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Dia de Clássico

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Pequenas coisas

joaopaulo74 13 Abr 13

Taça pequena, clubes pequenos, um estádio às moscas e um jogo...pequeno. A conferência do mister? Pequena!

Em tempos, o Algarve era demasiado longe para os adeptos mais a norte - muda-se a final para Coimbra e o que acontece?

Pois, é para quem pode!

E, claro, por mim, continua a ser o Mister ideal para um clube pequeno - quem mais conseguiria fazer do Peseiro um vencedor?

Ora vamos por partes para desmontar a apresentação aposteriorística do título deste post.

A mestria técnica e táctica do bluff que não só transforma, mas também transcende a grandeza de jogadores como Sálvio e Matic, parece-me uma manobra digna da década de 70 à la Cruyff. Funcionou com passividade e com a lassidez de Olhão amiga do seu amigo. Valeu o histerismo das rádios que exalta os meninos de vermelho quebra records e o ego de topo de um grande treinador (o da pastilha!). 

Valeu também a cotovelada de Sálvio que passou, impávida e serena despercebida até à Luz. Talvez com o receio da choradeira, Hugo Miguel não teve a coragem de expulsar o extremo argentino. Enfim...as benfiquices do costume.

Já o meu Porto, conseguiu dar uma prova de consistência. Um produto da luta do coletivo que foi capaz de ultrapassar um autocarro que partia daqui ao Bom Jesus. Não foi tarefa fácil, mas 70% porcento de posse traduziu-se no triunfo rumo ao objetivo final. A ver vamos como se comportará a passarada!

Lamento o facto de estarmos com 2 penalties de atraso e um por se marcar em Barcelos. Será que Duarte Gomes sabia que o Martinez não iria converter a penalidade a cinco minutos do fim?

Resta lutar com toda a humildade e fazer aquilo que nos compete...

Força, Porto!

Descaramento

Eduardo Louro 27 Fev 13

 

Percebeu-se. E…pronto, compreende-se!

Percebeu-se que Jorge Jesus queria deitar fora a Taça da Liga, mas sem perder. Era importante manter a invencibilidade nas provas nacionais. Tanto quanto fugir a mais um jogo no sobrecarregado calendário que está pela frente.

Só assim se explica que tenham sido escolhidos Roderik e Luisão para marcar as grandes penalidades. E o Artur até começou por complicar, ao defender logo o primeiro penalti…

Para trás ficara a mudança de discurso de Jorge Jesus, introduzindo-lhe o qb de ambição que se saúda: “queríamos jogar todos os dias”… Assim, está bem!

Ficara a apresentação de uma equipa que não hipotecava coisa nenhuma. Nem os jogos que aí vêm nem aquele mesmo. A equipa, por mais estranha que possa ter parecido, era suficiente para ganhar a este Braga e revelou, sempre e em todos os pormenores, uma superioridade técnico-táctica evidente. Mas não era para ganhar. Não queria ganhar, mas também não podia perder. Para isso nada melhor que aquele futebol da segunda parte: o futebol  sem balizas de Aimar e Gaitan, o futebol exibição em passes de tango.

No primeiro remate, logo no início do jogo, a bola foi bater na trave. Era arriscado rematar, e por o Benfica não o fez por mais que cinco ou seis vezes. O árbitro, que noutras condições teria feito um trabalho verdadeiramente vergonhoso, desta vez ajudou. E fez vista grossa a dois penaltis sobre o Gaitan, da última vez já mesmo nos últimos minutos.

Imaginem que os tinha assinalado. O que é que se não diria da escolha do Roderik para os marcar?

Compreende-se, mas foi grande o descaramento!

Jogo de novidades

Eduardo Louro 27 Jan 13

 

Antes de dizer que este foi um grande jogo – talvez melhor, uma grande primeira parte – apetece-me dizer que, ao contrário dos últimos, este foi um jogo fair. Sem truques, sem quebras na iluminação, comportamento imaculado do público e dos jogadores e sem arbitragens habilidosas. Tão fair que nem o Lima festejou o seu golo, o que, mesmo como benfiquista, aplaudo. O respeito é sempre de aplaudir, e não mancha coisa nenhuma!

Pronto. Agora já posso dizer que, se não foi um super jogo, foi um grande jogo, com uma super primeira parte!

Porque a segunda parte não foi, nem tão bem jogada, nem tão intensa, nem tão espectacular. Mas foi, do lado do Benfica, a confirmação – se é que era necessária – da grande pecha da equipa. Daquilo que lhe falta para ser uma grande equipa de futebol em qualquer parte do mundo!

Não há equipa que possa controlar todo um jogo, e todos os jogos, exclusivamente a partir de um domínio avassalador, vertiginoso e mesmo frenético. É preciso saber controlar os jogos quando não é possível dominá-los!

Sempre que o Benfica pretende controlar um jogo através de mecanismos de simples controlo, abdicando dos seus princípios dominadores, as coisas não saem, nem de perto nem de longe, com a mesma eficácia. Com 2-0 ao intervalo, o Benfica surgiu na segunda parte numa atitude táctica de contenção. Na tal tentativa de controlar o jogo e de defender o resultado que, mais uma vez, lhe retirou a supremacia no jogo.

Não foi novidade, num jogo de novidades. De novidades tácticas no Benfica, da novidade de Jesus, pelo Benfica, vencer em Braga e de saudáveis novidades no ambiente da Pedreira!

Foi curiosamente com alguma novidade que o Braga chegou ao golo, na precisa altura em que o Benfica parecia conseguir controlar o jogo, mesmo sem manifestamente se superiorizar ao adversário. Só o pouco tempo que sobrava, e depois a expulsão – decisão acertada do árbitro, porque o Lima ficava isolado na cara do guarda redes do Braga - do seu defesa, já nos últimos minutos, impediram que o Braga conseguisse ameaçar seriamente a justa vitória benfiquista.

Quatro notas finais. Duas para saudar dois regressos: o regresso de Gaitan à posição 10, pelo impedimento de Cardozo, e o de Urreta Viscaya, curiosamente numa época marcada pela inflação de jogadores das alas. Outra para saudar o fim do mito dos árbitros internacionais: as melhores arbitragens não estão claramente aí. E, the last not the least, a homenagem a MIklos Feher: não teve pompa nem circunstância, mas o seu nome ouviu-se no estádio na parte final do jogo. Não sei de onde veio, se de benfiquistas, de braguistas se de ambos. Sei que, no final do jogo, quando o resultado do jogo prendia as emoções, se cantou nas bancadas “Miklos Feher…Miklos Feher …”

E isso foi bonito! 

Desespero

Eduardo Louro 22 Jan 13

Vítor Pereira, o treinador do Porto, não pára: agora até lhe faz confusão que o Matic jogue em Braga. E que o Paulo Vinícius não jogue!

Coitado… Valha-lhe que o Pinto da Costa já não acha que só os burros é que falam de arbitragem…

Não sei se a estratégia irá produzir os resultados que visa. O ano passado resultou, pelos vistos está confiante que volte a resultar. Há más estratégias que resultam e boas que falham…

Esta até poderá resultar, mas não merece. É pobre de mais - tão pobre quanto o próprio estratega - e nem o desespero a desculpa.

Porque é de desespero que se trata, à porta de um jogo que tem de correr bem para voltar a encostar no rival. E à porta de outro, teoricamente de elevado grau de dificuldade para o rival. Onde ganhou com a ajuda da arbitragem que lhe perdoou um penalti, num daqueles lances – jogar a bola com a mão dentro da área - apenas permitidos aos seus jogadores. Mas onde se não passou nada, nenhuma voz de Braga foi ouvida, ao contrário do último jogo, onde o tal Paulo Vinícius foi expulso no maior escândalo dos últimos dez anos, nas palavras do presidente Salvador. Afinal apenas carregou um adversário que ficaria isolado em frente ao guarda-redes, nada de mais.

Um escândalo, aquela expulsão! Um escândalo, que Paulo Assunção – vejam bem - tenha agora chegado ao quinto amarelo. Um escândalo que Matic, com quatro amarelos, não tenha cometido uma única falta para lhe poder ser mostrado o quinto…

E isto leva Vítor Pereira ao desespero. Isto e as sucessivas exibições do Benfica e a forma como vai ganhando sucessivamente os jogos. É certo que a sua equipa também os vai ganhando mas… sofre-se. E depois lá sai um golo por engano que ajuda a resolver a coisa. Mas, pelos vistos, não dá lá grande confiança!

Porto de fora

Eduardo Louro 30 Nov 12

 

O Porto está fora da Taça. E perdeu o primeiro jogo da época!

Quiseram os sorteios que Braga e Porto se defrontassem duas vezes na Pedreira no espaço de cinco dias. No passado domingo o Porto foi feliz (e não só!) e ganhou. Ganhou, nos últimos minutos e com muita sorte, um jogo bem disputado mas também muito bem jogado!

O jogo de hoje surgia assim como uma espécie de encore, merecido pelo espectáculo de domingo. Mas teve pouco a ver com esse jogo do campeonato!

Por culpa do Porto – um Porto medíocre durante mais de 80 minutos – e por culpa de Vítor Pereira, que denotou alguma arrogância – mesmo soberba, mais parecendo deslumbrado com o sucesso precoce - na abordagem ao jogo, deixando de fora muitos dos titulares habituais e confirmando que não tem, na realidade um grande plantel. O treinador do Porto achou que a estrelinha que o vem acompanhando, e que ainda no domingo brilhara intensamente, a par da equipa de arbitragem nomeada – Olegário Benquerença, depois de Carlos Xistra no domingo, é uma nomeação de se lhe tirar o chapéu - daria para ganhar o jogo, independentemente de quem pusesse a jogar.

estrelinha até apareceu. Logo aos 13 minutos, no primeiro remate à baliza, o Porto marcou. E o árbitro Olegário Benquerença também não se fez rogado: começou a poupar alguns amarelos, poupou claramente a expulsão ao lateral direito Miguel Lopes e voltou, também ele, a não assinalar um penalti claro a favor do Braga. O segundo em dois jogos. Consecutivos!

Mas nem assim! Aquele Porto era tão medíocre que não havia estrelinha nem Olegário Benquerença que lhe valesse. E acabou mesmo por, a 20 minutos do fim, ficar reduzido a 10 jogadores, porque Benquerença não podia, como já fizera com Miguel Lopes, voltar a fechar os olhos à óbvia expulsão de Castro. E, logo a seguir, por reparar que também a estrelinha se apagara com aquele auto golo de Danilo, que entrara para substituir o Miguel Lopes, que não podia por muito mais tempo continuar a escapar à expulsão.

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