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Dia de Clássico

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Bulgaridades

Eduardo Louro 25 Mar 16

 

Não. Não é o guarda redes búlgaro o responsável por tanta bulgaridade. Nem sequer é daqueles jogos que se possa dizer que a bola não quis entrar... Que Ronaldo e Cª bem poderiam lá passar o resto da noite que nunca conseguiriam meter a bola dentro da baliza. Com aquela incompetência, é que não. 

Nem o guarda-redes búlgaro fez uma exibição como se diz, nem nas dezenas de remates da equipa portuguesa terá havido mais que dois ou três com qualidade suficiente para resultarem em golo. Nem de penalti! O que se passou foi simples de entender: nos primeiros dez minutos, com um remate a cada minuto e quatro oportunidades de golo, os jogadores convenceram-se que aquilo seria fácil. Mas não era. Como nunca nada é fácil para uma selecção desiquilibrada e sempre dependente de Cristiano Ronaldo. E, francamente, muito vulgar. Cheia de bulgaridades...

Permitam-me o desabafo. 

Durante a transmissão, vi um jovem que exibia cinco unhas de cor púrpura e pensei. É isto! Uns plasmam uns lenços brancos para dizer alguma coisa. Outros pintam as unhas para dizer que este Bento não tem unhas para a selecção. Não sou nada homofóbico, mas tornei-me seleccionofóbico! A repulsa por esta gente aumenta de cada vez que vejo a equipa nacional a jogar.

O consenso holístico advém desta guerrinha com o Porto. Isto vai deixando os restantes milhões mais serenos. Porém, já nem isso funciona. 

Por vezes, meus caros leitores, a vergonha não marca golos, mas eleva a dignidade dos homens. E está na hora! A disciplina tão propalada não é suficiente e hoje uma trivelada pincelada com irreverência podia ser o garante do triunfo! A lassidez deste grupo parece-me ser o fruto da ginja, dos banhinhos turcos dos rapazes de Madrid, que nem sempre treinam mas têm a sua titularidade garantida. Provavelmente, a humidade de Óbidos terá pesado na moleza dos ovos podres em Aveiro.

Esta vergonha está inextrincavelmente relacionada com a incompetência. É preciso pôr os melhores no presente. É urgente esta gente perceber que, tal como tantos outros craques como Ibrahimovic, George Best, Mijatovic, Maradona é preciso perceber que as suas vicissitudes não devem colidir com o objectivo comum. O objectivo deste jogo chama-se golo! 

É preciso mudar já! É preciso mudar de gente! Porque não sou menos patriota do que qualquer outro tuga ao considerar que esta selecção envergonha-me solenemente.

Já limparam a porcaria Queirosiana?

 

 

 

 

Hélder Rodrigues

 

 

O fim das vacas sagradas?

Daniel João Santos 26 Jun 14

Ver hoje Portugal a jogar contra o Gana deu a ideia que, como a Espanha, será necessário reformular, rejuvenescer e começar outra vez. É verdade, conforme disse Paulo Bento, que esta equipe está apenas mais velha seis meses desde que eliminou a Suécia. No entanto, convém lembrar, os jogadores de Portugal em seis meses fizeram muitos jogos e alguns, se não a maioria, apresentaram-se "presos por arames". Agora que regressam, infelizmente, vão se fazer análises atrás de analises, comentários atrás de comentário, mas no fundo todos podemos chegar a várias conclusões: somos bons, mas não somos os melhores. O Ronaldo é o melhor, mas não chega. Paulo Bento não muda e só muda se obrigado. Dois ou três jogadores são claramente "cartas fora do baralho" nesta selecção. 

Seria, reforço, importante pensar num futuro mais jovem, mais dinamico e sem "vacas sagradas".

Um fado com final feliz

Eduardo Louro 20 Nov 13

 

 

A selecção nacional está apurada para o Brasil. Tarde, mais tarde do que a sua valia colectiva merecia, mas dentro daquilo que é o nosso fado. Um fado onde cabem velhas crenças, mas também velhas estórias. Uma delas é a do cântaro, da fonte, e da asa que alguma vez lá haverá de ficar…

Não foi ainda desta vez que lá ficou. Não poderia mesmo ser desta vez: porque não há asa que se quebre quando no cântaro está um génio; e porque a selecção da Suécia vale bem menos do que o que se anunciava, e bem menos do que se temia.

No cântaro, como se fosse lâmpada, estava o génio de Cristiano Ronaldo. Que fez, de longe, o melhor jogo de sempre pela selecção nacional e certamente um dos melhores jogos da sua já longa e sempre brilhante carreira. Hoje em dia só não é o melhor do mundo porque não é deste mundo!

Defendi frequentemente no passado que Cristiano Ronaldo era o melhor jogador do mundo. Que Messi não era deste mundo, e não era por isso comparável. Hoje é claramente o português que não é deste mundo, e é injusta para Messi e Ribery a discussão que por aí corre, como desigual e injusto foi o duelo para que convocaram Ibrahimovic, apesar da forma digna e capaz com que hoje, na segunda parte, se apresentou. A mostrar claramente que a selecção sueca é ele próprio, que para além dele é o deserto.

Por isso se percebeu hoje que o jogo retraído e ultra defensivo de Lisboa não fora estratégia. Que é mesmo assim, que pura e simplesmente a selecção sueca não tem mais (futebol) para dar.

É certo que chegou a assustar, quando a vinte minutos do fim estava a um golo do apuramento e galvanizada pela reviravolta no resultado. Sol de pouca dura, porque neste jogo de grande emoção e muito bem disputado, a selecção nacional foi tudo o que foi nesta fase de apuramento. E sendo tudo isso, já fora até aquela altura tudo o que de mau tinha sido!

A selecção nacional parece ter querido fazer deste decisivo jogo do play-off um espelho do seu desempenho durante o torneio de apuramento. Começou o jogo com a displicência e a falta de dinâmica dos jogos em casa com a Irlanda e com Israel, numa apatia confrangedora que aquele episódio de Pepe parado, com a bola também parada durante largos segundos, tão bem ilustra. Depois de perceber que o adversário estava ali apenas para defender, passou a jogar à bola e a dominar de forma inconsequente o jogo, como fizera em Moscovo, no único jogo que perdeu. No início da segunda parte fez o golo e logo se acomodou, como fizera nos jogos com Israel, com idêntico resultado. Viu-se de repente na eminência de perder o apuramento, com toda a pressão do jogo. E aí, quando tudo aperta, ressurgiu no seu maior esplendor. E não foi só com Cristiano Ronaldo, embora tenha sido ele o comandante. Foi com muitos outros e com muito Moutinho...

Gostamos disto. Gostamos de sofrer até ao fim, achamos que a vitória assim tem mais sabor. Não é estratégia, não é o nosso modelo, a nossa maneira de fazer as coisas. É o nosso fado!

Brasil

Daniel João Santos 19 Nov 13

Estamos lá. Portugal está lá. O melhor do mundo está lá.

Estas Pausas, pá!

joshua 12 Nov 13

Do próximo jogo de morte da Selecção não vale a pena especular. Como Paulo Bento é conservador, provavelmente fará alinhar os mesmos que falharam a qualificação directa, mesmo que manquem, mesmo que não corram, mesmo que não possam.

 

E é aqui que me dão saudades as bocas de Manuel José e de Carlos Queirós. Embora Bento de enfune todo quando há bocas, quando a análise o pica, o criva de opiniões e o crava de condenações, a verdade é que não estou a ver o agulhão provocatório necessário para dar a esta Selecção ainda mais pica, ainda mais ambição e superior capacidade de se diferenciar. Não temos por aí um agente provocador? Da provocação nasce a transcendência.

 

Por isso, por haver um silêncio tão unânime, deixem-me lamentar esta pausa na Liga, logo agora que o nosso Jackson voltou a marcar e o nosso Fernando nem sabe como marcou. Que pena!

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