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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

08
Dez18

Crime de Xistra: matou o melhor golo do campeonato!

Eduardo Louro

 

Tarefa complicada para o Benfica, esta noite em Setúbal. O Porto, somando a enésima vitória consecutiva, inVARiavelmente com ajudas das forças de desbloqueio, já tinha ganho e fixado a diferença em 7 pontos. Tal como o Braga que, com a estrelinha que lhe faltara no Dragão, acabara de sair de Tondela já com 4 pontos de avanço. Neste cenário, e com este Vitória cheio de moral na sequência dos bons resultados que atravessa, e cheio de força e querer, como sempre acontece nas equipas de Lito Vidigal (que hoje esteve no Bonfim, mas não viu o jogo, viu outro completamente diferente) as dificuldades só podiam ser muitas.

O inicio do jogo confirmou isso de imediato. A equipa de Vidigal entrou pronta a bater em tudo o que mexesse e vestisse de vermelho. Quando assim é, e o árbitro é Carlos Xistra ... 

Na primeira vez que foi possível jogar futebol o Benfica marcou. Por Jonas, Who else?

Ia o ponteiro já perto dos 20 minutos. Até ao intervalo não foram possíveis muitas mais jogadas de futebol. Antes, o guarda-redes do Vitória - já é outro, não é aquele do golo do Porto - defendeu com a mão fora da área. Não deu em nada, porque o Benfica continua a não saber o que fazer das bolas paradas que, de resto, são já mais perigosas para a equipa que para o adversário, como se viu naquele contra-ataque do Vitória que só foi anulado já dentro da área, por ... Jonas e Zivkovic. Refiro esse lance do guarda-redes do Vitória simplesmente porque, não tendo dado em nada, deu para Carlos Xistra mostrar o primeiro amarelo (e único da primeira parte) a um jogador de Setúbal. Pelo arraial de pancadaria que distribuiram, nem um!

Mesmo assim o Benfica poderia ter chegado ao intervalo com o jogo fechado, em termos de resultado. Zivkovic, com um grande remate ao poste, e Rafa, desperdiçaram ocasiões suficientes para isso.

No regresso para a segunda parte Lito Vidigal reforçou a brigada de choque com um velho conhecido - Rúben Micael. A coisa prometia... Com Carlos Xistra a passar todos os limites, e a cair no domínio do verdadeiramente escandaloso.

A propósito, e já que o Sérgio Conceição ontem voltou a falar do jogo do Bessa, e se lembrou de o comparar com o que o Benfica lá disputara, é agora oportuno lembrar o que foi o jogo do Porto em Setúbal. Lembro-me que o Vitória jogou à bola - e bem melhor que o Porto - e não deu "porrada". Deu foi o golo que decidiu o jogo, num frango indesculpável do seu guarda-redes... Do outro.

Mas a segunda parte não foi só faltas e agressões dos jogadores de Vidigal e provocações de Carlos Xistra. Foi ainda mais uma série de oportunidades de golo desperdiçadas, no que Rafa foi rei. E foi o golo do campeonato, que Xistra decidiu matar, assinalando fora de jogo a Zivkovic no seu próprio meio campo!

Um crime de lesa futebol, apagar deste campeonato um chapéu do meio-campo. Um golo simplesmente irrepetível!

Fecho com uma referência a Rui Vitória. Não tem culpa nenhuma dos golos falhados, nem no que adversários e árbitro tornaram o jogo. Mas o estado emocional dos jogadores continua frágil e é confrangedora a falta de soluções nas bolas paradas. 

Valha-lhe o fato novo. Aquele fatinho cinzento, com aquela gravata de malha às listas grenat, já enjoava...

 

06
Dez18

O líder

Dylan

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Se queres ter uma vida desafogada e ganhar três vezes mais do que o salário mínimo, candidata-te a chefe de claque de futebol. A ascensão é rápida, brevemente estarás a morar na Aroeira ou num condomínio fechado em Vila Nova de Gaia passeando com o teu Porsche ou BMW. Como bom membro de claque "legalizada" facilmente escreverás um livro gabando os teus delitos, um líder que sempre foste mas totalmente incompreendido.  Ser chefe de claque, perdão, ser um dirigente associativo (mais chique), possibilita a visibilidade necessária para ter infindáveis negócios paralelos, longe daquela chatice de intermediar bilhetes da bola. Serás um privilegiado, escoltado e vigiado pela polícia para ver jogos de futebol, e, com sorte, frequentarás as casas de dirigentes do teu clube e o mesmo espaço dos jogadores. Toda a gente te respeitará, caciques, autarcas, políticos, paus mandados, árbitros e até a autoridade, sem se questionarem como é que a tua miraculosa fortuna não corresponde com os rendimentos declarados.

01
Dez18

Viragem

Eduardo Louro

Resultado de imagem para Rui vitória recebe os jogadores à entrada em campo

 

A extraordinária paixão que o futebol desperta resulta de muita coisa que está mais que explicada. Mas resulta acima de tudo da sua extraordinária capacidade de surpreender. "O que hoje é verdade, amanhã é mentira", como Pimenta Machado eternizou há muitos anos, tornando o cromo que foi, quase num filósofo.

Depois de uma viragem de 360 graus a meio da semana, a Luz esperava hoje pelos efeitos da chicotada psicológica.  Os cinquenta mil que nunca desistem começaram por ver as anunciadas palmas de Rui Vitória para a entrada dos jogadores em campo, representasse isso a viragem que representasse. 

Duvidava-se que representasse alguma coisa, até porque o jogo cedo começou a mostrar que o futebol apresentado representava, também ele, uma viragem de 360 graus relativamente aos jogos anteriores. Estava no mesmo sítio, o mesmo futebolzinho previsível, para o lado e para trás. Notava-se no entanto uma pequena diferença na entrega dos jogadores. A forma como discutiam cada bola, já era outra. Condição necessária, mas não suficiente para melhorar a fraca qualidade de jogo, que se mantinha.

Percebia-se que os jogadores (já) queriam, mas não podiam. Faltava-lhes confiança para fazer melhor, e velocidade para surpreender o adversário. Os minutos passavam e os jogadores do Feirense mantinham-se confortáveis a dar conta do recado. Do Benfica, nem remates quanto mais oportunidades de golo... Nada, de nada. 

No estádio, mudo e calado - as claques, melhor, os grupos organizados de adeptos, fizeram greve durante os primeiros 30 minutos - já só se esperava que, como nos últimos jogos, que o Feirense chegasse ao golo na primeira vez que chegasse à baliza de Vlachodimos. Até porque Tiago Silva, o 10 do Feirense e o melhor em campo nesse período, tinha tempo espaço para mostrar a sua qualidade. Que é muita, e que nos parecia ainda maior!

A saída para o intervalo deixava a Luz longe das boas sensações.

Só que, sem que nada o fizesse esperar, o Benfica regressou ao campo com uma viragem - agora sim - de 180 graus no seu futebol. E, como que por magia, vimos de volta o melhor futebol que por cá se vê. Com tudo o que tem de ter: futebol corrido, de toque, desmarcação e recepção, velocidade, variação de lances, pressão sobre o adversário e sobre a bola.

Um autêntico vendaval de futebol. O golo surgiu de imediato, como nunca deixa de acontecer quando assim se joga. Apenas 4 minutos depois do apito para o reinício e quando, 7 minutos depois, surgiu o segundo (que um defesa do Feirense roubou ao Jonas), já o Benfica tinha criado mais três ou quatro claríssimas oportunidades de golo.

A avalanche de bom futebol não abrandava, e as oportunidades sucediam-se em perdidas para todos os gostos. Ora em falhanços clamorosos, ora em puro azar, ora ainda em simples acidentes de jogo, como no golo anulado a Jonas, num fora de jogo indiscutível à luz da letra da lei, mas inaceitável à luz da própria jogada.

Esta segunda parte de luxo não rendeu mais que quatro golos, como na Madeira, com o Nacional. Justificou pelo menos o dobro mas, acima de tudo, justificou os aplausos com que a Luz se despediu dos jogadores. 

Não sei onde cairam as palmas de Rui Vitória à entrada. Mas estas, do Estádio inteiro à saída, não podem ter caído em saco roto. Estas imagens da Luz em festa, esta comunhão imensa, como a chama, entre adeptos e equipa, terão de ficar como a imagem da reviravolta.

Quando tudo ficara como dantes, agora, nada pode ficar como dantes!

29
Nov18

Pântano

Eduardo Louro

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Demitido, e readmitido num par de horas, Rui Vitória é o rosto de Luís Filipe Vieira no pântano que criou na Luz, e onde enfiou o Benfica. Um pântano fatal, donde ninguém sai com vida. Um pântano de interesses e mentiras, onde tudo conta menos o próprio Benfica.  

Neste momento não resta a Luís Filipe Vieira outra saída que não seja apresentar a sua própria demissão. Noutro caso, ficam os benfiquistas obrigados a impor-lha!

28
Nov18

ELE, NÃO!

Eduardo Louro

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Ele, não!

Não, porque não tem, nem nunca teve estatuto comportamental para ser o treinador do Benfica.

Não, porque saiu por não encaixar no modelo do Benfica.

Não, porque não conseguiu passar para o Sporting sem trair o Benfica.

Não, porque foi aliado activo de Bruno de Carvalho nos mais vis ataques ao Benfica.

Não, porque não é um ganhador. Apenas ganhou no Benfica, com os maiores investimentos de sempre e, mesmo assim, perdendo para dois treinadores acabados de chegar.

Não, porque os benfiquistas têm memória.

Não, porque os benfiquistas prezam a honra.

Não, porque os benfiquistas não o querem de volta.

Não, porque o Benfica precisa, mais do que nunca, de estar unido.

Não! Ele não. Ele divide irremediavelmente o Benfica. Ele é, com o Benfica à beira do abismo, o empurrão final!

27
Nov18

A estratégia de Rui Vitória

Eduardo Louro

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Ainda em Munique, Rui Vitória repetiu até à exaustão que tinha faltado operacionalizar a estratégia. Que a estratégia para o jogo era correcta mas que os jogadores tinham falhado na sua implementação.

Questionado sobre essa tal estratégia, disse que se tratava de defender bem, com agressividade, e pensar rápido para sair em velocidade para o ataque.

O que eu gostaria de ter ouvido, e que ouço de outros treinadores,  era Rui Vitória simplesmente dizer que a estratégia seguida foi a que tinha sido trabalhada para o jogo. E isso nunca ouvimos a Rui Vitória.

Não lhe ouvimos falar de trabalho de preparação do jogo, e a verdade é que chegamos aos jogos e não vemos nada que pareça trabalhado e treinado. É capaz de ser por isso que, depois, a  equipa falha na implementação da estratégia.

 

27
Nov18

Catástrofe em Munique

Eduardo Louro

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Rui Vitória não é apenas boa pessoa e bom chefe de família. É também solidário como ninguém.

O treinador do Bayern estava de malas aviadas. O aviso tinha sido claro, se não ganhasse hoje ao Benfica, tinha o dedo de Hoeness a apontar-lhe a porta de saída. Ora, Rui Vitória não é homem para ver um colega em perigo sem lhe dar a mão. É mais dado a "abono dos pobres" ... e até dos ricos. Porque ele quer é fazer o bem, sem olhar a quem.

Rui Vitória tem é de ser bombeiro, é aí que realiza toda a sua dimensão humanista, é aí que projecta todas as suas nobres qualidades. Treinador de futebol é que não. Não nasceu para esta vida.

Hoje, em Munique, aconteceu simplesmente mais uma noite de terror. Mais uma jornada de destruição do nome, do prestígio e do património do Benfica. Uma catástrofe...

 

23
Nov18

Sem retorno

Eduardo Louro

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Não tem explicação a forma sofrida, confrangedora e medíocre como o Benfica, na Luz com um quarto de casa, conseguiu eliminar, da Taça de Portugal, o Arouca - nos últimos lugares na tabela classificativa da segunda divisão - no último dos cinco minutos de compensação.

Nada no Benfica tem explicação. Se tivesse, alguém teria de explicar as contratações para esta época. Porque, ou não tinham a mínima qualidade para jogar no Benfica - já nem se fala em acrescentar valor à fraca equipa da época passada - ou, se a tinham, o Rui Vitória transformou-se numa máquina de destruição de valor.

Como nada tem explicação, temos que admitir o pior dos dois mundos: a famosa estrutura, a tal que vai dez anos à frente, soube gastar dinheiro mas não soube contratar jogadores; e Rui Vitória fez o resto, dando cabo deles.

Chegou a pensar-se que Jorge Jesus poderia esta semana ter voltado a dar uma ajuda a Rui Vitória, como acontecera na sua primeira época, em 2015. A entrevista do antigo e futuro - lagarto, lagarto, lagarto... - treinador do Benfica poderia ter o mesmo efeito que tinham tido as suas declarações na altura. Então serviram para unir toda a gente à volta do treinador, empurrando sensacionalmente a equipa para o tri. 

Sabia-se que Rui Vitória há muito que está esgotado, agora percebe-se que é um esgotamento irreversível, nem já Jorge Jesus o consegue recuperar. 

O processo de destruição que Rui Vitória tem em curso no Benfica tem que ser travado de imediato. É por demais evidente que não tem retorno!

Os jogadores não sabem o que fazer em campo, juntam-se aos montes sem saber nem por nem para onde correr. Não há sequer equipa, e por isso nem se pode dizer que a equipa não sabe defender nem atacar. Pode apenas dizer-se que os jogadores não sabem defender nem atacar.

Os erros, sempre os mesmos, estão a repetir-se em todos os jogos. O que quer dizer que o treinador não os sabe corrigir, já que nem se pode acreditar que não os consiga identificar, mesmo que só isso se possa concluir das suas declarações no final da cada jogo.

Os lances de bola parada, decisivos e uma espécie de último recurso quando o futebol corrido não sai bem, são uma coisa confrangedora. Sempre a mesma coisa, e a mais básica. Nada que revele treino, nada preparado, a pura rotina do "vira o disco e toca a mesma".

Não é que o Benfica não tenha treinador. Tem é um treinador esgotado, de cabeça perdida, e em quem ninguém confia. A começar nos jogadores e acabar nele próprio!

Luís Filipe Vieira, ocupadíssimo a contratar advogados e a tentar salvar a pele, ainda não teve tempo nem preocupação para perceber isso. Quanto mais para dar explicações...

 

20
Nov18

Tourada à moda do Porto

Dylan

pinto-da-costa-SLB.jpg

 

Como é hábito, o discurso de Pinto da Costa para assinalar os 15 anos do Estádio do Dragão serviram para investir contra o Benfica e o Governo. É o cornetim do costume, falou dos "tempos do fascismo" e pensei que estava a referir-se à época da construção do antigo estádio, quando foi erguido com a ajuda do Estado Novo. Depois, falou de "clubes que gastam fortunas em advogados porque precisam", como se o dinheiro pago fosse proveniente do seu chorudo ordenado. Por fim, criticou o facto dos seus impostos servirem para financiar touradas e lembrei-me daquela faena promovida pela Câmara de Gaia que delapidou milhões do erário público para construir um complexo desportivo,  alugando-o por uma bagatela ao clube que preside. Já estamos fartos desta tourada à moda do Porto televisionada no falido canal do clube, onde cavaleiros manipuladores incitam os adeptos e misturam política com futebol, numa arena de ódio. É por causa destes rabejadores e seus peões que o IVA da tauromaquia vai ser mais baixo do que o do futebol!

16
Nov18

Não dá para perceber!

Eduardo Louro

Capa Jornal A Bola

 

A campanha em curso para trazer Jorge Jesus de volta ao Benfica é vergonhosa, e absolutamente inaceitável.

Que "a Bola" se presta a estes fretes, estamos fartos de saber. Que leve concretamente este tão peito é que não estavamos a contar. No seu canal de televisão não fez outra coisa durante toda a semana; hoje culminou numa entrevista de sete páginas. Sete!

Sete páginas a lavar o cérebro aos benfiquistas. Sete páginas a branquear os últimos  anos Jorge Jesus.

Percebe-se o interesse de Jorge Jesus. E percebe-se que foi Luís Filipe Vieira que abriu esta porta e estendeu esta passadeira. Não se percebe mais nada. Porque isto não dá para perceber!

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