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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

07
Fev21

O sósia

Dylan

sosia.jpgNo início de época, o Benfica foi buscar o sósia de Jorge Jesus ao Brasil, só assim se explica que alguém muito parecido consiga, ao fim da primeira volta do campeonato, ter colocado o clube no quarto lugar e a 11 pontos da liderança, algo que não acontecia há 20 anos. Os apóstolos são fracos, os milagres acabaram, o aparente messias já não berra com os vendilhões do clube, não cura os enfermos do plantel e nem mesmo com a ausência temporária de Jesus o Deus pai salva esta equipa. Apesar de ter expiado alguns pecados da nação benfiquista o futuro é negro, sendo hora desta cópia ascender a outros céus que não passam pela Luz pois há muito tempo que se perdeu a fé em algum título.

16
Jan21

Voltou a ser DIa de Clássico

Eduardo Louro

Este foi um clássico diferente dos anteriores, e especialmente muito diferente do último, há menos de um mês. O Benfica está a melhorar, está a melhorar a sua qualidade de jogo, como se vinha tenuemente percebendo nos últimos dois jogos, melhorou a sua consistência e melhorou muito a atitude.

O Benfica hoje surgiu no Dragão sem medo, com vontade de lutar pelo jogo, com a agressividade que ainda se não tinha visto e, a espaços, com bom futebol. Igualando o Porto na competitividade e e na capacidade de disputar a bola e os espaços. E quando assim acontece, porque globalmente, em grande parte das posições tem melhores jogadores, é melhor que o Porto. E em grande parte do jogo foi muito melhor.

O Porto entrou à Porto, mas rapidamente o Benfica mostrou que é melhor. Logo aos 8 minutos, na primeira vez que contrariou a entrada à Porto do adversário, e chegou à baliza adversária, criou a primeira e clara oportunidade de golo, desperdiçada por Seferovic.

Perceberam-se então as surpresas de Jorge Jesus na constituição da equipa. A entrada de Nuno Tavares,  para o lado esquerdo em simultâneo com Grimaldo, e a própria inclusão de Seferovic. Ambos tinham sido titulares, e jogado praticamente o tempo todo, no jogo da Taça, com o Estrela. E, diziam os entendidos, quem tinha feito esse jogo, não seria hoje titular.

Percebeu-se que o poder físico de Nuno Tavares era importante para enfrentar Marega. Que a capacidade técnica de Grimaldo era importante para jogar em zonas mais interiores, como se viu no golo. E que a profundidade que Seferovic pode dar ao jogo era também importante para esta partida.

Desta vez Jesus não inventou. Acertou.

A partir desse minuto 8 a superioridade do Benfica foi sempre clara, e poderia ter-lhe permitido chegar ao intervalo claramente na frente do marcador. Para além do golo de Grimaldo, muito bem construído, e logo aos 17 minutos, o Benfica dispôs ainda de mais três claras ocasiões de golo. Uma delas numa jogada extraordinária, com a bola a sair de Vlachodimos, a passar por vários jogadores e pelo campo todo, sem que os jogadores do Porto a cheirassem, e a acabar, rematada pelo Darwin, no poste da baliza de Marchesin, já depois do golo do empate do Porto.

Que tardou apenas 8 minutos relativamente ao golo do Benfica. Um daqueles golos que não se podem sofrer, numa das raras oportunidades do Porto, num erro colectivo, de total desconcentração - resultou de um lançamento da linha lateral - mas também individual. De Gilberto que, primeiro, é passarinho dentro da área face a Corona e, depois, fica deitado no chão, colocando Marega em jogo, o que lhe permitiu desviar para o poste, e  daí para a baliza, o remate de Taremi que ia para fora. 

Nem se percebe como é que o golo foi atribuído ao iraniano.

O Porto atrasou o regresso para a segunda parte, deixando a equipa do Benfica à espera no relvado. E percebeu-se que, face ao que se tinha passado na primeira parte, trazia ideias de empurrar o jogo para a quezília, variante em que se sente como peixe na água. O primeiro quarto de hora foi passado assim, no meio do lamaçal da quezília. E da fita, tão cara aos seus jogadores.

Começou a poder-se jogar futebol, e mesmo assim a espaços, aos 60 minutos. E o Benfica jogou-o sempre que pôde, sempre melhor. O jogo pedia então Waldshmidt, mas Jorge Jesus achou melhor fazer entrar Chiquinho, deixando o avançado alemão apenas para os últimos minutos. Talvez o seu maior erro neste jogo.

Pouco mais de dez minutos depois, o árbitro Luís Godinho, que assinalava faltas e faltinhas aos jgadores do Benfica, mas sempre mais condescendente com os do Porto, não viu (o que toda gente viu) que Taremi teve uma entrada sobre Otamendi para vermelho directo. Era tão evidente que não podia passar despercebida ao VAR, e o jogador do Porto lá foi para a rua. E o domínio do Benfica acentuou-se ainda mais, com Sérgio Conceição a reforçar a defesa e, acantonado lá atrás, a refinar o seu futebol de pontapé para a frente e a estratégia de queimar tempo.

O árbitro deu 8 minutos de compensação, que não compensou nem com um segundo, nem com as substituições que o treinador do Porto efectuou nesse período. E assim acabou num empate um jogo que o Benfica poderia ter ganho por larga margem.

O mesmo resultado que o Sporting alcançou com o Rio Ave, em Alvalade. Pelo que, para os três primeiros, ficou tudo na mesma. Mesmo que a exibição personalizada e competitiva do Benfica deixe entender que nada está na mesma. 

24
Dez20

De arrasar

Dylan

jeus.jpg

Creio que o estado de graça de Jorge Jesus como treinador do Benfica terminou, aliás, nunca verdadeiramente começou apesar de prometer "jogar o triplo" e de "arrasar", depois desta derrota na Supertaça Cândido de Oliveira. D'Arrasar era uma banda chunga dos anos 90, curiosamente com a mesma falta de qualidade deste grupo de atletas encarnados pagos a peso de ouro, pois aquilo que temos assistido é um arraso nas contas do clube, com gastos de quase 100 milhões no mercado para satisfazer os caprichos de um treinador que vive das glórias do passado. Numa época de pandemia mundial, onde muitos clubes arriscam a própria existência fruto da quebras de receitas da bilheteira, publicidade, patrocínios e dos direitos televisivos, o Benfica investiu, foi dos poucos que não cortou nos salários do plantel e mesmo assim recebe estes agradecimentos por parte dos seus profissionais. 

22
Jul20

O regresso do Messias

Dylan

Aeroporto-Jorge-Jesus-Faixa.jpeg

No futebol, como em qualquer outra profissão, jamais devia aceitar-se o regresso de alguém que cuspiu no prato onde comeu. Com a vinda do Messias Jorge Jesus e a consequente explosão de sentimentos contraditórios, os benfiquistas devem abrir uma excepção e pedir aconselhamento psicológico no programa televisivo do Dr. Phil. Este treinador competente, além de ter carisma e pensar o futebol 24 horas, representa o que é ser português, a nostalgia, o sebastianismo, a vaidade, a teimosia e o facto de só ser reconhecido quando presta serviços relevantes no estrangeiro porque segundo os entendidos na matéria "aqui só ganhava com as arbitragens". Não sei se o Benfica vai voltar a vencer, sei que vai regressar a nota artística à Luz seja nas quatro linhas ou na playstation, o pontapé na gramática, os episódios divertidos, as vitórias "limpinhas" que vão fazer muita gente engolir "píners" com casca! 

22
Mai20

Fica o apelo

Daniel João Santos

Pelo que se entende a pandemia do Covi-19 deve ter acabado. Eu acho que não, mas parece que no futebol português a questão está resolvida. 

Depois de meses de acalmia e até de união, os chamados grande foram juntos falar com António Costa, vemos hoje que tudo foi fogo de palha. Vemos hoje que tudo não passou da conjuntura e que não aprenderam nada.

Hoje vemos que os dirigentes  em geral não aprenderam nada. Hoje vemos que não se aprendeu nada.

Confesso-me ingénuo. Achava que após esta pandemia o futebol regressaria diferente. Sim, ingénuo eu acreditava na união. Acreditava que o futebol voltaria a ser só futebol. 

Como estava eu errado e muito.

O futebol fora do relvado regressou. Regressou com lutas e mais lutas. O futebol regressou ainda mais sujo. O futebol regressou em todo o seu esplendor negro.

Sinceramente dá vontade de esquecer este desporto dito rei, coitado do monarca, que muitas vezes é mais indigente.

Tristes Vieiras, Salvadores, Pintos, Varandas e espécies iguais. 

Fica o apelo: vão andando, deixem a bola rolar livre e o futebol ser apenas um desporto.

03
Mai20

O ópio do povo

Dylan

murais-de-parede-fundo-das-bolas-de-futebol-ilustr

Já era hora deste plano de desconfinamento ser aplicado mas não deixa de causar uma certa perplexidade o facto do futebol regressar no fim do mês, ainda para mais depois do cancelamento da Segunda Liga e das principais modalidades de pavilhão. O governo desconfina, o cidadão desconfia por pedirem para andar de máscara, para manter o distanciamento social de forma a reduzir a transmissão do coronavírus mas não compreende como se vai conseguir manter uma distância relativamente ao adversário no pontapé da bola. Enquanto vários eventos desportivos têm sido anulados por toda a Europa, os cientistas nacionais de bancada descobriram que o ópio do povo, o futebol, tem capacidade para purificar a saúde pública e eliminar este maldito vírus, mesmo pondo em risco a integridade física de todos os intervenientes deste espectáculo. 

08
Mar20

A imensidão entre o 3 e o 4

Daniel João Santos

Sejamos claros: 3 cm num fora de jogo é ridículo.  

Pois o VAR viu 3 cm num fora de jogo. Na altura, depois e ainda agora, vi afirmações de um senhor no Porto Canal, é enorme a gritaria de um FC Porto que foi assim roubado. Que o Porto é vitima do sistema implantado para favorecer o Benfica. Que no Porto se vai lutar até à morte.

Estou com o Porto e digo que 3 cm são ridículos. No entanto, ao ouvir os portistas fico a saber que 3 cm ontem são muito mais longos que os 4 cm que assinalaram ao Pizzi um dia destes. Na altura eram as leis, as regras e as vantagens do VAR. Hoje já é um ataque sem precedentes ao Porto.

Na realidade é apenas de quem quer disfarçar a mediocridade de uma equipe com perseguições absurdas.

07
Mar20

Está muito curto Lage

Daniel João Santos

Dei mais abaixo, num texto, a minha margem de manobra a Lage. Hoje, após a exibição que vi do Benfica, essa margem de manobra está muito curta.

Bruno Lage deixou de treinar para passar a inventar. As dinâmicas desapareceram, a força desapareceu, o bom jogo desapareceu e por consequência os golos também. 

Lage opta agora pela rotação de jogadores, hoje são titulares, amanhã estão na bancada ou no banco e depois regressam a titulares. O treinador do Benfica cria neste momento uma instabilidade que vai dar o titulo ao Porto. 

Estamos perante o melhor e mais completo plantel do panorama nacional. Estamos perante um treinador que dá algumas amostras que pode não ter unhas para tanto.

Como benfiquista que sou mantenho a esperança, embora muito ténue, que ainda dê para lá chegar, mas está muito difícil.

04
Mar20

Lage? E Vieira?

Eduardo Louro

Resultado de imagem para bruno lage e vieira

 

Em quatro jogos apenas o Benfica perdeu 8 pontos, transformando uma vantagem de 7 numa desvantagem de 1. Que são 2, como se sabe!

Nunca, na História do campeonato nacional, uma equipa com 7 pontos de vantagem no arranque para a segunda volta, perdeu o título. Não quero dizer que o Benfica já tenha perdido o que seria o 38, mas todos sabemos que não será fácil evitá-lo.

Depois de todos os recordes batidos na dobragem de 2019 para 2020, entre os quais o da pontuação numa primeira volta, este Benfica de Bruno Lage & Vieira está agora à beira de atingir um registo negativo inédito. Não sabemos ainda que sequência estará a ser construída, mas basta esta de 8 pontos perdidos em 4 jogos, para já estarmos também bem dentro dos piores registos da gloriosa História do glorioso. Tão mal, nem nos medonhos anos de Vale e Azevedo, nem nos tristonhos anos da convalescença de Vilarinho e Vieira.

Cenário tão negro obriga evidentemente a apontar o dedo a Luís Filipe Vieira e a Bruno Lage. Ao presidente porque é dele a responsabilidade máxima. Foi ele que desbaratou o plantel, depois de centenas de milhões de euros em vendas de jogadores em anos consecutivos, canalizados ninguém sabe bem para onde. Foi ele que, com o principal rival de rastos "à espera do tiro de misericórdia" (não passa de metáfora, claro), disparou a arma contra o próprio pé, pela segunda vez em três anos. É ele que conta agora estórias de embalar, teatraliza emoções, e recorre aos mais batidos truques evangelistas com saídas messiânicas.

A Bruno Lage porque pactuou com tudo isso, deixando a imagem de treinador de Vieira, em vez de treinador do Benfica, negligenciando a constituição de um plantel competitivo e compaginável com a grandeza do clube. Porque transformou um discurso inovador e credível em simples lugares comuns, vazios de conteúdo e, acima de tudo, vazios de senso e alheados da realidade. Porque, tendo no ano passado sabido recuperar Taarabt e até Samaris (João Félix não conta, era um fora de série que só precisava que o pusessem a jogar), não valorizou depois disso um único jogador. Desperdiçou Florentino, de novo Samaris, ou RDT (e como para o Activo não lhe levei João Félix, também para o Passivo lhe não levo Zivkovic). E está a levar Weigl - mais um investimento de 20 milhões - ao mesmo destino. Da própria formação não se viu mais nada do que acabar com a ideia. Nem protege os que lançou, atirando-os aos bichos (casos flagrantes do Ferro e do Tomás Tavares) nem aproveita nenhum do talento que por lá existe, e em posições críticas no desempenho da equipa.

E porque se lhe não vê nem discurso nem rasgo para mexer com os jogadores e com a equipa. E sem esse rasgo, que todos vemos que lhe falta quer no banco, para mudar o rumo dos acontecimentos em campo, quer na comunicação, para transmitir o vigor e a confiança necessários para revolucionar o actual estado das coisas, não há maneira de interromper a espiral de insucesso que envolveu a equipa.

Claro que Vieira vai descartar Bruno Lage. Não agora, evidentemente. No final da época, provavelmente com tudo perdido, mas com a ideia que, para ganhar em Outubro, lhe bastará gastar muito dinheiro no Verão. A comprar um ou dois jogadores com nomes sonantes, e a trazer de volta Jesus, o seu Messias Salvador.

PS: O Daniel pergunta abaixo se terão desaprendido. Julgo poder responder que não, não desaprenderam. Mas alteraram-se as condições, porque nada dura para sempre: antes, os golos apareciam com alguma facilidade (nos principais campeonatos da Europa, o Benfica foi durante muito tempo a equipa mais eficaz, isto é, a que precisava de menos oportunidades por cada golo marcado) e confiança era coisa que não faltava. Como as coisas corriam bem a confiança era alta. E com a confiança em alta, as coisas saem ainda melhor, escondendo-se as fraquezas. As fraquezas - Bruno Lage dixit - que os adversários lhe descobriram. E que ele disse conhecer, mas mostrou não saber tratar.

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