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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

08
Mar20

A imensidão entre o 3 e o 4

Daniel João Santos

Sejamos claros: 3 cm num fora de jogo é ridículo.  

Pois o VAR viu 3 cm num fora de jogo. Na altura, depois e ainda agora, vi afirmações de um senhor no Porto Canal, é enorme a gritaria de um FC Porto que foi assim roubado. Que o Porto é vitima do sistema implantado para favorecer o Benfica. Que no Porto se vai lutar até à morte.

Estou com o Porto e digo que 3 cm são ridículos. No entanto, ao ouvir os portistas fico a saber que 3 cm ontem são muito mais longos que os 4 cm que assinalaram ao Pizzi um dia destes. Na altura eram as leis, as regras e as vantagens do VAR. Hoje já é um ataque sem precedentes ao Porto.

Na realidade é apenas de quem quer disfarçar a mediocridade de uma equipe com perseguições absurdas.

07
Mar20

Está muito curto Lage

Daniel João Santos

Dei mais abaixo, num texto, a minha margem de manobra a Lage. Hoje, após a exibição que vi do Benfica, essa margem de manobra está muito curta.

Bruno Lage deixou de treinar para passar a inventar. As dinâmicas desapareceram, a força desapareceu, o bom jogo desapareceu e por consequência os golos também. 

Lage opta agora pela rotação de jogadores, hoje são titulares, amanhã estão na bancada ou no banco e depois regressam a titulares. O treinador do Benfica cria neste momento uma instabilidade que vai dar o titulo ao Porto. 

Estamos perante o melhor e mais completo plantel do panorama nacional. Estamos perante um treinador que dá algumas amostras que pode não ter unhas para tanto.

Como benfiquista que sou mantenho a esperança, embora muito ténue, que ainda dê para lá chegar, mas está muito difícil.

04
Mar20

Lage? E Vieira?

Eduardo Louro

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Em quatro jogos apenas o Benfica perdeu 8 pontos, transformando uma vantagem de 7 numa desvantagem de 1. Que são 2, como se sabe!

Nunca, na História do campeonato nacional, uma equipa com 7 pontos de vantagem no arranque para a segunda volta, perdeu o título. Não quero dizer que o Benfica já tenha perdido o que seria o 38, mas todos sabemos que não será fácil evitá-lo.

Depois de todos os recordes batidos na dobragem de 2019 para 2020, entre os quais o da pontuação numa primeira volta, este Benfica de Bruno Lage & Vieira está agora à beira de atingir um registo negativo inédito. Não sabemos ainda que sequência estará a ser construída, mas basta esta de 8 pontos perdidos em 4 jogos, para já estarmos também bem dentro dos piores registos da gloriosa História do glorioso. Tão mal, nem nos medonhos anos de Vale e Azevedo, nem nos tristonhos anos da convalescença de Vilarinho e Vieira.

Cenário tão negro obriga evidentemente a apontar o dedo a Luís Filipe Vieira e a Bruno Lage. Ao presidente porque é dele a responsabilidade máxima. Foi ele que desbaratou o plantel, depois de centenas de milhões de euros em vendas de jogadores em anos consecutivos, canalizados ninguém sabe bem para onde. Foi ele que, com o principal rival de rastos "à espera do tiro de misericórdia" (não passa de metáfora, claro), disparou a arma contra o próprio pé, pela segunda vez em três anos. É ele que conta agora estórias de embalar, teatraliza emoções, e recorre aos mais batidos truques evangelistas com saídas messiânicas.

A Bruno Lage porque pactuou com tudo isso, deixando a imagem de treinador de Vieira, em vez de treinador do Benfica, negligenciando a constituição de um plantel competitivo e compaginável com a grandeza do clube. Porque transformou um discurso inovador e credível em simples lugares comuns, vazios de conteúdo e, acima de tudo, vazios de senso e alheados da realidade. Porque, tendo no ano passado sabido recuperar Taarabt e até Samaris (João Félix não conta, era um fora de série que só precisava que o pusessem a jogar), não valorizou depois disso um único jogador. Desperdiçou Florentino, de novo Samaris, ou RDT (e como para o Activo não lhe levei João Félix, também para o Passivo lhe não levo Zivkovic). E está a levar Weigl - mais um investimento de 20 milhões - ao mesmo destino. Da própria formação não se viu mais nada do que acabar com a ideia. Nem protege os que lançou, atirando-os aos bichos (casos flagrantes do Ferro e do Tomás Tavares) nem aproveita nenhum do talento que por lá existe, e em posições críticas no desempenho da equipa.

E porque se lhe não vê nem discurso nem rasgo para mexer com os jogadores e com a equipa. E sem esse rasgo, que todos vemos que lhe falta quer no banco, para mudar o rumo dos acontecimentos em campo, quer na comunicação, para transmitir o vigor e a confiança necessários para revolucionar o actual estado das coisas, não há maneira de interromper a espiral de insucesso que envolveu a equipa.

Claro que Vieira vai descartar Bruno Lage. Não agora, evidentemente. No final da época, provavelmente com tudo perdido, mas com a ideia que, para ganhar em Outubro, lhe bastará gastar muito dinheiro no Verão. A comprar um ou dois jogadores com nomes sonantes, e a trazer de volta Jesus, o seu Messias Salvador.

PS: O Daniel pergunta abaixo se terão desaprendido. Julgo poder responder que não, não desaprenderam. Mas alteraram-se as condições, porque nada dura para sempre: antes, os golos apareciam com alguma facilidade (nos principais campeonatos da Europa, o Benfica foi durante muito tempo a equipa mais eficaz, isto é, a que precisava de menos oportunidades por cada golo marcado) e confiança era coisa que não faltava. Como as coisas corriam bem a confiança era alta. E com a confiança em alta, as coisas saem ainda melhor, escondendo-se as fraquezas. As fraquezas - Bruno Lage dixit - que os adversários lhe descobriram. E que ele disse conhecer, mas mostrou não saber tratar.

03
Mar20

A margem de manobra de Lage

Daniel João Santos

Ao contrário do Dylan, no texto em baixo, dou ainda o beneficio da duvida ao Bruno Lage. Obviamente que não vou aqui branquear todo o desastre que foi a participação do Benfica nas provas europeias. Na realidade o desastre teve o toque de Lage e as suas constantes invenções. Serve de pouco dizer que todos os clubes portugueses caíram. De facto, os quatro portugueses caíram, mas no caso interessa perceber a participação do Benfica e o conjunto de erros de Lage.  

Reforço que ainda dou ao treinador do Benfica algum espaço de manobra. A paisagem actual é má, mas é composta por praticamente os mesmos que na ultima época eram os  maiores e uma máquina de futebol.

Terão desaprendido?

03
Mar20

Este país não é para totós

Dylan

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Agradecemos a lufada de ar fresco que Bruno Lage trouxe ao futebol português nomeadamente através de um discurso educacional, divertido e inovador mas este país desportivo infestado de sacanas não é para totós. Já devia ter desligado o modo "Super Wings", conduzido por um prodígio de nome João Félix que aparece de 50 em 50 anos e activado o modo combativo "Os Vingadores", da Marvel. Deslumbrou-se com a suas experiências laboratoriais no Seixal, conseguiu esconder os problemas defensivos que identificou durante um ano e não os resolveu na janela de transferências de inverno, em Janeiro. Desligue o Canal Panda, apague as luzes, feche a porta da Academia e saia para dar lugar a outro porque o Benfica ainda vai a tempo de ganhar a Taça visto o Campeonato já estar entregue.  

29
Fev20

Dia de parabéns

Eduardo Louro

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Hoje é dia de cantar os "parabéns" ao Dia de Clássico. Até porque, se não é todos os dias que se faz anos, o Dia de Clássico nem sequer é todos os anos que faz anos. 

Nasceu a 29 de Fevereiro de 2012, e por isso hoje é apenas a segunda vez que festeja o seu aniversário. Se calhar não tem grande vontade de festejar, e até para soprar as velas já lhe faltam forças. Mas... vamos lá a isso. Venha daí fôlego!

Até porque hoje nem se fala do aniversário do Benfica, que foi ontem.

 

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28
Fev20

Brexit no futebol português

Dylan

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Em apenas dois dias, as quatro melhores equipas do futebol português foram eliminadas das competições europeias por adversários de segunda linha. Há que dar os parabéns a quem tornou possível esta espécie de "brexit" do futebol português, a sua saída limpa e a consequente entrada do país no grupo de Ligas do Terceiro Mundo. Felicitar os directores de comunicação dos clubes envolvidos pelo ódio que debitam diariamente, os seus presidentes sem cultura desportiva e os símios sem educação que ocupam as bancadas, congratular os mentecaptos que comentam nas dezenas de inúteis programas televisivos, as claques de malfeitores e os jornalistas que não sabem despir a camisola, parabenizar os chefes de família que se transformam em vândalos de fim-de-semana, os arruaceiros virtuais que ameaçam árbitros e alegrarmo-nos com a falta de coragem do Governo em actuar no desporto para acabar com tantos acontecimentos que atentam um Estado de Direito.

25
Fev20

Mareguistas

Dylan

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Este histerismo em volta do suposto episódio racista sobre um jogador de futebol foi tanto que várias estátuas da cidade do Porto escorreram lágrimas azuis. Só lamento que no meio de tantos indignados não se tenha dado idêntico destaque com casos semelhantes no passado e outras tantas carpideiras não se lembrem quando foi a última vez que fizeram piadas pretensamente engraçadas com negros, ciganos e judeus.  A sociedade portuguesa não é racista nem xenófoba mas devemos combater diariamente qualquer forma de discriminação com base no preconceito e não esperar pelo mediatismo dos "mareguistas" de ocasião, empolados pelos pedantes da comunicação e das redes sociais. 

10
Fev20

Regresso ao passado

Dylan

Desktop-08-02-2020-22-09-48-610.pngNão está em causa a justa vitória do FC Porto no último clássico frente ao Benfica, mas o recente jogo entre estas equipas fez-me regressar ao passado, à década de noventa. Não houve guarda Abel mas houve Paulinho Santos a partir dentes e maxilares, não houve creolina no balneário mas houve a intimidação habitual: arremesso de bolas de golfe para o relvado, foguetes lançados na noite anterior junto ao Hotel onde pernoitava o Benfica, vandalização das suas casas e uma novidade este ano - bonecos insufláveis equipados de vermelho "enforcados" às portas do estádio. No filme habitual não falta o protagonista principal, o árbitro medroso e condicionado por um clima de ódio que vem das bancadas. Isto é uma guerra incentivada por dirigentes, malfeitores, grunhos, parasitas e fanáticos que vai acabar mal, pois ninguém sabe para que serve a “Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto”, recentemente criada pelo Governo e que prometia segurança, valores éticos, respeito e tolerância. 

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