Bloqueio mental
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O problema do futebol é quando alguns fanáticos não sabem sequer do que se trata. O futebol é o jogo, a paixão, as emoções, a alegria. Para muita gente, espero que seja uma minoria, o futebol é o destruir o adversário, vencer a todo o custo, custe o que custar. Que por uma vez, embora seja difícil, os grandes deixem de falar de irradiar árbitros, bloqueios e aldrabice nas classificações, critiquem duramente este tipo de atitudes incompreensíveis.
As arbitragens em Portugal atingem níveis nunca antes vistos. O que se viu hoje em Alvalade foi um festival de má arbitragem. Como sempre, conforme disse o uma vez Presidente do Gil Vicente, existem os grandes e existem os sem-abrigo.
Percebe-se. O Javi Garcia continua sem ver um vermelho. Como ontem disse a alguns amigos benfiquistas: Não se preocupem com o morto (F.C.Porto) preocupem-se é com quem está aí para as curvas (S.C.Braga).
Admite, meu caro Daniel, que não é todos os dias que vemos um tempo extra de jogo tão... Extra. Vá lá, admite.
Todos temos de carregar as nossas cruzes, mas hoje o Benfica não carregou a cruz, carregou com a capela inteira. Por momentos, ao assistir à homilia, dei comigo a pensar quem é que teria mandado rezar aquela missa.
O SLB conquistou um ponto precioso no Algarve, mas o que avulta provado e bem provado é o quanto os clássicos se ganham também na arena psicológica mediática. Basta manobrar a mensagem certa. Foi o que Vítor Pereira fez, logo no rescaldo ao último classicozito. Como se fosse uma bomba armadilhada, a mensagem passou. Ela desnudou um dos processos cruciais do Benfica para desbloquear resultados: as placagens nas bolas paradas. Esta noite, não se viram. Senta, rebola, faz de morto, Benfica!
Não se deve centrar demasiado nos árbitros o ónus dos maus resultados, mesmo se habilmente eles os potenciam, o que não quer dizer que alguns não devam abandonar o ofício, já que o desonram. E agora que, sem termos culpa, sabemos onde moram e a data de aniversário da tribo arbitral, sugeria que os confrades do Dia de Clássico fôssemos, qual comissão de honra, visitar o lar de Bruno Paixão. Uns, a ver se é verdade que ele tem afixados na garagem posters sacrílegos do Sporting e do FC Porto, diante dos quais se autoflagela. Outros, a confirmar as grandes masturbações ao pequeno altar do glorioso, que ele montou na casa de banho.
«Uma educadora de infância de uma escola pré-primária da Ericeira alterou a letra da popular canção infantil "Atirei o pau ao gato" e acrescentou-lhe no final "batata frita, viva o Benfica". A história soube-se porque um pai, adepto do FC Porto, apresentou uma queixa no Ministério da Educação.
O FC Porto saúda o civismo do pai e condena este proselitismo feito em escolas públicas, que em vez de ensinarem os valores da liberdade de escolha, ou de opinião, preferem ser uma espécie de "ayatollahs" das suas próprias preferências.
Mais grave é entretanto o FC Porto ter tido conhecimento que a adulteração da letra é prática diária e repetida três vezes ao dia não só no jardim-infância da Ericiera, mas também em todas as escolas do pré-escolar do agrupamento e também noutras dos concelhos de Lisboa e Cascais.
Urge, por isso, que o Ministério da Educação se pronuncie sobre estes fascistas do gosto e dê instruções para que em todas as escolas do país se acabem de uma vez por todas com práticas que fazem lembrar os tempos da outra senhora».

"Roubado" na Catedral da Luz
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