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Dia de Clássico

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Foi Dia de Clássico, mais um. Uma correria, cansou só de ver. Cada um correu para seu lado, sempre o contrário do do outro!

O Porto entrou a correr para não deixar o Benfica jogar, descaracterizando a equipa. Percebeu-se desde logo a ideia: impedir que o Benfica pudesse pegar no jogo e fazer mossa em cima de uma convalescença bem congeminada. Que começou logo na noite do desastre, com aquela encenação no aeroporto de Pedras Rubras, continuou com aquela outra à chegada ao Altis e acabou no escalonamento da equipa inicial – incluindo a ressurreição de Helton na crucificação do Fabiano –  e na estratégia de abordagem ao jogo. Tudo bem engendrado, digno da famosa estrutura.

O que não podia acontecer era o Benfica entrar e impor o seu jogo. E para isso era necessário encher o meio campo de gente capaz correr daquela forma. E para ter gente capaz de correr daquela forma eram indispensáveis aquelas encenações, bem preparadas.  Depois, atingido esse objectivo inicial e equilibradas as coisas, trataria então de tentar gradualmente restaurar o seu figurino e procurar então ganhar o jogo.

Pelo contrário, o Benfica entrou dentro da sua estrutura habitual. Mas sem Salvio, que não recuperou, e com Talisca no seu lugar. O que faz toda a diferença!

Obrigado a correr e a lutar o Benfica viu-se impedido de jogar. Nem sequer deu para perceber se a ideia tinha alguma vez sido a de entrar forte, na tentativa de aproveitar as maleitas do adversário. Só quando na segunda parte o Porto mudou de registo, o jogo deixou de ser uma correria louca e uma sucessão de choques e faltas, para passar a ter alguma qualidade em cima da intensidade que nunca perdeu.

Nos últimos minutos passou a ser o Benfica a tomar os cuidados que, como os caldos de galinha, não fazem mal a ninguém. Não sendo bom, o empate não era mau de todo. Mau só para Lopetegui, que mais uma vez demonstrou o seu mau perder (não há ninguém que o ensine a dizer BENFICA, em vez de "ellos"?), deixando a sua assinatura em mais um momento de arruaça. Com a agravante de o ter feito por cima de uma outra, de respeito profissional e de fair play. Que acabou por deixar irreconhecível, completamente apagada!

E lá interrompeu o Benfica a notável série de 92 jogos sempre a marcar na Luz. E lá fiquei eu sem a minha prenda. Logo quando abandonei os meus na minha própria festa, com o argumento de ali estarem uns rapazes de vermelho para me dar a prenda de anos...

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