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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

29
Ago12

BRAGA DE CHAMPIONS

Eduardo Louro


Não sendo muito frequente também não é raro que equipas portuguesas, de selecção ou de clubes, se superiorizem, no chamado jogo jogado, às italianas. O que é raro é que se superiorizem no resultado!

Também é raro que, quando as coisas têm que se decidir nos penaltis, as equipas portuguesas sejam bem sucedidas. A excepção – a selecção nacional quando o adversário é a inglesa – é mesmo excepção, que apenas serve para confirmar a regra.

Pois, no play off de acesso à fase de grupos da Champions, o Braga conseguiu tudo o que é raro o futebol português conseguir: foi muito superior aos italianos da Udinesse – superior em Braga e muito superior em Udine – e, não conseguindo materializar essa superioridade em golos ao longo de 210 minutos nos dois jogos, confirmou-a no desempate através dos penaltis.

E no entanto o Braga teve tudo em seu desfavor. Desde logo o adversário jogava com o seu tipo de jogo preferido. E, dada a dialéctica de um jogo de futebol, as duas equipas dificilmente podem jogar o mesmo tipo de jogo. Depois, a Udinesse esteve sempre à frente, no marcador e na eliminatória, o que os empurrou sempre para a sua zona de desconforto: a obrigação de assumir o jogo.

Mérito de toda a estrutura bracarense. Muito mérito dos jogadores, em especial para o guarda redes Beto que, numa eliminatória em que a equipa foi tão superior, porque as equipas italianas são mesmo assim, foi ele que teve que fazer a diferença. E nem sequer entra em conta o penalti que defendeu e que ditou o sucesso porque, aí, maior que o seu mérito foi o demérito do jogador brasileiro que ainda não percebeu que não é Panenka quem quer...

Neste jogo fez poucas defesas, mas todas decisivas e de altíssima exigência. E muito mérito de José Peseiro, um homem que há muito conheço de outras lides – raramente a expressão vem tão a propósito – e um treinador que há uma década considero do melhor que há em Portugal, e cujo regresso se saúda. Competente no discurso, excelente na condução da equipa e soberbo nas substituições!

28
Ago12

Jornada #2 Vitória de Setúbal - Sport Lisboa e Benfica

joaopaulo74

As férias são sempre, pelo menos em Agosto, as culpadas de tudo o que acontece. Neste caso, o post sobre o jogo junto ao Sado chega com o atraso possível em tempo de sol ausente.

O jogo foi marcado pela expulsão do Amoreirinha - não há como fugir a isso, mas sobre a apitagem, falarei depois.

Para surpresa minha, que acompanhava o jogo no rádio do carro, o treinador do Setúbal demorou a reagir à expulsão e o BENFICA marcou pelo Rodrigo. O jogo depois teve duas dimensões interessantes - a prova de que em ataque continuado, de facto, há ali gente para fazer coisas com piada e o ensaio de uma nova abordagem táctica que me pareceu acontecer com o Witsel, o Carlos e o Aimar em campo ao mesmo tempo. Pelo menos fica a ideia que o Jesus pensa no assunto.

O menino, na fotografia, que vai ser um dia o melhor do mundo mostrou que é, no BENFICA, muito acima de todos os outros.

De resto, foi um daqueles jogos de campeonato.

28
Ago12

O TRAULITEIRO

Eduardo Louro


A vitória expressiva do Benfica, numa exibição cheia de bons momentos colectivos mas principalmente individuais – Sálvio, Rodrigo, Aimar (mesmo no pouco tempo que jogou) e Melgarejo, a confirmar que é um muito bom jogador – não é o que mais me impressionou no jogo de ontem em Setúbal. O que mais me impressionou foi o jogo falado!

E não é pelo discurso (pós jogo) de Jorge Jesus que, atabalhoado e pouco inteligente como de costume, não merece grandes reparos. Ao contrário do da véspera do jogo, onde o catedrático deu uma aula de professor primário. Dos antigos, que induziam aquelas respostas em coro…

É pelo discurso do treinador do Vitória de Setúbal, José Mota, que teve o desplante de justificar a exibição e o resultado do Benfica com a arbitragem, arrastando consigo o presidente do clube. Para ele tudo se resolveu em três minutos, quando o árbitro expulsou o seu jogador, validou o primeiro golo do Benfica em fora de jogo e não expulsou o Luisão. No lance do primeiro golo do Benfica é discutível, à luz das imagens televisivas, se Melgarejo está ou não em posição regular. À vista desarmada é impossível a alguém de boa-fé garantir o que quer que seja. Mais grave é no entanto que tenha metido no mesmo saco a entrada violenta do Amoreirinha - daquelas de evidente maldade, com enorme probabilidade de lesionar gravemente o Melgarejo, cuja sanção não podia deixar de ser, em Portugal como em qualquer outra parte do mundo, o cartão vermelho – e uma falta por trás de Luisão, em disputa de bola, sancionada, como deveria ser mas como nem sempre é, com amarelo.

É tanto mais grave quanto seja ele o treinador mais marcado por um histórico de actos de violência praticados por jogadores das equipas que treina. E quanto se lhe tenha juntado o jogador que mais histórias de violência regista no futebol nacional (sim, muito acima do Bruno Alves) e o de maior cadastro de cartões vermelhos: Amoreirinha, precisamente.

Há jogadores carroceiros. José Mota é mais que um treinador carroceiro. Depois destas declarações é claro que é um treinador que, em vez de ensinar os jogadores a jogar à bola, ensina-os a partir pernas!

Um trauliteiro. Mas não é de Miranda!

24
Ago12

Jogo de fantasmas*

Eduardo Louro


Acabou há pouco o primeiro duelo Barça – Madrid da época. Foi a primeira mão da Supercopa e ganhou o Barcelona (3-2), um Barcelona com pouco Messi e muito Iniesta e um Madrid com de tudo um pouco!

Acabou por ficar tudo em aberto para a decisão no Santiago Barnabéu, na próxima semana.

Foi um jogo que confirmou que Mourinho dobrou o Cabo das Tormentas na época passada. O Adamastor está lá, mas o fantasma parece estar vencido!

E no entanto ameaçou reerguer-se à entrada do último quarto de hora do jogo: o Barça esteve à beira do 4-1, e o Madrid do inferno. Surgiu de repente o fantasma de Valdez, um fantasma bem mais pequeno mas que teima em aparecer nestes jogos… Inacreditavelmente este pequeno fantasma venceu o fantasma gigante do Adamastor que Mourinho julgava morto e enterrado!

Mesmo entre fantasmas, às vezes David vence Golias: Valdez deu cabo do Adamastor! Veremos qual dos dois se apresentará em Madrid. Ou se ambos morrem de vez, e não há mais jogo de fantasmas!

 

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