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Dia de Clássico

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Talisca resolve

Eduardo Louro 5 Out 14

No último fim de semana o Benfica partiu para a Alemanha cedo de mais. Partiu quando ainda estava no Estoril. Hoje percebeu-se que se atrasou na chegada, que ficou por lá mais uns dias…

Hoje na Luz, mesmo que com três ou quatro alterações, foi o Benfica ainda em Leverkusen que se apresentou para defrontar o Arouca, que durante muito tempo pareceu uma grande potência do futebol indígena, que só precisou de se encolher nos primeiros cindo minutos do jogo.

Ia já alta a segunda parte quando o Benfica começou a chegar ao jogo, um jogo que se não via forma de desbloquear. Até porque também não havia forma de jogar contra dez, o Bruno Amaro saiu por ordem do seu treinador e não pela do árbitro, como há muito deveria ter sucedido…

Estávamos nisto, e a entrar no último quarto de hora, quando surgiu o primeiro golo, que embalaria finalmente a equipa para uma exibição condigna e para uma goleada que nunca os mais optimistas se atreveriam a prever. Foi de Talisca, como não podia deixar de ser. Porque até aí só o Dartagnan – que é já o melhor marcador do campeonato – rematava à baliza. Mas também porque, sem Enzo Perez e já sem o Gaitan, em evidente deficiente condição física, em campo, só o Talisca poderia desequilibrar rompendo como rompeu pelo centro do terreno.

A partir daí os golos sucederam-se ao ritmo de um a cada três minutos. E de repente foram quatro… Se não houver, como não houve – antes pelo contrário – influência directa da arbitragem não há resultados mentirosos. Por isso este não é um resultado mentiroso, mas é um resultado que só espelha a verdade de uma parte do jogo. A verdade do jogo todo não foi 4-0 ou, como se diz em futebolês, o resultado foi bem melhor que a exibição!

Para além do resultado – e de um bom resultado, a igualar o do Sporting e a colocar a imprensa em sentido –, deste jogo ficam as três estreias, todas a deixarem boas expectativas aos adeptos.

Lizandro estreou-se jogando de início a substituir o Jardel. Era certamente a estreia mais reclamada pelos adeptos, e deixou a ideia que é bem melhor jogador que o brasileiro.

Jonas entrou nos minutos finais da primeira parte para substituir o lesionado Lima, com quem partilha muitas das principais características, e marcou um golo, coisa que este ano está muito difícil para o parceiro de Rodrigo da última época.

A última estreia foi de Pizzi, que entrou já na parte final a substituir o Derlei – que não se estreou a jogar, e que bem jogou, mas a marcar – depois de ter sido chamado para o derradeiro período de desespero que o golo de Talisca dispensou, ainda a tempo de intervir no último golo.

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