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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

15
Mai13

Viva o Benfica!

Eduardo Louro

Não há vitórias morais. Mas… Viva o Benfica!

Não há sorte e azar. Mas há!

Não há bruxas. Mas até parece… O mesmo resultado, o golo no mesmo último minuto…

O Benfica foi superior ao Chelsea nesta final. Completamente: individual e colectivamente, técnica e tacticamente. Só não o foi no plano físico mas, mesmo aí e surpreendentemente – para quem tem visto os últimos jogos – o Benfica esteve bem. Não rebentou, embora a perspectiva do prolongamento fizesse temer o pior.

Jogou melhor, muito melhor que o Chelsea. Mas não chega. Para o Benfica nunca chega jogar melhor que os adversários. É sempre preciso qualquer coisa mais… Foi anulado um golo – que seria o primeiro do jogo – sem que ainda agora consiga perceber por quê. E sofreu logo a seguir um golo, que começa num lançamento longo do guarda-redes: nem devia valer!

O Benfica reagiu bem, não teve medo e continuou a ser melhor. Chegou rapidamente ao empate, e continuou por cima. Jorge Jesus tinha arriscado tudo, já jogava com Gaitan a lateral esquerdo. E perdeu Garay. Perdeu Garay, o melhor defesa, e com Enzo e Matic o melhor jogador em campo, e a oportunidade de mexer na equipa, esgotando aí as substituições!

Faltavam dois minutos para os 90 quando Lampard acerta no ferro da baliza de Artur. Era o sinal por que se esperava: tinha sido assim ao longo da competição, a seguir a uma bola no ferro o Benfica marcava. Voltou a ter oportunidade para isso, mas voltou a falhar, como tantas vezes tinha já falhado. E no último minuto… Se o primeiro nem devia valer, o segundo, então…

Nasce de um canto em que Jardel – que substituíra o Garay - é passarinho. Depois, continuou passarinho, a olhar para a bola, sem a atacar, deixando que o André Almeida deixasse sozinho o mais alto e melhor cabeceador do Chelsea, o sérvio Javanovic.

A bola foi ao centro, e Cardozo tem ainda mais uma oportunidade imensa de voltar a marcar. Não se percebe o que lhe aconteceu aos pés e voltou a falhar… É isso, nestas andanças não se pode falhar. A concentração competitiva e a força mental – que se trabalham, como a condição física e a qualificação técnica - são mais importantes que tudo o resto. Sem isso há sempre muito azar. É o nosso fado!

Claro que não há nada a apontar aos jogadores. Que, face ao que se passara no sábado, poucos esperariam que entrassem em campo como entraram. E que fizessem o jogo que fizeram. Claro que vamos ao aeroporto receber os jogadores em festa. Claro que no próximo domingo vamos encher a Luz, com aquela fé imensa, como os jogadores merecem. Mas estou farto do azar. Estou farto que, quando realmente importa, a sorte esteja sempre do outro lado…  

15
Mai13

Benfica!

Daniel João Santos

Definitivamente não venceu a melhor equipe em campo. Num grande jogo de futebol, Benfica e Chelsea, deram tudo e provaram porque razão chegaram à final da Liga Europa. Aquele lance do golo inglês mostra como o Chelsea tem muitos mais anos de topo na Europa do que o Benfica. Perdemos, mas perdemos com dignidade e mostrando como este Benfica é sem duvida um grande na Europa. A única coisa que me deixa a pensar, após esta final, é tentar perceber porque razão não se jogou assim no Estádio do Dragão no Sábado.

15
Mai13

É para ganhar!

Eduardo Louro

 

A exemplo do último sábado de má memória, o Benfica parte em desvantagem para a final de hoje em Amsterdão. Uma desvantagem que decorre, como na do jogo de sábado, da História, mas também da mesma simetria de comportamento competitivo nesta altura da época, com o Chelsea a abordar esta fase final das competições em clara curva ascendente, bem evidente na forma como fechou o terceiro lugar na Liga Inglesa, em aproximação rápida ao City e a despedir-se de Arsenal e Totteham, deixando-os ambos a contas com o quarto lugar que dá Champions. E Vilas Boas a disputar o seu verdadeiro campeonato, mercê do objectivo declarado para a época: ficar à frente do Arsenal. Parece que não o atinge!

Ao Benfica, o desgraçado resultado de sábado, apenas acentuou fase descendente em que já há alguns jogos entrara. E, evidentemente, bem abalou os índices de confiança que se pretendiam reforçados para esta final.

A História, que como então aqui disse, não ganha jogos mas mete fantasmas lá dentro, aqui é diferente. E aqui há duas Histórias – uma velha e longa, feita das oito finais europeias do Benfica, e outra nova e curta, feita apenas do ano passado. Em que o Benfica foi superior e superiormente prejudicado, mas que foi o Chelsea a ganhar, até chegar a campeão europeu.

Pouco diz, esta História recente. Até porque este Chelsea que hoje se vai apresentar na Arena de Amesterdão é – parece-me claro – bem melhor que o que conquistou o título máximo do futebol que ainda hoje ostenta (o Chelsea poderá, se vencer hoje, tornar-se no primeiro clube portador, em simultâneo, dos dois maiores títulos europeus). A outra sim. É pesada: nas oito finais já disputadas o Benfica apenas ganhou as primeiras duas. Com ou sem maldição de Guttman, é a História!

Mas, como os recordes são para abater, também a História é para ultrapassar. Para ficar para trás, não fosse a História feita disso.

As finais são para se ganhar! É uma frase feita, mas também o paradigma do espírito vencedor. Disputar uma final só pode servir para a ganhar, mesmo que percebamos que há quem nos queira fazer crer do dever cumprido pelo simples facto de lá chegar…

15
Mai13

Sou do Benfica

joaopaulo74

Porque sim, quer dizer, deve haver um motivo, mas confesso que o desconheço.

Gosto de pensar que sou do SPORT LISBOA E BENFICA porque o primeiro jogo de futebol que me lembro é o Benfica-Anderlecht (Bélgica), na final da Taça UEFA em 1983. Nesse dia o BENFICA empatou em casa e perdeu a final porque tinha sido derrotado por 1-0 na Bélgica.

 

 

Também me lembro da Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus que em 1988, em Estugarda, o BENFICA perdeu nos penalties com o PSV, da Holanda. Na altura, no pico da idade da estupidez, lembro-me de ter voltado as costas à televisão porque não conseguia ver  os remates que podiam ou não trazer a glória. Perdemos, com o famoso remate do Capitão do SPORT LISBOA E BENFICA, o lateral direito Veloso (pai ou ex-pai do atual internacional Miguel Veloso).

Mas, da caminhada para a final, fica para a história, o jogo em cada com os Romenos:

 

 

 

Dois anos depois o SPORT LISBOA E BENFICA voltou à final dos Campeões, desta feita contra uma das melhores equipas de futebol que a Europa já conheceu: o A.C. Milan de Gullitt, Van Basten e Rickard.

Estes três, no arranque da década de 90 do século passado, eram, como hoje ter o Ronaldo e o Messi na mesma equipa.

Surpreendentemente, o BENFICA treinado por Eriksson, só perdeu por 1-0.

 

Obviamente, jogar as finais e perder pode parecer um mau motivo para ser do Sport Lisboa e BENFICA.

Talvez seja, mas quem, como eu, viu o BENFICA ganhar muitas  vezes.

Quem, como eu, viu o BENFICA derrotar grandes equipas europeias, só pode estar grato pela final de hoje. Não é o topo do mundo, mas é mais um passo na caminhada que o clube está a fazer e que começou há dez anos.

Estas imagens servem, não para que a história se repita, mas para mostrar que a história faz-se de momentos bons e momentos maus, mas estar numa final europeia nunca poderá ser um mau momento.

Vamos aproveitar a oportunidade!

 

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