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Dia de Clássico

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É oficial: há fantasmas!

Eduardo Louro 17 Set 17

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É oficial: os fantasmas existem, e estão aí!

Aquilo que entre nós, benfiquistas, vínhamos dizendo baixinho de uns para outros, está confirmado.  A política de vender depressa tudo o que desponta no (falso) pressuposto que a qualidade da equipa se mantém, deixou de ser estratégia para ser sobranceria.

A factura do desinvestimento na equipa estava á vista. Hoje, no Bessa, foi apresentada a pagamento.

E, no entanto, quem assistiu à primeira parte deste jogo com o Boavista - a quem, recorde-se, na época passada, o Benfica não conseguiu ganhar, perdendo 5 dos 6 pontos em disputa - chegou a acreditar que os jogadores disfarçariam a crise por mais uns dias.

O Benfica entrou forte no jogo, a jogar com velocidade e com determinação, e sem falhar passes como vinha falhando nos últimos jogos. A forma como o Boavista se dispôs em campo também ajudou. Ao contrário dos últimos adversários, o Boavista não encolheu o campo, espalhou-se pelo campo todo, dando profundidade ao jogo, deixando espaço para jogar, mesmo que disputasse a bola em todas as zonas do rectângulo.

O Benfica dava-se bem com estas condições e tomou por completo o controlo do jogo. Marcou cedo, logo aos 7 minutos, e salvo o período de meia dúzia de minutos que se seguiu ao golo, em que o jogo atabalhoou um bocadinho, permitindo ao Boavista chegar perto da baliza em três ou quatro livres consecutivos, na sequência de outras tantas desnecessárias faltas a meio campo, esteve sempre a mandar no jogo, e a criar oportunidades de golo, umas atrás das outras.

Quando ao minuto 45, nem mais um segundo, interrompendo uma promissora jogada de ataque, já em cima da área do Boavista, em mais uma das subtilezas das suas arbitragens, Artur Soares Dias apitou para o fim da primeira parte, o Benfica já devia três ou quatro golos ao jogo. O Boavista não tinha feito um remate à baliza, e tinha-se limitado a correr atrás da bola (70% de posse de bola para o tetracampeão). 

Tão pouco, que custava a crer que o escasso 1-0 fizesse perigar o resultado na segunda parte. Quando parecia que o Benfica regressava bem, com o mesmo espírito da primeira parte, começamos a ver fantasmas a descer sobre o relvado do Bessa.

O primeiro a pisar a relva foi o das lesões. Foi de imediato direitinho a Sálvio. Tenebroso: porque Sálvio é hoje insubstituível, porque é mais uma lesão, e porque é mais uma lesão de Sálvio.

Logo a seguir, ia a segunda parte com apenas 5 minutos:chega o fantasma da defesa. Um lançamento da linha lateral, daqueles à Benfica, como que a provar do próprio veneno, e lá estava o fantasma a impedir qua bola fosse afastada, empurrando-a para uma carambola que daria em golo. O fantasma da defesa tem transformado carambolas em golos em todos os últimos jogos.

O terceiro fantasma demorou mais tempo a chegar. Talvez porque ser o que estava há mais tempo à espera, com menos ritmo de jogo. O tão anunciado fantasma do guarda-redes acabou por chegar quando já quase ninguém acreditava nele.Tudo começou com mais umas subtilezas de Soares Dias, que começou por marcar mais uma daquelas muitas faltas inexistentes que assinala contra o Benfica em zonas tidas por negligenciáveis. Depois posicionou a barreira do Benfica mais de um metro para além da linha dos nove metros e quinze, como se viu na transmissão televisiva, mas não se voltará ver mais. No fim, o inexplicável frango de Varela. Sem o qual as subtlezas de Soares Dias - que no fim concedeu 6 minutos  de compensação, mas também deu o apito final ao minuto 96, com metade desse tempo passado numa substituição e em assistências médicas - não seriam mais que isso mesmo.

Terminado o jogo, não terminou a dança dos fantasmas. Dantesca, a adensar-ser a cada ponto que engrossa a distância para os da frente... Ou a cada golo de um certo rapaz com uma certa proveniência, onde só houve olhos para  outro, na pressa de atempadamente substituir o Nelson Semedo que havia pressa em vender... 

Dirão que não é a primeira vez por que passamos tempos destes. Pois... O diabo é que não se pode abusar da História. Menos ainda quando é recente... Não tem estaleca para aguentar!  

 

Festa, saber e raça

Eduardo Louro 21 Mai 17

Boavista fala em uso desadequado de bilhetes destinados aos seus adeptos

 

 O Benfica levou a festa do tetra ao Porto, que também a merece. O pretexto foi a disputa do último jogo do campeonato, com o Boavista.

Que seria sempre um jogo de festa, mas também um jogo cheio de pontos de interesse. Desde logo porque Rui Vitória, e muito bem, porque é assim que se gerem recursos humanos, e é assim que se constrói a coesão da equipa, quis que todos os jogadores do plantel se sentissem campeões. Mais do que fazê-los campeões, Rui Vitória quis que se sentissem campeões. 

Por isso apresentou um onze que não repetia nenhum dos titulares dos últimos jogos, promovendo logo de início a estreia de três dos quatro jogadores que ainda não tinham participado no campeonato - os júniores Kalaica e Pedro Pereira, central e lateral direito, e Hermes. Paulo Lopes ficava no banco, para entrar com a mística debaixo do braço, lá mais para a frente, quando fosse necessário. Claro que a qualidade de jogo da equipa teria de se ressentir. As rotinas não estavam lá, e a equipa não podia apresentar o entrosamento que normalmente exibe. Mesmo assim, na segunda parte já nem se deu muito por isso e, com a troca de Hermes por Rafa, logo ao intervalo, a qualidade de jogo subiu e a superioridade do Benfica passou a ser notória. E evidente.

O próprio desenrolar do jogo viria a acrescentar novos pontos de interesse. Vários. A começar pelo golo do Boavista, logo no final do primeiro quarto de hora, na primeira oportunidade de golo do jogo. Como nunca, ao logo de todo o campeonato, o Benfica tinha virado um resultado, nunca ganhara qualquer jogo em que tivesse sofrido o primeiro golo, ficava lançada a expectativa de, no último jogo, quebrar esse enguiço. Depois, num campeonato de evidente superioridade competitiva, o Benfica não conseguira ganhar a nenhum dos adversários que tinham empatado na Luz. E o Boavista era um desses três adversários (os outros tinham sido o Setúbal e o Porto), naquele escandaloso empate a três.  

Por aí, ficamos conversados. Esses são dois enguiços que ficam a marcar este campeonato do tetra.

Havia mais dois pontos de interesse, também paralelos, como aqueles dois. O jogo teria de dizer alguma coisa sobre André Horta e Zivkovic, desaparecidos na bancada parte final da época. E o jogo foi claro, a esse respeito. Tão claro que começou por explicar que não são assim tão paralelos, quando se viu André Horta pegar logo no jogo. Tão claro que ficou claro que, mesmo sendo o melhor há, mais para a frente, Rafa. E, mais para trás, Pizzi. Por muito que gostemos - e gostamos - daquele que é um de nós lá dentro... 

Também foi claro na resposta que nos deu sobre Zivkovic: a jogar assim, está explicado. O que o jogo não pôde explicar é do domínio metafísico, é a questão do ovo e da galinha, uma velha inquietação da humanidade. Zivkovic passou a ir para a bancada porque está assim? Ou está assim porque passou a ir para a bancada?

Mas este jogo do Bessa que fechou o campeonato não se limitou a responder as estes pontos de interesse. Mostrou muito mais, e teve muitos outros pontos de interesse. Mostrou um Boavista interessante e a jogar bem à bola, coisa que nem faz parte dos hábitos da casa. Com jogadores interessantes, um deles muito interessante mesmo. Não é da casa, mas está lá, e deu cabo da cabeça à inovada defesa do Benfica. Que o digam Eliseu e Lizandro. Hoje pintou a manta, mas já na Luz o Iuri Medeiros tinha feito das suas. E já no ano passado, no Moreirense.  

E mostrou a raça do campeão. O Boavista, que marcara na primeira oportunidade que criara, voltaria a marcar na segunda, aos 7 minutos da segunda parte, precisamente quando o Benfica tinha tomado conta do jogo. Quando já só se defendia como podia. 

Mesmo sentindo o golo, e percebeu-se como os jogadores o sentiram, o Benfica reagiu. Chegaria ao golo vinte minutos depois, já com Jimenez em campo, no lugar de Fillpe Augusto, numa jogada típica do Rafa, que levou a bola até a entregar a Mitroglou para, já dentro da área, rematar cruzado para a baliza. Logo a seguir, a terceira substituição, para ganhar o jogo: entrou Paulo Lopes, para o lugar do Júlio César, que sofrera dois golos, sem ter feito uma únca defesa.

Levou a mística lá para dentro, para que, à beirinha do minuto 90, um miúdo que já não engana ninguém, o novo Lindelof que se chama Kalaica, ainda júnior, na estreia, fazer o empate. E a festa. Grande. E merecida. No fim, do fim do campeonato deste incrível tetra!

 

Sentido Obrigatório Giratório

helderrod 26 Fev 17

Num fantástico derby à moda antiga da nobre Invicta, apetece dizer que quando apostamos nos melhores jogadores os resultados surgem com maior fluência. Talvez este tivesse sido o onze ideal para a Champions.....mas o que lá vai, lá vai....

Tudo começa logo no primeiro minuto quando um jogador do Boavista intercepta a bola com a mão, após um cruzamento de Brahimi. Aí percebi logo que ia haver festa. 

Bastará ver a forma como o árbitro pára um lance aos 41 minutos, quando o Talocha agride barbaramente Corona para apenas lhe dar apenas um amarelo. Beneficia o infractor duas vezes, uma vez que corta um lance prometedor do ataque do FCP e depois não é capaz de dar vermelho ao único jogador que deveria ter sido expulso no jogo. 

Todavia, o Bessa encheu num jogo competitivo e de grande importância para o desfecho do campeonato. Talvez por isso lá apareceram os Boafiquistas desesperados pela cedência de pontos. Eles poderão agora regressar no último jogo do campeonato. O costume, portanto!

Após um duro desafio da Champions, o FCP manteve uma excelente disponibilidade física que foi determinante na conquista dos três pontos. Destaque-se o excelente desempenho, quer de André André, quer de Oliver, que conjugaram na perfeição a ocupação dos espaços no meio campo.

Depois, um fortíssimo Soares que está de facto a marcar a diferença na frente de ataque do Porto que esteve sempre por cima. Recordo a única defesa de Casillas. E que defesa!

A luta está ao rubro e o FCP contornou com elevação mais esta rotunda difícil no Campeonato Nacional!

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 P.S. Desejo uma óptima reunião na próxima Terça-feira. Peço que acrescentem mais três casos às duas dúzias, designadamente o golo irregular de Mitroglou, o penalty de Eliseu aos 49 e o encosto de cabeça de Luisão ao senhor árbitro (autoridade num jogo de futebol). Levem também uns pastelinhos de Chaves, uns vouchers e umas camisolinhas do Rei.

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Os golos também se capitalizam

Eduardo Louro 14 Jan 17

Jonas fez o que mais nenhum brasilero conseguiu no Benfica

 

Último jogo da primeira volta. Sábado à tarde. Tarde bonita, cheia de sol. Estádio da Luz cheio que nem um ovo, mais uma vez acima dos 60 mil. e a passar a barreira dos 15 milhões de espectadores. Adeptos eufóricos, as última exibições do Benfica não davam para menos... 

Tudo para uma tarde de sonho, depressa transformada em pesadelo. O jogo iniciou-se como seria previsível, com o Boavista a pressionar no campo todo, nada que seja novidade. Também não foi exactamente novidade que o Benfica passasse os primeiros dez minutos sem dar muito boa conta do recado.  Nem que saísse desse período com a primeira oportunidade de golo, na melhor jogado do desafio. Só que o remate de Gonçalo Guedes, isolado por Rafa, levou a bola fugir por milímetros do golo.

O Benfica tomou conta do jogo e começou a vir ao de cima a matreirice e o poder físico dos jogadores de xadrez - o Boavista é certamente uma das equipas fisicamente mais fortes do campeonato. Que é uma das mais duras já se sabia...

Estavamos nisto quando, em pouco mais de 10 minutos, o Boavista marca três golos. Todos com a assinatura da arbitragem: no primeiro, o árbitro não assinalou uma falta sobre o Rafa à saída da área do Benfica, no segundo, o marcador fez falta sobre o André Almeida, e o terceiro resulta de um fora de jogo inacreditável.

Tenho sempre aqui dito que os erros dos árbitros são incidentes do jogo. Que jogando bem, como habitualmente o Benfica faz, os golos aparecem e acabam por se sobrepor a esses erros. O que, de resto, e mesmo com erros tão raros e tão influentes como estes - três golos em 10 minutos - até este próprio jogo confirmou.

E o que me dá toda a legimidade para perguntar: o que seria, se esta arbitragem de Luís Ferreira tivesse acontecido com o Sporting, ou com o Porto? E para expressar claramente que esta arbitragem é o resultado da pressão que ambos têm vindo a construir, especialmente nas últimas semanas.

Dito isto há que dizer que o Benfica não esteve ao nível que nos tem habituado. Mesmo assim, criou oportunidades de golo suficientes para chegar ao intervalo já com a desvantagem no marcador anulada. Aproveitou apenas uma, aos 40 minutos, por Mitroglou (substituiu Rafa) que entrara 4 minutos antes.

Na segunda parte não melhorou muito, mesmo que a entrada de Cervi, com a saída de Luisão, tenha trazido coisas novas ao jogo do Benfica. Chegou cedo ao segundo golo, num penalti cometido sobre o jovem argentino, que Jonas concretizou. E o empate chegaria também a partir de uma substituição, a última, na troca de Gonçalo Guedes por Zivkovic, que cruzou para um defesa boavisteiro, pressinado, fazer auto-golo.

Faltavam 20 minutos para o fim, e acreditou-se na reviravolta completa. Mas o Boavista continuava imperturbável, a defender com tudo e de toda a maneira. E a queimar tempo, sempre com a complacência do árbitro. Mesmo assim foi nesse período, em pleno assalto final do Benfica, que criou as duas únicas oportunidades de golo imaculadas, ambas anuladas em intervenções superiores de Ederson. 

É certo que o Benfica poderia chegado ao golo da vitória. Dispõs de mais duas ou três ocasiões para isso, mas também ia ficando a ideia que os jogadores, esgotados, já se contentavam por terem evitado a derrota.

Claro que não se pode esquecer que a arbitragem deu três golos ao adversário. Que a qualidade de jogo foi inferior ao desejável, e que jogadores que têm sido fundamentais tiveram fraco desempenho, como Pizzi, Nelson Semedo e Salvio. E que os níveis de eficácia estiveram abaixo do habitual. Mas o Benfica só não ganhou o jogo porque não soube, não pôde, ou não quis, capitalizar os golos que iam fazendo a recuperação.

Quando uma equipa se encontra numa situação daquelas tem obrigatoriamente que tirar partido de cada golo. Tem que ter coração e alma para fazer de cada golo um trampolim para o seguinte, ir para cima do adversário sem o deixar recuperar do golpe. Não o deixar respirar, atirá-lo ao tapete. E o Benfica não fez isso. Os jogadores foram a correr buscar a bola á baliza do Boavista, mas ficaram-se por esse gesto. A bola ia ao centro e tudo voltava ao normal, como se nada se tivesse passado: o Boavista continuava confortável com o resultado e arrefecia de imediato o jogo.  

Não me digam que não faltou alma, nem coração, que o que faltaram foi forças. Antes de faltarem as forças já percebíamos que faltava aquele coração que resolve os jogos quando não é possível jogar bem. Aquele suplemento de crença que é preciso quando as adversidades aumentam.

Ao cair do pano sobre a primeira volta deste que desejamos que seja o campeonato primeiro tetra, e quando os adversários pretendem mascarar a superioridade que o Benfica  demonstrou até aqui com o colo da arbitragem, não se devem esquecer os pontos perdidos com o dedo das gentes do apito: Vitória de Setúbal e Boavista, na Luz (4) e Marítimo, nos Barreiros (3). Sete pontos, num total de nove perdidos, estão a débito nas contas da arbitragem. Não fosse a qualidade da equipa e do futebol que pratica superar normalmente os erros de arbitragem e o saldo seria bem mais gordo.

Não sei se a isto se chama colo, se andor... Nem sei se o Rui Vitória se não irá arrepender de ser tão elegante. Tenho a impressão que a elegância e os bons modos não são lá muito bem vistos no mundo português do futebol.  

 

Futebol Aos Quadradinhos.

helderrod 24 Set 16

Numa jornada madrugadora, o FC Porto recebeu o Boavista que ainda é um velho rival. O jogo começou com o golo em offside do central boavisteiro. Mas o que dizer? Se na semana passada na Luz aquele fora de jogo valeu, qualquer outra coisa esquisita pode ser crível. Foi engraçado ouvir o Sanchez dizer que jogou contra mais do que onze, após um golo destes e um penalty perdoado...Deve ter a ver com a falta de Coca Cola...

Porém, importa destacar a reacção do FCP que caiu em cima dos axadrezados, pese embora com alguma inconsistência no meio campo que esteve claramente em dia não. 

Na verdade, há ainda muitos aspectos a melhorar. Um campo de futebol é bastante grande. Se fosse uma BD poderíamos afirmar que o relvado é uma verdadeira prancha, mas o Porto insiste em jogar só nas tiras e até nas vinhetas. Importa jogar pelos flancos (tantas vezes dizia Robson nos treinos "flancos, flancos...."). É necessário instruir os jogadores a ir à linha, a cruzar e não insistir em afunilar o jogo pelo miolo.

Acredito que com o trabalho e a disciplina táctica, a equipa possa exorbitar o seu futebol levando-o para os extremos e abrindo desta forma o leque de possibilidades de chegar ao golo.

O próximo jogo com o Leicester (pronuncia-se "léster") terá um elevado nível de exigência e a qualidade dos jogadores terá de surgir na prancha, mas nunca se esqueçam...FLANCOS, FLANCOS!!!!! 

 

Força, Porto! 

Hélder Rodrigues

Circunstâncias e remendos

Eduardo Louro 21 Mar 16

Boavista-Benfica, 0-1 (crónica)

 

Se há jogos que valem um campeonato, este de hoje, no Bessa, poderá ter sido um desses. O Benfica procurou o golo desde o primeiro minuto, mas a verdade é que só o encontrou ao nonagésimo segundo dos 95 minutos que o jogo teve. Até por isso, pelo minuto 92, fica a ideia que este há-de ser um jogo para a História deste campeonato.

Não foi bem jogado, mas foi muito disputado e muito marcado pelas circunstâncias. De um lado um Boavista moralizado, que vinha de um excelente resultado (3-0 ao Marítimo, no Funchal) que lhe permitira fugir dos lugares de despromoção, a jogar forte e feio, correndo como se não houvesse amanhã, o que lhe permitia multiplicar os jogadores em campo. Não diria que o Boavista jogava com o dobro dos jogadores do Benfica, mas lá que parecia que jogava com 15 ou 16, parecia. No ataque, o Benfica jogava sempre em um para três: cada jogador do Benfica tinha sempre três do Boavista em cima, se o primeiro não ficava com a bola os outros dois tratavam do assunto, fosse lá de que maneira fosse...

Do outro, um Benfica cheio de remendos. E desta vez bem à vista, nada disfarçados. Eram muitos os buracos a remendar, mais que de costume, mas os remendos também não eram dos melhores. Se o Samaris já nos mostrou que se safa muito bem a central, a verdade é que ocupa o lugar do miúdo,  e obriga a duas mexidas: substitui o Lindelof e este é que acaba por substituir o Jardel. Depois, o Nelson Semedo ocupou o lugar do Andé Almeida que, por sua vez, ocupou o do Fejsa. E vão quatro... 

Mas o pior foi mesmo na frente. Para remendar o buraco Gaitan, Rui Vitória socorreu-se do Pizzi, tirando-o da direita para lá colocar o Salvio, que não quis deixar de fora. Não correu bem: Salvio ainda está longe (será que ainda lá chegará?) do que pode valer, e Pizzi, na esquerda, desaparece. E os dois pontas de lança nunca se entenderam, fugindo ambos da área e fugindo a maior parte das vezes para o mesmo sítio. Quer isto dizer que, na frente, para dois buracos - Gaitan e Mitroglou (espero que leve uma boa multa, para não se voltar a esquecer que não pode despir a camisola) - Rui Vitória apresentou três remendos ... Que só não valeram por quatro, porque o Jonas fez aquele golo na única oportunidade que teve. E lá se redimiu... 

Nestas circunstâncias - sete ou oito remendos, porque o miúdo na baliza é já outra coisa - o jogo teria de ser, como foi, muito difícil. E a vitória, estes três pontos que seguraram a liderança que já todos víamos a fugir entre os dedos, muito importantes. Até porque fiquei convencido que se o Boavista jogar sempre assim, como fez hoje, não tem problema nenhum com a despromoção! 

 

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