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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

30
Nov12

Porto de fora

Eduardo Louro

 

O Porto está fora da Taça. E perdeu o primeiro jogo da época!

Quiseram os sorteios que Braga e Porto se defrontassem duas vezes na Pedreira no espaço de cinco dias. No passado domingo o Porto foi feliz (e não só!) e ganhou. Ganhou, nos últimos minutos e com muita sorte, um jogo bem disputado mas também muito bem jogado!

O jogo de hoje surgia assim como uma espécie de encore, merecido pelo espectáculo de domingo. Mas teve pouco a ver com esse jogo do campeonato!

Por culpa do Porto – um Porto medíocre durante mais de 80 minutos – e por culpa de Vítor Pereira, que denotou alguma arrogância – mesmo soberba, mais parecendo deslumbrado com o sucesso precoce - na abordagem ao jogo, deixando de fora muitos dos titulares habituais e confirmando que não tem, na realidade um grande plantel. O treinador do Porto achou que a estrelinha que o vem acompanhando, e que ainda no domingo brilhara intensamente, a par da equipa de arbitragem nomeada – Olegário Benquerença, depois de Carlos Xistra no domingo, é uma nomeação de se lhe tirar o chapéu - daria para ganhar o jogo, independentemente de quem pusesse a jogar.

estrelinha até apareceu. Logo aos 13 minutos, no primeiro remate à baliza, o Porto marcou. E o árbitro Olegário Benquerença também não se fez rogado: começou a poupar alguns amarelos, poupou claramente a expulsão ao lateral direito Miguel Lopes e voltou, também ele, a não assinalar um penalti claro a favor do Braga. O segundo em dois jogos. Consecutivos!

Mas nem assim! Aquele Porto era tão medíocre que não havia estrelinha nem Olegário Benquerença que lhe valesse. E acabou mesmo por, a 20 minutos do fim, ficar reduzido a 10 jogadores, porque Benquerença não podia, como já fizera com Miguel Lopes, voltar a fechar os olhos à óbvia expulsão de Castro. E, logo a seguir, por reparar que também a estrelinha se apagara com aquele auto golo de Danilo, que entrara para substituir o Miguel Lopes, que não podia por muito mais tempo continuar a escapar à expulsão.

25
Nov12

Ironia do destino

Eduardo Louro

 


Naquilo que é o jogo de palavras que marca as antevisões dos jogos, onde jogadores e treinadores dizem umas coisas – uma vezes com sentido, outras antes pelo contrário – que os media, depois, amplificam para explorar, então já sempre sem qualquer sentido, Jorge Jesus disse, numa resposta a uma alusão à possibilidade de ficar líder isolado no fim desta jornada, que o Porto é normalmente feliz em Braga. Queria ele dizer, com a sua habitual inépcia, que não contava com uma derrota do Porto em Braga.

Tivesse ele mais alguma competência para lidar com as palavras, mas também com os mind games, e não teria certamente utilizado o termo feliz. Teria usado qualquer outra expressão!

No entanto o jogo de hoje viria até a dar-lhe razão. Mas vamos por partes.

Nos últimos anos o Porto tem ganho em Braga. Hoje voltou a ganhar, mas de forma diferente!

Nos últimos anos o Porto ganhou em Braga porque foi melhor. Hoje ganhou porque teve muita sorte. E, já agora, porque um senhor chamado Carlos Xistra, que vê penaltis – logo aos pares - como aqueles de Coimbra, que há dois meses atrás fizeram com que o Benfica lá deixasse dois pontos (dos outros dois que lhe faltam beneficiou este mesmo Braga, logo na primeira jornada), não vê razão para penalti num corte com mão  de um defesa portista dentro da área. Pelos vistos não se esgota em Rolando essa capacidade única de jogar impunemente a bola com a mão dentro da área...

Nos últimos anos o Porto foi sempre melhor que o Braga de Domingos e de Leonardo Jardim: esse Braga abdicava de discutir esses jogos, assumia uma atitude de quase subserviência. E era aí que Jorge Jesus queria chegar quando, sem saber utilizar a ironia, se referiu à felicidade do Porto na Pedreira.

Já que o treinador do Benfica não a soube utilizar, quis o destino ser irónico. E hoje, num grande jogo de futebol, bem jogado, bem disputado e equilibrado, o Porto não foi superior ao Braga de Peseiro: foi de facto feliz. E muito: um penalti perdoado, um golo ao minuto 90, através de um remate que atinge as redes por via de um ressalto traiçoeiro num defesa do Braga e, qual cereja no topo do bolo, logo outro de seguida, já no período de compensação, na sequência de um remate de outro defesa adversário!

 

25
Nov12

O plantel, curto, de Jorge Jesus

joaopaulo74

Jorge Jesus referiu-se ontemao plantel do Benfica revelando uma  dupla face da mesma moeda. Por um lado o plantel tem menos jogadores, por

outro essa dimensão, pequena, permite a entrada de jogadores, jovens, da equipa B.

Na baliza a questão da rotatividade não se coloca e Artur é o dono das redes - entra o Paulo Lopes na taça, mas não se espera e não se deseja mais do que isso.

Do lado direito da defesa a rotação tem sido entre o Maxi (806 minutos na liga) e o André Almeida (112 minutos na liga). Do outro lado Melgarejo leva 720 minutos e Luisinho 180.

Num caso e noutro estão bem claras as opções de Jorge Jesus, mas os resultados "caseiros" têm mostrado que para consumo doméstico, servem.

No meio campo a posição 6 de Matic não está coberta, nem em qualidade, nem em quantidade. Os dois meninos, o Gomes e o Almeida já andaram por lá mas o Matic começa a ter um estatuto como o de Javi - intocável!

O Enzo Perez aparece com mais minutos (518) na posição 8 - o Carlos Martins (231) e o Bruno César (220) surgem como as segundas opções, tendo também o André Almeida andado por ali.

Nas alas há 4 opções: Ola John (343), Salvio(730), Nico (172) e Nolito (185). Para surpresa de todos, creio, Ola John aparece em grande forma e é o dono do lugar. Do outro lado, Salvio está também em excelente forma e por isso não me surpreende a dificuldade de Nolito e de Gaitan em entrarem na equipa.

Nos avançados há 3 galos para 2 poleiros e todos têm estado bem, ainda que Rodrigo com menos golos, pareça longe do melhor.

São 20 os jogadores utilizados mais os dois Andrés da equipa B.

Esta rotação do plantel, muito mais evidente que nos anos anteriores, é um excelente sinal!

Só fico com uma dúvida - quando é que o melhor jogador da equipa B e da 2ª liga, Miguel Rosa, chega ao plantel principal?

25
Nov12

Jornada #10: Os golos do S.L.BENFICA - Olhanense

joaopaulo74

A nota mais positiva do jogo de ontem, aos olhos de um Benfiquista, surge da análise do jogodo adversário - o Olhanense praticamente não jogou,

teve muitas dificuldades em sair do seu meio campo e só por uma vez Artur teve que fazer alguma coisinha.

Os primeiros minutos foram de uma pressão muito intensa no Benfica, mas só uma penalidade permitiu desbloquear um jogo que tenderia a ficar mais equilibrado. Cardozo, chamado à decisão, atirou para onde não costuma rematar e estava aberto o marcador.

Nada de muito diferente aconteceu até ao intervalo, tendo o Benfica entrado para a 2ª parte mais calmo, com melhor posse de bola, mas a matriz do jogo do Olhanense não se alterou - simplesmente, não jogaram.

O golo de Luisão, na sequência de um canto, veio colocar um ponto final no jogo - um remate, de cabeça, do Capitão que depois do regresso aos jogos, regressa agora aos golos.

Nota mais para a capacidade de rotação do plantel do Sport Lisboa e Benfica.

E agora, venha o BARCELONA!

23
Nov12

Como desfazer 109 anos de glória em poucos meses

Daniel João Santos

O que está acontecer ao Sporting é no mínimo triste. Depois da publicidade, feita por Godinho, este Sporting mostra uma enorme falta de qualidade dos jogadores e de direção. O Sporting deixou de ser o clube que dava inveja pela sua aposta na formação e na qualidade de jovens que colocava no plantel principal. Hoje, infelizmente, o Sporting perdeu o rumo, desfez-se em equívocos e passou a ser alvo de chacota de todos. Em poucos meses esta gente, que finge jogar ali, está conseguir desfazer 109 anos de história e de glória.

21
Nov12

Os golos debaixo de água

joaopaulo74

Afinal parece que também chove em Lisboa!

Mas nem a chuva parou o Sport Lisboa e BENFICA que jogou o necessário para derrotar o Celtic.

O jogo de ontem valeu... Pelo jogo de ontem. E por um pequeno detalhe - um milhão.

Gostei particularmente do Salvio - fantástico enquanto o Tico e o Teco trabalharam à mesma velocidade, menos bem nos últimos dez minutos. Muito bem o Matic, o Luisão, o André Almeida. Um bom jogo de uma equipa que não merecia ter perdido por falhar uma vez, numa jogada muito bem trabalhada pelo Celtic - veja os golos.

Quanto ao resto, se vamos ou não passar à 2ª fase, em termos financeiros seria brilhante e tão importante como a luz solar para as nossas vidas. Acontece que há locais melhores do que o estádio do Barcelona para sonhar com alguma coisa.

Mas... o direito ao sonho ainda não está taxado, pois não?

20
Nov12

Jornada da Champions

Eduardo Louro

Foto: Isabel Cutileiro


O Benfica adiou para a última jornada a confirmação da sentença há muito traçada - pelo menos desde há cerca de um mês, quando perdeu aquele jogo em Moscovo, abordado de forma verdadeiramente inacreditável – ao ganhar (2-1) esta noite ao Celtic, a mais fraca das quatro equipas do grupo de apuramento mas a mais do que provável companhia do Barcelona no apuramento para os oitavos de final da Champions.

Com esta vitória de hoje, apenas a segunda desta fase de apuramento, o Benfica, como se diz na gíria do futebolêsdepende apenas de si próprio para seguir em frente na Champions, e evitar aquilo que, repito, há muito está escrito nas estrelas. Só que depender de si próprio quando lhe resta pela frente um jogo com este Barcelona em Camp Nou, não passa de figura de estilo. É o local mais impróprio para optimismos!

Mas pronto, há sempre a esperança que o Spartak de Moscovo – que conta apenas com os 3 pontos da referida vitória de Moscovo sobre o Benfica, nada mais – ganhe em Glasgow. Que seja possível ganhar à mais fraca equipa do grupo, é. Que um Spartak desmotivado, e já sem nada para ganhar, possa ganhar no ambiente fanático de Glasgow a um Celtic que sabe que se ganhar tem fortes probabilidades de lograr o apuramento, é que é muito pouco provável. Tão improvável quanto o Benfica ganhar em Barcelona!

Pouco a ver com estas contas teve o jogo de hoje. Um grande jogo do Benfica, especialmente na segunda parte, ao nível do melhor que os melhores podem fazer. E no entanto o jogo até nem correu bem: as condições climatéricas empurraram-no para uma dimensão mais física, favorável à equipa escocesa, o árbitro – o nosso bem conhecido Kassai – a enervar os jogadores e a criar grande instabilidade na equipa (inacreditável a cena com Enzo Perez, largos minutos junto à linha, impedido de regressar ao campo, depois de assistido a ferimentos na boca em consequência de uma agressão que ficara impune), o golo do empate do Celtic, num canto em que o Artur, passarinho, foi bloqueado por um jogador escocês, porventura em falta, e a lesão de Matic – enorme, gigante - que obrigou a uma série de mexidas na equipa.

Mesmo assim, e passe embora o período que mediou entre o golo inaugural e o do empate dos escoceses – aqueles vinte e cinco minutos da primeira parte – onde a síndrome da gestão do resultado voltou a aparecer, ajudado pela instabilidade introduzida pelo árbitro, o Benfica praticou futebol de muito bom nível e criou oportunidades de golo (31 remates) suficientes para, para além de fazer brilhar o gigante guarda-redes inglês do Celtic, construir um resultado bem dilatado.

Ficou claro que é o Benfica, a seguir ao Barcelona, a melhor equipa do grupo. Fica claramente a dever a si própria o apuramento!

O Braga, que ainda há pouco tempo parecia em melhores condições para o apuramento que o Benfica, já está de fora das competições europeias. Depois de duas boas exibições contra o Manchester que não deram em nada, voltou a perder com a equipa romena do Cluj cheia de portugueses, a fazer lembrar a equipa cipriota que o ano passado chutou o Porto para fora da Champions. Perder todos os pontos em disputa com o Manchester United é uma coisa. Perdê-los com a equipa mais fraca do grupo, que não pontuou com mais ninguém, é outra!

Por mim espero que não venha por aí a síndrome Peseiro. Creio que não, até porque não chegou sequer à praia!

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