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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

29
Abr16

Isto não está fácil...

Eduardo Louro

 

Já ninguém tem dúvidas. Isto não está a ser fácil. Nem vai ser fácil... A equipa está longe da forma de há bem pouco tempo e, à excepção do guarda-redes - do fantástico Ederson - e dos dois centrais, todos os outros jogadores estão bem abaixo do seu melhor. Por cansaço, evidentemente que sim. A exigência física e mental tem sido imensa, e equipa está eprimida, já deu tudo... E não foi pouco, como toda a gente sabe!

E depois há o outro lado. Os adversários aproveitam os jogos com o Benfica para correr como nunca correm. Fazem desses os jogos das suas vidas... 

O Vitória de Guimarães, hoje, não foi diferente. Os jogadores correram como nunca, bateram-se (e bateram) como nunca e, enquanto não sofreram o golo, mandaram-se para o chão como nunca. E como todos os que têm sido os adversários do Benfica nos últimos jogos ...

A primeira parte foi exactamente assim: os jogadores da equipa de Guimarães passaram mais tempo no chão que de pé. E quando não estavam no chão a sua principal preocupação era deixar lá os do Benfica, sempre com a complacência do árbitro, devidamente pressionado durante a semana, como é hábito.

A segunda foi substancialmente diferente, porque o Benfica chegou ao golo logo no primeiro minuto. Golo que fez bem ... ao Vitória. Pelo menos à saúde dos seus jogadores, que não mais precisaram de assistência médica. E como tinham descansado muito, deitados no chão, durante toda a primeira parte, estavam frescos para continuar a fazer daquele o jogo das suas vidas. Não estou nada convencido que, jogando daquela maneira, o Vitória fosse já em onze jogos consecutivos sem ganhar...

 Criaram duas ocasiões, melhor, aproveitaram dois erros, um de Renato Sanches e outro de Jardel (também os tem, às vezes acontece), para as suas duas oportunidades de golo. Contra três ou quatro do Benfica, uma delas num remate á barra do Raúl Jimenez. Que brilhou ainda num espectacular remate de letra em cima da linha final, que o guarda redes minhoto desviou, sem que o árbitro visse.

Mas não deixa de ser curioso que, entre os dois jovens e excelentes guarda-redes, quem mais tenha brihado tenha sido o do Benfica. Que começa já a ter um lugar especial na conquista do título, se vier a ser o caso...

Ah... Já me esquecia: o Sérgio Conceição é um artista. Mas já toda a gente sabia disso...

25
Abr16

Decisivo? Decisivo é o próximo!

Eduardo Louro

 

 

Era mais ou menos consensual que o  jogo de hoje, em Vila do Conde, era decisivo para as contas do campeonato. Ganhando-o, como aonteceu, o Benfica não deixaria fugir o título desta época: o tri, que foge há 40 anos. O 35!

Lembro-me - lembramo-nos todos os benfiquistas - que há três atrás também se passou qualquer coisa semelhante. Então na Madeira, no jogo com o Marítimo. Como hoje, o Benfica ganhou. Como hoje, ficavam a faltar três jogos: dois em casa e um fora, como hoje. No jogo seguinte, na Luz, o Estoril, com um empate, estragou a festa. O resto da história já se conhece...

Começo por aqui exactamente para dizer que este jogo de hoje era tão decisivo como será o próximo. Era o mais importante porque era o próximo. Agora é o próximo, na sexta-feira, na Luz, com o Vitória de Guimarães!

Se o Benfica tinha - e queria - ganhar este jogo, o Rio Ave não queria mais que empatá-lo. Desde cedo se percebeu isso. Mesmo sendo dada como uma das equipas que melhor futebol pratica neste campeonato, o Rio Ave não fez nada de muito diferente do que têm feito os últimos adversários do Benfica: só defendeu... e queimou tempo. É certo que não defendeu como os dois últimos (Académica e Vitória de Setúbal), com dez jogadores à frente do guarda-redes. Tem outros argumentos, e conseguiu na maior parte do tempo defender um pouco mais á frente. Também não foi tão exuberante a queimar tempo, mas fez bem a sua parte....

O Benfica, que queria e tinha de ganhar o jogo, não foi mais competente - tem de dizer-se - que o Rio Ave na perseguição aos seus objectivos para o jogo. Entrou logo com uma grande oportunidade, mas depois, até ao fim da primeira parte, só conseguiu criar mais outra. Com pouca velocidade, com Renato Sanches e Pizzi longe do que têm feito, e com a bola a sair das alas sempre bem antes de chegar à linha final, o Benfica não conseguia desiquilibrar a certinha equipa do Pedro Martins.  

Na segunda tudo foi diferente. Ao conseguir meter mais velocidade - e com a subida de rendimento do Renato - o Benfica encostou o Rio Ave lá atrás. Que passou a defender com toda a gente em cima da área e, como sempre que assim é acontece, os erros começaram a aparecer. E as oportunidades de golo, umas atrás das outras... Até ao golo, na menos construída das muitas oportunidades. E no maior de todos os erros da equipa que não os cometia...

Porque é assim que se ganham os jogos: indo para cima do adversário, envolvendo-o, obrigando os jogadores adversários a sair das suas posições, a correr atrás da bola, a perder a concentração. Os decisivos e os outros!

É isso que a equipa tem de continuar a fazer nos três (já agora, nos cinco, porque a Taça da Liga também conta) jogos que faltam. O resto é com os adeptos, que continuam a encher todos os campos por onde o Benfica passa. E a Luz, como voltará a acontecer já na sexta-feira.

   

19
Abr16

Há coisas inexplicáveis

Eduardo Louro

 Há coisas inexplicáveis, que ultrapassam qualquer capacidade de entendimento.

Percebe-se que, às vezes, os jogadores entrem a dormir. Percebe-se que às vezes tenham alguma difculdade em perceber que o jogo começa logo que o árbitro apita. E que também só acaba ao último apito. 

Percebemos que os jogadores do Benfica tivessem entrado a dormir, e sofrido um golo na bola de saída, aos 10 segundos. E percebemos como esse golo serviu de despertador. Como os jogadores acordaram e partiram para meia hora de sonho, mas bem acordados. A alta velocidade e numa pressão asfixiante sobre o adversário, com as oportunidades de golo a sucederem-se a um ritmo alucinante. Mas tanto volume e tanta qualidade de jogo, e tanta oportunidade só deu dois golos: aos 20 e aos 24 minutos. 

O que não percebemos é que, consumada a reviravolta, feito o segundo golo, a equipa tenha começado a desligar-se do jogo. Os últimos 10 minutos da primeira parte já foram uma chatice. Mas nada que fizesse esperar o que estava para vir...

Com o arranque da segunda parte os jogadores começaram a desaparecer. Um a um, todos foram desaparecendo e à passagem da hora de jogo já só lá andavam as camisolas. Valha que o Ederson ficou até ao fim - foi o único!

A partir dessa altura, dos 60 minutos, no Estádio ou em casa, em frente ao televisor, apenas se esperava pelo golo do Setúbal. Sentia-se que o Benfica não conseguia mais voltar a um jogo que já só tinha para dar o golo do empate. A cada minuto que passava mais se sentia isso. Não eram os briosos jogadores do Vitória de Setúbal que assustavam; eram mesmo os do Benfica.

De tal forma que, mesmo no fim, e como o adversário não conseguira criar uma única oportunidade nessa assustadora meia hora final, Pizzi, que não sabia o que era acertar um passe havia mais de uma hora, resolveu efectuar um passe a rasgar a sua própria defesa e isolar um avançado adversário. Valeu que o Ederson não se tinha ido embora, e com a sua incrível rapidez de decisão e de execução - verdadeiramente única - evitou o golo. E o empate. E sabe-se lá mais o quê...

Os adeptos, que voltaram a encher a Luz - mais de 55 mil numa segunda-feira! -, puxaram pela equipa. Deram-lhe todo o colinho, mas também se cansaram. E assobiaram, pela primeira vez desde há muito tempo.

Porque foi mesmo mau demais. Não há ressaca de Champions que consiga explicar o que se passou esta noite... Mas também não é fácil explicar a passividade de Rui Vitória perante aquela segunda parte. O homem é de gelo? 

 

13
Abr16

Foi muito bonito

Eduardo Louro

Benfica-Bayern Munique

(Foto daqui)

Foi muito bonito o ambiente da Luz esta noite. Foi muito bonito o jogo, foram muito bonitos aqueles onze minutos de chama imensa, intensamente acesa a iluminar a esperança de chegar às meias finais da Champions. E com o dois a zero ali tão perto...

Foi bonita a forma como o Benfica discutiu com o Bayern o acesso ao acesso à final de Milão. Mas só isso, dirão alguns... Não me parece, foi mais que isso. Foi a confirmação que o Benfica tem uma muito boa equipa, um excelente grupo de jogadores, que lhe permite encarar de frente um jogo destes sem três dos seus principais jogadores - e não me refiro evidentemente a Luisão e Júlio César, refiro-me a Gaitan, Jonas e Mitroglou -, toda a frente de ataque, e um grande treinador. Muito competente, muito capaz, sem precisar de se pôr em bicos de pés.

Porque - sejamos francos - não era provável eliminar o Bayern, uma equipa que dispõe de recursos técnicos e tácticos como nenhuma outra. Que conhece todos os segredos do jogo, que tem soluções - que varia e doseia como ninguém - para todos os problemas. Que ocupa o campo todo, não deixando um metro quadrado por utilizar. E que, como se tudo isto não fosse muito, nos momentos chave, quando um ou outro incidente do jogo o poderá marcar decisivamente, tem pelo seu lado quem pode decidir. Foi assim em Munique, num penalti que ficou por assinalar. E voltou hoje a ser assim, quando o árbitro holandês poupou o espanhol Javi Martinez à expulsão, evitando a superioridade numérica do Benfica no último quarto de hora, com a equipa galvanizada pelo golo (excelente, do Talisca) do empate.

Pena mesmo - mais ainda que aquela oportunidade perdida pelo Jimenez que daria o 2-0 logo a seguir ao primeiro golo - foi aquele miúdo de 18 anos, em noite de estreia na Champions e depois de uma recepção espantosa em plena grande área adversária, no último lance do desafio ter permitido a defesa a Newer. Teria sido ainda muito mais bonito...

 

11
Abr16

Toxicidade Extrínseca e Intrínseca

helderrod

Em Paços de Ferreira consumou-se o triunfo da propaganda, de estranhos petardos, da xenofobia, da dislexia Serrana sobre uma equipa desfeita em pedaços!

A pré-epoca só começa lá para Junho e começaria mais tarde se não entregássemos de mão beijada o segundo lugar. 

Parabéns ao colinho da época passada e à propaganda do bota abaixismo antiportista que foi capaz de intoxicar os próprios adeptos azuis e brancos. 

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

 

10
Abr16

Tudo para correr mal... Mas não correu!

Eduardo Louro

 

Desafiava mixed feelings este jogo de Coimbra. Por um lado a Académica, pelo baixo rendimento competitivo que vinha apresentando, nunca poderia ser um adversário a impôr muitos receios. Mas, por outro, com uma das sobrevivências mais ameaçadas, e sabendo-se como este tipo de ameaças são capazes de fazer de fraquezas forças, não poderia deixar de ser um jogo complicado. Pelo lado do Benfica, sabia-se que vinha de duas boas exibições: uma caseira, verdadeiramente empolgante, e outra, em Munique, francamente animadora, apesar do resultado. Mas sabe-se também como são difíceis estes jogos que se seguem a cada jornada europeia. É dos livros...

Logo que a bola começou a rolar percebeu-se ao que a Académica vinha. Começou a defender com onze atrás da linha de meio campo para, logo a partir dos primeiros dois minutos, passar a defender com os mesmo onze mas já em cima da sua grande área. Percebia-se que, a jogar assim, podia retardar o golo do Benfica. Mas não conseguira adiá-lo por todos os 90 minutos, seria praticamente impossível.

As coisas mudaram de figura quando, aos 17 minutos, na primeira vez que conseguiram descer à área benfiquista, o Eliseu assistiu autenticamente um jogador adversário para o golo da Académica. Não que o jogo tivesse mudado alguma coisa, que não mudou. Mas porque quando se está a perder o retardar do golo tem consequências mais complicadas. 

Os jogadores da Académica continuavam lá bem atrás, donde nunca saíam, com marcações muito em cima, roubando tempo e espaço aos do Benfica. Sem espaço e sem tempo para dominar a bola, a vida não estava fácil. O antídoto é qualidade no passe, para facilitar a recepção, e velocidade de execução, coisas que o Benfica parecia não ter levado para Coimbra.

A tudo isso juntaram ainda os jogadores da Académica, durante todo o tempo, um assinalável conjunto de práticas de anti-jogo, de faltas sucessivas a simulações de lesões, umas atrás das outras, tudo com a complacência do árbitro mais pressionado desta semana. Na próxima irá ser outro, naturalmente...

O jogo teve realmente tudo para poder correr mal. Acabou por não correr mal de todo, salvando-se o resultado. De indiscutível justiça!

09
Abr16

O beco do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol

Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

Ao decidir não decidir, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol só poderia acabar por decidir assim. Esta é que é a verdadeira explicação para a inqualificável decisão de inocentar o jogador argelino do Sporting, Slimani. Ao atrasar a decisão, deixando evidente que no futebol em Portugal a pressão continua a compensar - quanto mais barulho, e mais jogo baixo, melhor -, o Conselho de Disciplina (CD) deixou de ter condições, como Jesus avisadamente previra, para sancionar disciplinarmente o que, como diz Rui Vitória, toda a gente viu. 

É por isso que ficam ainda mais ridículos "os factos dados como provados" pelo CD. Não sei se é mais ridículo dar por provado que Samaris não se sentiu "ofendido no seu corpo ou saúde", se dar provado que a agressão se justifica por Samaris constituir um obstáculo ao desejo de Slimani pressionar o Pizzi. 

Depois disto o Benfica não pode, no meu entendimento, deixar de recorrer para o Conselho de Justiça. Mesmo que se saiba que o Slimani nunca cumprirá qualquer castigo. É mais do que certo que, se vier a ser condenado, já cá não estará para o cumprir...

Mas não é por aqui que passa toda a estratégia de quem manda actualmente no Sporting?

 

 

05
Abr16

Tributo ao Benfica

Eduardo Louro

Liga dos Campeões em direto: Bayern Munique vs Benfica

 

Não há vitórias morais, em futebol. Sair de Munique da forma que o Benfica hoje saiu não é vitória nenhuma. Mas não há benfiquista que não sinta orgulho no jogo que hoje a equipa realizou frente ao Bayern. 

O resultado não deixa espaço para grande optimismo para a segunda mão, de amanhã a uma semana, na Luz. Outra coisa seria se o Benfica tivesse marcado nas duas grandes oportunidades de golo que criou. Ou se o árbitro tivesse assinalado o penalti a favorno lance em que o Lham joga a bola com a mão, impedindo o Gaitan de seguir para o golo. Mas nem por isso os benfiquistas deixam de estar optimistas, e esse é o maior tributo que podem prestar a estes extraordinários jogadores, a esta fabulosa equipa.

O jogo até começou da pior maneira que podia começar: com um golo logo no primeiro minuto. Mas foi como se nada se tivesse passado, e a equipa soube, primeiro, manter-se equilibrada, e depois equilibrar o próprio jogo. 

O árbitro é que não pareceu muito interessado nesse equlíbrio. Não foi só no penalti que não quis assinalar. Foi em tudo, e ainda mais em tudo quanto mais o jogo se aproximava do fim. Nos últimos minutos foi gritante.

A UEFA está muito interessada em ter o Bayern na final. E o Barcelona, pelo que deu para perceber no outro jogo...

04
Abr16

FC.Porto-Tondela: um hino à dislexia!

helderrod

Neste campeonato há claramente um antes e um depois de Lopetegui. Por muitos consócios que não estejam de acordo comigo, a verdade é a seguinte: depois da saída de Julen Lopetegui, o FC Porto perdeu 12 (DOZE) pontos e estamos agora a 9 pontos do primeiro.

Como tal, deixo aqui os meus parabéns aos seguidistas da dislexia de Manuel Serrão e de todos os que não descansaram enquanto o treinador Basco saísse.

Devem agora estar todos muito satisfeitos!

 

É óbvio que jamais poderemos comprovar essa situação. Mas tenho sérias dúvidas de que esta situação se estivesse a passar, caso o FCPorto não tivesse trocado de treinador! 

Aquilo que apelo é que não continuem a culpar o ex treinador do FCPorto pela Vergonha da noite de hoje e da atitude inqualificável da equipa técnica no jogo da segunda mão dos 16 avos de final frente ao Borussia de Dortmund, deixando os melhores jogadores no banco em pleno estádio do Dragão.

 

Hélder Rodrigues

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