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Dia de Clássico

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Cumpriu-se o destino

Eduardo Louro 8 Dez 15

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Dividir os pontos com o Atlético de Madrid nesta fase de grupos da Champions seria o melhor que se poderia esperar. À partida dava-se por certo que o primeiro lugar estava reservado para a equipa de Simeone, e que ao Benfica caberia discutir com o Galatasaray o segundo lugar, para garantir o apuramento. 

A brilhante vitória em Madrid, à segunda jornada, alterou as contas e, não tivesse o Benfica perdido - mal, muito mal mesmo, como o prova o facto de ter sido o único jogo que a equipa turca ganhou - o jogo na Turquia, e com isso dividido os pontos também com o Galatasaray, alteraria até o destino escrito nas - pelas - estrelas.

Para alterar o destino, o Benfica não podia perder o jogo de hoje. O empate bastava-lhe, mas percebeu-se a força que o destino tem. Este Benfica pode ganhar um jogo a este Atlético de Madrid, como ganhou. Mas, ganhar dois em dois, é altamente improvável.

O Benfica apenas se superiorizou no primeiro quarto de hora e no último. No primeiro, com o jogo a jeito: calmo, sem intensidade, com a equipa de Madrid na expectativa e o Benfica a segurar a bola - o que é já um avanço - a jogar para os lados. No último, com a revolta daquele menino de 18 anos, que carregou a equipa às costas, com a ajuda do golo de MItroglu. No resto do jogo, simplesmente não houve comparação entre uma equipa de excelentes jogadores - nem só os nomes mais sonantes são jogadores de excelência - que sabe de olhos fechados o que tem para fazer e outra, com dois excelentes jogadores e mais dois ou três bons jogadores, quase sempre perdida à procura do que tem para fazer.

No fim cumpriu-se o destino. E fica o apuramento, apenas manchado pela derrota na Turquia, e a honra de ter rigorosamente dividido o resultado com uma equipa claramente de outra dimensão. 

 

Vitória vitória

Eduardo Louro 30 Set 15

 

 

 Grande Vitória vitória (não é gafe, nem  tem nada a ver com um jogador que anda por aí, que está na moda, é mesmo grande a vitória, e o Vitória) do Benfica no Vincente Calderon, perante o Atlético de Madrid de Simeone que, reza a história, nunca aí tinha perdido em jogos europeus. Onde levava oito jogos sem sofrer golos...

Abri assim, com este toque meio épico, porque, para além da exibição, salpicada de classe e de personalidade - até as transições rápidas regressaram em todo o esplendor -,  hoje foi dia de enterrar todos os fantasmas. 

Os profectas do Benfica calamitoso que só ganhava em casa, que fora de portas tinha sempre a derrota como certa e inevitável, para quem nada de casuístico havia na derrota inaugural com o Sporting, no regresso de uma endinheirada mas desastrosa digressão de pré-temporada. Nem na estúpida derrota com o Arouca, onde trinta remates à baliza não deram para um só golo. Nem na do Porto, depois de uma exibição que nada teve a ver com aquilo que era habitual ir lá fazer, ficaram hoje sem argumentos. Já podem meter a viola no saco...

Mas a pedra de toneladas que hoje foi colocada sobre o túmulo de todos os fantasmas foi carregada pelos miúdos Nelson Semedo e Gonçalo Guedes, ambos sensacionais, ao nível dos suspeitos do costume, os enormes  Gaitan e Jonas. E dos também enormes Luisão e Jardel. O epitáfio é simples, e está na tabela classificativa: Champions - dois jogos seis pontos!

Não sabíamos o que era isso. Sabíamos - e vimos confirmar-se - é que os imbecis das tochas continuam por aí, à solta e impunes. Eles e quem os protege. Até quando?

Adeus Liga dos Campeões! Um adeus cruel de um Porto que deve a si mesmo a ausência de um lugar nos oitavos de final. Foi em casa que tudo se complicou. Até porque os resultados forasteiros não fogem muito daquilo que é regular nesta competição. O jogo com o Atlético no Dragão foi o mote para as inconstâncias do FC Porto. Uma boa exibição no cômputo geral é atraiçoada pela ratice em offside, o jogo com o Zenit ficou marcado pelo zelo mafioso à italiana, apesar da estoica reacção portista com dez unidades. A fragilidade evidenciou-se na recepção ao Áustria de Viena que, num pontapé uno, sentencia o nosso destino...fatalizado por um desgraçado frango colchonero na Rússia.

Depois... depois o jogo de hoje. Jogo que enforma e sumariza o misto de azar, fragilidade e incompetência neste torneio. Os ferros obstacularizaram um sonho, uma ratice de um guarda-redes que sai claramente antes da bola partir no penalty de Josué e um outro penalty de Insua sobre JacKson numa cotovelada monumental...

Porém, nem tudo pode justificar a falha no objectivo. E com os erros temos que aprender. Partiremos reformulados (talvez sem Otamendi e alguém mais) para a Liga Europa, com a certeza de que a esperança numa boa campanha nesta nova dimensão europeia poder-se-á encerrar numa trivela triunfante.

 

 

Força, Porto!!!!

 

 

 

Hélder Rodrigues

"Vocês ganham ao Arouca e pensam que são campeões europeus": palavras sábias de Rui Gomes da Silva a Rui Oliveira e Costa há duas semanas no Dia Seguinte numa daquelas incursões líricas introduzidas pelo ponto um, ponto dois...e por aí fora. Devo inclusive apelar à vossa atenção para o facto desta pontite discursiva se estar a pegar a outros comentadores. Mas, na verdade, ponto um: pela boca morre o peixe. E não fosse aquele penalty diabólico, hoje os Arouquences podiam de facto somar três pontinhos muito úteis. Todavia (ponto dois), importa aqui referir que nem a MANHA dos manhosos pôde desta feita adulterar a verdade na classificação e eis que o Sporting (com algum mérito) assume a liderança, mas (ponto 3) aqueles verdes mais arrojados na faladura não podem esquecer a forma como o FC Porto perdeu pontos no Estoril, pois aí nem o galinho de Barcelos cantaria.

Quanto ao grande FC Porto há algo a destacar. Desta feita a exibição traduziu-se num crescendo, numa evolução da primeira para a segunda parte. Crescer e crescer muito ante o Atlético de Madrid é fundamental. Exigir-se-á ao meu FC Porto o limiar da transcendência numa daquelas mágicas noites europeias como a de Jardel em Milão, como a de Lucho ao Hamburgo, como o saudoso Rui Filipe em Bremen. Vamos rever esses golos na viagem à capital espanhola e jamais esqueçam a grande frase da semana, nomeadamente "o emblema que trazem no peito vale bem mais que o nome das camisolas". É isso mesmo. Força, Porto!!!!!

 

 

Hélder Rodrigues 

O ambiente estava óptimo e a boa primeira parte prometia uma noite à Porto.

Porém, o fantasma da segunda parte regressou e a equipa entrou numa espiral de passes falhados e de um nervosismo desnecessário. As bolas paradas tramaram a equipa e, apesar do offside no segundo golo, nada pode justificar a desnecessária falta aos 86 minutos. A experiência urge nas grandes competições e isso foi evidente no dia de hoje.

Porém, há males que vêm por bem e esta pode ser uma derrota pedagógica. Uma derrota que desperte a força, a alma e até a calma nos momentos mais tensos no decorrer dos desafios.

Força, Porto!!!!

 

Hélder Rodrigues

E Depois de Jogos Baços

joshua 1 Out 13

... já era tempo de o meu FC Porto aparecer frente ao Atlético de Madrid com tudo, durante o máximo de minutos de jogo possível. Um discurso vale o que vale e o do Paulo ainda é ensaio, tentativa e erro, à procura da grande tarimba da palavra certa, motivadora: prefiro que, no discurso, o FC Porto jogue à defesa e mesmo a medo e no jogo cilindre. Veremos...

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