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Dia de Clássico

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No centro da discussão

Eduardo Louro 17 Jan 16

Estoril-Benfica, 1-2 (crónica)

O Benfica ganhou hoje na Amoreira, com o Estoril, um dos jogos mais importantes, mas também um dos mais curiosos, desta liga.

Em primeiro lugar há que dizer que poucos jogos terão tido resultados tão mentirosos quanto este. O Benfica ganhou por 2-1 um jogo que dominou por completo, mesmo quando jogou mal, como aconteceu durante mais de metade da primeira parte. Criou uma dezena de oportunidades claras de golo - uma pareceu mais que oportunidade, pareceu mesmo golo e não pode deixar de nos lembrar aquele penalti que o Jorge de Sousa assinalou no passado domingo, em Alvalade - sofreu o golo logo no no início do jogo, no primeiro ataque e no primeiro e único remate do Estoril. Mesmo assim, tem de se dizer que foi Júlio César a salvar a vitória, quando no último lance do jogo fez a sua única defesa, impedindo uma bola desviada de entrar na baliza.

O Benfica entrou bem no jogo, rápido e intenso, a criar logo oportunidades para marcar, incluindo uma bola no ferro. Mas o golo do Estoril quebrou essa dinâmica e a equipa, dominado por completo o jogo, só fazia isso mesmo: ter a bola, mas com pouca utilidade. Especialmente porque Raul Jimenez andava perdido, sem o que andava ali a fazer. Tentando fazer o que não sabe nem pode, e abdicando dos espaços onde pode fazer alguma coisa do que sabe, e pode.

De tal forma que se poderá dizer que bastou ao intervalo substituí-lo por Mitroglou para que a segunda parte fosse diferente, e o Benfica pudesse virar o resultado e criar sucessivas ocasiões de golo. E aqui começa o desfile de curiosidades deste jogo. Logo a seguir ao golo do empate, obra do grego, o Benfica estava obrigado a não abrandar, para chegar ao segundo. Ao invés, ao Estoril interessava lançar mão de tudo para quebrar aquele ritmo. O Benfica fez aquilo a que estava obrigado, e na jogada seguinte já estava em cima da baliza adversária, quando, da bancada onde estavam os seus adeptos, saiu uma tocha que quase atingia MItroglou, bem no meio da grande área, que provocou a primeira interrupção do jogo. Dir-se-ia que não faz sentido, mas um imbecil é um imbecil... Não é outra coisa.

Logo a seguir foram os jogadores do Estorill que começaram a provocar interrupções, e por alguns minutos chegou a pensar-se que o Benfica perderia o élan do golo do empate. Nada disso, a equipa voltou a encontrar o ritmo, e acabou por chegar bem cedo ainda ao golo da vitória. E nem sequer a quebra na iluminação, com mais uma interrupção prolongada, impediu o Benfica de voltar a mandar no jogo.  

E aí está o Benfica, bem no centro da discussão do título, a dois pontos da liderança,  já a jogar um futebol de muito boa qualidade, com os jogadores a demonstrarem confiança. E crença, que é fundamental!

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