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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

06
Nov16

"Bocejados" pela sorte no derby de Paranhos. hERREra é "umano"

helderrod

Hoje mais uma vez foi Dia de Clássico. Porém com contornos diferentes...

Devo começar esta crónica por enfatizar a festa magistral proporcionada no Estádio do Dragão. Foi maravilhoso ouvir com sentida saudade a canção: Porto, Porto, Porto, és a nossa glória....e sentir a osmose entre os adeptos e a equipa. Fica a sensação de que os jogos no Dragão poderiam ser envolvidos mais vezes neste fabuloso ambiente que se gerou nesta tarde fresca de Domingo.

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Na verdade, ficou aqui mais uma vez demonstrada toda a supremacia do FC Porto perante uma águia salgueirista. Este é o Benfica que se apresenta sempre no Dragão. Encolhidos, recolhidos, vermelhos e pequeninos como o Salgueiros (com todo o respeito ao salgueiral). 

Para os leitores menos atentos, devo adir que o Estádio do Dragão se situa ao lado da freguesia de Paranhos (terra do Salgueiros).

As águias de salgueiros chegaram ao Porto com uma estratégia de antijogo em que todos os instantes eram aproveitados para perder tempo. O senhor árbitro ofereceu ao Ederson 45 minutos de pleno gozo de conduta antidesportiva, dando apenas 3 minutos no fim da primeira parte.

Entretanto, os azuis e brancos deram uma grande lição de bola aos putativos favoritos. Foi um verdadeiro festival de futebol em contraponto com um verdadeiro mau trato à bola de pontapé para a frente. Mas o Benfica não esteve só. Soares Dias esteve muito mal em algumas decisões. Ainda está por explicar a razão pela qual o golo de Felipe foi anulado. Das duas uma: ou marca penalty de Mitroglou ou valida o golo. Está igualmente por justificar a grande penalidade cometida por Lindelof sobre o aniversariante André Silva que é agarrado e impedido de marcar o segundo golo do FC Porto. Mais do mesmo. 

Dez penalties em dez jogos enformam uma eficácia de 100% no que ao furto diz respeito. 

Porém, tudo passa pelos pingos da chuva e mais uma vez o clube da Luz foi bafejado pela sorte numa muito infeliz acção de Herrera, quer na cedência do canto, quer na permissividade a André Horta para efectuar o cruzamento.

É indubitavelmente frustrante perder pontos com uma equipa de mentalidade pequena, que se menoriza sempre no Dragão a quem já não vencem há três jogos no confronto directo. Dei comigo a perguntar para o lado. É este o tricampeão de Portugal?

Um Benfica do tamanho do Salgueiros não tem categoria para triunfar na casa do melhor clube português.

As pessoas pagam bilhete para ver um clássico e não um derby de Paranhos.

 

Força, Porto!

 

Hélder Rodrigues

P.S.: Espero que o Jardel já esteja melhor dos dentes. Parece que a dor gengival o impede de renovar pelo Benfica.

Créditos Fotográficos: Raurino Monteiro

03
Nov16

A ideia do penalti

Eduardo Louro

 

Podemos não perceber a ideia, mas juram que ela existe. Por mais bonecos que façam, podemos não conseguir descobrir a tal deia de jogo. Mas percebemos que há uma ideia de penalti. Ou muitas. Há penaltis por todo o lado: seis, sete ... oito, dizem. Há um que até diz que são nove...

O destino tem destas coisas, e ontem, penalti a sério, daqueles que até se apalpam e tudo, aconteceu na área da baliza Casillas, quando o espanhol Oliver, à frente de toda a gente, fez de guarda-redes sem que um outro cidadão espanhol, ali mesmo á frente, visse o que quer que fosse. Nada que, evidentemente, comprometa a grande cruzada para a reconquista do apito de ouro e interrompa a marcha obstinada em direcção à arbitragem prometida. 

 

03
Nov16

"O CAOS É UMA ORDEM POR DECIFRAR"

helderrod

Em mais uma noite de Champions no Dragão, recordei esta frase de Saramago para tentar compreender o que sucedeu neste Porto-Brugges.

É certo que a equipa belga não tinha nada a perder e tudo a ganhar neste jogo fulcral para eles. Talvez por isso se fizeram acompanhar por uma enorme falange de apoio e deram tudo.

Porém, uma equipa joga aquilo que a outra deixa jogar. O chavão é conhecido, mas eficaz. Hoje, o Porto permitiu muita posse aos belgas e perdeu-se na distribuição das peças no relvado. 

Apesar da vitória, dos três pontos aquistados e dos dois pontos conseguidos a Leicester e Copenhaga, o Porto deixou bem vincada a necessidade de uma grande reflexão.

No FC Porto a exigência é grande. Não basta ganhar. É necessário mostrar o futebol de qualidade que catapultou o Porto para um inegável prestígio europeu iniciado no século XX e exponenciado no século XXI. É importante que a equipa não perca essa cultura futebolística plasmada por um futebol bonito, apoiado e jogado pelos flancos, com uma objectividade díspar.

Qualquer colosso europeu temia sempre os ares das Antas, porque nas Antas quem mandava sempre era o FCP. Os oponentes espreitavam o contra-ataque e os laterais tinham que se preocupar com os sempre incisivos extremos à Porto. São muitas arestas a limar, mas o futebol continua a ser demasiado simples para o querermos complicar.

Há que assentar ideias e inverter esta pequena entropia táctica.

Venha de lá esse clássico de Novembro. Mês que me recorda mãos cheias de golos perante as águias. A ver vamos.

No entanto, cuidado com as canelas. Nem sempre dão penalties e, por vezes, até se partem pernas a jogadores do Porto. Mas nós vamos à luta e travar a histeria generalizada.

 

Força, Porto!!!!!

Hélder Rodrigues

Créditos fotográficos Raurino Monteiro

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02
Nov16

Teoria da evolução do futebol

Dylan

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Antigamente os grunhos iam ao futebol e relatavam a delinquência em livros, mas agora até têm uma equipa de futebol de "canela até ao pescoço" a competir na divisão distrital. Em tempos passados, os broncos davam uns sopapos aos árbitros em centros comerciais, agora ameaçam-nos cobardemente por telemóvel, nas redes sociais ou através dos meios de comunicação do clube. O troglodita, outrora marginalizado, diz-se legalizado, e evoluiu para chefe de família, comentador, político, músico, advogado, empresário e até sopeira de casa, mas aquilo em que nunca se vai transformar é numa espécie que saiba perder.

02
Nov16

Cumprir a obrigação sem obrigação de fazer contas

Eduardo Louro

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O Benfica cumpriu com a sua obrigação de ganhar ao Dínamo de Kiev, na Luz, e já divide a liderança no grupo com o Nápoles.

Começar assim poderia até sugerir que não há grande mérito nisso. Mas não é isso. Cumprir com uma obrigação é sempre meritório, não é fácil, e nem todos o conseguem. Como tantas e tantas vezes se vê no futebol. 

E hoje viu-se que não foi fácil para o Benfica cumprir com a sua obrigação. O campeão ucraniano apresentou-se na Luz com uma excelente organização e tacticamente muito bem, com a lição bem estudada. A explicar o que os resultados deixavam perceber: que é bem melhor fora que em casa.

Na primeira parte o projecto funcionou, com a equipa muito subida, a encurtar o campo, e uma pressão muito forte sobre o portador da bola, com os jogadores a desdobrarem-se, sempre com mais que um jogador sobre o adversário que tinha a bola, de forma a evitar o um contra um, onde a superior qualidade dos jogadores do Benfica desequilibraria as coisas.

Sabe-se que isto tem um problema: provoca um forte desgaste físico, que mais tarde ou mais cedo haverá de aparecer na factura. O problema complicar-se-ia ainda mais quando o Benfica chegou ao golo no último minuto da primeira parte. Antes de esgotado o prazo de validade daquela estratégia.

Daí que não admire nada que a segunda parte tenha sido bem diferente. O jogo já exigia ao Dinamo de Kiev outra postura em campo, e a factura do esforço dispendido aparecia a pagamento. O Benfica foi então dominador e criou sucessivas oportunidades de golo.

Só que... desperdiçou-as todas. E esse desperdício voltou a mudar o jogo, e trouxe de novo a equipa da capital ucraniana para a discussão do jogo. Especialmente depois de Ederson ter defendido o penalti que infantilmente permitiu, ao não evitar o truque do Derlis Gonzalez – o paraguaio formado no Benfica revelou-se um especialista na arte de enganar o árbitro, e deve ter ficado com muitos amigos na Luz... –, percebeu-se que Rui Vitória ficou sem saber muito bem se deveria continuar a insistir na procura do segundo golo, correndo o risco de, mantendo-se a onda de desperdício, vir a ser surpreendido pelas saídas rápidas, sempre para o flanco contrário, que o adversário usava - e abusava - ou se, pelo contrário, deveria começar a fechar a porta. Acabou por se decidir pela segunda.

Agora é fácil dizer-se que decidiu bem. Porque correu bem. Tudo teria de resto corrido bem não fosse a lesão, que parece grave, de Fejsa, a trave mestra da equipa, numa entrada inaceitável de um jogador ucraniano, que só poderia ser sancionada com cartão vermelho. O árbitro – que estranhamente, e ao contrário do que é corrente, assinalou faltas dentro da área que não assinalava noutras zonas do campo – nem falta assinalou. O que não o impediu de, depois, mostrar o amarelo.

Foi grande a superioridade do Benfica, que mais uma vez ficou por reflectir no marcador. O jogo ficou bem longe de se resumir ao aproveitar ou desperdiçar um penalti. Isso foi um incidente, um pormenor no jogo, que não no resultado.A centésima vitória do Benfica em jogos da maior cometição de futebol do mundo, que assegura desde já a continuidade nas competições da Europa!

Falta agora garantir os oitavos da Champions. E nem é preciso fazer contas para o primeiro lugar no grupo. Nem sequer ganhar os dois jogos que falta disputar!     

 

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