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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

22
Dez16

15 minutos à Benfica... E o campo dividido!

Eduardo Louro

 

O Benfica abriu a jornada 15 do campeonato – se bem que o Porto tivesse antecipado o seu jogo numa semana, talvez com o objectivo de, em algum momento, cheirar mais de perto o perfume do primeiro lugar - recebendo, ao colinho de 52 mil na Luz, a uma quarta-feira às seis da tarde, um Rio Ave a atravessar um óptimo momento, vindo de quatro vitórias consecutivas.

Esse bom momento, e a nomeação de mais um árbitro do Porto, na circunstância Rui Costa – mais de 60% dos jogos do Benfica foram dirigidos por árbitros do Porto, certamente uma simples coincidência – abriam boas expectativas à concorrência, em especial àqueles que se especializaram numa curiosa estatística de penaltis. Não de penaltis falhados, essa sim com números imbatíveis, mas numa nova categoria a que poderíamos chamar de whisfull penaltys.  

Comecemos por aí, pelo árbitro Rui Costa – que bem tentou fazer o seu papel, tentando até tirar Pizzi do Jogo de Guimarães: primeiro com um amarelo absurdo e, depois, a jogar ao gato e ao rato com o jogador, para não lhe dar o segundo, e o consequente vermelho que lhe permite trocar Vizela por Guimarães, ali tão perto - e pelos penaltis por marcar. Foram mais dois, desta vez. E mais um golo anulado. E não vale a pena dizer muito mais, mesmo que se pudesse dizer que nem que arrancassem a cabeça ao Gonçalo Guedes o irmão do patrão da arbitragem marcaria penalti. Ou outra coisa qualquer…

Dito isto, o Benfica entrou com o seu quarto de hora à Benfica. Sem dar qualquer hipótese ao Rio Ave, marcou aos 14 minutos, por Mitroglou, já na quarta oportunidade de golo, e já depois de ter ficado por assinalar o primeiro penalti sobre o Gonçalo, seis minutos antes.

A asfixia durou até aos 20 minutos. A partir daí o Rio Ave começou a dividir o campo, que não ainda a dividir o jogo – apenas faria o primeiro remate à baliza aos 61 minutos. Jogava já no campo todo, sem que isso abrisse brechas para o Benfica criar oportunidades para marcar. O segundo golo, que acabaria por fixar o resultado final, surgiria a 5 minutos do intervalo, mas em resultado de um desequilíbrio provocado pela superior categoria de Rafa e Pizzi, que concluiria a mais brilhante jogada de futebol de todo o jogo.

Na segunda parte, e em especial na última meia hora, então sim: para além de dividir o campo, o Rio Ave dividiu também o jogo. Que, no entanto, o Benfica nunca deixou de controlar. Mesmo que por vezes à distância… De um voo de Ederson, a negar, com classe, a única oportunidade da equipa de Vila do Conde. Que sabe jogar à bola!

E foi assim o último jogo do campeonato do ano. Podia ter acabado melhor, não fosse aquela coisa estranha na Madeira. Mesmo assim são 4 pontos de vantagem para o segundo, o Porto, com alguma surpresa. Para o quarto, com não menos surpresa o Sporting, poderão até ser 11.

E faltam dois jogos para fechar a primeira volta. Complicados, como todos…

 

 

20
Dez16

Um clube diferente

Dylan

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É um clube diferente, com um presidente assalariado e uma equipa técnica paga a peso de ouro. A três meses das eleições para a presidência, os sócios estão anestesiados com vapor e não reagem perante tantos acontecimentos que envergonha o clube. O outrora grande Sporting é gerido por populistas que inflacionam o número de títulos, que copiam o que os outros fazem e têm uma obsessão doentia pelo vermelho. Continuam a jogar à roleta russa, prometendo mundos e fundos, e elas depois "Doyen" que se farta, à espera do afundanço total, na tabela e nas finanças do clube.   

20
Dez16

As Chaves do Sucesso e o Analfabetismo Funcional do livre arbítrio

helderrod

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E assim terminou mais uma noite fria no Dragão. Não se tratou daquele frio seco transmontano. Foi uma cadência de arrefecimento galopante.

Mas enquanto a temperatura climática baixava, o mercúrio no termómetro do jogo aumentava. Para lá de um Chaves com um futebol de qualidade assinalável (terá sido uma das melhores equipas a jogar no Dragão nesta temporadada), houve um segundo opositor não menos omnipresente. O árbitro fez questão de se embrulhar neste bom jogo de futebol. Não foi apenas naquele momento em que quase obstaculiza Brahimi numa incursão do jogador pelo meio campo. Foi o critério na mão na bola. Recordo três lances em que, apesar da boa colocação do árbitro, nunca foi admoestada a falta por mão na bola.

Esta ambivalência de interpretações. Este livro arbítrio na análise de lances desta natureza tem que acabar de uma vez por todas. A carência de objectividade no critério e na interpretação destes lances atingiu um limite intolerável. 

Apela-se aos irRESPONSÁVEIS DA ARBITRAGEM que estabeleçam um denominador comum extra colinho para que possam convergir num critério imparcial, universal e justo.

Destaco assim três factores a terem em conta:

Ponto Um - As papoilas ostentam pétalas, mas esse facto não lhes permite saltitar a bola com as mãos e com o braço.

 

Ponto Dois - Um carrinho é um movimento realizado por jogadores de futebol que, aprioristicamente, têm dois braços os quais exercem um papel fundamental para que os mesmos não batam com a cabeça no chão na execução do carrinho.

 

Ponto Três - A equidade é uma coisa bonita no Desporto.

 

Posto isto, o FCP conseguiu transcender-se na segunda parte e o cansaço advindo deste acumular de jogos ficou congelado com a raiva e a revolta daquilo que se passava dentro das quatros linhas. A Instituição Futebol Clube do Porto estava a ser desrespeitada no seu próprio reduto. A equipa sentiu isso e deu a volta num grito de revolta. O apoio gutural vindo das bancadas foi determinante para o primeiro golo no jogo (para mim também contou e o Dragão fez questão de o registar), por parte de André Silva que merecia ter chegado ao fim do ano cívil na frente dos melhores marcadores. 

Depois, mais dois penalties por assinalar (já vamos em quinze neste campeonato) e já nem sequer tenho palavras para qualificar aquilo que se tem verificado. Está inquinado, desvirtuado e aldrabado este campeonato. 

Uma palavra também para Casillas que revelou muita qualidade ao negar o segundo golo ao Chaves; para Depoitre que puxou dos galões e deixou-nos um golo no pinheirinho e, finalmente, para um gigante Danilo que respondeu em campo a uma questão de Rui Cerqueira no Porto Canal quando este o desafia a confessar sobre o que ele (Danilo) pode fazer para melhorar o seu desempenho. Danilo respondeu nessa entrevista que tinha de chutar mais vezes de fora de área. Assim o fez!!!!

 

Obrigado, Danilo!

Um Feliz Natal a todos os leitores (mesmo àqueles que não gostam do que escrevo) e a todos os Portistas de todo o MUNDO!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Créditos fotográficos de Raurino Monteiro

 

 

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17
Dez16

A história não se repetiu

Eduardo Louro

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O jogo desta noite, na deslocação ao Estoril para cumprimento da 14ª jornada desta liga, começou praticamente com a primeira das cinco oportunidades claras de golo que o Benfica criou nos primeiros quinze minutos, o que deixa a ideia da forma como entrou. Fortíssimo, como vem sendo hábito neste tipo de jogos, com adversários que sempre se empolgam por jogar com o Benfica, que correm como poucas outras vezes e que colocam o jogo no quarto do campo onde a sua baliza está instalada.  

Só que este hábito, até há duas ou três semanas atrás, dava golos. E deixou de dar. Até então, nessas entradas fortes, o Benfica aproveitava em golos um ou dois terços dessas oportunidades, e os jogos ficavam logo ali resolvidos. A equipa ganhava confiança, o bom futebol fluía, e novos golos iam aparecendo. Mesmo que os índices de aproveitamento fossem caindo, e mesmo que os árbitros fossem deixando por assinalar um ou outro penalti, ninguém dava por isso.

Deixou de ser assim, como hoje se voltou a ver. E as coisas complicam-se, mesmo que não se possa dizer que a equipa joga mal. Porque não joga, não sabe jogar mal. Fica é mais exposta às incidências do jogo. Que todos os jogos têm, como se viu na Madeira, há duas semanas atrás.

Repare-se que o Estoril, que passou o jogo todo lá atrás, teve duas oportunidades claras de marcar: uma na primeira parte, em que a bola até foi ao poste, e outra mesmo no final do jogo. Ambas em situações claras de fora de jogo, que a equipa de arbitragem deixou passar. Se tivessem resultado em golo não havia nada a fazer; não era por terem sido irregulares que deixavam de contar. Como não deixou de contar o golo que deu o empate com o Vitória de Setúbal. Nem o que deu a derrota com o Marítimo…

Este jogo do Estoril foi, assim, bastante preocupante. Até porque desta vez o Benfica, mesmo criando muitas oportunidades, rematou muito menos do que é habitual. E acertou muito poucas vezes com a baliza: cinco ou seis, apenas. O que diz bem da forma com o Benfica desperdiçou o caudal e a qualidade de jogo que criou, capítulo em que sobressaem Gonçalo Guedes e Rafa. Que quando tiver uma relação com a baliza, e até com o último passe, como aquela que tem com a bola, será um jogador fabuloso.

Perante esta má relação da equipa do Benfica com a baliza, Rui Vitória pôs em campo a dupla maravilha que na época passada fez mais de 60 golos. Primeiro Mitroglou, e logo depois Jonas. Finalmente, e esperemos que desta seja a valer. Já o Benfica tinha chegado ao golo, de penalti – na primeira parte tinha ficado por marcar outro, se não exactamente igual, lá muito perto – por Raul Gimenez, ao minuto 61.

Mas nem assim as coisas melhoraram: Jonas esteve lá, no sítio certo, mas nas duas oportunidades a bola ficou a centímetros do lado de dentro da baliza. Não voltaria a entrar, os ponteiros caminhavam para o minuto 90 e os corações benfiquistas apertavam-se. Nessa altura, nesse minuto 90, com a última substituição de Rui Vitória, o ritmo cardíaco disparou: tirou Gonçalo Guedes, e entrou Samaris. A história dos últimos quatro jogos mostrava que o Benfica sofria um golo logo que o miúdo saíra!

A história não se repetiu. Mas lá que esteve perto, esteve…

16
Dez16

Ode Marítima

helderrod

Sozinho no Dragão algo deserto nesta noite de Outono. Olho pro lado da relva, olho pro onze inicial. Olho e contenta-me ver, Pequeno, número oito, uma bola entrando. Vem muito tarde na primeira parte, nítido, um golo à sua maneira. Deixa no ar distante atrás de si a orla de mais um penalty por se marcar. Vem jogando bem o Oliver Torres numa grande primeira parte e o Danilo entra com ele.  Aqui, acolá, acorda a vida marítima, erguem-se bandeirolas, avançam foras de jogo mal assinalados. Surgem na segunda parte pequenas reacções de trás dos marítimistas que estavam no Porto. Há uma vaga brisa. Mas a minh'alma está com o que vejo na luta de André Silva e, com o golo que entra apanha o Marega na tabela dos melhores marcadores. Com 745 minutos de folha limpa, com o sentido marítimo desta hora, com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea surge o golo dos madeirenses no único remate enquadrado à baliza de Casillas.

E com esta "adaptação" do texto de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) poderia continuar a descrever o jogo desta noite que já vai longa. Foram mais três pontos conquistados num campeonato que se prevê difícil, mas não impossível. São já quinze jogos sem perder e a regularidade vencedora típica do FCP parece estar de regresso.

Uma palavra também para João Carlos Teixeira que trouxe coisas novas ao jogo e, com este toque de bola, há que trazê-lo mais vezes para a competição.

Numa espécie de "boxing day" à moda do Porto, é já na segunda-feira a recepção aos flavienses que acabam de perder o seu treinador para o Braga, apesar de Jorge Simão estar ainda presente no Dragão. Contudo, a máquina não pode parar e importa continuar com esta dinâmica ofensiva e vencedora! 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Créditos fotográficos de Raurino Monteiro

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15
Dez16

Coisas boas. E más...

Eduardo Louro

 

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O jogo da Taça que apurou (3-0) o Benfica para os quartos de final da competição, ontem à noite com o Real, de Massamá,  teve duas coisas boas: a exibição, na segunda parte, e os golos. E duas coisas más, mesmo péssimas: a primeira é que Carrillo nem para estes jogos serve; a segunda é que a notícia da recuperação de Jonas é francamente exagerada!

No fim, bem feitas as contas, as más superam as boas...

11
Dez16

Um grande derbi. O resto, é o costume...

Eduardo Louro

 

O derbi eterno não foi nada do que se perspectivava: nenhuma das equipas se mostrou afectada pelo passado recente. Nem o Benfica deu qualquer sinal de desestabilização pelas duas derrotas consecutivas, e em especial pela derrota e pela exibição no último jogo, com o Nápoles, nem o Sporting se mostrou afectado pela derrota na Polónia e pela eliminação das competições europeias. Nem deixou perceber qualquer desgaste físico, nem se percebeu que houvesse ninguém engripado. Talvez por isso se não perspectivasse um jogo de tão alto nível.

A primeira parte foi mesmo do que melhor se tem visto num jogo de futebol. E nesse período o Benfica foi melhor. Saiu para o intervalo por cima no marcador - com um golo que nasce em Gonçalo Guedes (mesmo que carregado por um adversário que o deixou no chão, a torcer-se com dores), e acaba num passe fabuloso do Rafa (a novidade na equipa) para uma entrada fantástica de Sálvio - porque também tinha estado por cima no jogo. Com melhor futebol, mas acima de tudo muito mais limpo: nesse período os jogadores do Sporting paravam sistematicamente os do Benfica em falta. Muitas delas, o árbitro – Jorge de Sousa – deixava por assinalar. E as que assinalava deixava por punir disciplinarmente, quer pela sequência (William Carvalho e Zieglar, pelo menos), quer pela natureza (Ziegler, ainda).

E já que se fala do árbitro – que Jorge Jesus, como é habitual responsabilizou pela derrota, voltando a um filão que não quer abandonar, e de que outros tão bons dividendos estão já a tirar – não se pode deixar de referir aquela jogada que anulou, com lançamento de bola ao solo, quando o Gonçalo Guedes seguia isolado para a baliza do Rui Patrício, por haver uns papeis no campo. Coisa que não faria, na segunda parte, quando o mesmo sucedeu num ataque do Sporting. E porque o Sporting fala de dois penaltis a seu favor terá de dizer-se que, um, uma bola cortada com o ombro pelo Nelson Semedo, é rigorosamente igual a outro, na área do Sporting, praticado pelo Coates. Ambos na primeira parte e legais, evidentemente. O outro no início da jogada do primeiro golo do Benfica, quando o Lindelof corta a bola contra o braço de Pizzi, em movimento de saída da área, faz parte da construção do filão que o Sporting quer explorar.

Fechado este parêntesis sobre a arbitragem, que nos erros que cometeu prejudicou o Benfica, voltemos ao futebol, que continuou a bom nível. Com o Sporting a entrar para a segunda parte com Campbel, no lugar do fraquinho Bruno César, a desequilibrar mais que o Gelson, do outro lado. A uma bola do Sporting no poste, respondeu o Benfica, com mais uma grande jogada de futebol, a dar no segundo golo, pelo Raul Gimenez.

A reacção do Sporting só deu um golo, ia ainda a segunda parte a meio.

No fim fica um bom jogo, a reposição dos 5 pontos de vantagem, e a vitória moral de Jorge Jesus. As ususal… Fica a convicção de Rui Vitória que, contra tudo e contra todos, manteve Luisão na equipa. E Sálvio. E o meio campo.  E fica, esperemos, o regresso do Benfica à sua normalidade competitiva: o regresso da confiança, das boas exibições e das vitórias.

11
Dez16

Feira de Talentos

helderrod

É comum dizer-se que "em equipa que ganha não se mexe". Este chavão clássico é paradigmático em quaisquer desenhos tácticos que se pretendam gizar.

Este foi o FC Porto no jogo em Santa Maria da Feira. Um FCP que me trouxe à memória outros tempos, designadamente pela hora do jogo. Ver aquelas belíssimas camisolas azuis e brancas em plena luz do dia, com um sol radiante que se foi escondendo a Oeste, é outra coisa. Para além deste feliz casamento de luz e cor, a equipa do Porto saudou os adeptos que se apresentarem em bom número com um futebol muito agradável. 

Para isso contribui também uma equipa do Feirense muito bem distribuída em campo, mesmo depois de ter ficado reduzida a dez unidades. 

Numa espécie de "powerplay" a la hóquei em patins, os talentos da frente de ataque do FCP souberam encontrar espaços com constantes variações de jogos e chegando com facilidade aos golos. E já lá vão dez em três jogos. Com um Oliver fenomenal cuja classe e toque de bola perfumados permitiu prendar-nos com belos apontamentos, um Diogo J pleno de mobilidade e dinamismo e um Brahimi muito consistente na recuperação de bolas e assistências, a equipa permite-nos a retoma na crença de que podemos voltar ao combate pelo título.

Todavia, a procissão vai no adro, mas o andor já vai adiantado e aquilo na segunda circular foi coisa feia a manchar um grande jogo de futebol. 

Já que estamos com chavões, vou adaptar um aos meus amigos leões: o Karma é uma bicha. Para aqueles lados joga-se muito andebol e, desta feita, provaram do mesmo veneno que fora expelido em Alvalade no jogo contra o Porto. A mão na bola não vale, mas a evidência choca e os erros da arbitragem foram bem visíveis. 

Aliás, foi curiosa a forma como procuraram passar um paninho sobre tamanha pouca vergonha, mas as pessoas vêem e a injustiça imperou mais uma vez.Ganhou a equipa que menos trabalhou para triunfar. 

Não adianta de nada quererem vender outro peixe. Isto vai de mal a pior e começa a ser preocupante a persistência e regularidade com que isto acontece.

Venham de lá essas tecnologias mas rapidamente. 

O futebol jamais poderá ser como uma guerra em que a primeira vítima é sempre a verdade.

Não façam de um putativo tetra, uma grandessíssima treta!

 

Vejamos o que nos espera para o próximo desafio no Dragão.

Força, Porto! Estamos na luta.

Hélder Rodrigues

 

Créditos fotograficos de Raurino Monteiro

 

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08
Dez16

O Dragão, a Raposa e o Abutre

helderrod

Bem que podia ser mais uma fábula de Esopo, mas não é. Se calhar até seria interessante, porque muitas delas ostentam moralidades que muita boa gente precisa de ler e ouvir!

Porém, centremo-nos, caro leitor, nesta noite de gala no Dragão. Não custa nada assumir que o Leicester não trouxe as melhores unidades, mas acredito veementemente que viesse quem viesse não passaria no Dragão. 

Na sequência do jogo com o Braga para o campeonato, o FC Porto continuou a plasmar em campo o seu velho paradigma. Um Porto dominador, por vezes avassalador que não deu quaisquer hipóteses ao adversário. Para isso muito contribuíram Oliver que parece estar ainda mais solto sem o Octávio a seu lado, Brahimi cujo golo merece ser dedicado a Madjer e sobretudo um espectacular Corona que marcou o golo da noite. Com efeito, está mais que visto que quando se aposta nos melhores em campo obtém-se o melhor em termos de resultado.

Está mais do que visto que as equipas que vestem de vermelho no Dragão se encolhem perante a supremacia azul e branca. 

Esta é já a defesa portista que está há mais tempo sem sofrer golos no século XXI, sendo apenas equiparada com o Porto de 98/99 do século passado. Isto vale o que vale. Mas, depois de tantos minutos contados para acicatar a pseudo desgraça do FCP, agora dá-nos um certo gozo falar destas coisas.

Fica a ideia que a equipa já ultrapassou o cabo das Tormentas, mas nada está ganho. É já no próximo Domingo por terras de Santa Maria da Feira que a equipa deverá estar à altura em Dia de Derby lisboeta.

Valeu a pena ter despachado com cinco estrelas as raposas de Leicester naquele que foi o melhor resultado de sempre de uma equipa portuguesa sobre equipas inglesas.

Apesar de agora se falar pouco nisto (só se fala quando o Porto não ganha), é uma pena os pontos perdidos pelas equipas portuguesas na Europa por causa do ranking. 

O Sporting esfumou-se na Europa do futebol e os adeptos já não precisarão de gastar mais saliva em jogos europeus. Com 5 derrotas na fase de grupos nem as vitórias morais muito agudizadas na segunda circular são suficientes para relevar o descalabro.

Já no Benfica, JJ foi sempre muito frágil nesta competição. Recordo uma vez que as águias só passaram para a Liga Europa por causa de um miraculoso golo do Hapoel de Telavive (que tinha goleado o SLB em Israel por uns expressivos 3 a 0) em cima do minuto 90. 

O mesmo se passou este ano. Os parcos 8 pontos foram suficientes, não obstante os 11 golos sofridos nesta fase da prova. Valeu-lhes mais uma vez equipas terceiras que, surpreendentemente, conseguiram apurar um SLB sem brilho.

Como tal, o prestígio europeu do Futebol Clube do Porto tem corrido décadas e já são doze as vezes que os azuis e brancos chegam aos oitavos de final na Liga dos Campeões.

Oxalá, o sorteio seja favorável para que possamos sonhar como em 87 e 2004...

 

Força, Porto!!!!

Hélder Rodrigues

 

Créditos fotográficos de Raurino Monteiro

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