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Dia de Clássico

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Quatro

Eduardo Louro 17 Mar 13

 

 

Quatro golos. Quatro pontos de vantagem!

Um belo jogo, este que o Benfica fez hoje em Guimarães. As coisas mudaram, como já se percebera em Bordéus e a equipa já não se passeia na companhia da tal senhora de má fama. Já se viu que não, tenha ela partido para outras paragens ou não. Se ainda por lá está – e ninguém deseja que se vá embora – que mantenha o recato!

O jogo era de altíssima carga emocional. Porque é tradicionalmente um jogo difícil para o Benfica, porque foi ali que morreu o Feher - e isso pode não contar para estes jogadores mas pesa na memória colectiva -, porque se realizava com menos de 72 horas sobre o jogo de Bordéus, porque foi ali que na época passada, em circunstâncias idênticas – no caso depois do jogo na Rússia, com o Zénith - o Benfica começou a perder o campeonato, deixando lá três dos cinco pontos de avanço que então tinha na frente do campeonato. Se já o era, mais ainda ficou depois do jogo do Porto nos Barreiros: a tudo o que era história juntou-se a perspectiva de um jogo decisivo na conquista do título. Mas cedo se percebeu que o Benfica estava ali para resolver as coisas a sue favor, apesar da forma agressiva e bem concebida que o Guimarães escolhera para defender.

Sim, por muito que isto custe aos narradores e comentadores da Sport TV, o Guimarães apenas defendeu. Fê-lo de uma forma particular, mas foi o que apenas fez. Resultou na primeira meia hora, com a ajuda da equipa de arbitragem que anulou três jogadas de golo provável, assinalando indevidamente foras de jogo. Em “ambas as três” – esta é a última criação do Jorge Jesus, que irá dar azo a mais uma série de galhofas – Lima ficava na cara do golo, e dinamitaria bem mais cedo a estratégia do Rui Vitória.

Sabia-se que depois do primeiro golo a estratégia ruiria, como ruiu. O Guimarães criou uma oportunidade de golo em todo o jogo, já na segunda parte, quando perdia por dois a zero. O Benfica fez quatro golos em cerca de dez oportunidades criadas…Isto só se consegue com uma grande exibição, e o regresso às boas exibições só não é a melhor notícia do dia porque há outra: quatro pontos de vantagem!

Do jogo e da exibição de Guimarães só um reparo para aquela gente que estava atrás da baliza para onde o Benfica atacou na primeira parte. E naturalmente defendeu na segunda. Repetir os cânticos que a partir do Dragão se foram generalizando no norte do país é feio, mas enfim… Os petardos é que não. De todo! Depois de o Vitória de Guimarães ter escapado a sanções – entre as quais jogos à porta fechada - pelos graves incidentes no jogo da sua equipa B com a congénere de Braga, as lamentáveis cenas de hoje são intoleráveis.

Dos quatro pontos de vantagens, só duas notas. A primeira para dizer que nada está ganho, que garantem nesta altura uma pequena margem de conforto, mas nada mais que isso. E a segunda para dizer que, nesta altura, a diferença entre o Benfica e o Porto é bem maior que os quatro pontos que os separam. Quem viu hoje os jogos de ambos percebeu isso!

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