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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

17
Jan15

Tudo com dantes... E o quartel general?

Eduardo Louro

 

Com a desvantagem de 6 pontos para o Benfica a manterem-se teimosamente desde que, há 4 jornadas atrás, os campeões nacionais foram ganhar categoricamente ao Dragão, o Porto decidiu fazer ressuscitar Pedroto e renascer Pinto da Costa. 

Pretendendo fazer ignorar que esses seis pontos de diferença se devem à claríssima vitória do Benfica no Dragão, que não fosse esse resultado e ambos estariam com os mesmíssimos pontos, na contingência de não conseguir por si só evitar o bi-campeonato do rival, a estrutura do Porto volta-se para os jogos de bastidores da arbitragem, donde verdadeiramente nunca saiu. Tudo como dantes... 

O aniversário do falecimento de Pedroto, o mentor da estratégia, já lá vão quase 40 anos, e o regresso de um dos seus agentes comunicacionais a um programa televisivo ao serviço da causa, foram a alavanca deste regresso em força aos velhos métodos. Lopetegui, que tanto demorou a entender o futebol de cá, e que tanto tempo perdeu em experiências com  jogadores que tinha obrigação de conhecer bem foi, desta vez, muito rápido a perceber a coisa. Não diz palavra (em) que não (se) meta árbitros!

Há quatro anos atrás, a última vez que o bi-campeonato poderia ser hipótese, trataram de tudo logo no início, e á quarta jornada já levavam 9 pontos de vantagem... No ano seguinte deixaram para mais tarde, e a coisa começou a dar resultados em Coimbra, com Carlos Xistra - justamente o árbitro para este jogo do Benfica no Funchal, o último da primeira volta - para acabar em beleza com o inevitável Pedro Proença no jogo do título, na Luz. E há dois anos foi já mesmo no fim, com Paulo Batista - por mera coincidência o árbitro do penúltimo jogo, em Penafiel (e, já agora, Rui Costa, do Porto, foi o árbitro escolhido para o último jogo, com o Guimarães). No ano passado aquilo foi tudo tão mau que não havia nada a fazer!

Com o campeonato a virar para a segunda volta e com o calendário do Benfica a apertar, numa sequência que começou em Penafiel para prosseguir, na Luz, com o terceiro classificado, na Madeira, com o Marítimo, em Paços de Ferreira e com Alvalade já aí, quando o Benfica exibe níveis exibicionais e de confiança em ascensão, este é o momento escolhido para este ano. 

Faixas, atrasos a ocupar as bancadas, repetir incessantemente benefícios alheios e prejuízos próprios em jornais e televisões até que passem a verdades, tudo vale para condicionar arbitragens e respectivas nomeações. Nada portanto de novo nesta estratégia portista. Sempre assim foi, quando não foi muito pior, como todos nos lembramos e o "apito dourado" haverá de guardar para a posteridade.

Poderia até pensar-se que entretanto muita coisa mudou, que a máquina portista está velha e gasta, e que no quartel general há gente séria, sem medo e imune a pressões. Mas aí está Carlos Xistra, já amanhã...  Com quem o Benfica, sempre com erros grosseiros, conquistou apenas 17 pontos (perdeu 10) nos 9 jogos que disputou, e com quem o Porto conquistou 36 nos (perdeu 6) nos 14 jogos que lhe arbitrou ...

E Artur Soares Dias em Penafiel, onde o emprestado Quiñones não jogará. Sem ponta de polémica, evidentemente... 

14
Jan15

Um jogo que deu para tudo...

Eduardo Louro

 

Deu para tudo, este segundo jogo do Benfica na Taça da Liga, com o Arouca. Deu para goleada (4-0), e deu para bons bocados de excelente futebol, a deixar-nos sem dúvidas nenhumas que é mesmo Janeiro. Com os outros, ou com estes, regressou o tempo da nota artística... Deu - meio jogo, mas mesmo assim... - para Rui Fonte (pouco intenso, mas vem de uma lesão) e Gonçalo Guedes (a mostrar muito, mas também muita ânsia de mostrar)... Deu para mais duas baixas nas baixas, depois dos regressos de Salvio e Eliseu, hoje foi a vez de Sílvio e Sulejmani regressarem. E de que maneira...Deu também para mais uma lesão, em mais um central. Agora foi o César, que já estava a carburar...

E deu para uma grande exibição do Pizzi, de novo no papel de clone de Enzo, a deixar a ideia - já percebida na despedida da Champions, há um mês atrás - que, dentro do plantel, é quem melhor substitui o argentino. Se conseguir manter o nível desta noite, não restarão muitas dúvidas! 

11
Jan15

Capelas, Igrejas e Catedrais

helderrod

Numa semana em que a força da representação icónica foi sobejamente enfatizada, importa destacar a imagem postada no Dragão. Aparentemente já utilizada noutro contexto (daí a aparição de Eusébio na imagem como concluí com um amigo no Estádio nesse momento) a tarja resume a realidade deste campeonato. Estando apenas ali a faltar uma frase para as capelinhas... Em mais uma noite fria no Dragão, destaque-se também as palmas sentidas no minuto trinta recordando-se o grande José Maria Pedroto. Numa boa primeira parte (assim tivéssemos jogado com o Boavista), o Porto esteve muito bem a cumprir a sua obrigação e mais uma vez marcou no último segundo como que a pressagiar que é preciso lutar até ao fim e estar sempre com a equipa. Haja esperança, garra e força como a de Jackson e Oliver destaques do jogo com o Belenenses. Acreditemos até ao fim, porque quando começam a exaltar a nota artística e as exibições de sonho possam ser as cascas de banana da Madeira a dar um ar da sua graça. A ver vamos! Força, Porto! Hélder Rodrigues

10
Jan15

Boas notícias: é Janeiro!

Eduardo Louro

 

Estamos em Janeiro. A 10 de Janeiro, e a tradição ainda é o que era… Tem invariavelmente sido assim: em Dezembro as coisas correm mal, mesmo com exibições medonhas, Depois vem Janeiro, saem até jogadores fundamentais e de repente o Benfica de Jesus começa a jogar bem, e de titubeante passa a demolidor.

Era justamente por isso que aqui vinha suplicando por Janeiro…

Sob o comando de um deslumbrante Gaitan, hoje capitão, o Benfica fez uma primeira parte brilhante, a roçar a perfeição podendo ter chegado aos cinco ou seis golos. Na segunda parte, sem nunca ter perdido o domínio e o controlo total do jogo, mau grado algumas falhas de concentração na parte final, a exibição do Benfica não teve o mesmo brilho. Mas teve mais golos!

Nunca pelos benfiquistas – jogadores e adeptos – passou qualquer tipo de ansiedade. O jogo teve um único momento em que alguma dúvida, ou mesmo alguma inquietação, se possa ter apoderado de alguns. Certamente que ao minuto 35 da primeira parte, quando a bola, desta vez rematada por Jonas, bateu pela terceira vez nos ferros, alguns dos muitos adeptos que acreditam em bruxas, terão receado que alguma coisa pudesse vir a correr mal!

Não correu, e o azar ficou-se pelas três vezes em que a bola foi rechaçada pelos ferros, quando bem poderia ter ficado anichada nas redes do Vitória de Guimarães. O árbitro, Rui Costa – mais um árbitro do Porto, têm sido todos de enfiada – também ainda fez alguma coisa para que houvesse bruxas, mas nem isso resultou. Porque jogar bem é sempre o caminho mais fácil para o sucesso, contra o que quer que seja!

Janeiro chegou quando tinha que chegar, quando o calendário o assinala. E aí está, com a equipa sem sofrer golos e com os jogadores lesionados a começarem a regressar. Hoje foram o Eliseu (e logo a tempo inteiro) e o Salvio. Para além do Sílvio que, se já é convocado, é porque já está recuperado.

E o Gaitan atravessa apenas o melhor momento da carreira. Está verdadeiramente fantástico...

Só boas notícias!

05
Jan15

Eusébio, um ano depois...

Eduardo Louro

 

Eusébio partiu há um ano. Faz hoje... Ninguém o esqueceu, os fumos negros nos braços das camisolas encarnadas lembraram-no durante todo um ano. Ainda ontem lá andavam, mesmo que ontem as camisolas fossem também elas pretas...

E a partir de hoje tem o seu nome numa avenida de Lisboa, ali mesmo à beirinha do Estádio da Luz, a sua casa eterna.

04
Jan15

Pragmatismo e nota artística

Eduardo Louro

 

Esperávamos ansiosamente por Janeiro, como aqui tenho repetidamente dito. Não por eventuais aquisições, muito menos pelas saídas esperadas (Enzo, que já lá está, feliz, como se vê, e até já jogou e ganhou ao Real Madrid) ou inesperadas (a saída de Gaitan é uma ameaça constante até ao final do mês), mas porque é a altura da época em que, já com os motores bem aquecidos, o Benfica de Jorge Jesus tem disparado para as grandes exibições.

Afinal, desta vez, com a chegada de Janeiro veio o primeiro balde de água fria. Gelada. Não, não foi o jogo de hoje, com o Penafiel. Foi a declaração do presidente Luís Filipe Vieira, numa entrevista a um jornal desportivo, segundo a qual, a partir de agora ... acabou-se a nota artística… Que o Benfica vai ter que ganhar, mas sem nota artística!

Foi a olhar para estes dois extremos opostos – a fé no boom de Janeiro, e o cair na real do presidente – que hoje olhamos para o jogo do Benfica, hoje em Penafiel. E na maior parte do jogo o que vimos foi mesmo o Benfica anunciado pelo presidente a que, depois, ouvimos chamar pragmático. Um estranho pragmatismo, quando pela frente estava uma das muitas fracas equipas deste nosso campeonato…

Depois, nos últimos 25 minutos, já se viram algumas coisas dignas de alguma nota artística. O Benfica dominou e controlou o jogo em absoluto e acrescentou mais dois golos ao resultado. Mas aí já o Penafiel estava a jogar com menos um, por expulsão de um jogador tão conhecido por deixar a pele em campo como por arrancar a dos adversários.

Com mais ou menos nota artística, com mais ou menos pragmatismo, o Benfica ganhou bem um jogo que, mais golo menos golo, não poderia ter outro desfecho. O Penafiel fez dois remates em todo o jogo!

E como o Benfica já não está na Taça, o capitão Maxi lá levou com o quinto amarelo. E, ao contrário do Nani, lá se foi o pragmatismo e escapou ao vermelho… para ficar de fora no próximo jogo. Que é com o terceiro, o Guimarães!

03
Jan15

LE CALCANHAR PORTif

helderrod

No arranque do novo ano, o FC Porto trouxe-nos uma mão cheia de golos de qualidade num terreno aparentemente fácil. Os primeiros 20 minutos que o digam! Mas a verdade é que hoje houve envolvimento e dinâmica e fundamentalmente o facto de nunca ter tirado o pé do acelerador. Esta é a questão. Ir para cima do adversário. Criar oportunidades e concretizar. O Porto foi tudo isto hoje. Foi interessante ver um enorme Oliver (o melhor em campo na minha opinião), um Brahimi que respirou futebol e um incansável Jackson que é já o segundo melhor marcador estrangeiro de sempre do clube azul e branco. Nasceu também aqui um novo exemplo. A ideia de nunca ter medo de chutar e de se arriscar com maior frequência o remate de longa distância quando as equipas se fecham. O golo de Casemiro confirmou-o. Por vezes é necessário procurar uma porta ou uma janela aberta no autocarro para desbloquear o resto de uma partida! Acrescente-se neste particular a possibilidade de Casemiro ter ultrapassado um momento menos bom na precisão dos passes. Uma palavra para José Mota que, ao invés de desculpar o seu pupilo, deve chamá-lo à atenção que não pode protestar daquela forma a decisão de um lance. É que ao contrário do que este quis aventar, o primeiro amarelo não decorre da falta, mas dos protestos veementes do jogador! Bem que podia ter feito mais barulho na jornada anterior! Enfim... Força, Porto! Hélder Rodrigues

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