Caramba
É melhor ir dormir.
Clique aqui, clique acolá. Entra no face, fecha Face. Espreita o Twitter...
Mas não dá.
Faço minhas as palavras do JC:
"Deus não é do BENFICA e ainda por cima é sádico"
Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]
É melhor ir dormir.
Clique aqui, clique acolá. Entra no face, fecha Face. Espreita o Twitter...
Mas não dá.
Faço minhas as palavras do JC:
"Deus não é do BENFICA e ainda por cima é sádico"
Não há vitórias morais. Mas… Viva o Benfica!
Não há sorte e azar. Mas há!
Não há bruxas. Mas até parece… O mesmo resultado, o golo no mesmo último minuto…
O Benfica foi superior ao Chelsea nesta final. Completamente: individual e colectivamente, técnica e tacticamente. Só não o foi no plano físico mas, mesmo aí e surpreendentemente – para quem tem visto os últimos jogos – o Benfica esteve bem. Não rebentou, embora a perspectiva do prolongamento fizesse temer o pior.
Jogou melhor, muito melhor que o Chelsea. Mas não chega. Para o Benfica nunca chega jogar melhor que os adversários. É sempre preciso qualquer coisa mais… Foi anulado um golo – que seria o primeiro do jogo – sem que ainda agora consiga perceber por quê. E sofreu logo a seguir um golo, que começa num lançamento longo do guarda-redes: nem devia valer!
O Benfica reagiu bem, não teve medo e continuou a ser melhor. Chegou rapidamente ao empate, e continuou por cima. Jorge Jesus tinha arriscado tudo, já jogava com Gaitan a lateral esquerdo. E perdeu Garay. Perdeu Garay, o melhor defesa, e com Enzo e Matic o melhor jogador em campo, e a oportunidade de mexer na equipa, esgotando aí as substituições!
Faltavam dois minutos para os 90 quando Lampard acerta no ferro da baliza de Artur. Era o sinal por que se esperava: tinha sido assim ao longo da competição, a seguir a uma bola no ferro o Benfica marcava. Voltou a ter oportunidade para isso, mas voltou a falhar, como tantas vezes tinha já falhado. E no último minuto… Se o primeiro nem devia valer, o segundo, então…
Nasce de um canto em que Jardel – que substituíra o Garay - é passarinho. Depois, continuou passarinho, a olhar para a bola, sem a atacar, deixando que o André Almeida deixasse sozinho o mais alto e melhor cabeceador do Chelsea, o sérvio Javanovic.
A bola foi ao centro, e Cardozo tem ainda mais uma oportunidade imensa de voltar a marcar. Não se percebe o que lhe aconteceu aos pés e voltou a falhar… É isso, nestas andanças não se pode falhar. A concentração competitiva e a força mental – que se trabalham, como a condição física e a qualificação técnica - são mais importantes que tudo o resto. Sem isso há sempre muito azar. É o nosso fado!
Claro que não há nada a apontar aos jogadores. Que, face ao que se passara no sábado, poucos esperariam que entrassem em campo como entraram. E que fizessem o jogo que fizeram. Claro que vamos ao aeroporto receber os jogadores em festa. Claro que no próximo domingo vamos encher a Luz, com aquela fé imensa, como os jogadores merecem. Mas estou farto do azar. Estou farto que, quando realmente importa, a sorte esteja sempre do outro lado…
que já não aguentava duas seguidas!
Definitivamente não venceu a melhor equipe em campo. Num grande jogo de futebol, Benfica e Chelsea, deram tudo e provaram porque razão chegaram à final da Liga Europa. Aquele lance do golo inglês mostra como o Chelsea tem muitos mais anos de topo na Europa do que o Benfica. Perdemos, mas perdemos com dignidade e mostrando como este Benfica é sem duvida um grande na Europa. A única coisa que me deixa a pensar, após esta final, é tentar perceber porque razão não se jogou assim no Estádio do Dragão no Sábado.
Artur, André Almeida, Luisão, Garay e Mergarejo. Matic e Enzo, Gaitan, Salvio, Rodrigo e Cardozo.
Os nossos meninos do Chelsea também jogam - Ramirez e David Luiz.
A exemplo do último sábado de má memória, o Benfica parte em desvantagem para a final de hoje em Amsterdão. Uma desvantagem que decorre, como na do jogo de sábado, da História, mas também da mesma simetria de comportamento competitivo nesta altura da época, com o Chelsea a abordar esta fase final das competições em clara curva ascendente, bem evidente na forma como fechou o terceiro lugar na Liga Inglesa, em aproximação rápida ao City e a despedir-se de Arsenal e Totteham, deixando-os ambos a contas com o quarto lugar que dá Champions. E Vilas Boas a disputar o seu verdadeiro campeonato, mercê do objectivo declarado para a época: ficar à frente do Arsenal. Parece que não o atinge!
Ao Benfica, o desgraçado resultado de sábado, apenas acentuou fase descendente em que já há alguns jogos entrara. E, evidentemente, bem abalou os índices de confiança que se pretendiam reforçados para esta final.
A História, que como então aqui disse, não ganha jogos mas mete fantasmas lá dentro, aqui é diferente. E aqui há duas Histórias – uma velha e longa, feita das oito finais europeias do Benfica, e outra nova e curta, feita apenas do ano passado. Em que o Benfica foi superior e superiormente prejudicado, mas que foi o Chelsea a ganhar, até chegar a campeão europeu.
Pouco diz, esta História recente. Até porque este Chelsea que hoje se vai apresentar na Arena de Amesterdão é – parece-me claro – bem melhor que o que conquistou o título máximo do futebol que ainda hoje ostenta (o Chelsea poderá, se vencer hoje, tornar-se no primeiro clube portador, em simultâneo, dos dois maiores títulos europeus). A outra sim. É pesada: nas oito finais já disputadas o Benfica apenas ganhou as primeiras duas. Com ou sem maldição de Guttman, é a História!
Mas, como os recordes são para abater, também a História é para ultrapassar. Para ficar para trás, não fosse a História feita disso.
As finais são para se ganhar! É uma frase feita, mas também o paradigma do espírito vencedor. Disputar uma final só pode servir para a ganhar, mesmo que percebamos que há quem nos queira fazer crer do dever cumprido pelo simples facto de lá chegar…
Já o escrevi e não me canso de repetir - quem tiver memória do que foi o SPORT LISBOA E BENFICA antes de Jesus, só pode defender que ele continue!
Mas e sem Jesus, o SPORT LISBOA E BENFICA acaba? Será um Homem mais importante que uma instituição?
Não, claro que não - isso só acontece nos clubes pequenos.
Mas, seria uma vantagem a continuação de Jorge Jesus.
Porque sim, quer dizer, deve haver um motivo, mas confesso que o desconheço.
Gosto de pensar que sou do SPORT LISBOA E BENFICA porque o primeiro jogo de futebol que me lembro é o Benfica-Anderlecht (Bélgica), na final da Taça UEFA em 1983. Nesse dia o BENFICA empatou em casa e perdeu a final porque tinha sido derrotado por 1-0 na Bélgica.
Também me lembro da Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus que em 1988, em Estugarda, o BENFICA perdeu nos penalties com o PSV, da Holanda. Na altura, no pico da idade da estupidez, lembro-me de ter voltado as costas à televisão porque não conseguia ver os remates que podiam ou não trazer a glória. Perdemos, com o famoso remate do Capitão do SPORT LISBOA E BENFICA, o lateral direito Veloso (pai ou ex-pai do atual internacional Miguel Veloso).
Mas, da caminhada para a final, fica para a história, o jogo em cada com os Romenos:
Dois anos depois o SPORT LISBOA E BENFICA voltou à final dos Campeões, desta feita contra uma das melhores equipas de futebol que a Europa já conheceu: o A.C. Milan de Gullitt, Van Basten e Rickard.
Estes três, no arranque da década de 90 do século passado, eram, como hoje ter o Ronaldo e o Messi na mesma equipa.
Surpreendentemente, o BENFICA treinado por Eriksson, só perdeu por 1-0.
Obviamente, jogar as finais e perder pode parecer um mau motivo para ser do Sport Lisboa e BENFICA.
Talvez seja, mas quem, como eu, viu o BENFICA ganhar muitas vezes.
Quem, como eu, viu o BENFICA derrotar grandes equipas europeias, só pode estar grato pela final de hoje. Não é o topo do mundo, mas é mais um passo na caminhada que o clube está a fazer e que começou há dez anos.
Estas imagens servem, não para que a história se repita, mas para mostrar que a história faz-se de momentos bons e momentos maus, mas estar numa final europeia nunca poderá ser um mau momento.
Vamos aproveitar a oportunidade!
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.