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Dia de Clássico

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Resultado de imagem para golo de rafa no benfica tondela

 

A segunda volta começou como tinha acabado a primeira, na semana passada. Tarde de sol, de domingo, desta vez, e a Luz cheia. Para que as diferenças não fossem muitas até a primeira parte foi muito parecida. 

Não tivesse o Benfica feito a segunda parte que fez e lá teríamos de estar a dizer que a equipa atravessava a pior fase da época. A primeira parte do jogo de hoje foi francamente má, na globalidade ainda pior que há uma semana, com o Boavista. A diferença foi que, na única vez que o Tondela foi à baliza de Ederson, ao contrário da semana passada, o árbitro estava lá para aplicar as leis do jogo. 

O Benfica até entrou bem, a deixar claro que não iria permitir que o jogo se complicasse. Desperdiçou uma grande oportunidade logo aos sete minutos, mas depois começou a deixar andar. Pouca intensidade, lentidão nos processos e no pensamento e, por vezes - vezes de mais - falta de concentração. Que se traduzia em passes errados, precipitação na saída de bola e muitos foras de jogo. Houve até, aí pelo meio dessa primeira parte, um período de 5 ou 6 minutos que chegou a ser assustador, a lembrar o pior do jogo com o Boavista, com os jogadores - todos, mas especialmente Lindelof, Samaris e André Almeida - a deixarem notar grande intranquilidade.

Acrescia então que, a cada vez que o Benfica conseguia colocar o jogo sob alta intensidade, em cada jogada que finalizava, o guarda-redes do Tondela arranjava uma lesão.

Na segunda parte, já com Salvio (substituiu Cervi) na direita e Zivkovic, pela primeira vez titular, fixado na esquerda, o Benfica entrou logo com mais velocidade, mais agressividade e mais intensidade, e  o primeiro golo não tardou mais que uma dúzia de minutos. Obra de Pizzi, e resultado directo da maior agressividade na disputa da bola. Sabe-se como neste jogos com adversários muito fechados e bem organizados, como já são quase todos, o primeiro golo faz toda a diferença. A partir daí o jogo muda.

E mudou. A equipa começou a conseguir chegar à linha de fundo, e o reportório passou a ser outro. O segundo golo é um exemplo disso mesmo, e chegou pouco mais de um quarto de hora depois, de novo por Pizzi. Oito minutos depois o Estádio da Luz explodiu em festa, com a obra-prima de Rafa, que entrara para substituir Mitroglou, lesionado, ao que pareceu.

O primeiro golo de Rafa no Benfica tinha de ser assim, não podia ser de outra maneira. Pela sua qualidade, tinha de ser um golo de rara beleza. Pela sua malapata, tinha de ser um grande golo.

Tão bonito como esse momento só o momento que se seguiu, na forma como os colegas festejaram o seu primeiro golo, a repetirem o que a meio da semana, no jogo da Taça de Portugal, com o Leixões, haviam feito com André Almeida. É nestas coisas que se vê o espírito de equipa!

Já no fim, no último suspiro do jogo, Jonas, de penalti, fixou o resultado final: 4-0. De todo improvável depois daquela primeira parte. E depois de uma enorme exibição do Cláudio Ramos, o excelente guarda-redes do Tondela.

Mas, atenção: não é muito provável que todos os jogos com uma metade destas tenham um final feliz destes. O melhor é não repetir!

 

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