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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

31
Dez14

Ora aí está ela... De novo.

Eduardo Louro

 

Repetindo, embora, o resultado do jogo de despedida para Natal, foi bem melhor – pior seria difícil – esta exibição de regresso do Benfica. Teve alguns bons apontamentos, não muito constantes, é certo, e criou muitas – mais de uma dezena – oportunidades claras de golo.

Jorge Jesus apresentou – e muito bem, nesta altura do calendário outra coisa não faria sentido – uma equipa com os jogadores mais utilizados nesta fase da época, em que continuam de baixa muitos dos principais jogadores do plantel. De fora só ficou Gaitan (entrou para a segunda parte), porque Enzo, claro, já não conta, já está em Valência. E confirmou-se que não passou de boato aquela notícia do sucesso da clonagem no laboratório de Jesus. Não há hoje dúvida nenhuma que o processo falhou, e Pizzi não é mais a opção que pareceu tão óbvia naquele jogo de despedida da Champions. Hoje Jesus até o colocou na posição que era a iniciai de Enzo, o que poderá deixar a ideia que tudo terá de começar de novo. E de início. Por isso voltou a insistir em Talisca, que voltou a mostrar que não é aquela a sua praia. E depois em Samaris…

Mas não há volta a dar: desta vez não há Manel! E como o modelo é inalterável … desconfio bem que este Janeiro vai ser diferente dos anteriores…

Por agora o que conta é a Taça da Liga, onde, agora que já é uma competição que conta, o Benfica tem muito a defender. Por isso, depois do Sporting, ontem - no tal jogo do Bruno de Carvalho –, e do Porto hoje – em Vila do Conde, à conta de um penalti descaradíssimo (o Casimiro agarrou na bola e passeou com ela debaixo do braço pela grande área fora) que, no último minuto, o árbitro portista Rui Costa não quis ver - terem ganho, foi importante para o Benfica começar também a ganhar.    

 

21
Dez14

Medonho

Eduardo Louro

 

Os primeiros dez minutos foram medonhos… Os últimos dez foram de puro terror!

Os primeiros dez deixaram-nos em choque. Sem nada que o fizesse esperar, o último do campeonato - mais que último, ultimíssimo - que ainda não conseguiu ganhar um jogo que fosse, entrou a mandar no jogo. E a rematar. Mal, mas também não se pode pedir muito a esta equipa do Gil Vicente. Foram 10 minutos assim. O Benfica, sem Enzo, não funcionava. No seu lugar estava, estranhamente, Talisca. Estranhamente porque – dizia-se – o trabalho de laboratório de Jorge Jesus tinha produzido em Pizzi um clone do argentino. O último jogo da champions, na semana passada, na Luz com os alemães das aspirinas, tinha servido para apresentar esse último sucesso de laboratório. A seguir, no Porto, com Enzo, Pizzi ainda entrou para os últimos minutos e na passada quinta-feira, quando Jesus resolveu ao intervalo dar descanso ao internacional argentino e perder o apuramento para os quartos da Taça, foi ao novo clone que recorreu.

A coisa não correu bem, como se sabe, mas daí a ser razão para deitar tudo fora… Não dá para perceber!

Passados que foram esses primeiros 10 minutos medonhos, as coisas começaram a compor-se. Sem nunca jogar bem, mas com o jogo controlado, o Benfica chegou ao golo por volta da meia hora de jogo. Um golo irregular, obtido numa recarga de Gaitan a um remate do Maxi, em fora de jogo, ao poste.

Pensou-se na altura que era o costume: o mais difícil estava feito, a partir dali viria uma enxurrada de golos que trataria de cobrir de ridículo as habituais reclamações dos nossos adversários. Quando se ganha por quatro ou cinco o que é que importa um golo em fora de jogo?

Não foi nada disso. Os primeiros minutos da segunda parte encarregaram-se de matar essa ideia. E quando, à hora de jogo, a primeira substituição é para fazer entrar o Tiago ou o Bebé – ou lá o que é – ninguém queria acreditar. Era claro que o pior ainda estaria para vir, e que não havia forma nenhuma de fugir das habituais provocações dos adversários. Desta vez, se conseguisse segurar o golito em off-side, seria mesmo uma vitória com o selo da arbitragem, também ela má, como o jogo, de um João Capela realmente muito mau!

E lá vieram os 10 minutos finais que aterrorizaram toda a gente. Até Jorge Jesus que, no fim e depois de alguns minutos para se recompor, veio pedir a união e o apoio dos adeptos… Mas desconfio que também ajudaria se ele explicasse por que é que, à primeira dificuldade, desiste das apostas que faz crer que trabalhou… Ou o que é que viu, e continua a ver, no tal Bebé … É que não basta mudar o nome às coisas!

20
Dez14

O frio e a imPACIÊNCIA

helderrod

E assim termina 2014 no que ao campeonato diz respeito. Num jogo tépido em noite fria, o FC Porto cumpriu e venceu um Setúbal encolhido e recolhido na limitação evidente desta época. Há sextas-feiras em que os Domingos não deviam sair de casa. É que aquelas declarações sobre a arbitragem são no mínimo desenquadradas com os factos e talvez sejam justificadas apenas pela clara dificuldade de Paciência em gerir os parcos recursos da sua equipa. Fica a sensação que este treinador merece outros voos. Aliás, foi claro o condicionamento da possibilidade deste treinador ter sido campeão pelo Braga. Mas isso são túneis que não são para aqui chamados... O que é lamentável são os assobios minoritários e insignificantes, mas suficientes para serem enfatizados pela imprensa e por comentadores que gostam pouco do sucesso azul e branco. Aliás estes assobios também pouco devem à legitimidade. Provavelmente, viram apenas dois golos os emissores do assobio porque vale a pena sair mais cedo do estádio a assobiar para o lado e evitar o trânsito caótico das imediações do Dragão. Para a próxima, fiquem em casa! Assobiem mais alto para o vizinho ou treinem a grafia da graça do nosso treinador. Ou até procurem assistir a um desfile de moda do Manão Sarriel e relembrar os laivos eloquentes dos Machados e dos Oliveiras. Mais vale fazer isso!!!! O ano que agora encerra foi difícil, mas fica aqui a esperança de que 2015 traga o brilho e o triunfo que o melhor clube português merece. Força, Porto!                                                Hélder Rodrigues

18
Dez14

A prioridade é o campeonato...

Eduardo Louro

... Mas também não era preciso tanto!

Depois de perder em Braga, num jogo que acabou com o mesmo desfecho e na única derrota no campeonato, o Benfica saltou fora da Taça. Desta vez na Luz, onde o Braga só uma vez tinha ganho, já lá vão 60 anos... Este também é um recorde de Jesus, que uma vez, então treinador do Braga, numa visita à Luz e após mais uma derrota disse que, ganhar na Luz, só na playstation.

O jogo não foi muito diferente do do campeonato, em Braga. O Benfica jogou bem, marcou primeiro e foi imensamente superior. Do outro lado um guarda redes, que nem sequer foi o mesmo, que defendeu tudo. E três remates... dois golos, em duas inacreditáveis ofertas. Primeiro de André Almeida, depois do Ola John, que ainda não conseguiu perceber o objectivo do jogo!

Por isso, porque o Braga não foi nenhuma surpresa, Jorge Jesus também tem culpas no cartório. Especialmente quando, ao intervalo, tirou Enzo Perez. Porque perdeu o mais influente e decisivo jogador da equipa - e que, por castigo, nem sequer pode jogar o próximo jogo do campeonato - e porque Pizzi nunca se encontrou. Porque facilitou, e pior que facilitar, transmitiu uma ideia de facilitismo!

É futebol? Se calhar é... E no ano que aí vem já só há campeonato. E Taça da Liga... É pouco, muito pouco para tanto jogador... Estão a perceber?

18
Dez14

A consciência paradoxal

helderrod

Permitam-me discordar de tudo o que tenho lido e ouvido dizer sobre o clássico. Na minha opinião mandar bater duro no adversário não me parece ser táctica. Táctica é movimentação e disposição no terreno de jogo. "Dar Pau" ainda não pode ser convencionado, apesar de no último jogo do Dragão a permissividade e tolerância de Jorge Sousa perante a dureza dos laterais do slb ter sido obviamente imensa. Assim torna-se fácil parar Brahimi. Dar porrada nos extremos do Porto não é digno de admiração. Trata-se de futebol negativo à guisa de um amadorismo primário. Paradoxalmente, vem agora JJ apelar ao bom senso do árbitro para o jogo da taça com o Braga. Chamar-lhe-ia um acto reflexivo do género" não olhes para o que faço" olha só para o que digo. O clássico merecia ter tido uma análise mais séria. Tive a oportunidade de rever a transmissão do jogo num canal estrangeiro e é impressionante a abissal diferença na leitura do jogo. Bem mais concreta e fidedigna do que realmente aconteceu no passado Domingo. Aliás se o Benfica jogar assim na Europa (para o ano que vem) jamais poderá terminar o jogo com 11...

16
Dez14

Como te chamas? Sarrel Manão ou Anteira Olivónio?

helderrod

Os últimos dias que se seguiram ao clássico do Dragão têm vindo a espoletar algo que considero muito grave. Tal como diz o ditado "mais vale cair em graça do que ser engraçado", esta ideia chauvinista e perigosa de virem a público em programas desportivos trocar o nome do treinador do Porto de forma persistente e inusitada tem que ser alvo de apreciação. Com certeza que o Manuel não gostaria de ser o Sarrel Manão e consequentemente ver o seu trabalho no estrangeiro ser enxovalhado em público. Como é óbvio todos são livres de opinar (ainda bem). Porém, parece nascer em Portugal uma espécie de chauvinismo anti Lopetegui, facto que é reprovável. António Oliveira (respeitável jogador e treinador) terá sido vítima de um fenómeno idêntico quando foi treinador do Bétis de Sevilha durante uns dias. Mas isso esquece ele agora quando vem igualmente à troika de ataque deixar um memorando vergonhoso e deselegante sobre o treinador basco. Queira o senhor Anteira Olivónio saber que os portistas também têm memória, o que poderá vir a ser significativo para eventuais futuras pretensões do mesmo no grande Futebol Clube do Porto. Sejam construtivos entre portistas! Hélder Rodrigues

15
Dez14

Este meu dedinho nunca me enganou...

Eduardo Louro

 

... Basileia, pois claro... Para uma equipa de Champions tem se ser assim... Se até numa final foi possível encontrar um Monaco...

Mas, cuidado: Lopetegui já disse que era um adversário muito difícil. O que nem sequer é novidade: os adversários são todos muito difíceis. Académica ... muito difícil... Arouca... muito difícil... O adversário de ontem é que em momento algum foi difícil.

15
Dez14

O Triunfo do futebol negativo

helderrod

No clássico de hoje, podemos afirmar que nem sempre ganham os melhores. Hoje vi pela primeira vez um autocarro em pleno Dia de Clássico e não foi o autocarro de que tanto se queixaram na semana passada. Hoje vi uma equipa vestida de vermelho que me fez lembrar o Salgueiral. Assim jogava sempre o Salgueiros nas Antas: fechadinhos, durinhos e cínicos a queimar tempo. A verdade é que hoje o jogo foi este. Uma equipa a tentar construir (nem sempre bem) e outra a destruir (o que por norma é mais fácil). É fácil branquear-se alguns aspectos dos jogos. Mas eu recordo nas presentes palavras que Maxi passa impune no capítulo disciplinar: joga com a mão, empurra, dá pancada e faz até arremessos manuais de legalidade muito discutível. Porém, tudo normal! Aliás, até o Oliveira entrou no folclore da troika de ataque ou mesmo quadrilha, considerando as intervenções irónicas de Hugo Gilberto. O senhor Oliveira pensa que nós portistas (que lhe reconhecemos muito mérito) já nos esquecemos dos seus devaneios tácticos de teimosia. O que deveria Lopetegui fazer? Pôr o João Manuel Pinto a avançado para conseguirmos empatar com o Setúbal nas Antas? Quanto é que lhe pagam para ser o bombo da festa? Lamentável....Esqueceram-se todos da forma como o Benfica perdeu os dois últimos campeonatos e criticam a ideia que Lopetegui procurou transmitir sobre a possibilidade de virmos a ser campeões? Dizer que já hipotecamos o campeonato é grave. Bem mais grave do que a atitude benfiquista na Madeira que já se considerava detentora do título.

Na retórica futebolística, podemos muito bem advogar o facto de que hoje ganhou uma equipa que fez três remates à baliza. Ganhou o cinismo e o Jesus (o mais recente admirador do catenaccio) parece estar já a testar o futebol italiano. Hoje o futebol negativo, o antijogo e o cinismo venceram. Mas hoje não interessa falar disso. Hoje importa abafar o desaparecimento encarnado das competições europeias.

Contudo, quem joga assim no Dragão ganha uma vez em dez possíveis. Parabéns à treta e ao senhor árbitro que permitiu a presença de Júlio César na baliza deste jogo por poupá-lo de um segundo amarelo, após um atraso deliberado que ia dando golo não fosse a boa defesa do inocentado transgressor.

É claro que ainda acredito! Basta sermos mais assertivos e pragmáticos em alguns momentos do jogo, até porque nem sempre vamos apanhar equipas tão defensivas como a de hoje.

Hoje deu-se um triunfo. O triunfo do futebol negativo.

 

Força, FC Porto!!!!!!

Hélder Rodrigues 

P.S. Na vitória anterior do SLB no Dragão, o resultado e o furor foram idênticos. O resto vocês já sabem. Liguem a rega e apaguem as luzes!

14
Dez14

Levados ao colo

Eduardo Louro

 

Hoje foi Dia de Clássico. Mas era um dia especial... Não se cansaram de fazer correr por aí que este era o dia das bruxas do Benfica. O dia de todos os fantasmas, dos papões e do lobo mau. A 14 de Dezembro de não sei quando, o Porto ganhara ao Benfica por não sei quantos. Tudo isto não sei quantas vezes…

Também a 14 de Dezembro, há 28 anos, diziam, acontecera qualquer coisa em Alvalade, não sei bem o quê… De tudo isto se fizeram os jornais e os programas de rádio e televisão durante a semana. “Assalto ao primeiro lugar” – com quatro palavrinhas apenas se enchiam as capas dos jornais. Tinha chegado a hora de colocar o implacável Porto de Lopetegui no lugar que é seu por direito divino: o primeiro!

Nada disto assustou ninguém. Desta vez ninguém teve medo… Não havia papão, nem lobo mau!

A começar, como tinha que ser, por Jorge Jesus. Muitas vezes dado a invenções, como bem sabemos. Lima tinha de jogar, porque Talisca tinha de jogar, e já se percebeu que Talisca é Talisca, transportador de jogo e desequilibrador quando o Lima lá anda, a abrir espaços por onde ele possa entrar. A partir daí já se sabe: Gaitan, Enzo e Salvio são de confiança… Só faltava que o Samaris confirmasse a sua evolução na adaptação às exigências que Jorge Jesus lhe colocou. Confirmou, e pronto… Lá foi o Benfica levado ao colo para a parte de cima do jogo. Onde esteve sempre, á excepção dos últimos 10 minutos quando, depois da saída por lesão do capitão Luisão, o Benfica se deixou encostar lá atrás e permitiu ao Porto duas oportunidades de golo. Duas!

O Benfica ganhou um jogo que não podia ter deixado de ganhar. Foi mais equipa, muito mais adulta e, quando chegou a altura própria, com as melhores individualidades. Ganhou com indiscutível mérito, reconhecido por toda a gente. Excepto o Sr Lopetegui...  Mas quando o discurso do treinador do Porto é o que é (orgulhoso da exibição, e que a jogar assim o título fica mais perto) isso é irrelevante!

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