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Dia de Clássico

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Resultado pequeno em vitória grande

Eduardo Louro 15 Ago 17

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Curta, mas grande, esta vitória do Benfica em Chaves. E limpa e justíssima, em mais uma boa exibição. Muito boa, mesmo!

Na primeira parte foi um grande jogo, intenso e bem jogado, com o Chaves a dar a sua contribuição para um espectáculo de grande nível. A equipa agora orientada por Luís Castro soube sempre responder à boia exibição do campeão, com uma boa organização defensiva e sempre pronta a sair para o contra-ataque com grande velocidade e excelente movimentação, com rápidas e bem trabalhadas trocas de bola. Foi bonito de ver.

O Benfica fez o que lhe competia fazer – tomar conta do jogo, mandar nele, impondo um ritmo elevado e apresentando o seu futebol, sempre muito variado na procura de soluções. Criou três boas oportunidades para marcar, mas o golo nunca apareceu. Numa, a bola ficou-se pelo poste, noutra foi o Nuno André Coelho – grande exibição na primeira parte – a sacudi-la em carrinho quando ia mesmo a entrar, e noutra foi o guarda-redes Ricardo, regressado ao activo e a confirmar a sua especial apetência para brilhar nos jogos com o Benfica, a negar o golo.

A segunda parte foi bem diferente. O Chaves abdicou de jogar à bola, e optou declaradamente pelo anti-jogo, apenas preocupado em quebrar o ritmo do jogo, com a complacência – mais do que isso, com o momento que escolheu para voltar a interromper o jogo para que os jogadores se refrescassem – do árbitro Jorge de Sousa. Os jogadores do Chaves, que tão bem tinham mostrado que sabiam jogar à bola, preocupavam-se apenas com chutão para o ar. A relva só lhes servia para se deitarem.

O Benfica procurava o golo de todas as maneiras, mas havia sempre mais uma perna a pôr-se á frente da bola. E quando conseguia desenvencilhar-se das vinte pernas que estavam ali à frente da baliza, lá estava o Ricardo. E assim se foram passando os minutos perante o desespero dos adeptos, que nunca passou para os jogadores. Esgotados os noventa, Jorge de Sousa deu 6 minutos de compensação. Coisa pouca para cinco substituições, para a tal paragem para refrescamento e para as assistências médicas aos jogadores do Chaves, mas suficiente para o Benfica chegar finalmente ao golo, numa jogada que é a prova provada que a equipa não estava desesperada. Em vez de bombear bolas para a área adversária o Benfica continuava a desenvolver o seu futebol de variação de soluções. E foi assim que, aos 92 minutos, Rafa foi à linha pegar a bola para a cruzar, de primeira, rasteiro, para Sferovic fazer o golo com um desvio subtil, em antecipação ao guarda-redes, vinte e tal remates e para aí uma dezena de oportunidades depois.

Curiosamente, nesta segunda jornada, o Benfica repetiu o resultado dos outros dois candidatos. Só que sem peripécias, para não lhes chamar outras coisas.

Lamentável. Deplorável. Inadmissível! Três adjectivos para qualificar o sucedido no último jogo no Estádio da Luz. É certo que um árbitro pode errar, mas disseminar propositadamente esses erros é no mínimo execrável.

Já muito se discutiu sobre as transmissões da BTV, mas para quem tinha dúvidas quanto à isenção e manipulação de imagens, este SLB-GDChaves expõe de forma clara e inequívoca a adulteração da verdade.

No lance do primeiro golo de Mitroglou, as imagens surgem apenas de uma câmara provavelmente postada no terceiro anel. Onde está a repetição da câmara que está atrás da baliza? Onde está a repetição da câmara do lado oposto? Ela existe. Mas não conveio mostrar. Uma vergonha!

Mais, no penalty claro de Eliseu aos 49 minutos, só podemos visualizar as imagens corridas de alguma gente que se dignou a filmar a emissão da BTV. 

É assim que a BTV tem gerido os jogos na LUZ. Um verdadeiro circo. Uma palhaçada que pretende ocultar a verdade do jogo.

Mas o que é mais grave é ver o resumo da TVI24 e o jornalista que faz o comentário ao primeiro golo pura e simplesmente ignora a falta de Mitroglou, falando apenas do número de golos do avançado grego no presente campeonato! O que pensa Joaquim Sousa Martins sobre isto?

Nem a TVI, nem a RTP, nem a SIC mostram o penalty não assinalado aos 49 minutos contra o Benfica. Porquê?

Tudo isto com a anuência do treinador do Chaves que surge em grande plano a dar os parabéns ao Rui Vitória. 

É contra isto que os portistas lutam. Contra este conluio que até o Rodolfo Reis consegue iludir como se viu no último Play off.

É esta vergonha que esconde a secura de mais de 50 anos sem títulos internacionais. Que engana muita gente humilde. 

É preciso desmascarar esta gente, pois acredito que haja benfiquistas que não gostam daquilo que vêem. 

 

#podemcancelarareunião

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Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Deixem-se lá de coisas obsoletas!

Eduardo Louro 25 Fev 17

Benfica 3-1 Chaves

 

Grande jogo na Luz, nesta noite de sexta-feira, já de Carnaval, de novo com mais de 50 mil nas bancadas. Que sofreram a bom sofrer, desta vez.

Foi um jogo intenso, bem jogado e com muita, muita emoção. O Benfica sofreu, e fez sofrer os adeptos, por culpa própria, mas também muito por culpa de um excelente Chaves, que joga á bola como gente grande.

Que começou o jogo justamente a explicar isso, que sabe jogar à bola, e foi durante todo o primeiro quarto de hora bem melhor que o Benfica, que falhava no meio campo e falhava nos centrais, que não atinavam na linha do fora de jogo. O Benfica chegaria no entanto ao golo pouco depois de esgotado esse período, na segunda vez – a primeira tinha sido logo na saída de bola – que rematou à baliza da equipa flaviense, e passaria então a mandar no jogo.

Teve então vinte minutos de boa qualidade, com o seu futebol habitual, mas deixando sempre a ideia de muita parra para pouca uva. Por isto ou por aquilo – quase sempre velocidade a menos e hesitações a mais – as sucessivas vagas de futebol atacante do Benfica ficavam bem longe de atingir os objectivos. Nem grandes oportunidades, quanto mais golos.

Depois percebeu-se que o Benfica tinha voltado a trazer o interruptor para o jogo. E que o utilizava com alguma frequência, ligando-se e desligando-se do jogo com total despropósito. O Chaves chegaria ao empate mesmo à saída para o intervalo, e deixaria claro que este era um jogo com tudo para ficar muito perigoso.   

Com o segundo golo, em mais uma grande jogada de futebol concluída pelo Rafa, logo no início da segunda parte, o Benfica voltou ao grande futebol. Voltaram a suceder-se as vagas de ataque, com os jogadores do Chaves a terem de correr atrás da bola, agora a circular com mais velocidade entre os jogadores do Benfica, já com Jonas em campo. A equipa era agora mais consequente, e as oportunidades de golo sucediam-se. Os golos é que não, porque os remates invariavelmente não acertavam com a baliza.

Com o passar dos minutos, e a bola sem entrar, os jogadores da equipa transmontana começaram a acreditar cada vez mais. E como sabem jogar à bola, e o Benfica ainda lá tinha o interruptor, nos últimos dez minutos as coisas complicaram-se. Mas pelo meio pairou sempre a ideia que este era um jogo bem mais complicado do que, a cada momento, parecia. Só deixou de ser assim no minuto 89, quando o Mitroglou – em grande forma, com mais uma bela exibição – bisou e fez finalmente o terceiro.

E lá continuamos na frente. Mas é bom que esqueçam os interuptores. Estão obsoletos, agora usam-se sensores. 

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E assim terminou mais uma noite fria no Dragão. Não se tratou daquele frio seco transmontano. Foi uma cadência de arrefecimento galopante.

Mas enquanto a temperatura climática baixava, o mercúrio no termómetro do jogo aumentava. Para lá de um Chaves com um futebol de qualidade assinalável (terá sido uma das melhores equipas a jogar no Dragão nesta temporadada), houve um segundo opositor não menos omnipresente. O árbitro fez questão de se embrulhar neste bom jogo de futebol. Não foi apenas naquele momento em que quase obstaculiza Brahimi numa incursão do jogador pelo meio campo. Foi o critério na mão na bola. Recordo três lances em que, apesar da boa colocação do árbitro, nunca foi admoestada a falta por mão na bola.

Esta ambivalência de interpretações. Este livro arbítrio na análise de lances desta natureza tem que acabar de uma vez por todas. A carência de objectividade no critério e na interpretação destes lances atingiu um limite intolerável. 

Apela-se aos irRESPONSÁVEIS DA ARBITRAGEM que estabeleçam um denominador comum extra colinho para que possam convergir num critério imparcial, universal e justo.

Destaco assim três factores a terem em conta:

Ponto Um - As papoilas ostentam pétalas, mas esse facto não lhes permite saltitar a bola com as mãos e com o braço.

 

Ponto Dois - Um carrinho é um movimento realizado por jogadores de futebol que, aprioristicamente, têm dois braços os quais exercem um papel fundamental para que os mesmos não batam com a cabeça no chão na execução do carrinho.

 

Ponto Três - A equidade é uma coisa bonita no Desporto.

 

Posto isto, o FCP conseguiu transcender-se na segunda parte e o cansaço advindo deste acumular de jogos ficou congelado com a raiva e a revolta daquilo que se passava dentro das quatros linhas. A Instituição Futebol Clube do Porto estava a ser desrespeitada no seu próprio reduto. A equipa sentiu isso e deu a volta num grito de revolta. O apoio gutural vindo das bancadas foi determinante para o primeiro golo no jogo (para mim também contou e o Dragão fez questão de o registar), por parte de André Silva que merecia ter chegado ao fim do ano cívil na frente dos melhores marcadores. 

Depois, mais dois penalties por assinalar (já vamos em quinze neste campeonato) e já nem sequer tenho palavras para qualificar aquilo que se tem verificado. Está inquinado, desvirtuado e aldrabado este campeonato. 

Uma palavra também para Casillas que revelou muita qualidade ao negar o segundo golo ao Chaves; para Depoitre que puxou dos galões e deixou-nos um golo no pinheirinho e, finalmente, para um gigante Danilo que respondeu em campo a uma questão de Rui Cerqueira no Porto Canal quando este o desafia a confessar sobre o que ele (Danilo) pode fazer para melhorar o seu desempenho. Danilo respondeu nessa entrevista que tinha de chutar mais vezes de fora de área. Assim o fez!!!!

 

Obrigado, Danilo!

Um Feliz Natal a todos os leitores (mesmo àqueles que não gostam do que escrevo) e a todos os Portistas de todo o MUNDO!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Créditos fotográficos de Raurino Monteiro

 

 

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Ode Marítima

helderrod 16 Dez 16

Sozinho no Dragão algo deserto nesta noite de Outono. Olho pro lado da relva, olho pro onze inicial. Olho e contenta-me ver, Pequeno, número oito, uma bola entrando. Vem muito tarde na primeira parte, nítido, um golo à sua maneira. Deixa no ar distante atrás de si a orla de mais um penalty por se marcar. Vem jogando bem o Oliver Torres numa grande primeira parte e o Danilo entra com ele.  Aqui, acolá, acorda a vida marítima, erguem-se bandeirolas, avançam foras de jogo mal assinalados. Surgem na segunda parte pequenas reacções de trás dos marítimistas que estavam no Porto. Há uma vaga brisa. Mas a minh'alma está com o que vejo na luta de André Silva e, com o golo que entra apanha o Marega na tabela dos melhores marcadores. Com 745 minutos de folha limpa, com o sentido marítimo desta hora, com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea surge o golo dos madeirenses no único remate enquadrado à baliza de Casillas.

E com esta "adaptação" do texto de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) poderia continuar a descrever o jogo desta noite que já vai longa. Foram mais três pontos conquistados num campeonato que se prevê difícil, mas não impossível. São já quinze jogos sem perder e a regularidade vencedora típica do FCP parece estar de regresso.

Uma palavra também para João Carlos Teixeira que trouxe coisas novas ao jogo e, com este toque de bola, há que trazê-lo mais vezes para a competição.

Numa espécie de "boxing day" à moda do Porto, é já na segunda-feira a recepção aos flavienses que acabam de perder o seu treinador para o Braga, apesar de Jorge Simão estar ainda presente no Dragão. Contudo, a máquina não pode parar e importa continuar com esta dinâmica ofensiva e vencedora! 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Créditos fotográficos de Raurino Monteiro

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Costumava-se dizer nesta competição tão querida dos portugueses "hoje houve taça!". Porém, há agora uma novidade que se confunde com a clássica expressão. Hoje houve Capela. 

Mais uma vez, o homem puxou dos galões e desta feita não assinalou três penalties ao FC Porto e, por ventura, um outro ao Chaves. É um INCOMPETENTE que demonstra o quão podre está a arbitragem em Portugal.

Sei que pareço repetitivo. Mas a realidade obriga-me a reiterar a inaceitável toada das arbitragens nos jogos do FC Porto. Neste momento o rácio é o seguinte: 13/11! Dividam agora 13 por 11. Depois, multipliquem por 100. Obterão a percentagem do coeficiente da arbitragem a roubar penalties ao Futebol Clube do Porto.

Não podem brincar assim com a Instituição Futebol Clube do Porto. 

Aqui não há dúvidas entre o vapor e o cuspo. São 13 penalties em 11 jogos. Uma dúzia de abade.

Uns queixam-se por causa de um jogo no qual chegam ao empate num penalty inexistente sobre Gonçalo Guedes.

Outros passeiam miríades de maus exemplos para os jovens, cuspindo indiscriminadamente para tudo e para todos. Ainda ontem foram precisos penalties simulados e dois golos foras de jogo para amenizar o putativo escândalo...

E, no entretanto, há um clube. O melhor clube português consubstanciado pelos sete títulos internacionais que lhes confere um prestígio inigualável e díspar no nosso futebol continua a ser vilipendiado de forma constante pela arbitragem, pela maioria da imprensa e da opinião.

Isto tem que acabar! Dê para onde der.

Contudo, houve também um cibo de incompetência em terras transmontanas. 

Adivinhava-se uma tarefa difícil em Chaves, mas no escalonamento do onze houve falhas. Este era o jogo mais importante para as hostes portistas no presente. Como tal, as opções deveriam passar pelo melhor onze. Assegurar a passagem bem cedo e gerir o resto do jogo era claramente a melhor solução.

De que vale falar em pilares, se removemos a importância dos alicerces? Em tempos criticavam o treinador basco por desconhecer a importância desta competição no futebol português, aquando do jogo Porto-Sporting há duas épocas atrás num contexto pós-selecções. O que têm para dizer agora?

Agora há que olhar em frente e não facilitar em Copenhaga. Entrar com tudo na próxima terça-feira, porque a margem de manobra reduziu-se um cibo e os portistas estão atentos.

 

Força, Porto! Hélder Rodrigues

Créditos fotográficos: Raurino Monteiro

 

 

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