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Dia de Clássico

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CA-TE-GO-RIA!!!

Eduardo Louro 9 Mar 16

Zenit-Benfica

(foto daqui)

Foi com enorme categoria que o Benfica afastou hoje os milionários russos comandados por André Villas Boas, onde pontificam alguns que souberam - e continuam a saber - honrar o manto sagrado que um dia vestiram, nos oitavos de final da Champions. Segue o Benfica, este sensacional Benfica, para os quartos de final da maior competição de futebol do mundo, incluído no restrito grupo dos oito melhores.

E fez isto tudo afastando precisamente o único representante do país que está em confronto directo com Portugal nas contas do ranking europeu, reforçando ainda mais esse quinto lugar, logo a seguir às crónicas superpotências do futebol europeu.

Mas vamos ao jogo, que arrancou como é costume: a entregar-se todo ao Benfica. Foi assim durante toda a primeira parte, sempre com o Benfica bem por cima, e sem que ninguém conseguisse perceber que a defesa tinha sido mais uma vez enxertada. Apenas nos últimos dez minutos o Zenit começou a ser capaz de equilibrar as coisas, tendo para isso que partir o jogo. Benfica reagiu com muita classe e quando o árbitro apitou para o fim da primeira parte, já tinha de novo o jogo sob controlo. Mas ficava uma dívida de golos, pelo menos um, por pagar...

A segunda parte foi lançada em bases diferentes. O Benfica recuou linhas, e o Zenit, ao contrário, subiu-as. E passou a pressionar bem alto.

O jogo pedia Raul Gimenez, e Rui Vitória fez-lhe a vontade. Só que, logo a seguir, um jogador russo - desta vez era mesmo russo: Zhirkov - abalroou o Nelson Semedo e foi por ali fora, com o lateral do Benfica inanimado no chão e toda a gente à espera do apito do árbitro. Só se percebeu que o árbitro húngaro Viktor Kassai, fizera mesmo vista grossa a uma falta do tamanho da Gazprom quando Hulk - tinha de ser - metia a bola dentro da baliza do fantástico Ederson.

Faltavam 20 minutos para os 90, e o golpe poderia ter sido fatal. Mas não foi, porque este Benfica tem muita categoria, mas também tem muita alma. E logo a seguir está muito perto do golo, que o guarda redes russo, quase por milagre, negou a Lindelof. 

Foi necessário esperar - e sofrer - mais 10 minutos para a explosão de alegrial, com o golo do empate de Gaitan. E mais outros tantos, já com os 5 de compensação, para a apoteose final do golo de Talisca, acabadinho de entrar, certamente a pensar que já nem tocaria na bola.

Agarrada ao trilho

Eduardo Louro 16 Fev 16

 

Foi um Benfica debilitado, ainda com a angústia de sexta-feira à noite, aquele se apresentou na Luz para começar a discutir com o milionário Zenit o acesso aos quartos da Champions.

É certo que a equipa não se descaracterizou, que se manteve fiel à sua matriz, mas sentiu-se alguma tremideira, pelo menos enquanto a equipa treinada por André Vilas Boas e capitaneada por Danny teve forças. Mesmo assim, mesmo enquanto duraram as forças dos colegas de Witsel, Javi Garcia e Garay, só o Benfica criou oportunidades para marcar. Poucas, é verdade, mas foram as que o jogo tinha para dar...

O Benfica teve bola como poucos. E até como em poucos jogos, a rondar uns improváveis 70%. Inimagináveis para um jogo de champions. E á medida que o tempo ia passando ia acentuando a sua superioridade, encostando o adversário lá atrás e criando sucessivas oportunidades para marcar.

Golos é que não, a lembrar a tal sexta à noite. Até que mesmo à beirinha do fim, em cima dos noventa, chegou o golo que deu a vitória. Curiosamente na única oportunidade em que aproveitou uma jogada de bola parada. Nunca em nenhum outro jogo o Benfica tinha estado tão mal nos lances de bola parada, não criando uma única situação perigosa nos inúmeros cantos e livres de que desfrutou.

Sabemos que o um a zero é sempre um resultado simpático neste tipo de competições. Não é um grande resultado mas, para já, é uma vitória moralizadora e capaz de manter a equipa no trilho que trazia. É um resultado que faz de sexta-feira à noite um simples acidente, que não passou de um encontrãozito, insuficente para fazer saltar a equipa do trilho das boas exibições e das vitórias.

Se dá para chegar aos quartos? Isso agora não é o que mais importa.

 

O abono de família do André

Eduardo Louro 26 Nov 14

 

Não fosse de todo inexplicável que o Benfica conseguisse a proeza de perder os dois jogos com o Zenit, e encontraria uma explicação: não ganhou porque nunca ousou ganhar!

A equipa russa não ganhou a mais ninguém. Mas basta-lhe ganhar ao Benfica para garantir o apuramento para a fase seguinte da Champions... Se calhar também é isso a grandeza do Benfica... Que controlou o jogo durante toda a primeira parte e que foi muito melhor durante durante a primeira metade da segunda. Não marcou - porque sem rematar à baliza não se fazem golos, e o Benfica cometeu ainda a proeza de fazer um único remate à baliza, por Salvio, ainda na primeira parte - e depois, de repente, Jorge Jesus decide retirar o Talisca do jogo, entregar o meio campo ao adversário e, decididamente, tornar-se no abono de família do André Villas Boas!

Pois é, Jesus: o Zenit é munta forte, mas não ganha a mais ninguém... 

Aplausos na Luz

Eduardo Louro 16 Set 14

 

 

O Benfica entrou a perder na Champions… Dois anos, e cinquenta e um jogos, depois voltou a perder no Estádio da Luz. Que aplaudiu os jogadores como não imaginavamos possível, mais parecendo um estádio inglês… Por tudo o que fizeram, pelo que jogaram e pelo que lutaram, os jogadores mereceram essa prova de carinho e confiança, que terá certamente grande impacto no futuro.

Foi um grande jogo de futebol, que poderia ter terminado com muitos golos. Que o Benfica poderia ter ganho, como também podia ter perdido, até por mais. Mas foi um jogo marcado pelas suas próprias circunstâncias, e essas foram ditadas pelas contingências da entrada do Benfica, e em especial pelos três ou quatro passes falhados no momento da transição ofensiva que tudo decidiram. Os dois primeiros passes errados resultaram em tudo o que de mau aconteceu ao Benfica: os dois golos e a expulsão de Artur, que obrigaram a equipa a jogar mais de 70 minutos com menos um e com a desvantagem de dois golos.

Claro que o Zenit tem grandes jogadores, alguns deles tinham até saído dali a troco de alguns milhões – nem todos, mas isso são contas de outro rosário – e isso notou-se logo de entrada. E tem Hulk, que pode até estar de rastos, mas frente ao Benfica…

Num grupo tão fechado, certamente o mais apertado de todos da Champions, perder em casa, e logo no primeiro jogo, é pior que mau. Tanto pior quanto o jogo que se segue é precisamente no reduto do adversário tido como o mais forte. Tanto pior ainda quanto vem também de uma derrota, no Mónaco e de todo imerecida, segundo rezam as crónicas. Mas a jogar desta maneira, e com os aplausos da Luz ainda a ecoar nos ouvidos, não há razão para medos nenhuns!

Não há vitórias morais, mas nem todas as derrotas são iguas. Nem nada que se pareça!

Dizia-me um Dragão de Caracas que tinha muita fé na equipa para o jogo com o Zenit. Durante os primeiros minutos e enquanto via a mancha branca sobre a grande área russa pensava na confirmação do optimismo apresentando. Mas depois tudo cai numa falha difícil de entender entre o sector defensivo e o Helton...Fica a sensação de que a expulsão de Herrera no jogo do Dragão deu um GÁS extra à despenalização de Witsel que, indubitavelmente, marca a diferença nesta equipa. E são estas as gaseificações que esfumam a alegria e a esperança de um plantel que merecia estar melhor classificado no seu grupo. O poderio apresentado no Dragão, quer com o Atlético de Madrid, quer com o Zenit até aos últimos minutos de cada jogo deixa-nos um amargo de boca nesta Liga dos Campeões. Um golo irregular, uma expulsão prematura de um conluio de italianos, uma despenalização em cima do joelho parecem demonstrar a vontade da UEFA em continuar a contar com um dos seus principais patrocinadores nos oitavos de final. Eis o tal Gás...para PROMover os milhões da Liga dos Campeões.

Por outro lado, a tristeza do Cha Cha Cha em campo. A assertividade que o caracteriza parece estar a ser ameaçada por essas vicissitudes mercantis e isso condiciona muito o meu FC Porto. É certo que muitas vezes ele se vê forçado a recuar, mas noutros tempos Jackson recuava com mais alegria e vigor. A ver vamos em Guimarães. Vestidos de azul e branco como manda a lei, temos uma hipótese de dar um murro na mesa e catapultar-nos para a consistência que é a nossa imagem de marca.

 

Força, Porto!!!!!

 

 

 

Hélder Rodrigues

 

 

 

"Expulsão de Rui Costa nunca será entendida"Não vi o meu FC Porto, esta noite, contra o Zenit. Dizem-me que dominou. Relanceei o olhar pelo noticiário para perceber a suprema ingenuidade, nada típica, do golo do empate e, antes disso, ainda na rua, comentaram comigo que o árbitro, contra o que é típico numa Champions, apitava por tudo e por nada, sobretudo matando a lei da vantagem, quando a vantagem era do FC Porto.

 

Isto faz-me lembrar o fundo de humilhação que me ficava no tempo do Zé Beto e de todos os Marc Batta com que o futebol português sempre teve de se haver, coisa particularmente mais dolorosa numa época como esta, parda, apagada, sem motivos de orgulho e regozijo português.

 

Dizem-me também que o nosso goleador colombiano, Jackson, anda apagado na exacta proporção do impasse nas negociações por que continue. Não sei. Em Janeiro, a continuar assim, o melhor é deixá-lo ir à procura dos seus milhões. Precisamos de quem se apaixone pela nossa camisola. E mais nada.

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