![Benfica da Champions tem mais encanto]()
O Estádio da Luz abriu hoje as portas da Champions - que só fechará em Maio do próximo ano, quando o pano cair - para que o Benfica recebesse o Anderlecht, no primeiro jogo da fase inicial da competição.
Na Champions é sempre importante ganhar, mas ganhar o primeiro jogo é-o ainda mais. Era por isso muito importante que o Benfica ganhasse este primeiro jogo, mas era-o ainda mais por ser em casa e frente ao adversário que, nas contas da UEFA –, porque saíra do pote 4 - seria o mais fraco do grupo. Se a tudo isto juntarmos o estado de saúde da equipa nesta fase inicial da época ficará tudo dito: o Benfica tinha obrigatoriamente de ganhar este jogo!
E ganhou, com dois golos na primeira parte: um logo no início, corria o minuto quatro, a deixar a ideia que tudo iria correr bem, e outro a meio, numa bela execução do Luizão, que de tosco não tem nada, como há muito se sabe e como ainda no sábado confirmara, com aquele calcanhar a tirar a bola da baliza e a negar o golo ao Paços de Ferreira.
Mas foi só isso: ganhou. O que, sendo fundamental, não é tudo!
Se a primeira parte, com aquele ritmo e aquela pressão que deixou a equipa belga – que vinha de peito cheio, a perceber por algumas declarações à imprensa – atordoada, provavelmente o que de melhor o Benfica fez até aqui, já a segunda deixa motivos para alguma apreensão. Especialmente porque deixou à vista a dificuldade da equipa em controlar o jogo. Sem bola não é possível mandar no jogo - sem mandar no jogo não se consegue controlá-lo -, e o Benfica não consegue ter bola. Viu-se com o Paços de Ferreira, que dividiu a posse (50%) de bola, e voltou a ver-se hoje: o Anderlecht teve mais bola porque o Benfica perdia-a com facilidade. Por falta da confiança que só os resultados trazem, e que afinal também este irá ajudar a trazer!
Às boas exibições individuais que se vão já vendo – é curioso que, numa avaliação individual, todos os jogadores estiveram hoje a bom nível, e alguns a muito bom nível, como Fejsa, por exemplo – falta entrosamento e faltam os equilíbrios colectivos. E há ainda, para além da reconhecida capacidade dos jogadores deste plantel, outros indicadores positivos. A equipa que hoje entrou em campo era muito diferente da que entrara no último jogo do campeonato, o que significa rotação de jogadores e, isso sim, gestão do plantel. A utilização dos mesmos jogadores em funções diferentes, como sucedeu com o Enzo, o Matic e o Maxi, é outra boa notícia. Mesmo quando não resultou em pleno, como foi o caso do Maxi quando entrou pouco depois da hora de jogo…
E pela primeira vez a equipa não sofreu golos. Espera-se agora que, abertas as portas da Champions, se abram as das boas exibições. E se fechem - às sete trancas - as da baliza de Artur!