Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Dia de Clássico

MENU

"O importante é ganhar"!

Eduardo Louro 30 Abr 17

 

"O importante é ganhar"!

Esta é a mãe de todas as expressões quando a qualidade não satisfaz. Disse-o Rui Vitória no final do jogo de hoje, repetiram-no certamente mais alguns milhares, e sentiram-no hoje milhões de benfiquistas.

A partida de hoje com o Estoril, percebêmo-lo ao longo do jogo, tinha uma carga muito superior àquilo se supunha. É preciso também perceber isso para perceber as dificuldades que o Benfica hoje sentiu.

A Luz esteve de novo cheia que nem um ovo, não cabia mais ninguém. Os benfiquistas querem o tetra, e não querem que nada falte à equipa. Isso ajuda - e muito -, mas também pesa. O Estoril continua a trazer o rótulo de 2013, que até pode parecer que já perdeu a validade. Mas está lá, por muito amarelecido que vá ficando. E estava ainda bem fresco na memória de todos o 3-3 do jogo da Taça, há poucas semanas. E a qualidade da exibição do Estoril!

Tudo isto pode servir de explicação para a fraca qualidade do Benfica desta tarde. Mas não se pode esquecer a exibição do Estoril. Porque quem joga assim é porque sabe. Não é por mais isto ou mais aquilo, nem porque "saíu", até porque foi já uma repetição. É porque sabe!

Não me esqueço que, em tempos, considerei o Pedro Emanuel o pior treinador da I Liga depois de Ulisses Morais. Admito que pudesse estar errado, mas o que me parece notório e evidente é que a sua passagem pela diáspora lhe deve ter feito muito bem. Ter passado por onde passou, ter andado por onde andou depois de cá ter saído, terá feito dele um novo treinador. E registo isso com todo o apreço, porque este Estoril faz lembrar o de Marco Silva. E isso não é nada pouco!

Salientado todo o mérito do Estoril e do seu treinador, também não se pode deixar de salientar o demérito do Benfica. Uma coisa e outra ficaram bem evidentes durante a segunda parte do jogo. Houve certamente muita gente que, ao aperceber-se da relação dos jogadores com a bola, julgou que estavam com as camisolas trocadas. Durante muitos minutos, aquelas tarefas simples, mas básicas, da recepção e do controlo da bola, do passe ou da ocupação do espaço, em que os melhores serão sempre melhores, qualquer um diria que os melhores vestiam de amarelo.

A primeira parte do Benfica já tinha estado longe de entusiasmar. O Estoril começou por "embalar" o jogo e lançá-lo assim em "modo entretém". Não era um jogo entretido, como diria o Quinito, mas era um jogo para entreter os jogadores do Benfica. Foi assim durante quase toda a primeira meia hora, até o Benfica marcar, aos 28 minutos. Por Jonas, de penalti - claro - cometido sobre o Nelson Semedo. Depois, sim. O Benfica teve um bom quarto de hora final, e podia ter arrumado com o jogo: Cervi, a um metro da linha de golo fez o mais difícil - não acertou na baliza. Mas também Salvio. E até Mitroglou, mesmo que só se tivesse dado por ele no momento em que foi substituído por Jimenez.

O início da segunda parte foi... o costume. Mas em pior. Há muito que o Benfica entra mal na segunda parte, mas tem sempre saído depressa dessa entrada. Três, quatro, cinco minutos têm sido suficientes. Hoje "a coisa" durou um quarto de hora, e foi um verdadeiro terror - o Estoril teve duas bolas nos ferros e mais outras duas oportunidades para marcar - e só acabou com o mais que esperado golo do empate. Que seria desfeito seis minutos depois, com mais um grande golo de Jonas. No único remate do Benfica de fora da área!

E aí esteve mais uma explicação para o que se passou neste jogo, mas também nalguns outros. Parece que os jogadores estão convencidos que, para marcar, é preciso entrar com a bola pela baliza dentro. Mesmo que esteja protegida por nove ou dez adversários. Outra esteve na incapacidade para aproveitar os espaços que o Estoril deixou livres sempre para se adiantar no terreno. E foram muitas vezes e durante muito tempo. E a lembrar-mo-nos de Rafa... E de outras opções de Rui Vitória. Como a titularidade de Salvio. Como a opção por Carrillo, e a não opção por Zivkovic. Ou como - hoje - a insistência em Mitroglou. Mas isto já são as irresistíveis tentações do treinador de bancada...

O importante foi ganhar. E que faltam três. E que, se não há dois jogos iguais, é difícil que haja três!

8 comentários

De Joaquim a 30.04.2017 às 11:25

De Carlos a 30.04.2017 às 15:57

O caso de Mitroglou é diferente. O que não se percebe é a insistência em Salvio e um irreverente Zivkovic relegado para o banco desde que se soube quanto custou em comissões.

De Eduardo Louro a 30.04.2017 às 21:38

"O caso de Mitroglou é diferente". É exactamente isso que escrevi, Carlos. Porque apenas o referi em relação ao próprio jogo. Quis eu dizer que, no jogo de ontem, deveria ter sido substituído mais cedo. Porque nem a bola lhe chegava nem ele a procurava. E quando fortuitamente se cruzaram, o encontro correu mal.

De Carlos a 30.04.2017 às 22:55

Tem razão, mas também há um amortecimento de bola do Mitroglou, de costas para a baliza, mal aproveitado penso que pelo Pizzi. O Raul é mais móvel mas isso desliga-o do Jonas.

De Benfiquista a 30.04.2017 às 22:45

Acho que o pessoal está a ser injusto com o Sálvio... é certo que não está o Sálvio que conhecemos... toma uma ou outra má decisão, mas quem não toma... mas é dos que mais luta e que mais perigo cria dentro do campo.
Quem esteve mal no jogo, foi o Cervi... e ainda falhou uma bola a 1 m da baliza, mas agora toda a gente bate nos Sálvio... é por modas.

De Carlos a 30.04.2017 às 22:57

O Salvio perde oito bolas em cada dez. E se nao tem medo de ir para cima dos adversarios normalmente escolhe mal por onde furar.

De Eduardo Louro a 02.05.2017 às 09:35

Não se trata - no meu texto, evidentemente - de "bater" no Salvio, mas apenas de criticar a opção de Rui Vitória. Que põe em causa o rendimento da equipa e expõe o jogador. Proteger os jogadores que são referência é um dever do treinador. Rui VItória, ao insistir desta maneira em Salvio, está a expo-lo em vez de o proteger.

De Benfiquista a 02.05.2017 às 10:03

A questão que se coloca, é, quem é que a alternativa ao Sálvio? O Carrilho, era um jogador razoável no SCP, mas no Benfica nem a isso chegou.
O Rafa joga bem até à entrada da área e aí, salvo duas ou três boas decisões, na época toda, é uma desgraça.
O Cervi e o Zivcovic, são excelentes jogadores, mas tal como o Rafa, parece que lhes falta algo...
O Sálvio, com algumas más decisões, é ainda o jogador que mais perigo cria... aliás, tem estado nos últimos golos. No jogo do Sporting, até sofre falta na ala esquerda...Não está bem, não está ao nível que o conhecemos, mas é o melhor que temos pra aquela situação e sai completamente esgotado. Mas, a jogarmos só ao fim de semana, tem obrgação de ser capaz de recuperar e ser titular em todos os jogos.
O Problema, não é do Sálvio... é da equipe... não sei o que se passa, quando até o Grimaldo falha um golo feito... ele que é tão certinho e raramente chuta para a bancada...
O Ederson, que põe a bola nos avançados, até bolas para os que estão mais perto falha...
Penso que algo se passa com a equipe, sobretudo no intervalo. Culpa do treinador... das outras equipes já perceberam e apostam tudo naquele período destroçando a equipe...
Acho o RV um bom treinador, mas não é capaz de introduzir uma coisa nova, de forma a surpreender os adversários e repete a mesma fórmula indefinidamente.
Vamos ver se resulta nas próximas 3 finais

Comentar post

Pesquisar

Pesquisar no Blog

  • Benfica

  • Porto

Últimos comentários

  • Anónimo

    Ao contrário do jogo contra o Braga o Vídeo- Arbit...

  • manuel costa

    Deixo aqui um alerta para os ovos contaminados no ...

  • Eduardo Louro

    Também concordo, Joana.

  • Joana

    Concordo! No entanto, como benfiquista, posso afir...

  • Anónimo

    ManostaxxO creme facial personalizado de 5 mil eur...