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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

12
Mai13

Os jogadores no clássico

joaopaulo74

Os jogadores do BENFICA têm sido, com Jesus, elementos de uma máquina colectiva desenhada pelo Mestre. Podem, segundo ele, adicionar

elementos de criatividade, mas apenas no momento da decisão junto à baliza do adversário.

Acho, por isso, que ontem, os jogadores, um a um, cumpriram como nunca as instruções do líder.

André Almeida, a surpresa, esteve muito bem ao ponto de ter feito do James um dos piores jogadores em campo. Como muito bem estiveram os dois centrais que secaram por completo o melhor marcados do campeonato.

Matic e Enzo foram mais que suficientes para secar por completo o meio-campo que em tempos foi comparado com o do Barcelona, num manifesto exagero tão típico de Portugal. Apostaria em Enzo para o melhor em campo.

Nas alas, o Salvio esteve bem na gestão da posse de bola e, para surpresa minha (mais uma!) Ola John defendeu como nunca. Niko e Lima estiveram, parece-me, como Jesus pediu.

Depois há dois elementos que ficam associados ao segundo lançamento do dado da sorte azul - Maxi e Artur. Curiosamente, também eles, envolvidos no primeiro tiro de sorte.

Parece-me que no primeiro golo não há nada a fazer, mas no segundo obviamente aquela troca de bola não pode acontecer daquele modo e Maxi deveria ter cortado a jogada antes e, manifestamente, Artur poderia ter feito um bocadinho mais.

Mas, não fez e o SPORT LISBOA E BENFICA perdeu.

Fomos uma equipa colectiva e solidária.

Gostei da equipa, até porque, como tinha dito Jesus, conseguimos jogar de um modo diferente e esse é mais um sinal de crescimento da equipa.

12
Mai13

Bom dia para as farmácias...e o hábito de ganhar*

Eduardo Louro

 

Ouve-se dizer por aí que o negócio vai mal para as farmácias – corre bem a quem? – que fecham todos os dias, numa escalada de falências. Não sei se é bem assim ou não, sei é que terão hoje um grande dia de negócios, de casa cheia, inundada de benfiquistas e portistas a esgotar stocks. Benfiquistas numa procura desenfreada de Kompensan e portistas a levarem até à última embalagem de Hirudoid… Uns à procura de tratar de um nó no estômago, bem pior do que se tivesse acabado de levar com um gancho certeiro do Cassius Clay dos bons velhos tempos. Outros com o corpo cheio de nódoas negras de, incrédulos, tanto se beliscarem. Para confirmar que estão bem acordados, que não foi um sonho, que aquilo aconteceu mesmo…

Naquele minuto 92, quando o Liedson (mas este tipo tem que nos perseguir até ao inferno?) recebe a bola e a coloca à frente do Kelvin, como em nenhum dos dias dos últimos três meses - à excepção destes últimos cinco - não havia portista que acreditasse que fosse possível ganhar este campeonato. Acho que era o Benfica que o mereceria ganhar, mas também acho que o Porto tem mérito.

Acho, como já escrevi, que não se pode resumir as coisas à sorte e ao azar, mas não acho que o mérito do Porto tenha sido o de acreditar. De acreditar sempre, como dizem. E como diz o Vítor Pereira… Não foi, até porque, como foi mais que evidente, ninguém acreditava. E a toalha foi atirada ao chão, toda a gente viu.

O mérito do Porto foi outro: ganhar todos os seus jogos durante estes dois ou três meses, não ceder num único jogo a partir do momento em que viu o Benfica fugir com uma vantagem de quatro pontos. E esse mérito é bem maior. Tudo é mais fácil quando se acredita, quando se persegue qualquer coisa. Difícil é não ceder quando em causa está apenas a obrigação de ganhar. Naturalmente, sem mais…

É isso que normalmente o Benfica não consegue fazer, e que simplesmente vem do hábito de ganhar!

 

* Também aqui 

12
Mai13

Acredita BENFICA

joaopaulo74

Começo por dar os parabéns aos companheiros do Dia De Clássico - acho que as nossas equipas honraram o nome deste blogue e, uns e outros, estão de parabéns.

Depois, o jogo.

Confesso que não apostei no André Almeida, nem no Ola John porque sempre pensei que o Jorge Jesus iria levar para a primeira meia hora a artilharia toda. Enganei-me. O Benfica entra com o o André Almeida a defesa esquerdo, o Ola John e o Salvio nas alas, o Niko atrás do Lima numa dupla de avançados que tem sido hábito nos jogos fora de casa de dimensão mais complicada.

E a minha divergência na abordagem ao jogo prendia-se com a sua dimensão física - achei (acho!) que a melhor equipa do BENFICA pode ser melhor que a do porto e, por isso, via numa abordagem agressiva inicial uma boa forma de pensar a entrada no jogo.

Do lado do porto, que acompanho menos, não consigo identificar grandes mudanças.

Nos primeiros minutos de jogo o porto começa com mais bola e só tem uma "meia" oportunidade quando o Jakson não chega a tempo de uma bola cruzada da direita. De resto, um jogo tranquilo da equipa do BENFICA, colocada na segunda metade do seu meio-campo e dominando completamente o jogo, que empatado, estava perfeito.

Um lançamento longo, tradicional no BENFICA de Jesus, Luisão luta pela bola perdida, que ao chegar ao 2º post é empurrada pelo Lima (parabéns pelos teus 30 anos!) para a baliza.

Com 18 minutos de jogo, o Benfica ganhava por 1-0.

Continuou tudo mais ou menos na mesma e

 

12
Mai13

Dragão de Viena

helderrod

É isto. caros leitores! O futebol encerra em si esta sinestesia de emoções que nos fazem oscilar entre o choro e o grito! A imagem de Jesus que se ajoelha perante a explosão de alegria personifica este desporto supremo.

Num jogo muito táctico, só os golpes de sorte e de algum saber determinariam o vencedor. O jogo de hoje foi tudo isso.

A dada altura, vejo o Cardozo rasteirinho a dizer-me "acabou". Contudo Helton diz-me que não e avança o nosso "Juari": o Kelvin, muito Klein mas talentoso. Num golpe de teatro, tudo muda. A rouquidão da minha voz só adormeceu no apito final de Proença.

Parabéns às duas equipas. Mostraram ao mundo do futebol que, em Portugal, há qualidade imensa e esta foi uma final de Champions. A nossa final. Revi-me em Viena pela marcha do marcador, da cor e da emoção. Que jogaço!

Falta um passo nos Paços de Porto Ferreira? Foi você que pediu um campeão?

 

Resta-nos lutar até ao fim para dignificar a vitória final.

 

Acreditei, acreditei sempre na grandeza estóica do meu Porto à guisa de Viena!

 

 

Força, Porto!

 

Hélder Rodrigues

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