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Dia de Clássico

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Fim da linha

Eduardo Louro 2 Out 17

 

 

Em dia de eleições, o Benfica voltou a perder posições na candidatura ao título. Voltou a mostrar que, assim, é um candidato perdedor, sem condições para ganhar.

Depois de um jogo bem conseguido com o Paços de Ferreria, com uma primeira parte muito prometedora - ainda não se tinha visto tão flagrante demonstração de superioridade, a primeira meia hora foi a coisa mais avassaladora que viu num jogo de futebol - o desastre de Basileia voltara a devolver o Benfica às trevas. Não podia ser maior a expectativa para esta deslocação à Madeira, para defrontar o Marítimo, em dia de eleições.

A constituição da equipa alimentava as maiores dúvidas. Ao repetir o onze de Basileia, Rui Vitória ou estava a dizer aos adeptos que tinha ficado satisfeito com o desempenho da equipa humilhada na Suíça, ou a dizer-lhes que é teimoso e que é ele quem manda, ou simplesmente a atirar a toalha ao chão.

Como Rui Vitória não está em condições de se armar em teimoso, nem de demonstrações de força. restam apenas as duas restantes hipóteses. Que vão dar ao mesmo. Dizer que estava satisfeito com o que a equipa de Basileia é assinar a sentença da sua própria morte. Atirar a toalha ao chão é apenas um eufemismo dessa morte...

O jogo confirmou isso mesmo. Rui Vitória não sabe o que fazer, e como não sabe, não faz nada. Deixa andar... Sabe-se que a equipa joga até marcar um golo. Aí chegada, acabou. Não consegue mais continuar no mesmo ritimo à procura do segundo, nem consegue controlar o jogo para lhe definir ritmos. Nem consegue manter o ataque ao adversário, nem consegue mandar no jogo. Perde-se, pura e simplesmente.

E desta vez o golo surgiu no decurso do segundo minuto do jogo... A equipa durou dois minutos. Se isto não é o fim da linha...

Espero que tenham percebido...

Eduardo Louro 14 Abr 17

Benfica-Marítimo, 3-0 (resultado final)

 

Luz cheia de luz, de cor - mesmo que só vermelho - e de gente. Estádio cheio, como sempre. Entre os 57.064 espectadores, dois muito especiais: duas debutantes, de 3 e 5 anos. Vibrantes, como toda aquela fantástica moldura humana!

O Benfica entrou a surpreender o Marítimo. O bem sucedido treinador da equipa madeirense tinha afirmado que o Benfica é avassalador nos primeiros quinze a vinte minutos. E que era por isso fundamental apostar tudo nesse período. Que, evitar aí o golo do Benfica, era o primeiro passo para levar pontos da Luz. Talvez por isso, para surpreender o adversário, o Benfica não quis atirar-se para cima da equipa insular, hoje de amarelo, logo que o árbitro apitou. Nem nesse momento nem nos 10 minutos que se lhe seguiram....

Os jogadores do Marítimo devem ter ficado baralhados, pensando que tinham sido enganados pelo treinador. Aquilo não era avalanche nenhuma. Baralhados os jogadores adversários, o Benfica abriu então o livro e deu início, com 10 minutos de atraso, ao prometido assalto avassalador. Que não durou apenas os quinze ou vinte minutos que o treinador Daniel Ramos tinha na estratégia. Foram 35 minutos de sufoco, com as oportunidades de golo a sucederem-se a um ritmo diabólico.

O golo tardou, é certo, mas percebia-se que teria de chegar, mais minuto, menos minuto. Chegou aos 34 minutos, em mais uma fantástica jogada do Rafa, concluída num auto-golo do Luís Martins. Inevitável. Pouco antes, em circunstâncias praticamente iguais, o guarda-redes conseguira o milagre de evitar o golo. E depois, já na segunda parte, só os deuses da fortuna evitaram que mais uma intercepção de uma jogada de golo acabasse na baliza do Charles.

No minuto seguinte Jonas fez o segundo. E dez minutos depois o terceiro!

Podiam ter sido mais, muitos mais, mas o resultado acabou por ficar por aqui. A exibição é que não. Foi muito mais que o resultado, a explicar, especialmente àqueles benfiquistas que na semana passada já se tinham esquecido da exibição com o Porto, que há jogos no campeonato em que não é possível jogar bem. Que a equipa joga à bola, que o futebol de qualidade está lá. Mas há jogos - campos pequenos, jogo eminentemente físico, com ressaltos e mais ressaltos e adversários, como que possuídos, a correrem atrás de tudo o que mexe - em que não é possível mostrá-lo.

A equipa hoje explicou isto muito bem explicadinho. Espero que todos tenham percebido!

Não falei da segunda parte. Mas também não há muito para dizer. Sem repetir aqueles fantástcos 35 minutos, o Benfica controlou um jogo que estava então fácil. O Marítimo pôde respirar, e sem nunca dividir o jogo - nem uma oportunidade para a estatística, que seja -, adiantou-se mais um pouco no campo. E pisou já terrenos que nunca antes pisara. Mas só isso.

Só porque Mitroglou - hoje em dia de desentendimento com o golo, desperdiçou umas cinco oportunidades de golo feito - e Salvio desaproveitaram as oportunidades que o génio de Rafa lhes entregou, é que a segunda parte não repetiu os três da primeira.

Ah... Já me esquecia... Espero também que tenham percebido que o Rafa foi - é - brilhante. E que Lindelof está de volta à sua enorme categoria. E que isso é, nesta altura, muito importante!

E que foi o jogo 100 de Rui Vitória no Benfica. E que faltam cinco. Só cinco finais!

Ode Marítima

helderrod 16 Dez 16

Sozinho no Dragão algo deserto nesta noite de Outono. Olho pro lado da relva, olho pro onze inicial. Olho e contenta-me ver, Pequeno, número oito, uma bola entrando. Vem muito tarde na primeira parte, nítido, um golo à sua maneira. Deixa no ar distante atrás de si a orla de mais um penalty por se marcar. Vem jogando bem o Oliver Torres numa grande primeira parte e o Danilo entra com ele.  Aqui, acolá, acorda a vida marítima, erguem-se bandeirolas, avançam foras de jogo mal assinalados. Surgem na segunda parte pequenas reacções de trás dos marítimistas que estavam no Porto. Há uma vaga brisa. Mas a minh'alma está com o que vejo na luta de André Silva e, com o golo que entra apanha o Marega na tabela dos melhores marcadores. Com 745 minutos de folha limpa, com o sentido marítimo desta hora, com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea surge o golo dos madeirenses no único remate enquadrado à baliza de Casillas.

E com esta "adaptação" do texto de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) poderia continuar a descrever o jogo desta noite que já vai longa. Foram mais três pontos conquistados num campeonato que se prevê difícil, mas não impossível. São já quinze jogos sem perder e a regularidade vencedora típica do FCP parece estar de regresso.

Uma palavra também para João Carlos Teixeira que trouxe coisas novas ao jogo e, com este toque de bola, há que trazê-lo mais vezes para a competição.

Numa espécie de "boxing day" à moda do Porto, é já na segunda-feira a recepção aos flavienses que acabam de perder o seu treinador para o Braga, apesar de Jorge Simão estar ainda presente no Dragão. Contudo, a máquina não pode parar e importa continuar com esta dinâmica ofensiva e vencedora! 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Créditos fotográficos de Raurino Monteiro

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Quando menos se esperava...

Eduardo Louro 3 Dez 16

Luisão: «Fomos parados de várias maneiras»

 

 O Benfica perdeu, hoje na Madeira. Com o Maítimo, à décima segunda jornada e à entrada de um ciclo de elevado grau de dificuldade que faz deste Dezembro um mês complicado. 

Já não perdia há muito tempo e, embora muitos o desejassem, ninguém pensaria que acontecesse hoje. Porque ainda há duas apenas semanas cilindrara esta equipa do Marítimo, no jogo da Luz, para a Taça, com uma enorme exibição e uma gorda goleada de 6-0. E porque a equipa atravessa - sim, no presente do indicativo - um período de grande consistência, em grande forma, com um  futebol demolidor, com soluções para todos os problemas...

Mas aconteceu, e o Benfica perdeu hoje a invencibilidade no campeonato. E deixou de integrar o restrito grupo de três equipas invictas em toda a Europa: sobram agora o sensacional Leipzig, na Alemanha, e o Real Madrid.

A equipa não entrou bem, é certo. Entrou a perder, com um golo aos 5 minutos, num erro colectivo a que Luisão emprestou a cara. O Benfica reagiu de imediato, e pouco tempo depois já lá estava o seu futebol habitual. Em cima do adversário, asfixiando-o, com o carrossel a funcionar em pleno. Uma única excepção, ali pelo minuto 20, quando o Ederson, com duas defesas consecutivas de grande qualidade, evitou o segundo golo. Foi claramente uma excepção, as oportunidades sucediam-se, como se sucediam as faltas dos impunes jogadores do Marítimo, e era praticamente garantido que o golo do empate chegaria depressa. E que os outros viriam a seguir...

Tardou, mas não muito. O empate chegou à passagem da meia hora, com um remate de Nelson Semedo a sofrer um desvio, sem o qual não daria em golo, na única gota de felicidade que hoje estava reservada para os tri-campeões. Que sairia bem cara!

Ainda se não tinha percebido isso, e apesar de o guarda-redes Gotardi começar a parecer instransponível, a ilimitada confiança na equipa deixava os adeptos convencidos que ao intervalo já o marcador teria dado a cambalhota. Não foi assim, o golo não aparecia mesmo. Mas havia ainda toda a segunda parte...

Logo no arranque a bola saiu da cabeça de Salvio para bater na barra, e não entrar. A partir daí, ou o guarda-redes do Marítimo fazia milagres, ou a bola saía centímetros ao lado. Ou por cima. E pronto, lá se voltou a cumprir a eterna profecia do futebolês: quem não marca, sofre. Na únca vez em que o Marítimo saiu lá de trás, foi a vez do erro ganhar a cara do André Almeida. Por três vezes, o que, convenhamos, é demais: primeiro foi anjinho, e permitiu que um adversário lhe roubasse uma falta (os jogadores do Marítimo mandavam-se permanentemente para o chão, e o árbitro fazia-lhes sempre a vontade); do livre, a bola chegou-lhe, na esquerda e, com uma rosca, devolveu-a para a área, à mercê do remate de um adversário, que resultaria num canto; por fim, no canto, deixou o adversário saltar à vontade para marcar o golo que ditaria a derrota. 

Faltavam 20 minutos, mas nem cinco sobraram para jogar. A partir daí os jogadores do Marítimo não permitiram mais que se jogasse à bola. Sempre no chão, um de cada vez e o guarda-redes nas vezes todas.

    

 

A Taça merece luxos destes...

Eduardo Louro 19 Nov 16

Benfica-Marítimo, 6-0

 

A Taça tembém merece este Benfica. A Taça também merece este futebol!

Que fantástica exibição fez o Benfica!

O Marítimo não teve tempo para nada. Entrou como é costume entrarem os adversários do Benfica, com uma ideia de pressionar logo na primeira zona de construção, coisa que, como se sabe, é possível fazer enquanto há pernas e pulmão..Tem esse problema: não é possível fazer durante todo o tempo. Mas tem outro: se a equipa consegue ultrapassar essa zona de pressão fica logo em vantagem, porque os adversários ficaram para trás, e já sem condições de recuperar.

Foi o que aconteceu logo após a bola de saída. O Benfica saiu da pressão que o Marítimo montou, passando pela teia montada como cão por vinha vindimada, e fez logo o primeiro golo. E o Marítimo ficou ali, como quem fica a meio da ponte: sem saber muito bem se devia cumprir o plano de voo que trazia. Percebeu-se que o abandonou, não voltou a pressionar alto e aconchegou-se lá atrás, a ver jogar o Benfica.

E o que viu... E o que vimos... Que jogo!

A primeira parte foi absolutamente espectacular, com um futebol de ataque permanente, com soluções para todos os problemas, em jogadas a um ou dois toques, numa dinâmica verdadeiramente extraordinária. A ponto de, ao intervalo, apenas os números surpreenderem: três golos para tanto futebol era surpreendente. Tão surpreendente como as estatísticas de posse de bola: não dá para acreditar nos 72%  apresentados. Pelo que víramos, não dava para acreditar em tudo o que fosse menos de 90% ...

A segunda parte, meso sem nunca ter baixado do exigível a uma grande exibição, não teve o mesmo nível. Mas teve o mesmo número de golos, que fizeram subir o resultado para a meia dúzia - todos de rara beleza, incluindo o quinto, de penalti -, o maior resultado da época. A condizer com a melhor exibição da temporada. E a deixar excelentes indicações para o que aí vem. Em especial para o que aí vem já na quarta-feira, na Turquia.

 

Neste tão badalado jogo da Madeira, o Benfica fez questão de demonstrar por que vai ser, com toda a justiça, de novo campeão. Por causa das dúvidas… Nem entrou bem no jogo. A velocidade e a intensidade com que entrou não eram suficientes para agarrar um jogo que não se podia dar ao luxo de não ganhar. Coisa temporária, que rapidamente se resolveu. Pouco a pouco o Benfica soube levar ao jogo tudo aquilo que ele pedia. À meia hora de jogo a equipa já asfixiava o Marítimo, encostado à sua baliza. Já tinha uma bola no ferro, e o árbitro já tinha feito vista grossa a dois lances para penalti, um deles com o cúmulo de um amarelo - decisivo - ao Renato Sanches. Para acabar com o sufoco, o Marítimo começou a deitar mão ao antijogo que se tem visto aos adversários do Benfica, lançando jogadores para o chão, uns atrás dos outros. E contou com a preciosa ajuda do Renato Sanches. Porque a do sucessor do Olegário Benquerença já vinha de trás, do tal penalti não assinalado. A expulsão do miúdo, a sete ou oito minutos do intervalo, colocava ponto final no sufoco do Benfica. Que não na imensa superioridade do Benfica. Nem na crença benfiquista! Com dez, na segunda parte, o Benfica dominou por completo o jogo. Noutro registo, sem sufocos nem asfixias, o Benfica marcou por duas vezes, teve mais uma bola no ferro, e criou mais três ou quatro oportunidades claríssimas de golo. Numa delas o Pizzi cometeu a proeza de acertar no guarda redes deitado no chão… E o tal discípulo de Benquerença deixou ainda passar mais um penalti sobre o Mitroglou. Isto é “à campeão”. Isto é de campeões… Com mala ou sem mala. Com dez ou com onze. Com o campo encharcado – com os jogadores a escorregarem pelo campo encharcado, ao intervalo voltaram abrir as torneiras – ou seco. Contra tudo e todos, esta sensacional equipa do Benfica esteve-se nas tintas para as contrariedades. Foi-se ao jogo e ganhou-o com toda a clareza. E vai certamente ser campeão, tricampeão, 39 anos depois… E vai certamente festejar o 35 no próximo domingo!

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