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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

25
Mar16

Bulgaridades

Eduardo Louro

 

Não. Não é o guarda redes búlgaro o responsável por tanta bulgaridade. Nem sequer é daqueles jogos que se possa dizer que a bola não quis entrar... Que Ronaldo e Cª bem poderiam lá passar o resto da noite que nunca conseguiriam meter a bola dentro da baliza. Com aquela incompetência, é que não. 

Nem o guarda-redes búlgaro fez uma exibição como se diz, nem nas dezenas de remates da equipa portuguesa terá havido mais que dois ou três com qualidade suficiente para resultarem em golo. Nem de penalti! O que se passou foi simples de entender: nos primeiros dez minutos, com um remate a cada minuto e quatro oportunidades de golo, os jogadores convenceram-se que aquilo seria fácil. Mas não era. Como nunca nada é fácil para uma selecção desiquilibrada e sempre dependente de Cristiano Ronaldo. E, francamente, muito vulgar. Cheia de bulgaridades...

24
Mar16

Morreu o mestre

Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

 

Morreu Johan Cruyff!

Mais que uma lenda do futebol, foi quem provavelmente mais contribui para o que é hoje este grande espectáculo, que não do negócio, do qual - curiosamente - se demarcou como poucos. Primeiro, como jogador único, dos poucos com lugar reservado no Olimpo. Do restrito número dos três ou quatro que poderão ser apontados como os melhores de sempre. Depois, como mestre do futebol. Cruiff não foi um treinador, embora tenha sido como treinador que inventou o actual Barcelona. O seu Barcelona. Foi um mestre que pintou futebol e que espalhou a sua arte pelo mundo!

Mas foi ainImagem relacionadada um mestre que, mais que saber, acrescentou mundo ao futebol, rompendo com todos os estereotipos que o apequenavam. Sempre irreverente. Sempre altivo. Sempre vertical, a nada se dobrando. 

E nisto não há quatro, nem três, nem dois que se lhe equiparem. Nisto, Cruyff foi único. É único!

Recusou-se a jogar o Mundial de 1978, na Argentina, para denunciar a sanguinária e terrorista ditadura militar, e dizer bem alto não à farsa da FIFA ao serviço da propaganda dos generais da Junta Militar, como sempre se recusou a curvar perante os interesses. Fossem eles quais fossem!

22
Mar16

Carta Aberta ao Dr. Francisco Pinto Balsemão

helderrod

Vila Nova de Gaia, 22 de Março de 2016                                                             Exmo. Dr. Francisco Pinto Balsemão,                                                                     Após uma miríade de tentativas de comunicação infrutíferas junto dos seus subordinados, venho por este meio denunciar o seguinte: Sou sócio do Futebol Clube do Porto e quero solicitar junto de Vossa Excelência um esclarecimento cabal sobre o facto ocorrido no último programa O Dia Seguinte de 21 de Março. Com efeito, durante o mesmo, surgiu no ecrã o número 35, atrás do lugar atinente ao meu consócio José Guilherme Aguiar. Apesar de muitos esforços que visavam procurar encontrar um significado plausível para o facto daquele número se encontrar lá plasmado, cheguei à conclusão que o mesmo se poderia referir ao putativo trigésimo quinto campeonato do SLB.

A ser verdade, parece-me um acto de pouca elegância e nada consentâneo com os padrões de qualidade que tanto desejará para o canal Sic Notícias.

A imparcialidade deve sobrepor-se à vacuidade de alguns, pelo que solicito uma explicação que muitos sócios como eu deverão aguardar.

Devo adir que falo a título individual e que nada tenho a ver com o FC Porto. Falo apenas como cidadão, adepto de futebol e sócio do meu clube.

Aproveito esta missiva para solicitar igualmente uma explicação para o facto de me encontrar impossibilitado de fazer comentários da página do Facebook do programa Tempo Extra. Fui bloqueado há cerca de três anos, por me insurgir contra as várias insinuações atentatórias ao meu clube e à pessoa do seu Presidente, mas sempre com a mesma elevação e educação pela qual estou a exarar esta carta.

Gostaria imenso de obter uma resposta de Vossa Excelência, certo da sua rectidão e consciência democrática.

Atentamente e ao dispor,

Hélder Rodrigues

 

21
Mar16

Circunstâncias e remendos

Eduardo Louro

Boavista-Benfica, 0-1 (crónica)

 

Se há jogos que valem um campeonato, este de hoje, no Bessa, poderá ter sido um desses. O Benfica procurou o golo desde o primeiro minuto, mas a verdade é que só o encontrou ao nonagésimo segundo dos 95 minutos que o jogo teve. Até por isso, pelo minuto 92, fica a ideia que este há-de ser um jogo para a História deste campeonato.

Não foi bem jogado, mas foi muito disputado e muito marcado pelas circunstâncias. De um lado um Boavista moralizado, que vinha de um excelente resultado (3-0 ao Marítimo, no Funchal) que lhe permitira fugir dos lugares de despromoção, a jogar forte e feio, correndo como se não houvesse amanhã, o que lhe permitia multiplicar os jogadores em campo. Não diria que o Boavista jogava com o dobro dos jogadores do Benfica, mas lá que parecia que jogava com 15 ou 16, parecia. No ataque, o Benfica jogava sempre em um para três: cada jogador do Benfica tinha sempre três do Boavista em cima, se o primeiro não ficava com a bola os outros dois tratavam do assunto, fosse lá de que maneira fosse...

Do outro, um Benfica cheio de remendos. E desta vez bem à vista, nada disfarçados. Eram muitos os buracos a remendar, mais que de costume, mas os remendos também não eram dos melhores. Se o Samaris já nos mostrou que se safa muito bem a central, a verdade é que ocupa o lugar do miúdo,  e obriga a duas mexidas: substitui o Lindelof e este é que acaba por substituir o Jardel. Depois, o Nelson Semedo ocupou o lugar do Andé Almeida que, por sua vez, ocupou o do Fejsa. E vão quatro... 

Mas o pior foi mesmo na frente. Para remendar o buraco Gaitan, Rui Vitória socorreu-se do Pizzi, tirando-o da direita para lá colocar o Salvio, que não quis deixar de fora. Não correu bem: Salvio ainda está longe (será que ainda lá chegará?) do que pode valer, e Pizzi, na esquerda, desaparece. E os dois pontas de lança nunca se entenderam, fugindo ambos da área e fugindo a maior parte das vezes para o mesmo sítio. Quer isto dizer que, na frente, para dois buracos - Gaitan e Mitroglou (espero que leve uma boa multa, para não se voltar a esquecer que não pode despir a camisola) - Rui Vitória apresentou três remendos ... Que só não valeram por quatro, porque o Jonas fez aquele golo na única oportunidade que teve. E lá se redimiu... 

Nestas circunstâncias - sete ou oito remendos, porque o miúdo na baliza é já outra coisa - o jogo teria de ser, como foi, muito difícil. E a vitória, estes três pontos que seguraram a liderança que já todos víamos a fugir entre os dedos, muito importantes. Até porque fiquei convencido que se o Boavista jogar sempre assim, como fez hoje, não tem problema nenhum com a despromoção! 

 

20
Mar16

O líder e o chefe

Daniel João Santos

As afirmações de Jorge Jesus no final do jogo de ontem foram no mínimo arrogantes. É verdade que quem manda é o treinador, mas considerar que aquilo que os jogadores dizem ou pensam para ele valem zero é  triste. Sim, triste, muito triste para um treinador que afirma pertencer a um nível muito acima dos outros. Existe o chefe e o líder, sendo que Jorge Jesus se colocou como chefe. O chefe quer, pode e manda. O líder: ouve, escuta, lidera, vence e ganha homens/atletas. O líder fica na historia. O chefe como rodapé da estatística dos campeonatos. 

19
Mar16

Não há Campeões sem Sofrimento

helderrod

Numa vitória pela vantagem mínima em Setúbal, o FC Porto sofreu para não ficar definitivamente feito num choco frito! 

Tratou-se de um jogo disputado e competitivo, mas com clara vantagem para o FCP que continua na luta.

Com as excelentes exibições de Danilo, Chidozie, Herrera e um merecidíssimo golo de Sérgio Oliveira é preciso continuar a acreditar. Talvez se se tivesse acreditado na segunda mão contra o Dortmund, hoje poderíamos ainda estar na luta europeia que é tão proeminente nos azuis e brancos. 

Todavia, o que lá vai, lá vai e perspectivando o futuro esperemos agora que não haja danos colaterais nas idas às selecções e que o FC Porto regresse em grande forma para conquistar mais três pontos! Faltam vinte e um para sermos campeões!

Eu acredito apesar da coisa estar complicada, senão veja-se a impunidade que ocorre na grande área do Benfica (que o diga o Tondela de Lindelof). Se calhar a coisa até estava devidamente salvaguardada, tal foi a abertura da equipa em permitir que o Benfica pudesse jogar numa segunda à noite! Estranho para alguém que pretende permanecer na Liga NOS!

 

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

 

P.S. Aos que consideraram demasiado sonhadora esta crónica sugiro que pesquisem neste blogue a crónica Há Perigo no Grande Área que foi escrita antes do jogo do minuto 92...

14
Mar16

Um jogo cheio de contrariedades

Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

Sabia-se que este jogo com o Tondela seria complicado. Era um jogo contra o último, sempre a sugerir alguma descompressão, mais a mais logo depois de dois jogos de altíssimo desgaste.

A tudo isto acresceria, como se veria logo que o árbitro Luís Ferreira - apostado em mostrar urbi et orbi que não é benfiquista, ou que, se o é, é-o à maneira do Pedro Proença - apitou para o início do jogo, que os jogadores do Tondela estavam ali para correr muito ... e bater ainda mais. E ainda por cima carregados com aquelas pilhas que duram, duram, duram... 

O jogo foi marcado por todas estas coisas, e raramente bem jogado. Em boa parte dele foi mesmo difícil jogar futebol, com os jogadores do Tondela a mais parecerem carraças agarradas aos do Benfica. Basta dizer que a primeira parte não teve mais que uma ou duas jogadas de verdadeira qualidade, embora se tenha que reconhecer que a que deu no segundo golo do Benfica é de verdadeira inciclopédia. Valeu por si só o bilhete. Verdadeiramente espectacular, toda ao primeiro toque. E que toques, cada um melhor que o outro.

A segunda parte não foi muito diferente, embora o jogo tivesse sido mais aberto e dado a muito mais oportunidades de golo. O Benfica chegou aos quatro golos e, ao contrário da primeira parte, onde o aproveitamento fora de 100%,  podia ter feito muitos mais. E no último lance do desafio, num contra ataque nascido de uma falta sobre o Pizzi em cima da grande área adversária, naquele que seria o último erro grosseiro do árbitro, o Tondela fez o golo que acrescentou ao jogo a sua última contrariedade.

Sim, um jogo destes teria sempre de trazer algumas contrariedades. Mas eram bem evitadas. Era bem evitado que o Jardel tivesse uma branca, que depois teve que remediar com uma falta que lhe valeu o quinto amarelo - as dos rapazes do Tondela nunca davam amarelo, é verdade! - que o afasta do próximo jogo, no Bessa, voltando o Benfica a ter que se apresentar com um único central. Mais que evitável, verdadeiramente inaceitável é o também quinto amarelo a Mitroglou, por ter despido a camisola a festejar o seu golo. O quarto, o quatro a zero. Difícil de aceitar num profissional.

Imagine-se o que seria se o grego andasse entretido a disputar golos com o Cristiano Ronaldo, o Suarez, o Higuain ou o Ibrahimovic?

 

13
Mar16

E lá caiu mais um Peseiro na consciência intranquila

helderrod

Vida difícil esta de se ser Dragão neste momento. 

Todavia, como me dizia um amigo no estádio "pelo menos com Peseiro temos emoção até ao fim". Isso é um facto. Mas custa muito ver uma equipa que, após uma boa primeira parte, cai desta forma na segunda perdendo-se em campo.

É certo que houve cinco alterações relativamente ao jogo do Xistrema em Braga, mas a equipa tem a obrigação de fazer mais e melhor. Pode não haver qualidade extra, mas há qualidade naquele plantel para pugnar pela vitória seja contra quem for. 

Há que arrepiar caminho e traçar muito bem os oito jogos que faltam, porque os adversários da segunda circular tal como se viu plasmado em Norton de Matos ainda sofrem...

Acredito que os outros ainda possam escorregar e nós temos que ser implacáveis no aproveitamento desses putativos deslizes.

Três vezes oito são 24. Vinte e quatro pontos que nós, Dragões, queremos do lado de cá para que não haja peso na consciência de ninguém!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

09
Mar16

CA-TE-GO-RIA!!!

Eduardo Louro

Zenit-Benfica

(foto daqui)

Foi com enorme categoria que o Benfica afastou hoje os milionários russos comandados por André Villas Boas, onde pontificam alguns que souberam - e continuam a saber - honrar o manto sagrado que um dia vestiram, nos oitavos de final da Champions. Segue o Benfica, este sensacional Benfica, para os quartos de final da maior competição de futebol do mundo, incluído no restrito grupo dos oito melhores.

E fez isto tudo afastando precisamente o único representante do país que está em confronto directo com Portugal nas contas do ranking europeu, reforçando ainda mais esse quinto lugar, logo a seguir às crónicas superpotências do futebol europeu.

Mas vamos ao jogo, que arrancou como é costume: a entregar-se todo ao Benfica. Foi assim durante toda a primeira parte, sempre com o Benfica bem por cima, e sem que ninguém conseguisse perceber que a defesa tinha sido mais uma vez enxertada. Apenas nos últimos dez minutos o Zenit começou a ser capaz de equilibrar as coisas, tendo para isso que partir o jogo. Benfica reagiu com muita classe e quando o árbitro apitou para o fim da primeira parte, já tinha de novo o jogo sob controlo. Mas ficava uma dívida de golos, pelo menos um, por pagar...

A segunda parte foi lançada em bases diferentes. O Benfica recuou linhas, e o Zenit, ao contrário, subiu-as. E passou a pressionar bem alto.

O jogo pedia Raul Gimenez, e Rui Vitória fez-lhe a vontade. Só que, logo a seguir, um jogador russo - desta vez era mesmo russo: Zhirkov - abalroou o Nelson Semedo e foi por ali fora, com o lateral do Benfica inanimado no chão e toda a gente à espera do apito do árbitro. Só se percebeu que o árbitro húngaro Viktor Kassai, fizera mesmo vista grossa a uma falta do tamanho da Gazprom quando Hulk - tinha de ser - metia a bola dentro da baliza do fantástico Ederson.

Faltavam 20 minutos para os 90, e o golpe poderia ter sido fatal. Mas não foi, porque este Benfica tem muita categoria, mas também tem muita alma. E logo a seguir está muito perto do golo, que o guarda redes russo, quase por milagre, negou a Lindelof. 

Foi necessário esperar - e sofrer - mais 10 minutos para a explosão de alegrial, com o golo do empate de Gaitan. E mais outros tantos, já com os 5 de compensação, para a apoteose final do golo de Talisca, acabadinho de entrar, certamente a pensar que já nem tocaria na bola.

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