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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

17
Fev13

Chocado

Eduardo Louro

Creio que por razões meramente circunstânciais  tive ao longo do dia a oportunidade de ver passar nos diversos canais da Sport TV um número  pouco comum de uns apontamentos de programação a que chamam Síntese de Notícias. Acredito que, entre todos os canais por que passei, devo ter assistido a mais de uma dezena desses apontamentos noticiosos.

Todos tiveram em  comum uma notícia relativa ao jogo entre o Beira Mar e o Porto, do dia anterior. É aceitável: era o único jogo da liga que se tinha realizado, e acredito que, se outros tivesse havido, tivessem igualmente sido objecto de notícia em todos os noticiários do dia!

O que já é estranho - ou talvez não - é que a notícia se tenha lmiitado sempre, em todos os noticiários do dia, às palavras do treinador Vítor Pereira a propósito da expulsão do Mangala. Comparando o seu salto ao do Cristiano Ronaldo, referindo-se àquele seu golo fabulososo no empate com o Manchester United, e salientando que o Mangala não faz faltas a saltar, apenas se limita a saltar muito mais alto que os adversários.

Não vem agora ao caso a justeza da comparação, nem sequer se o Mangala salta sempre, quase sempre, raramente ou nunca em falta sobre os adversários. Se é ele ou não que mais alto salta em Portugal. Não é nada disso que aqui está em causa!

A única coisa que está em causa é a repetição até à exaustão daquela opinião do treinador do Porto, sem paralelo em nenhuma outra circunstância. E, e daí já nem sequer se estranhar, o paralelismo com a estratégia de comunicação do Porto. Que, como se sabe, passa, através de comentadores espalhados por todo o universo mediático, pela repetição sucessiva de pontos de vista - repito, de pontos de vista, legítimos ou não, mas parciais e exclusivamente destinados a promover os seus interesses, dos mais legítimos aos mais obscuros - até que se transformem em verdades absolutas e indiscutíveis. Sempre vantajosoas para levarem a àgua ao seu moínho, de velas sempre viradas para os melhores ventos. 

Que a Sport TV - mas também a maior parte da programação desportiva da RTP Informação, na estação pública de televisão - seja mais papista que o Papa, já é chocante. Que todos os dias nos dê recitais de parcialidade, é apenas degradante. Que se ponha desta forma descarada e despudorada ao serviço de uma particular estratégia de comunicação é revoltante. Que, fazendo-o todos os dias, permaneça impune, é inaceitável!

É verdade que há muito se sabe - é o próprio António Oliveira que não se cansa de o afirmar - que a Olivedesportos decide campeonatos.  Ficamos chocados com estas coisas porque gostamos de esquecer que assim é! Porque gostamos de acreditar que este é o jogo imaculado que não é...

16
Fev13

Não fugiu ao destino

Eduardo Louro
15
Fev13

O contorcionista

Dylan



É sempre delicioso ver alguém, o presidente do FC Porto, que baseou a sua defesa no caso "Apito Dourado" na argumentação de que as escutas telefónicas eram inconstitucionais, sendo ignoradas, vir agora transcrever uma delas para acusar o árbitro do último clássico, João Ferreira, de falta de idoneidade. Existem pessoas e organizações que são mesmo assim: fintam as leis, as regras, os regulamentos, a justiça, num espectáculo digno dos melhores contorcionistas circenses.

12
Fev13

O corso do futebol português

Dylan



A sede da Federação Portuguesa de Futebol, em Lisboa, foi assaltada. Nem de propósito. No mesmo dia, o Benfica também foi assaltado na Madeira pela personagem vaidosa do costume, "o melhor árbitro do mundo" segundo os farsantes da nossa praça, "benfiquista fervoroso" segundo os comentadores de pacotilha. Neste corso, o logro, no fazer de conta que o futebol português é sério, desfila a falsidade e o beija-mão, até um dia em que as máscaras de todos os agentes desportivos cairão na rua e serão julgados por todo o mal que têm feito ao futebol.

10
Fev13

Maldições...

Eduardo Louro

 

No futebol há maldições, umas mais antigas que outras, mas sempre maldições!

O jogo de hoje, na Madeira, onde o Benfica defrontava o Nacional, tinha à partida uma maldição: o árbitro, Pedro Proença. Que é, de há uns anos a esta parte, o maior assombramento que cai sobre o Benfica. Não há jogo que ele apite que o Benfica ganhe – e isso já é maldição suficiente – mas, bem pior, não há jogo do Benfica que ele apite em que consiga ser isento. Não prejudicar seriamente!

Pouco passava do início da segunda parte, cinco ou seis minutos, quando surgiu no jogo a segunda maldição: o score 2-2. É a maldição do score, uma maldição recente, desta época. Sempre que um jogo do Benfica atinge aquele resultado já dali não sai. Nem que para isso se exija ao árbitro um grande esforço. Começou assim logo na abertura, com o Braga. Repetiu-se uns meses depois em Coimbra. E depois na Luz, com o Porto. E hoje, tinha que ser!

Não há hoje qualquer dúvida que o Benfica, se quer ser campeão, tem que evitar estas duas maldições. A primeira não é fácil de evitar, não está pelo menos nas suas mãos. E sabe-se como não faltam encomendas para este que, para um organismo que decidiu ser o Sporting a melhor equipa portuguesa de 2012, é o melhor árbitro do mundo. E arredores, acrescento eu!

Viu-se o que por aí correu por ele não estar presente no último clássico da Luz. Viu-se o que ele e outros fizeram para que lá estivesse. Até um jogo se adiou… Viu-se, vê-se e ver-se-á o que por aí corre para não falte no Dragão na penúltima jornada. Se fizer falta, claro!

Evitar a segunda está nas mãos da equipa. E é simples: quando marcar o segundo, seja em que altura do jogo for, tem que de imediato procurar o terceiro como se fosse o da vitória. E tem que proibir, com pena pesada, as ofertas da defesa!

O Benfica hoje cumpriu apenas a primeira parte do cardápio. Partiu à procura do terceiro com toda a determinação mas, quando estava entretido nessas tarefas, o Artur – que já fez mais asneiras nesta época que em toda a anterior – deu um frango. Um frango na sequência da terceira oferta do lado esquerdo da defesa: a primeira, logo a abrir o jogo, não deu golo por milagre, mas a segunda, logo a seguir, deu o primeiro. Três ofertas, dois golos: resultado em 2-2. Ainda faltavam 40 minutos, mas … maldição é mesmo assim!

Claro que houve uma bola no poste, inúmeras oportunidades desperdiçadas, super defesas do guarda-redes Gotardi. Claro que o Salvio não jogou nada, que o Maxi não consegue chegar aonde andou no passado, e que o Luisinho provou que não tem categoria para jogar no Benfica. Claro que o Pedro Proença é como o escorpião da estória da rã: aquilo faz parte da sua natureza, está-lhe na massa do sangue. É que não há outra explicação para as expulsões do Cardozo e do Matic. Mas maldição é maldição!

Valha que, no Dragão, o Olhanense de Cajuda também conseguiu um empate, o primeiro que o Porto cedeu em casa. Mais do que as consequências que produz na classificação, este empate tem o condão de salientar mais um erro de comunicação de Jesus. Um erro grave: na flash interview Jorge Jesus deu como adquirido que o Porto ganharia ao Olhanense: “Joga em casa com o Olhanense… “- disse, sem cortesia nem respeito pela equipa algarvia. Nem inteligência!

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