Nada demais
Nos dias de hoje, dada a situação do Sporting, a vitória do Benfica em Alvalade é absolutamente normal e até banal.
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Nos dias de hoje, dada a situação do Sporting, a vitória do Benfica em Alvalade é absolutamente normal e até banal.
Não há paciência para as manobras de diversão do Sporting. Há muito que é assim, mas nesta gerência de Godinho Lopes ultrapassam-se todos os limites. Provavelmente para tapar toda a vasta incompetência que vem sendo notória e evidente!
Agora, e depois de tentarem fazer deste jogo com o Benfica o jogo mais importante da sua história, vêm criar o caso do adiamento do jogo. Depois de o abrir com o anúncio da decisão de não comparecer no jogo à hora marcada, depois de, a seguir, ser o seu treinador a dizer que não era necessário adiamento nenhum e depois de meter os pés pelas mãos em mais um mar de incompetências, vem responsabilizar o Benfica pelo não adiamento do jogo por parte da Liga Portuguesa de Futebol. E lançar mais uma série de atoardas sobre o presidente do Benfica!
Para levar a cabo esta estratégia incendiária com que Godinho Lopes acha que segura a sua liderança, conta com a legião de comentadores espalhados pelos media que não se inibem de lançar mais e mais areia para os olhos … dos sportinguistas.
Há apenas um ano incendiaram as cadeiras do Estádio da Luz, sob a batuta daquele dirigente exemplar que faz depósitos nas contas dos árbitros. Desta vez, em Alvalade, incendeiam o jogo. Com a incompetência de sempre!
Sou sócio do BENFICA e há muitos anos que percebi uma coisa - não temos qualquer possibilidade de vencer porque não chega ser igual ou melhor. E há pequenos sinais que vão provando isso mesmo - até eles reconhecem!.
Nos últimos dias, com o pedido do Sporting para adiar o jogo, falou-se de uma outra situação, um Sporting-Braga, que até foi ganho pelos da casa.
Mas não se falou de um outro jogo. Reparem:
- Videoton 3, Sporting 0: 4 de outubro;
- Porto 2, Sporting 0: 7 de outubro.
Porque é que nessa altura os gatinhos não pediram o adiamento?
Já escrevi antes algo de semelhante sobre o silêncio do Braga depois do jogo que perderam em casa a semana passada, em oposição à gritararia que fizeram em Alvalade.
Já o escrevi quando os gatinhos foram escandalosamente roubados no Dragão e deixam tudo na paz do senhor.
Perguntarão se estou a colocar em causa a qualidade da única equipa portuguesa na Champions, que lidera o campeonato e tal...
Não, de todo!
Quanto a isso, nada!
A minha pergunta é, se mesmo tendo o maior orçamento, comprando os jogadores mais caros, tendo treinadores e jogadores "emprestados" em tudo quanto é clube satélite, precisam de gerir o sistema desta maneira? É mesmo necessário?
Sair da Liga dos Campeões é um desfecho que só atesta a mediocridade endémica do Sport Lisboa e Benfica. Posso bem com um peru ou dois do guarda-redes da minha equipa, se, no final, ela estiver na elite do Futebol Europeu. O mínimo que o Sport Lisboa e Benfica poderia fazer por mim, que sou português e avesso a humilhações, e pelo Futebol Português, era consolidar-se dentro dessa excelência milionária. Ora, nem com a Equipa B do FC Barcelona?

O Benfica começou e acabou o jogo de Camp Nou - que tinha de ganhar para, sem estar dependente do resultado de Glasgow, continuar na Champions – a desperdiçar oportunidades de golo. Pelo meio, na primeira parte, foi tempo de marcar uma grande superioridade sobre aquele Barcelona que tinha pela frente e de enjeitar mais três ou quatro oportunidades claras e, na segunda, de criar e falhar mais uma oportunidade de golo, de se assustar com a entrada de Messi, de se encolher com a entrada de Piqué, de rebentar fisicamente e de suspirar de alívio com a lesão de Messi.
Quer dizer, o Benfica jogou bem durante toda a primeira parte, durante a qual podia e devia ter matado o jogo, frente a um Barcelona com apenas três ou quatro dos seus principais jogadores e sem nenhuma das suas superlativas vedetas. E percebeu-se que o fez à custa de um enorme esforço físico, que viria a pagar na segunda parte, quando teve de partir para o assalto final - nos últimos nove ou dez minutos em que o Barcelona, pela lesão de Messi, jogava com dez – já sem pólvora.
Jorge Jesus, no seu jeito sem jeito nenhum, perguntava ao entrevistador no final da partida se ele tinha visto alguma equipa jogar em Barcelona como o Benfica acabara de fazer. Não lhe respondeu, mas a resposta é claramente não. Mas também ninguém viu qualquer outra equipa jogar contra aquela equipa do Barcelona, que confirmou o que toda a gente já sabia: que são os melhores jogadores que convocam o melhor futebol. O soberbo futebol do Barcelona só o é quando executado pelos jogadores soberbos que constituem a sua equipa principal de futebol, onde não surgem corpos estranhos. Quando assim não é, o passe e a recepção já não são a mesma coisa, e a bola olha para aquelas camisolas e acha estranho!
Para nós, benfiquistas, este foi um jogo atípico e talvez único. Partíamos com a convicção clara de que só um milagre nos poderia garantir a continuidade na maior prova do futebol mundial. Começou o jogo e ficamos à espera do golo que se anunciava repetidamente. Esperamos até desesperar. Por momentos passamos a admitir que ele acabaria por surgir mas na baliza errada, e que nem o empate de Glasgow nos valeria. Por fim, desfeito – através de um penalti muito estranho - o empate em favor dos escoceses que fazia a vontade a Messi, quando era preciso um último fôlego para tentar fazer em poucos minutos o que não fora feito numa hora, percebemos que a equipa, mesmo querendo, já não podia…
Mas lá que foi uma oportunidade única e irrepetível de ganhar em Camp Nou, lá isso foi… E que foi o Benfica que, este ano, se afastou a si próprio da Champions, lá isso foi. E não foi apenas por este jogo de hoje…
Mas pronto: que venha então a Liga Europa. Há quem diga que é para ganhar! E por que não?
Afinal a única equipa da Europa sem derrotas...
Assim de repente...
Será coisa para o Vitor Pereira ou para o Helton?
Quem sabe o Hulk ajuda!
Nesta classificação, pois claro!
Nunca vi! Mas o Emerson a marcar um golo...
Foto: Jornal de Notícias
Vou contar-vos a história de um jovem que faleceu com 93 anos. Já viram alguém, um talentoso jogador de futebol ser campeão nacional, internacional, e ser recordista português em três especialidades no atletismo?! Uma força da natureza, um desportista na verdadeira acepção da palavra que ainda teve forças para derrotar o racismo. Obrigado Guilherme Espírito Santo por tantas glórias, por fazeres pulsar todos os corações encarnados.
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