Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Dia de Clássico

MENU

Tudo na mesma, tudo pior!

Eduardo Louro 14 Out 17

 

 

Pelo que se viu hoje no jogo da Taça com o Olhanense, no Estádio do Algarve, teme-se o pior para quarta-feira. E o pior, depois dos cinco de Basileia, é inimaginável!

Haja as paragens que houver, joguem os jogadores que jogarem, sejam os adversários quais forem, por mais fracos que sejam, tudo está na mesma. Cada jogador corre para o seu lado, sem nunca chegar a lado nehum. Parecem desconhecidos, que se encontraram ali pela primeira vez para jogar à bola. Cada bola dividida é cada bola perdida. E neste estado de coisas, na mesma, é pior. Cada jogo consegue ainda ser pior que o anterior. Cada nova solução é pior que a anterior.

Imaginar este Douglas - mas o que é que terá passado pela cabeça de quem manda no Benfica com esta contratação? - que em 90 minutos não ganhou uma bola a um jogador do Olhanense, a jogar contra os jogadores do Manchester, é um pesadelo que tem que ser poupado aos benfiquistas. É penoso ver jogar, para além deste Douglas, Rafa, Gabriel Barbosa, Pizzi, Seferovic e até já Grimaldo... Tão penoso como ouvir Rui Vitória!

Ou ver. Sem capacidade para inverter o que seja, limitando-se, desta vez, a atirar miúdos para a fogueira. Porventura para queimar, como já fez com Varela, tendo agora, no jogo com o Manchester, que entregar a baliza a um miúdo de 17 anos a quem entregaram o número 1 do Benfica. E que hoje se estreou numa equipa principal...

Para que tudo esteja igual ao que estava antes destas duas semanas de interrupção competitiva, e portanto pior, até o golo chegou cedo: logo aos quatro minutos. Mas não chegou para dar moral a ninguém, nem ao marcador, o tal Gabigolo. Foi seu primeiro golo no Benfica, mas não lhe serviu de nada. Serviu apenas para evitar que a equipa se ficasse pela primeira eliminatória!

Fim da linha

Eduardo Louro 2 Out 17

 

 

Em dia de eleições, o Benfica voltou a perder posições na candidatura ao título. Voltou a mostrar que, assim, é um candidato perdedor, sem condições para ganhar.

Depois de um jogo bem conseguido com o Paços de Ferreria, com uma primeira parte muito prometedora - ainda não se tinha visto tão flagrante demonstração de superioridade, a primeira meia hora foi a coisa mais avassaladora que viu num jogo de futebol - o desastre de Basileia voltara a devolver o Benfica às trevas. Não podia ser maior a expectativa para esta deslocação à Madeira, para defrontar o Marítimo, em dia de eleições.

A constituição da equipa alimentava as maiores dúvidas. Ao repetir o onze de Basileia, Rui Vitória ou estava a dizer aos adeptos que tinha ficado satisfeito com o desempenho da equipa humilhada na Suíça, ou a dizer-lhes que é teimoso e que é ele quem manda, ou simplesmente a atirar a toalha ao chão.

Como Rui Vitória não está em condições de se armar em teimoso, nem de demonstrações de força. restam apenas as duas restantes hipóteses. Que vão dar ao mesmo. Dizer que estava satisfeito com o que a equipa de Basileia é assinar a sentença da sua própria morte. Atirar a toalha ao chão é apenas um eufemismo dessa morte...

O jogo confirmou isso mesmo. Rui Vitória não sabe o que fazer, e como não sabe, não faz nada. Deixa andar... Sabe-se que a equipa joga até marcar um golo. Aí chegada, acabou. Não consegue mais continuar no mesmo ritimo à procura do segundo, nem consegue controlar o jogo para lhe definir ritmos. Nem consegue manter o ataque ao adversário, nem consegue mandar no jogo. Perde-se, pura e simplesmente.

E desta vez o golo surgiu no decurso do segundo minuto do jogo... A equipa durou dois minutos. Se isto não é o fim da linha...

Crise indisfarçável

Dylan 28 Set 17

simbolo.jpg

Acabou o Verão e acabou o estado de graça do Benfica. É uma crise indisfarçável,  parece que o clube fartou-se de ganhar e o seu treinador esgotou o modelo táctico. Pensou-se que o centro de Formação do clube, no Seixal, cobriria as recentes saídas de jogadores nucleares e o visível desinvestimento no plantel. A famosa estrutura hibernou, não viu o envelhecimento de sectores fulcrais do "onze" principal nem conseguiu baixar ao nível dos seus inimigos, perdão, adversários, que lançam diariamente ódio e porcaria para a ventoinha. Que o Outono faça cair as folhas da incompetência interna e que a Primavera refloresça o clube e traga ao futebol aquele perfume de qualidade que nos habituou nestes últimos anos.

É oficial: há fantasmas!

Eduardo Louro 17 Set 17

Resultado de imagem para boavista benfica 2017

 

É oficial: os fantasmas existem, e estão aí!

Aquilo que entre nós, benfiquistas, vínhamos dizendo baixinho de uns para outros, está confirmado.  A política de vender depressa tudo o que desponta no (falso) pressuposto que a qualidade da equipa se mantém, deixou de ser estratégia para ser sobranceria.

A factura do desinvestimento na equipa estava á vista. Hoje, no Bessa, foi apresentada a pagamento.

E, no entanto, quem assistiu à primeira parte deste jogo com o Boavista - a quem, recorde-se, na época passada, o Benfica não conseguiu ganhar, perdendo 5 dos 6 pontos em disputa - chegou a acreditar que os jogadores disfarçariam a crise por mais uns dias.

O Benfica entrou forte no jogo, a jogar com velocidade e com determinação, e sem falhar passes como vinha falhando nos últimos jogos. A forma como o Boavista se dispôs em campo também ajudou. Ao contrário dos últimos adversários, o Boavista não encolheu o campo, espalhou-se pelo campo todo, dando profundidade ao jogo, deixando espaço para jogar, mesmo que disputasse a bola em todas as zonas do rectângulo.

O Benfica dava-se bem com estas condições e tomou por completo o controlo do jogo. Marcou cedo, logo aos 7 minutos, e salvo o período de meia dúzia de minutos que se seguiu ao golo, em que o jogo atabalhoou um bocadinho, permitindo ao Boavista chegar perto da baliza em três ou quatro livres consecutivos, na sequência de outras tantas desnecessárias faltas a meio campo, esteve sempre a mandar no jogo, e a criar oportunidades de golo, umas atrás das outras.

Quando ao minuto 45, nem mais um segundo, interrompendo uma promissora jogada de ataque, já em cima da área do Boavista, em mais uma das subtilezas das suas arbitragens, Artur Soares Dias apitou para o fim da primeira parte, o Benfica já devia três ou quatro golos ao jogo. O Boavista não tinha feito um remate à baliza, e tinha-se limitado a correr atrás da bola (70% de posse de bola para o tetracampeão). 

Tão pouco, que custava a crer que o escasso 1-0 fizesse perigar o resultado na segunda parte. Quando parecia que o Benfica regressava bem, com o mesmo espírito da primeira parte, começamos a ver fantasmas a descer sobre o relvado do Bessa.

O primeiro a pisar a relva foi o das lesões. Foi de imediato direitinho a Sálvio. Tenebroso: porque Sálvio é hoje insubstituível, porque é mais uma lesão, e porque é mais uma lesão de Sálvio.

Logo a seguir, ia a segunda parte com apenas 5 minutos:chega o fantasma da defesa. Um lançamento da linha lateral, daqueles à Benfica, como que a provar do próprio veneno, e lá estava o fantasma a impedir qua bola fosse afastada, empurrando-a para uma carambola que daria em golo. O fantasma da defesa tem transformado carambolas em golos em todos os últimos jogos.

O terceiro fantasma demorou mais tempo a chegar. Talvez porque ser o que estava há mais tempo à espera, com menos ritmo de jogo. O tão anunciado fantasma do guarda-redes acabou por chegar quando já quase ninguém acreditava nele.Tudo começou com mais umas subtilezas de Soares Dias, que começou por marcar mais uma daquelas muitas faltas inexistentes que assinala contra o Benfica em zonas tidas por negligenciáveis. Depois posicionou a barreira do Benfica mais de um metro para além da linha dos nove metros e quinze, como se viu na transmissão televisiva, mas não se voltará ver mais. No fim, o inexplicável frango de Varela. Sem o qual as subtlezas de Soares Dias - que no fim concedeu 6 minutos  de compensação, mas também deu o apito final ao minuto 96, com metade desse tempo passado numa substituição e em assistências médicas - não seriam mais que isso mesmo.

Terminado o jogo, não terminou a dança dos fantasmas. Dantesca, a adensar-ser a cada ponto que engrossa a distância para os da frente... Ou a cada golo de um certo rapaz com uma certa proveniência, onde só houve olhos para  outro, na pressa de atempadamente substituir o Nelson Semedo que havia pressa em vender... 

Dirão que não é a primeira vez por que passamos tempos destes. Pois... O diabo é que não se pode abusar da História. Menos ainda quando é recente... Não tem estaleca para aguentar!  

 

Finalmente uma reviravolta

Eduardo Louro 9 Set 17

 

Foi um Benfica complicativo, que começou por prometer, com jogadas bem desenhadas como forma de penetrar na defesa bem fechada do Portimonense.

O problema foi que começaram a tornar-se cada vez mais raras, e o Benfica passou a encontrar cada vez mais dificuldades em entrar no meio das duas linhas defensivas, muito juntas, que o Portimonense foi reforçando à medida que, ia apostando em descidas rápidas, sempre através de um miúdo japonês que parece ter muito futebol.

A primeira parte não foi muito mais que isto. E isto foi pouco para ganhar o jogo.

A segunda foi muito mais que isso. Mas não foi melhor, mesmo que Rui Vitória tenha tentado outras opções. Desde logo com a troca de Cervi, claramente longe do seu melhor, por Salvio. Que deu bem mais ao jogo!

O Benfica continuou a falhar passes, muitos deles comprometedores, e o jogo não fluía. Até que o Portimonense fez o golo, apenas 10 minutos depois do reatamento.

Se as coisas estavam difíceis, mais ficaram. Sabe-se que as reviravoltas andam há muito afastadas da história dos jogos do Benfica. Valeu que o empate demorou menos de 5 minutos, num penalti que deu também em expulsão para o autor da falta.

Rui Vitória voltou a ver bem, com as entradas de Filipe Augusto - com a saída de Lizandro e recuo de Samaris, que a partir daí pareceu que andava à procura do autogolo – e de Raul, com a saída de Eliseu. Viu bem, mas as coisas não saíram bem. A ideia era boa, mas na prática não funcionou.

A reviravolta no resultado, essa coisa de que os benfiquistas estavam desabituados, surgiu a 10 minutos dos 90, num golão de André Almeida. Pensou-se que, com esse golo, e com o adversário com menos um e previsivelmente a adiantar-se no terreno, a tranquilidade voltaria à equipa e mais golos viriam.

Nada disso. Esses últimos 10 minutos foram tenebrosos, com a Luz de coração nas mãos. E o Portimonense fez aquilo que já se esperava: o golo do empate, aos 88 minutos.

Valeu que o jogador do Portimonense estava em fora de jogo. Que, se o árbitro assistente não viu, o vídeo-árbitro teria de ver. Mas também já no primeiro golo não tinha visto que fora precedido de falta sobre um jogador do Benfica.

Mas desta vez viu. E a Luz suspirou de alívio.

Mais que as muitas incidências de um jogo muito complicado, e pouco auspicioso para o que aí vem, fica a certeza que o futebol do Benfica exige aos jogadores o pleno da inspiração. Com um ou dois jogadores desinspirados, e mais um ou outro a quem as coisas não corram pelo melhor, está a tornar-se fácil aos adversários encontrarem o antídoto.

 

Eclipse (quase) total

Eduardo Louro 27 Ago 17

 

O Benfica perdeu hoje em Vila do Conde os primeiros pontos no campeonato, na pior exibição da época.

O jogo correu mal, e começou muito cedo a correr mal, com a lesão de Jardel logo no início da partida. É mais uma lesão e, pior, é mais uma lesão do azarado central do Benfica, agora que era evidente o seu regresso à normalidade. À condição de grande esteio da defesa.

O Rio Ave jogou bem e criou muitas dificuldades, com que o Benfica nunca soube lidar. Muito interessante o jogo dos vilacondenses, a sair a construir muito de trás, muitas vezes correndo riscos que os tetracampeões, estranhamente, não souberam aproveitar.

Cmecemos por aí. O Benfica, que está rotinado a fazer pressão sobre o adversário logo à saída da área, falhou sempre essa pressão. Quando o fez, fê-lo de forma desgarrada, com os dois avançados a chegarem sempre tarde à bola, e os outros sempre muito atrás, a permitirem a superioridade numérica dos jogadores do Rio Ave, que lhes permitia trocar a bola lá atrás e sair com todo o à vontade. Até parecia o Barcelona!

A partir daí, da primeira fase de construção, o Rio Ave partia para um posicionamento muito subido que lhe permitia encurtar o campo, e reduzir o espaço de disputa da bola. Aí, nessa estreita faixa do campo para onde o Rio Ave levou o jogo, sobressaiu a maior agressividade dos seus jogadores e, surpreendentemente, a sua capacidade técnica. Mérito, muito mérito dos jogadores e do desconhecido treinador do Rio Ave.

A primeira parte foi sempre assim, e o Rio Ave foi quase sempre melhor, empurrando o Benfica para a sua pior exibição da época. Eliseu, acusando a pressão a que esteve sujeito ao longo de toda a semana, jogava sobre brasas. Pizzi, não dispunha nem de tempo nem de espaço para pegar no jogo. Rafa, estava lá, no lugar de Salvio, mas não se via. E Cervi não fazia melhor. Seferovic, quando aparecia, estava em fora de jogo. Só Jonas, mas Jonas não joga sozinho.

A segunda parte tinha de ser diferente. As coisas não poderiam continuar assim.

E foi. Foi diferente, mas não tão diferente quanto era necessário que tivesse sido. Quando se começava a ver que o jogo já tinha mais campo, e que o Benfica estava melhor, surgiu o golo do Rio Ave, numa jogada muito bem desenhada, como tantas outras, mas de pura infelicidade para a defesa benfiquista: cruzamento para a área, a bola enrolou nas pernas de Luisão e dificultou o que seria uma recolha fácil de Varela, que a soltou para bater nas pernas de Lisandro e tomar o caminho da baliza.

Não durou muito a vantagem do Rio Ave. Seis minutos depois, o vídeo-árbitro viu finalmente um penalti a favor do Benfica, provavelmente o menos vísível de tantos que nunca tinha visto, e Jonas empatou o jogo. Faltava meia hora, e acreditava-se na reviravolta. Que não aconteceu - já não me lembro do último jogo que o Benfica tenha ganho depois estar a perder, deve ter sido há muito tempo - porque o guarda-redes do Rio Ave é um C(l)ássi(c)o milagreiro. Das quatro ou cinco oportunidades que o Benfica criou na última meia-hora, Cássio anulou três quando já se gritava golo.

Mesmo assim não me parece que o pior do jogo tenha sido o resultado. Houve coisas bem piores. Como a lesão de Jardel e a flagrante incapacidade da equipa na primeira parte. Ou a fraca resposta dos alas, os tais do excesso que até dá para deitar fora. Sem Salvio, Cervi apagou-se. E no lugar do lesionado argentino não resultaram nem Rafa, nem Zivkovic.   

Pesquisar

Pesquisar no Blog

  • Benfica

  • Porto

Últimos comentários

  • Anónimo

    Ao contrário do jogo contra o Braga o Vídeo- Arbit...

  • manuel costa

    Deixo aqui um alerta para os ovos contaminados no ...

  • Eduardo Louro

    Também concordo, Joana.

  • Joana

    Concordo! No entanto, como benfiquista, posso afir...

  • Anónimo

    ManostaxxO creme facial personalizado de 5 mil eur...