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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

06
Jan13

O seu a seu dono

Eduardo Louro

 

Quem me tem seguido por aqui – e mesmo por outros lados – sabe que não morria de amores por Jorge Jesus. Para mim, ao treinador do Benfica exige-se outra imagem, outra capacidade de expressão, outra linguagem e algumas outras coisas…

Sempre reconheci que era um conhecedor de futebol, que de futebol sabia ele. Mas também logo recorria àquela expressão do Manuel Sérgio: “um treinador pode saber muito de futebol, mas se só sabe de futebol nem de futebol sabe”. E eu achei sempre que ele só sabia de futebol!

Mas esta época está a revelar-me os méritos do Jorge Jesus. Até aqui escondidos. Ou que eu não conseguia ver… Não deixa de ser curioso que isto esteja a acontecer precisamente naquela que seria a época mais difícil: vinha de grande contestação, com a maior parte dos adeptos a achar que já não a deveria ter iniciado, o plantel era claramente desequilibrado, alas e mais alas, alguns deles em contratações incompreensíveis – Ola John e Sálvio –, a exasperante lacuna do lateral esquerdo e a teimosia da adaptação de Melgarejo, a contratação de mais um avançado – Lima – quando já havia Rodrigo, Cardozo e Nelson Oliveira e, qual cereja no topo do bolo, as saídas do Javi e do Witsel no último dia e sem qualquer hipótese de os substituir no plantel.

Pois bem, já se viu no que deu. No que deram Ola John (hoje até entrou mal), Sálvio e Lima. No que deu Melgarejo. Já ninguém se lembra da dupla do meio campo que saiu no final de Agosto, nem sequer dos primeiros meses do jovem holandês. Gaitan, que parecia um caso perdido, aí está. No seu melhor – hoje foi simplesmente fantástico!

Acresce que não têm faltado problemas: lesões e castigos que têm afastado jogadores fundamentais, como Carlos Martins, Aimar e, especialmente Luisão, que praticamente ainda não jogou. Ou Maxi Pereira, esta época com muitas mais dificuldades…

Vem tudo isto a propósito do jogo de hoje como o Estoril – um jogo difícil, contra um adversário duro e num campo bem complicado, mais pelado que relvado, que o Benfica ganhou com toda a clareza, revelando uma enorme superioridade e com três golos fantásticos, do melhor que se pode ver. E da novidade de vermos o Cardozo a marcar os cantos!

Primeiro foi a surpresa: não passava pela cabeça de ninguém colocar o ponta de lança, o melhor marcador da equipa e do campeonato, para além do mais um tipo de metro e noventa, a marcar os cantos. Este tipo é para estar lá bem dentro da área, a ser servido. Nunca a servir!

Imediatamente depois percebeu-se o que Jorge Jesus pretendia. E, para quem fosse eventualmente de compreensão mais lenta, veio logo de seguida a explicação, com desenho e tudo. E o Benfica abria a fechadura do Estoril com aquele golo fantástico do Gaitan…

Sem dúvida que o Jorge Jesus está a atravessar actualmente a sua melhor fase no Benfica. À décima terceira jornada tem 11 vitórias e dois empates, nas circunstâncias conhecidas e que não podemos deixar esquecer: o golo anulado ao Cardozo no final do primeiro jogo, com o Braga, e os dois penaltis que o Xistra inventou para oferecer à Académica. Não fosse isso e o Benfica receberia o Porto, à décima quarta jornada, só com vitórias e com quatro pontos de vantagem: em boa verdade seriam sete, com o adiamento daquele inconveniente jogo de Setúbal, que o Pedro Proença justificou procurando umas poças no relvado, para as quais lançaria propositadamente a bola.

À entrada desta decisiva fase, que se prolonga por todo o primeiro trimestre - em que Jorge Jesus tem sucessivamente falhado – e na véspera do primeiro embate com o Porto acho que devo fazer-lhe justiça. Reconhecer-lhe o mérito: dar o seu a seu dono!

E isso não faz com que passe a gostar, nem a achar muito inteligente, aquilo que ele diz. Já a pastilha elástica – a que nem Sir Alex Ferguson escapa – parece-me agora mais recatada!

06
Jan13

Um Jazigo que se Olha ao Espelho

joshua

No jazigo de Alvalade jazem jogadores, jaz o belga, jaz Godinho, assuma-o ou não, e está prestes a jazer Jesualdo, que não conseguiu calcular bem em que cova se enterrava. Já não é uma questão de treino, de eleições, de coisa nenhuma, mas de um psicólogo topo de gama para adeptos, para o escol de conspiradores do Conselho Leonino e para o resto dos portugueses não imunes a tamanha deprimência.

05
Jan13

Parceria Histórica

Eduardo Louro

 

Godinho Lopes vai prosseguindo o seu processo revolucionário no Sporting. Enquanto espera que os investidores internacionais aterrem na Portela, e depois de contratar um treinador de treinadores, deita mãos à mais revolucionária das suas medidas revolucionárias, que irá mudar a face do futebol em Portugal, negociando com Pinto da Costa um acordo histórico. Chama-lhe parceria e é algo de verdadeiramente inovador!

Basicamente o Sporting manda Ismailoves para o Porto e recebe de lá Miguéis Lopes… A primeira troca já aconteceu. Não espantará que, na próxima, o Sporting mande para lá o Carrillo e receba em troca o Castro!

Entretanto vão perdendo jogos, uns atrás dos outros

Até dá vontade de roubar o título ao Daniel:"O esplendor do futebol português (3)"!

03
Jan13

O esplendor de futebol português (1)

Daniel João Santos

Quando é que sabemos que o futebol em Portugal vai mal? Fácil! Quando se vende o Daniel Carriço por 750 mil euros e o João Loureiro regressa ao Boavista como se nada se tivesse passado.

 

(Atrasados, mas ainda a tempo: Parabéns ao "És a nossa fé!". Realmente aguentar um ano inteiro a ter fé no Sporting é merecedor de parabéns.)

02
Jan13

Crença e mistica

Eduardo Louro

 

O Benfica acertou as contas com o calendário da Taça, disputando com o Desportivo das Aves o acesso aos quartos de final da competição. Com uma goleada das antigas – seis a zero não é coisa de todos os dias – e com o regresso às boas exibições, que o jogo do passado domingo, com o Moreirense e para a Taça da Liga, interrompera, aprontou-se para discutir com a Académica o acesso às meias-finais que poderão abrir as portas do Jamor, há oito anos fechadas.

Mais que a exibição, da equipa e de muitos jogadores individualmente, - que atingiu momentos de grande brilhantismo – é de salientar a seriedade que a equipa pôs no jogo, a contrastar com o que acontecera em Moreira de Cónegos. Uma seriedade que começa na constituição da equipa, demonstrando que no Benfica, hoje e ao contrário dos anos anteriores, há vinte jogadores titulares.

É assim que surgem as boas exibições e as boas notícias. Que vão sendo muitas: os regressos de Gaitan e até de Nolito e Bruno César – que mesmo que sejam para vender é uma óptima notícia –, ou os de Rodrigo e Maxi, que nem assim deixam de ser regressos. Ou a confirmação de André Gomes. Ou os golos de Cardozo e Lima que garantem a moral lá bem em cima!

E é assim que se reforça a crença - de adeptos e jogadores – que é a mãe de toda a mística!

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