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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

17
Jan13

Nas meias

Eduardo Louro

 

Os últimos jogos do Benfica em Coimbra tinham sido bem complicados.

Basta lembrar que o da época passada marcou a viragem do campeonato, quando lá ficaram dois dos cinco pontos de avanço que num ápice desapareceram que nem fumo e que no último, há três ou quatro meses, o Benfica lá deixaria dois dos poucos pontos perdidos no actual campeonato. Sempre com arbitragens mais do que simplesmente manhosas por árbitros cirurgicamente escolhidos!

Era isto mesmo que vinha à memória quando se soube da nomeação do antigo companheiro de André Vilas Boas nos Super Dragões. Como à memória veio a história dos inúmeros golos desperdiçados nesses jogos quando, logo no primeiro minuto, Cardozo pica a bola sobre o guarda redes da Académica e surge, não se sabe de onde, um defesa em cima da linha de golo a tirar a bola.

Mas cedo se percebeu que desta vez seria diferente, mesmo que aqui e ali tenha ainda esboçado o que o super dragão Jorge de Sousa gostaria de fazer. Ainda o ponteiro não tinha chegado aos 10 minutos e já o Benfica, com dois golos marcados, tinha escancarado as portas das meias-finais da Taça de Portugal. E rapidamente o jogo deixou de ter história para além da história dos golos. Dos quatro marcados e dos outros tantos feitos, mas falhados… Escandalosamente falhados!

E pronto. Com mais uma exibição na linha do que vem sendo a prestação da equipa, o Benfica está nas meias-finais. O apuramento para a final do Jamor será agora disputado - com o Paços de Ferreira – em duas mãos: a primeira a jogar daqui a duas semanas e a segunda lá para finais de Abril. Três meses depois! Faz sentido… 

17
Jan13

Dizendo mais qualquer coisa...

Eduardo Louro

Disse aqui no passado domingo que Vítor Pereira, o treinador do Porto, não tinha estado à altura do clássico. Que não era digno daquele jogo e daqueles jogadores, concluindo com um “mais não digo”.

Mais não disse. Mas mais qualquer coisa direi agora. Porque o cavalheiro vem agora lamentar o tom, mas sem uma única vez manifestar arrependimento ou apresentar desculpas.

Claro que não esperava que o fizesse. As desculpas que apresentou sobre os impropérios que o ano passado proferiu sobre o treinador do Benfica surgiram apenas na tranquilidade do defeso e são, mesmo assim, excepção. O treinador do Porto diz o que disse e no tom em que o fez porque sabe que são essas as regras da casa. Porque sabe que é essa a regra número 1 do manual da casa: sempre que se não ganhar, atacar. Atacar tudo e todos, com a maior brutalidade possível, porque isso rende!

É por isso que num discurso como este não pode haver arrependimento nem pedido de desculpas. Nem humildade, nem fair play!

É por isso que os burros é que falam de arbitragem. Normalmente, quando eles ganham. Porque quando não ganham deixa de ser assim!

É por isso que ele justifica aquele seu comportamento intolerável com a defesa da equipa.

É por isso que se apresentou revoltado com o resultado, quando acabava precisamente de o defender com unhas e dentes. Como nas substituições que acabara de fazer que, quer na forma (Lucho, antes de abandonar o campo, despediu-se de todos os colegas de equipa como se fosse partir para uma longa viagem) quer no conteúdo (sempre opções mais defensivas), mostraram que, com a equipa sem pernas para mais, estava apenas concentrado na defesa daquele resultado.

É por isso que nunca são erradas as decisões da arbitragem de que sai beneficiado. Que não merece reparo que o árbitro tenha feito vista grossa às faltas sucessivas de Moutinho, parte das quais sem qualquer preocupação com a disputa da bola, – a apregoada superioridade do meio campo que manietou a fase de construção do Benfica foi maioritariamente conseguida à custa de faltas sucessivas do Moutinho e de entradas assustadoras do Fernando – adiando sucessivamente o cartão amarelo que colocaria ponto final naquela conduta anti-desportiva.

É por isso há uma entrada violenta do Maxi e nenhuma, nem maldosa nem violenta, do Fernando e do Manguela. Que o Maxi Pereira não pode acabar jogo nenhum e que o Mangala e o Otamendi só não tenham direito a medalha no 10 de Junho porque não são portugueses. Que a arbitragem erra nuns foras de jogo e não noutros. Que o Cardozo joga vólei mas todos os seus defesas estão autorizados a jogar a bola com a mão...

 

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