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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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Visto da bancada Sul

28
Jan14

A Fiusa arrependida ou a birra do Xico Esperto

helderrod

Esta Taça da Liga está amaldiçoada. A maldição da trapalhada de Duarte Gomes (na Reboleira), de Lucílio (no Algarve), dos quinze minutos, dos jovens do SLB que têm que nascer 10 vezes para poderem jogar na Luz, sendo assim relegados ao Restelo e depois o caso do apito inicial.

Posto isto, depois da sinistra remontada do Benfica na segunda jornada ante o Gil Vicente, veio agora o seu Presidente muito magoado por ter sido ignorado pelos amiguinhos da Luz. Contra aquilo que manda a lei de uma forma inequívoca, o SLB puxou dos seus galões e remeteu os galos para a prática do come e cala, aliás idêntica ao célebre Estoril-Benfica no...ALLgarve (penso que será este um exemplo da xicoespertice tão clamada por Rui Santos). 

Agora, esta birra do leãozinho que quer ganhar na secretaria aquilo que não foi capaz de fazer em campo. Na verdade, bastava um toque no telemóvel para os jogos terem o seu início simultâneo. Mas, pergunto eu, porque razão os delegados da Liga não diligenciaram quando se aperceberam do tal atraso? Ironicamente, a segunda parte do Marítimo foi de um anti jogo atroz e dos 4 minutos os Sportinguistas poderiam adir mais 3 na espera. A dada altura, quando o jogador do Marítimo rebola para dentro do campo estando junto à linha lateral, queimando tempo à descarada, ouve-se o comentador referir que ali se perdera um minuto (não sabia se haveria de rir ou chorar). Depois o penalty sobre Carlos Eduardo aos 54 minutos que não é assinalado e agora parece não ter tido influência no resultado. Sei que custa muito, mas Ghilas foi claramente impedido de concluir o remate à baliza num penalty claríssimo, bem mais evidente que o mergulho de Dier que parece provocar o contacto ou da falta inexistente que esteve na origem do primeiro golo do Sporting. O leãozinho esqueceu-se da forma como o Marítimo foi roubado em Alvalade. O leãozinho merece o Óscar para o argumento da melhor ficção da birra do Midas do Futebol português.

Quem ficou a ganhar com tudo isto foi o golpe de Karaté do Sulejmani do Benfica sobre aquele que se considerou o melhor central da Liga para marcar o golo do Sport Portugal e Benfica, o qual caiu no esquecimento de todos...

Basta de demagogia. Chega! Joguem à bola.

E na verdade, considero que o Porto deveria apresentar a equipa B no jogo das meias finais. Deixem-nos lá ficar com a bicicleta. Para o Fiusa, um conselho: nunca peças a quem pediu e nunca sirvas a quem serviu....

 

Hélder Rodrigues

27
Jan14

Sem estratégia

Eduardo Louro

Já passaram dois dias e do Benfica ninguém desmentiu a venda dos direitos desportivos e económicos de André Gomes. Mesmo que, tanto quanto neste momento se sabe, a operação ainda não tenha sido comunicada à CMVM – nem esta entidade, ao contrário do habitual, tenha exigido qualquer esclarecimento – sou levado a dá-la por facto.

Não faço a mínima ideia se a venda do passe de André Gomes pelos propalados 15 milhões de euros, é bom ou mau negócio. Trata-se de um jovem que, apesar de deixar a ideia que é avesso a altas intensidades, já demonstrou com clareza que poderá vir a ser um jogador de primeira água, em que o Benfica, através deste seu treinador, pareceu apostar menos do que se justificaria. Logo, tanto poderá dizer-se que ainda não justificou tão elevado montante, como que tem potencial para a curto prazo valer mais do dobro. Não se pode por isso pôr em causa o valor da venda; apenas a sua oportunidade.

Mas nem mesmo isso é, do meu ponto de vista, o que mais importa. E assim sendo não é sequer a venda de André Gomes o que de mais importante tem a venda de André Gomes. O que de mais importante há para concluir desta operação é que o Benfica está sem estratégia, a navegar à vista e com muito pouca clareza, coisa de que há muito se desconfiava.

O presidente Luís Filipe Vieira começou a época, há apenas 5 meses, com aposta estratégica na Liga dos Campeões, razão pela qual recusou qualquer venda. O Benfica não estava obrigado a vender, e em ano de final na Luz justificava-se apostar tudo. Quatro meses depois, porque afastado desse sonho, o Benfica já era obrigado a vender. E por qualquer preço, como se começou a perceber… E sem nexo causal, as necessidades de encaixe já satisfeitas (40 milhões) não têm nada a ver com o prejuízo financeiro (10 milhões, no máximo) da saída da chamada liga milionária…

E muda de estratégia, que passa da aposta na Champions para a aposta no Seixal, na formação, o que, como se percebeu, abriu uma zona de conflito com o treinador. Para de imediato vender justamente o produto em curso em mais adiantado estado de acabamento.    

Estratégia é, por definição, um caminho claro e longo. Mudar de caminho ao sabor do que quer que seja pode ser muita coisa. Estratégia é que não!

Tudo isto é errático. E nada claro. O André Gomes não foi vendido a um clube, como é normal. Foi vendido a um empresário, coisa que LFV sempre disse não admitir no Benfica. Jorge Mendes irá agora cedê-lo a quem e nas condições que entender. Poderá até colocá-lo no Porto, que até acabou de deixar partir o Lucho Gonzalez…

 

25
Jan14

Não conta? Conta, conta!

Eduardo Louro

O Benfica fechou hoje o já garantido apuramento – era a única equipa apurada logo à saída da segunda jornada – para as meias-finais da Taça da Liga, num jogo em que defrontou o Gil Vicente no Restelo, que teve de pedir emprestado porque o relvado da Luz está doente, tanta foi a chuva que apanhou logo à nascença.

Numa semana em que, a propósito e despropósito – mais a despropósito, parece-me – tanto se falou de formação, o Benfica apresentou uma equipa baseada na sua formação e sem qualquer titular habitual. E com sete portugueses (e dois sérvios, um brasileiro e um argentino) à entrada e nove à saída – os dois sérvios foram substituídos por dois putos-maravilha portugueses, o Bernardo Silva e o Hélder Costa!

Não se pode falar numa exibição de sonho, mas tem de se dizer que esta equipa do Benfica fez uma grande jogatana. Jogaram à bola como gente grande, com exibições notáveis do Rúben Amorim – cada vez que joga é show de bola garantido – Ivan Cavaleiro e André Gomes e com os três suplentes que entraram, os dois acima e João Cancelo, a deixarem-nos água na boca, num domínio nunca visto entre equipas da primeira divisão. Basta lembrar que o Gil não fez um único remate!

No final da primeira parte ainda se pensou que seria por jogar contra o vento. Sabe-se que no Restelo o vento só não é tão famoso com os velhos porque no tempo de Camões ainda não havia futebol. Mas não, não era do famoso vento do Restelo, porque na segunda parte, com ele pelas costas as coisas ainda pioraram.

Mas o Benfica apenas ganhou por um a zero?

Pois, é verdade. Mas há atenuantes!

Umas vezes porque os dez defesas do Gil conseguiam impedir os jogadores do Benfica de rematar. Às vezes em falta, e ás vezes dentro da área. O árbitro só uma vez marcou penalti, mas nem assim deu golo – o Funes Mori atirou contra o guarda-redes e a recarga foi disputada pelos dois sérvios, que tudo fizeram para se anular um ao outro. Talvez por isso o árbitro tivesse evitado assinalar todos os outros… E como a bola não queria entrar, como mais uma vez provou no único golo registado no marcador, quando entrou, o árbitro achou que era uma violência contrariá-la…

Correndo hoje a última jornada tudo teria de ficar decidido. E o Braga, com cinco a zero perante um miserável Belenenses – cada vez que me lembro que foi uma equipa destas que roubou dois pontos na Luz até me dá uma coisinha má – também acabou por garantir o apuramento que, pelo capricho do sorteio e pela classificações do último campeonato, com o Sporting lá para baixo, praticamente lhe garante a presença na final. Pelo segundo ano consecutivo!

Sporting e Porto disputavam a honra e o privilégio de receber o Benfica em sua casa. Era – e acabou por ser – uma questão de golos. Passaram a semana a anunciar golos e mais golos, mas depois foi o que se viu. Saiu premiado o Porto – e o termo é esse, a vitória caiu-lhe do céu – e de fora ficou a melhor equipa do grupo, o Marítimo. Que já fora muito melhor que o Sporting, mesmo perdendo por 3-0 em Alvalade. E que hoje foi imensamente melhor que o Porto. Esteve a perder, deu a volta ao resultado, esteve sempre mais perto de fazer o terceiro do que de sofrer o empate, mas acabou por sofrê-lo e voltar a perder ingloriamente no último minuto.

Agora digam que a Taça da Liga não conta... Conta, como se viu. Mas também contam os banhos de bola. E em apenas três jogos o Porto levou dois. Dos grandes! 

25
Jan14

Saia um Óscar de Lucho!

helderrod

Ao contrário do que manda a lei, o comandante foi o primeiro a sair mas o barco não se afundou. Apesar da irrevogável derrota perpetrada pelos 95 minutos de bruxedo dos comentadores TVI, o Porto venceu de uma forma Kelvinística. Será que temos campeão?

 

Falem também do penalty sobre Carlos Eduardo (esse que vai ser esquecido). O jogo começou mais tarde, mas houve um penalty mais cedo!

Parabéns a Bruno de Carvalho pelo Óscar da Conspiração e pelo prémio da juventude.

 

 

Força, Porto!

 

Hélder Rodrigues

19
Jan14

8000007 razões para acreditar.

helderrod

Oito milhões é um número significativo que marca a passagem de adeptos pelo estádio do Dragão e as alegrias de lá advindas foram bem maiores do que as parcas tristezas que deixam alguns um pouco tontos de si. E é nessa perspectiva que devemos continuar a acreditar que a alegria irá prevalecer nas Antas. Deu-se hoje o primeiro passo para partirmos para o triunfo ante este ensaio sobre a cegueira. Acredito cega e convictamente que vamos ser campeões, porque nem sempre o Benfica poderá marcar golos em offside e nem sempre o Adrien poderá ficar em campo após tanta agressividade.

Depois, falta falar desse cabalístico número 7. Esse Quaresma que respira futebol e tem o dom de parar o Dragão por sete segundos como no jogo de hoje. A classe está lá e permanece intacta. Basta apurar a condição física para que o nosso Rapaz de Ouro (RQ7) possa catapultar o FC PORTO para o triunfo.

Para concluir, resta-me apenas lamentar o facto de Manuel Serrão não ter visto os golos de Varela e Carlos Eduardo. Ele que tire a venda dos olhos porque muitos golos virão!

 

ForÇa, Porto!

 

Hélder Rodrigues

19
Jan14

Regresso à tranquilidade

Eduardo Louro

 

Rodrigo bisa e Benfica mantém-se líder

(Foto daqui)

 

O Benfica confirmou o primeiro lugar, a que chegou na última jornada, com uma exibição tranquila perante o Marítimo, uma das boas equipas deste campeonato, que até lhe impusera a única derrota na competição, logo na primeira jornada. Não fora assim da última vez, que também fora a primeira da época e na companhia do Sporting, com aquele empate com o Arouca…

Percebeu-se desde o apito inicial do árbitro – mais uns errozitos, como alguns foras de jogo mal assinalados e um por assinalar, que por acaso até deu o segundo golo, tal como um penalti sobre o Markovic, que até veria amarelo – que o Benfica estava ali para ganhar o jogo. E que o Marítimo sabia jogar à bola, e que estava ali para isso!

Daí que, mesmo sem criar muitas ocasiões, fosse com naturalidade que surgiu o primeiro, de Rodrigo, tal como o segundo que, acima de tudo, resultou da forma como a equipa pressiona o adversário, logo na sua primeira fase de construção. Como, ao contrário do que sucedia com Artur, o Benfica tem agora um guarda-redes que é proactivo na defesa da sua baliza, não sofre golo de cada vez que o adversário cria uma oportunidade para isso.

Não seria preciso muito mais para ganhar este jogo, que na segunda parte só deu para treinar na defesa de bolas paradas, com muitos cantos e livres para  anular. Que nos tempos de Artur tantos golos davam... 

O Matic? Hoje ninguém se lembrou dele!

18
Jan14

A infalibilidade do Papa

Eduardo Louro

A arbitragem de Artur Soares Dias no clássico do passado domingo foi completamente desastrada, em prejuízo nítido, claro e permanente do Benfica até ao segundo golo, aos 53 minutos de jogo, logo depois do mais inacreditável de todos os erros – o corte com a mão, de Mangala, bem dentro da área, à sua frente, bem à sua frente. A partir desse erro(?) capital, porque, como aqui escrevi depois do jogo, “viu que toda a gente viu que ele viu” o árbitro não resistiu à perturbação e, como também então escrevi, “desatou a fazer mal sem olhar a quem”, com uma incrível sucessão de decisões absurdas, em prejuízo de qualquer das duas equipas e do próprio jogo.

No final do jogo, curiosamente, ninguém se referiu à arbitragem verdadeiramente inaceitável de Artur Soares Dias, que Pinto da Costa quer agora transformar no Proença do Porto. Jorge Jesus porque, já se sabe, não sabe o que é comunicação nem faz ideia para que servem as conferências de imprensa, mas também porque ganhou, percebendo-se que, com o que para ele significava aquela vitória, não restasse espaço para mais nada -, e o Paulo Fonseca porque a vergonha pela exibição da sua equipa não lhe permitiu mais que dar graças a Deus por só ter levado dois, reconhecer a justeza da vitória do Benfica – o que para Pinto da Costa é apenas o maior dos pecados – e proclamar a sua confiança cega de que na última jornada será campeão.

Pinto da Costa, que sempre que não ganhou na Luz nunca deixou de vir a terreiro reclamar da arbitragem, estranhamente ficou calado.

Os comentadores portistas espalhados pelo universo mediático, que são normalmente parte integrante da máquina de comunicação azul e branca, potenciando os erros da arbitragem - que fazem como ninguém – reconheciam o mérito da vitória do Benfica. E unanimemente reconheceram que era a actuação da equipa, e não a arbitragem, que tinham de responsabilizar pela derrota. Porque Pinto da Costa apenas tem responsabilidade nas vitórias, fustigaram – alguns achincalharam, sem dó nem piedade - o treinador.

A meio da semana houve jogos da Taça da Liga. Jorge Jesus aproveitou para dar mais uns tiros no pé – não há volta a dar-lhe –, desta vez com as 10 vezes que preciso nascer para substituir o Matic, e o Paulo Fonseca muito satisfeito com a goleada ao Penafiel que lhe garantia a liderança no grupo. E Pinto da Costa aproveitou para elogiar a filha de Eusébio…

No final da semana tudo mudou. Pinto da Costa renovou a confiança no treinador – já agora um aviso, Paulo Fonseca: se a sua mulher lhe diz todos os dias que o ama, é melhor começar a desconfiar – e atirou-se ao árbitro com uma violência pouco vista. E obrigou-o a rectificar as declarações do final do jogo, e a fazer aquela triste figura de dizer que não falara da arbitragem propositadamente para testar os jornalistas. que só querem destabilizar o Porto.

Foi até desenterrar Calabote – coitado do Calabote, que foi irradiado por um único jogo, o último de um campeonato que o Porto até ganhou, em igualdade de pontos com o Benfica, que seria o último antes do apagão de 19 anos, ao pé dos Martins dos Santos, Calheiros, Augusto Duarte… - para acentuar a nova tese de que a derrota da Luz é da responsabilidade da arbitragem de Soares Dias. Não é Paulo Fonseca, porque é ele o responsável por esse erro de casting. Não é da equipa, porque é ele o responsável pelas contratações. E ele, como se sabe, não erra. Protagoniza a infalibilidade papal. Se não mesmo divina! 

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