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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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09
Mai13

Euforia justificada

Eduardo Louro

 

A euforia que na semana passada tomou conta da imensa massa benfiquista está agora instalada no universo portista. Prematura num caso, não deixa de o ser no outro, se bem que talvez mais justificada neste último!

Tudo se irá decidir num só jogo, entre ambos, no Dragão. Numa altura de clara simetria no desempenho de ambas as equipas - à curva descendente do Benfica, justificável, se bem que não de todo aceitável, pelo comportamento competitivo desta época, especialmente na Europa,  corresponde uma curva ascendente do Porto, compreensível face à dedicação exclusiva ao campeonato nos últimos três meses. Numa altura em que o Porto recupera todos os seus jogadores e, mais que isso, resgata a forma - desaparecida durante meses – de alguns dos seus melhores jogadores, como James, Varela e Lucho...

Depois há a vantagem psicológica de quem, vindo de trás, se chega à frente. E a História. Que diz que o Porto ganha mais vezes, que não falha ocasiões decisivas. Diz-se que a História não joga: é verdade que não. Mas mete lá dentro os seus fantasmas!

O Porto tem por isso todas as razões para estar neste momento mais forte que o Benfica. Mais forte fisicamente, porque tem estado sujeito a muito menos desgaste. E obviamente mais forte no plano mental.

Domínio onde a estrutura do Porto é indiscutivelmente especialista. Não posso deixar de salientar que, desde segunda-feira à noite, ainda de lá se não ouviu uma palavra. Nem de treinador, nem de jogadores, nem de dirigentes. Do lado Benfica toda agente fala. Por isto e por aquilo, por tudo e por nada, disto e daquilo… e do jogo!

Não sei se havia alguma obrigação de falar a propósito da final da Liga Europa. Admito que sim. Já tenho dificuldade em admitir que Jorge Jesus, se tinha essa obrigação, não tenha percebido que ela se estendia apenas ao jogo da final, e que nada tinha de falar para além disso. Mas não consigo admitir é que tenham andado a falar praticamente todos os jogadores, de tudo e de nada. E do jogo de sábado!

Os diferentes jornais das televisões têm sido elucidativos: de um lado, do do Benfica, as câmaras estão no Seixal e ouvem treinador e jogadores. Muitos jogadores. Do outro, as câmaras estão à volta do Dragão, viradas para as bilheteiras e ouvem … adeptos!

Uns estão a fazer o que não devem. Outros - não se sabendo nada do que estão a fazer – estarão pelo menos isso a fazer bem.

Mas estão certamente a fazer mais que isso. E a prova é que se espalhou que nem um vírus a notícia da nomeação de Pedro Proença. Ninguém acreditaria que isso pudesse ser possível, depois do seu historial nas decisões destes jogos. A sua nomeação para o mais decisivo de todos, ultrapassaria todos os limites da afronta. Só que, horas depois, o absurdo virava realidade: estava confirmado - Pedro Proença é o árbitro do jogo do título!

Há muito que isto estava escrito nas estrelas. Chegando o Benfica a este jogo com o campeonato em aberto cumprir-se-ia a sagrada vontade do Papa. Não acredito numa arbitragem isenta e séria – até porque Pedro Proença é como o escorpião da conhecida fábula, está-lhe na massa do sangue – mas, mesmo que por qualquer razão insondável, não venha a ter contribuição directa no resultado, já o está a influenciar. E de que maneira!

Não será nada difícil perceber o acréscimo de motivação que a escolha do árbitro trará ao Porto. Nem o condicionamento que está criar no Benfica. Está finalmente justificada - é a cereja no topo do bolo - a euforia portista!

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