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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

17
Nov12

Preocupações Benfiquistas

Eduardo Louro

 


O Benfica (também o Braga) está apurado para os oitavos de final da Taça, depois de eliminar o Moreirense – que eliminara o Sporting na última ronda – em Moreira de Cónegos. Ganhou o jogo por dois a zero, com o segundo – belíssima jogada iniciada em Ola John, abrilhantada por Gaitan e concluída por Cardozo – a coincidir com o último lance do jogo, depois de 60 minutos em muito bom nível, com domínio completo e avassalador do jogo.

No entanto, tal como no passado domingo em Vila do Conde, há um mas!

Sabemos que, em tudo, são as últimas imagens que prevalecem. O Benfica está a permitir que as últimas imagens de cada jogo apaguem o que de bom faz durante a maior parte do jogo, deixando em muitos a ideia – errada – de que os jogos são uma coisa diferente do que na realidade são. No último jogo do campeonato, com o Rio Ave, acabou por passar a ideia - errada, repito - que o resultado justo seria outro que não a vitória do Benfica. Apenas porque os últimos 10 minutos foram penosos!

Em Moreira de Cónegos correu-se o mesmo risco, apenas atenuado com o segundo golo e com o apagão – está a tornar-se um clássico das deslocações do Benfica ao Minho – que interrompeu o jogo por mais de meia hora.

Começa a ser preocupante a facilidade com que o Benfica perde o controlo dos jogos quando os adversários chegam ao último quarto de hora com um resultado desconfortável mas em aberto. Parece que equipa apenas consegue dominar e controlar os jogos em regime de ataque continuado e permanente, quando a sua proactividade atacante se casa com a passividade defensiva do adversário, agarrado a um resultado confortável. Logo queo resultado se torna desconfortável o adversário reage e a equipa treme: os passes que até aí saíam certinhos passam a ser falhados; as recepções que se não falhavam em pressão ofensiva passam a falhar-se, com ou sem pressão, em qualquer zona do campo; os adversários passam a chegar primeiro a todas as bolas e a ganhar todos os ressaltos...

A equipa – e os adeptos - não merecem passar por isto. Está a praticar um futebol de boa qualidade, ainda não chegou ao brilhantismo atingido nas épocas anteriores – nos momentos em que tudo corria bem – mas parece consolidar as alterações forçadas, reagir bem à adversidade de uma série de lesões e até já tem o capitão de volta. É um problema a resolver rapidamente: antes que dê maus resultados!

Mas deste jogo fica também a incrível actuação de Duarte Gomes: dois penaltis por assinalar (um do guarda-redes sobre o Lima e outro sobre o Luisinho), uma falta em cima da linha de grande área sobre o Bruno César transformada em cartão amarelo para o jogador do Benfica, mão leve para amarelos para os jogadores de encarnado (ridículo o amarelo a Matic) enquanto os do Moreirense, mesmo cortando sucessivamente em falta jogadas de ataque, passavam sem punição disciplinar.

Se nos lembrarmos que isto não é novidade, nem exclusivo de Duarte Gomes, e que os quatro pontos perdidos no campeonato, que impedem o pleno e a liderança isolada, resultam do golo anulado a Cardozo na primeira jornada, com o Braga – que, curiosamente, não perde com o Benfica porque o árbitro anulou um golo limpo, mas perde com o Sporting pela mesmíssima razão – e dos dois penaltis inventados em Coimbra, começa a haver sérias razões para preocupação. Não sei se mesmo maior que a dos últimos minutos destes últimos jogos!

16
Nov12

Benfica continua na Taça - veja os golos

joaopaulo74

O Sport Lisboa e BENFICA ganhou com inteira justiça este jogo da Taça de Portugal contra o Moreirense.

Uma equipa bem organizada, fechada lá trás e o BENFICA a ter que usar uma circulação de bola muito forte, uma ou outra vez alternada com progressões em posse, nomeadamente do Luisinho e do Matic.

Lá pelo meio houve um apagão, um tipo de preto que, enfim, e um resultado, 2-0 para o Sport Lisboa e BENFICA que assim continua rumo ao Jamor!

Golos de Matic, o melhor em campo e de Cardozo.

14
Nov12

Um adeus português

Eduardo Louro

 


A selecção nacional de futsal foi afastada nos quartos de final do campeonato do mundo que decorre na Tailândia por uma selecção do Brasil vestida de azul, ao serviço da Itália. Talvez esteja aí a explicação para algumas decisões de uma senhora brasileira que integrava a equipa de arbitragem … Não devia valer: um árbitro de um jogo não pode ser compatriota de uma das selecções que o disputa!

Quando, a meio da primeira parte, a selecção portuguesa ganhava por três a zero – três golos do Ricardinho – não passava pela cabeça de ninguém que ainda não fosse desta que ganhássemos à Itália. Mas ainda não foi desta…

Num grande jogo de futsal - o resultado ajustado ao que se passou seria para aí de 9 a 6 para Portugal, mesmo mantendo intocáveis as grandes exibições dos dois guarda-redes – faltou alguma sorte à selecção portuguesa. A Itália reduziu para 3-1 logo ao início da segunda parte, seguindo-se três ou quatro oportunidades para Portugal repor a vantagem, todas falhadas até que, nos cinco minutos finais, com recurso ao guarda-redes avançado (situação que o treinador italiano preparou em time out já depois de receber ordem de expulsão, que ignorou olimpicamente até acabar o seu trabalho, sem que nem árbitros nem delegados da FIFA interviessem), marcou os dois golos que levariam o jogo para prolongamento. O empate chegou nos últimos segundos, depois da senhora árbitra brasileira retirar a posse de bola aos portugueses numa reposição lateral, por supostamente terem sido ultrapassados os quatro segundos…

No prolongamento foi claro que a equipa nacional não teve força anímica para reagir. A sorte – que a equipa teria merecido - voltou a virar-lhe as costas em mais duas ocasiões claras de golo.

Portugal chegara aos quartos de final com uma vitória (Líbia), um empate (Japão) e uma derrota (Brasil), enquanto a Itália brasileira – ou o Brasil italiano, a ordem é arbitrária – chegava cem por cento vitoriosa mas, por este jogo, era a equipa portuguesa que deveria estar nas meias-finais. E apetece dizer que nem o Ricardinho merecia deixar este campeonato do mundo, nem este mundial merecia perder o Ricardinho!

 

11
Nov12

Pausa à Vivacidade Morta Sportinguista

joshua

Mostra-se terrível e saborosa esta vitória do Sporting Clube de Portugal. Terrível porque SPC parece festejá-la como se fosse um Borradense FC qualquer acabadinho de tombar um grande. Contenção, Lagartagem! Pudor! Saborosa porque toda a gente, fosse de que clube fosse, esperava tudo, menos um triunfo sportinguista, aliás manchado por uma decisão temerária do árbitro. Veremos se o clube vai ao sítio.

07
Nov12

Contas complicadas

Eduardo Louro

 

O Benfica alcançou hoje a primeira vitória na Champions.

Ganhou o primeiro dos dois jogos que tinha mesmo de ganhar, mas não deverá chegar para evitar o afastamento prematuro da maior competição de cubes. Porque empatou em Glasgow um jogo que podia e deveria ter ganho, porque perdeu em Moscovo um jogo - vergonhoso, esse jogo do Benfica - que não podia ter perdido e, acima de tudo, porque surpreendentemente o Celtic ganhou hoje em Glasgow ao Barcelona, já depois de há quinze dias lhes ter posto a cabeça em água em Nou Camp.

Já não são apenas as contas que estão contra o Benfica. É também um certo sentimento de justiça: num grupo onde o primeiro lugar estava entregue aos catalães – como estaria sempre, em qualquer grupo - quem ganhasse ao Barcelona ficaria a merecer o apuramento.

Hoje o Benfica encarregou-se de corrigir a mentira que tinha permitido que chegasse a parecer verdade: o Spartak de Moscovo – como o Celtic – não é, nem nada que se pareça, uma grande equipa. Ganhou por dois a zero mas bem poderia ter ganho por cinco ou seis, não fossem alguns disparates. Da equipa de arbitragem - que à sua conta tirou dois ou três – e de um ou outro jogador: Cardozo, o herói do jogo, ficou a dever outros tantos!

A primeira parte foi francamente fraca. Como o árbitro fez vista grossa a uma falta sobre Garay (que grande jogo!) para penalti logo no primeiro minuto, que daria o 1 a 0 - porque Cardozo estava no banco e não o poderia marcar – que mobilizaria a equipa para a exibição, só a partir da segunda metade da primeira parte conseguiu começar a imprimir alguma intensidade e alguma qualidade ao jogo. A segunda parte foi melhor: teve os golos – os que contaram, os que não contaram e os que deveriam ter sido concretizados – que Oscar Cardozo desbloqueou e confirmou algumas boas exibições: do Artur, muito bem no que teve para defender, dos dois centrais (com Garay soberbo), do Melgarejo uma aposta - em que nunca acreditei - que já está a ser ganha, do André Almeida, do Ola John, nem sempre muito consequente mas a ir começando a juntar eficácia ao espectáculo, e do próprio Cardozo, mesmo que continue sem saber marcar penaltis. Mas também com algumas exibições menos conseguidas, em especial do Maxi que há muito vem sendo o jogador mais deficitário da equipa, sem que se lhe veja alternativa. Começam a ser muitos os lugares onde faltam titulares e alternativas!

É uma pena que o Benfica tenha dito adeus à champions há quinze dias atrás, porque não pode ser uma pena o Celtic ganhar ao Barça. Pena é não conseguir lutar como os escoceses fazem!

Resta agora a Liga Europa, donde agora sobra vantagem sobre estes mesmos russos!

Teria sido uma jornada perfeita tivesse o jogo de Braga terminado aos 80 minutos. Mas não terminou, e em 10 minutos o Braga viu uma vitória de 1 a 0 transformar-se rapidamente numa imerecida derrota. Nos últimos minutos o Manchester United fez três golos, repetindo ma reviravolta de há quinze dias. Curiosamente, com duas derrotas em casa – o pleno no insucesso – e no último lugar do seu grupo, são bem mais fortes as probabilidades do Braga que as do Benfica.

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