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Dia de Clássico

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Limpeza final

Eduardo Louro 16 Jul 17

Capa do O Jogo

 

A notícia faz capa em dois jornais do Porto, afectos ao FCP, e o destaque que "O Jogo" lhe dá é natural.

Uma década depois, o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ilibou Pinto da Costa no processo que a investigação judicial deu a conhecer por "Apito Dourado" e que a Justiça desportiva, diria agora que premonitoriamente, chamou "Apito Final".

Na altura, vai para 10 anos, a Justiça desportiva, então na Liga de Futebol Profissional, condenara Pinto da Costa com uma multa de 10 mil euros e com dois anos de suspensão. Punira o FCP com a perda de seis pontos nessa época temporada, que não tinha qualquer efeito na classificação,  e com a multa de 150 mil euros.  E suspendera o árbitro Augusto Duarte por seis anos, por corrupção na forma consumada.

Agora, 10 anos depois, com a Liga presidida por Pedro Proença, a Justiça desportiva, já na Federação presidida por uma das personagens envolvidas no fornecimento de deusas (ouvir aqui), anula todas as condenações. Como se obrigada aos mesmos constrangimentos técnico-formais, recorreu ao mesmíssimo argumento da ilegalidade das escutas telefónicas que a Justiça usou para arquivar o processo, e declara que o Apito Dourado acabou. Nem chegou a existir...

Está cumprida a primeira parte da missão de Fernando Gomes na FPF. As restantes já não são difíceis de adivinhar...

E quem julgava que as encenações dos e-mails se destinavam apenas ao assalto que aí vem, ficou a perceber que não. Que, conforme bem se percebia, tinham como primeiro objectivo preparar a limpeza final do apito dourado.

Apagam tudo. Tudo menos aquilo que sabemos que fizeram. As gravações estão aí e não se apagam!

 

O verniz estalou no futebol português. Por muitas voltas que queiram dar. Por muitas inversões que queiram orquestrar, já ninguém se pode eximir da realidade. A verdade está ferida de morte e o Benfica é o principal suspeito.

A presumível inocência dos anjinhos pode até estar a ser salvaguardada, mas as evidências em cada jornada que passava plasmavam a putrefacção da justiça desportiva. Basta, aliás, fazer algumas leituras de lances que fui denunciando neste blogue semana após semana. Agora tudo faz ainda mais sentido, quer pela coincidência dos intervenientes, quer pelo timing no qual as coisas ocorreram...

Tudo se pode resumir àquela taça fantasma do tri. Uma taça que aprioristicamente estava prevista nos estatutos da Liga, mas que ninguém teve hombridade de entregar a anteriores conquistas do FC Porto.

Essa taça é a metonímia de um embuste. Entenda-se por metonímia como uma figura de estilo onde se substitui uma realidade por outra que lhe está associada. Aquela taça representa em si a mentira, o xico espertismo e o sentimento altivo de quem se considerava impune.

Considero, portanto, que aquela taça deve estar no Museu e, sempre que a contemplem, percebam que o que ali está não é o produto da meritocracia. Será, isso sim, a soma de uma miríade incessante de conflito de interesses, de conluios, de chantagem, de metáforas clericais em que os meninos do Presidente não queriam falhar. Correu mal. Alguém se apercebeu daquela homilía pecaminosa e agora a podridão emerge em catadupa. Não adianta tapar os olhos à realidade. A cassete da fruta já não colhe. Afinal, tudo tinha um preço associado à luxúria e à classificação dos agentes do arbítrio. Na verdade, um jantarzinho com voucher, umas camisolinhas do rei e o prazer supremo consubstanciavam o crime perfeito. Nada é perfeito. Tudo se sabe. Até o JJ foi apanhado a dizer a um dado quarto árbitro: "Atenção! Olha que eu sei muita coisa..." . Se calhar, estará na hora do treinador dos leões explicar o tudo aquilo que sabe. Será, porventura, uma importante referência no esclarecimento cabal daquilo que se passou...

Acho engraçado. Parece que os comentadores benfiquistas ficaram à janela ali por Leiria. É que o senhor Vieira também foi escutado a escolher um árbitro a seleccionar o melhor árbitro para a final de uma Taça de Portugal.

Por falar em Taça de Portugal, ainda está por explicar a razão pela qual o misterioso minuto 16 da final da Taça de Portugal deste ano não foi analisado, no famigerado vídeo-árbitro.  Já passaram 29 dias sem que a agressão de Lindelof a Marega dentro da área do Benfica tenha sido sequer discutida nas nossas TV. O que aconteceu? Por que razão um lance como este é esquecido?  A quem interessou? DESAFIO TODOS OS CANAIS PORTUGUESES A ANALISAR SERIAMENTE ESSE LANCE E PROCURAR APURAR O QUE SE PASSOU. 

Haverá já muitos benfiquistas que estarão com um pé atrás. A instituição, que é o povo, não merece ser assim gerida por quem quer ganhar a todo o custo. 

Penso inclusivamente que muito deles deveriam pedir uma indemnização por danos morais. Aqui fica a minuta:

Eu __________________________________________________, benfiquista desde _________, venho por este meio solicitar a devolução da rectidão e da limpeza nas vitórias do meu clube. Não é com Taças da Liga que me compram. Não me revejo nestes compêndios tentaculares de cartilha saloia. Quero que o campeão volte, mas de uma forma cristalina, transparente e justa. Façam isso no Damaiense do Guerra ou no Famalicão do Janela. Não quero ser um bode expiatório de um qualquer menino do Presidente, de um chefe de observadores de Braga ou de um advogado habilidoso.

 

Obrigado!

O sócio enganado

 

 

 

Aquilo que está no Museu não é uma Taça. É um embuste

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.

 

 

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

 

 

P.S. Que a verdade traga a justiça daqueles que amam o ludopédio!

 

 

 

 

A ideia do penalti

Eduardo Louro 3 Nov 16

 

Podemos não perceber a ideia, mas juram que ela existe. Por mais bonecos que façam, podemos não conseguir descobrir a tal deia de jogo. Mas percebemos que há uma ideia de penalti. Ou muitas. Há penaltis por todo o lado: seis, sete ... oito, dizem. Há um que até diz que são nove...

O destino tem destas coisas, e ontem, penalti a sério, daqueles que até se apalpam e tudo, aconteceu na área da baliza Casillas, quando o espanhol Oliver, à frente de toda a gente, fez de guarda-redes sem que um outro cidadão espanhol, ali mesmo á frente, visse o que quer que fosse. Nada que, evidentemente, comprometa a grande cruzada para a reconquista do apito de ouro e interrompa a marcha obstinada em direcção à arbitragem prometida. 

 

Neste país não há vergonha!

Eduardo Louro 24 Nov 13

 

 

Confesso que depois das escutas do apito dourado, que reduziram a criatura que escrevia em jornais, e se dizia por isso jornalista, a mero escroque, não mais ouvi falar do personagem. Pensava eu que alguma vergonha e o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas o teriam mandado para outras paragens e dedicar-se a outras lides!

Mas não, ontem reapareceu na RTP Informação. Isso: na estação pública que todos pagamos, como comentador de futebol em mais um dos inúmeros programas que o canal dedica à discussão enviesada das coisas da bola.

António Tavares Teles está de volta, pela mão da RTP e dos mesmos do costume. Reabilitado, como se nunca nada tivesse acontecido. E isso quer dizer muita coisa... E não apenas que neste país não há vergonha!

Gondomar merece mais e melhor

joaopaulo74 7 Out 13

É de facto a ironia suprema - antes de ir embora, a quem é que o Major vai prestar homenagem?

Isso mesmo, nem mais!

Espectáculo!

Fica uma pergunta - o que fez o tal cidadão de mérito pelo concelho de Gondomar?

Filme já visto

joaopaulo74 2 Set 13

Confesso que tenho muito pouca disponibilidade para algum tipo de filmes. Há alguns que posso ver vezes sem conta, mas outros, ainda antes do genérico de abertura, dá para perceber o que vai sair.

Os nossos campeonatos de futebol são uma película mais ou menos previsível. Há uma equipa que começa mal e aparece sempre alguém a dar um empurrão, a calcar, a deitar para baixo. Outras há, que começam mais ou menos da mesma maneira, mas têm sempre um santinho a dar uma ajudinha.

Num dia há quem perca pontos com um golo em fora-de-jogo e com uma falta dentro da área não marcada. No dia seguinte, vale tudo menos tirar olhos para a empurrar lá para dentro.

O interessante da coisa é que daqui a 27 jogos ninguém vai falar disto. Melhor ainda: agora mesmo, um silêncio total sobre a questão. Não há um único órgão de comunicação social que fale no assunto e, o que me surpreende menos, ninguém da equipa adversária se atreve a dizer o que quer que seja.

Termino como comecei - já vimos este filme muitas vezes e por isso não vale a pena continuar a bater no ceguinho. Está dito, está escrito. Não vale a pena voltar ao assunto.

Este campeonato vai ser como todos os outros desde um célebre Benfica - Boavista: só me interessa o que se passa com o SPORT LISBOA E BENFICA e o resto fica para os melhores, para os maiores, para quem é tudo e mais alguma coisa.

Nós ficamos pelas coisas simples: o futebol!

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