizar, perante uma excelente saída de Ederson que foi capaz de "roubar" a bola em plena grande área. Depois há um lance de um escandaloso de um fora de jogo mal assinalado a Diogo J que se ia isolar para a baliza. É que nem com a aldrabada linha branca da BTV conseguiram dissimular o erro da arbitragem. 

Ao contrário do que dizem, o Xistra nem esteve bem nem mal. Esteve uma XISTRADA com muitas paragens no jogo e um critério disciplinar completamente parcial. Quantos amarelos levaram os jogadores do Benfica? 

Em suma, o empate foi efectivamente o resultado mais justo. 

Não deixa de ter piada o Professor Vitória apregoar pela injustiça, após aquilo que aconteceu na primeira volta no Estádio do Dragão. O FCPorto nunca foi inferior ao Benfica, nem nunca pôs um autocarro para segurar o empate. Rui Vitória tem que se convencer que o seu Benfica só é algo forte com os fracos e sofrível com os fortes. Porém, continua a impingir ideias desvirtuadas aos adeptos. A verdade é que não foram capazes de fechar as contas do campeonato em casa e agora vão andar de cabeça perdida a fazer figas....

O treinador do FCP foi inteligente nas substituições pois percebeu e bem que, MAIS VALE TER O EMPATE NA MÃO QUE UM CAMPEONATO A VOAR e não quis deitar tudo a perder se arriscasse a presença de dois avançados em simultâneo. Parabéns ao treinador e à forte personalidade da equipa. Jogamos à Campeão ao contrário do que fizera este mesmo adversário na primeira volta no Dragão!

 

Força, Porto! 

Hélder Rodrigues

Benfica vs Porto - O clássico dos clássicos

Daniel João Santos 1 Abr 17

Hoje é dia de clássico. Para já saudemos o clima pacifico dos dirigentes de ambos aos clubes, que tiveram a capacidade de não acirrar ânimos. Realcemos o espírito construtivo dos treinadores e das diversas declarações oficiais. Enaltecemos o silencio sobre árbitros e afins.

Depois, destacamos a forma como a imprensa tentou aquecer as coisas: primeiro na questão da famosa "claque" da selecção nacional liderada pelo outro senhor dos Super Dragões e depois com a venda de bilhetes a mais aos adeptos do Porto.

Pena que alguns gostem de incendiar o edifício para depois poderem vender jornais e noticias, sobre o incêndio.

Foquemos apenas o que interessa: o jogo e a vitória do Benfica.

Carpideira é uma profissional feminina cuja função chorar para um defunto alheio. É feito um acordo monetário entre a carpideira e os familiares do defunto, a carpideira chorava e mostrava seus prantos sem nenhum sentimento, grau de parentesco ou amizade. Existiam desde os tempos de Cristo, mas quem iria imaginar que sobrevivessem até os dias de hoje? No Brasil, são poucas as profissionais, principalmente no Nordeste, das quais se exige talento para chorar copiosamente e, mais do que isso, sensibilidade.

 

É um pouco isto.

Após um início optimista onde advogavam o conluio com a estruturas do futebol. Era tudo uma alegria para os lados da Luz.

Agora, ao sentir o aperto e a pressão de um FCP mais unido e coeso, lembraram-se do amuo e do papel de coitadinhos. Isso fica mal. Roça o ridículo e o expoente máximo da ingratidão perante quem foi protector e prestador de serviços de colo e baby sitting.

 

Será que os verdadeiros e grandes benfiquistas vão nesta conversa propagandística?

Não será mais importante questionarem por que razão Jardel, Lisandro Lopez, Jimenez e até Rafa não jogam?

 

Nada tenho a ver com isto como portista, mas será que os benfiquistas a sério não deverão colocar a palhinha propagandística de lado? 

Pensem nisso. 

 

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

 

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"Antipasti" Rossa

helderrod 14 Mar 17

E pronto. Assim termina mais uma aventura nas imensas presenças europeias do grande Futebol Clube do Porto. É de um grande europeu de que estamos a falar. Tal como a Juve, também o Porto já venceu a Champions por duas vezes, adindo os cinco restantes títulos internacionais.

Por sermos Grandes, chegámos muitas vezes aos oitavos e até aos quartos de final da Uefa Champions League. Essa grandeza portista não pode ser traída pelos estigmas e pelos complexos de inferioridade, sejam eles numéricos ou não.

É por isso que me refiro às "antipasti" (que são as entradas na cozinha italiana). Como é óbvio, o problema do FCP não foi gastronómico. As "entradas" no Dragão e o "rosso" de Maxi condicionaram a eliminatória.

Obter duas expulsões (uma em cada um dos jogos) foi dilacerante para os intentos do FCP.

A equipa entrou super personalizada em Turim e os primeiros 25 minutos prometiam uma segunda mão competitiva. Porém, esta maleita das expulsões em jogos decisivos nos confrontos a eliminar não quer desgrudar do destino azul e branco.

Num onze inicial que deveria ter sido utilizado logo na primeira mão sem complexos lamenta-se a ausência do Corona que encaixava na perfeição neste contexto competitivo. Lamenta-se o facto de não ter sido punido o agressor do Bessa, o qual deveria ficar impedido de jogar até que o seu colega lesado fizesse o seu primeiro jogo oficial. Nada. Isso só serviu para o Paulinho Santos. 

Na verdade, a asa direita esteve um pouco debilitada e isso permitiu que o Alex Sandro pudesse subir sempre à vontade. Ter-nos-á faltado um pouco de acutilância (mesmo após a expulsão indiscutível de Maxi). O objectivo era marcar (Soares e Diogo J) estiveram muito perto de o conseguir, mas o Grande Porto podia ter arriscado um pouco mais. Não tinhamos nada a perder. 

Terá faltado, por ventura, criar-se muito mais perigo em lances de bola parada e não ter complexos. A única inferioridade no futebol só se traduz nas expulsões. Fica a sensação de que a Juventus estaria ao alcance deste FCP.

Contudo, deixo uma palavra de apreço aos 2300 adeptos portistas presentes no Juventus Stadium que, esses sim, apesar de estarem em inferioridade numérica, não tiveram complexos e cantaram bem alto o nome do nosso FC Porto. O Grande e inconformado Futebol Clube do Porto de outros tempos. 

Uma palavra também para Iker Casillas que, neste jogo, superou Maldini e Xavi com 175 presenças em jogos europeus. Verdadeiramente impressionante.

Em suma, é sempre importante pensar que jamais poderemos dar passos em frente se estivermos sempre a olhar para trás!

Agora, foco máximo na Liga Portuguesa, mas a jogar sempre com os melhores. Somos Grandes!

Força, grande Porto!

Hélder Rodrigues

 

E QUEM NÃO SALTA, OSTENTA UMA LÂMPADA GRANDE NA MÃO!

 

Batalha Afonsina

helderrod 11 Fev 17

Apetece dizer que o FCPorto diminuiu a desvantagem para um ponto. E esse é o ponto. A luta pelo campeonato está renhida, o que torna o Dia de Clássico desta temporada ainda mais interessante. Aproveito desde já para saudar os meus "convloggers" deste espaço do qual tenho a honra de poder fazer parte.

Na verdade, hoje não estávamos em Junho de 1128, mas o jogo disputado com os vimaranenses mais parecia a célebre Batalha de São Mamede. Todavia, não houve nenhum confito geracional, nem familiar. Assistiu-se, isso assim, a uma excelente partida de futebol, não pela sua espectacularidade mas pela extrema competitividade plasmada pelos jogadores de ambas as equipas.

Numa primeira parte intensa a meio campo, valeu o sentido de oportunidade de Soares que muito respeitosamente facturou contra a antiga equipa. Tratou-se de um desafio muito físico que se adivinhava difícil. O onze inicial gizado por Nuno Espírito Santo antevia essa tracção apontada a miolo e isso quebrou a vertente mais bela e romântica deste FCP. 

A razão parece querer sobrepor-se ao coração azul e branco de quem gosta de bom futebol. Porém, o futebol pragmático está a dar pontos fundamentais na luta pelo título. 

Assim continuou a segunda parte. Uma postura firme perante um Guimarães que forçava, mas que encontrava a parede defensiva dos azuis e brancos. Até o Brahimi se bateu com bravura naquele denso povoamento no centro do terreno. 

No meio de um Xistra (que mais parecia o bobo meio perdido na corte) pouco equitativo no capítulo disciplinar, as alterações procedidas pelo FCP romantizaram um pouco a segunda metade da segunda parte. Com Corona e sobretudo com Diogo J (um DJ que fez com que a música fosse outra) bem mais abertos nas alas, os Dragões criaram mais oportunidades de golo, concretizando um e trazendo uma maior justiça ao resultado.

Desta vez, o Afonso perdeu, mas vendeu bem cara a derrota nuns saporíssimos três pontos conquistados aos conquistadores.

E assim se constroem os campeões. Na raça (como diria o grande Cândido Costa) e na irreverência da juventude. Parabéns às equipas. Parabéns ao FCP!

 

É já na sexta com o Tondela. E venha de lá agora esse Viriato de Viseu para mais uma dura batalha rumo ao título!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

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