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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

11
Jan17

Tudo se repetiu sem que nada se tivesse repetido

Eduardo Louro

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No regresso ao D. Afonso Henriques, desta vez para disputar o acesso às meias finais da Taça da Liga, o Benfica repetiu apenas três jogadores da equipa que aí apresentara três dias antes: os dois laterais - Ruben Semedo e André Almeida - e Pizzi.

Repetiu o resultado, a vitória por 2-0, e até o timing dos golos. E repetiu ainda o quadro geral do jogo: domínio absoluto na primeira parte, e controlo do jogo e do resultado na segunda.

Mas nada mais se repetiu. O domínio da primeira parte foi muito mais acentuado, e a exibição, nesse período, foi bem mais exuberante e assente em nouances de jogo substancialmente diferentes. Desta vez Rui Vitória optou por um ataque móvel, entregue a Gonçalo Guedes (dois golos em duas jogadas colectivas absolutamente perfeitas) e a Rafa, envolvidos por Carrillo - finalmente a mostrar que também ele pode ser mais um reforço de inverno - e Zivkovic. E o que se viu chegou a ser deslumbrante. Não fosse a indisfarçável má relação de Rafa com o golo, o penalti desperdiçado por Pizzi, logo aos 11 minutos, e a soberba exibição do jovem guarda-redes do Vitória (não se percebe por que o Miguel Silva não é o titular da baliza, mas o Pedro Martins terá razões que a razão desconhece) e o resultado ao intervalo teria sido altamente punitivo para a boa equipa de Guimarães,

E foi assim, com uma primeira parte fulgurante, a lembrar Arouca, aqui há uns meses, que o Benfica garantiu a participação na inédita final four, no Algarve, lá para o fim do mês, e a possibilidade de discutir um título que apenas por duas vezes lhe fugiu, numa competição desenhada para ser ganha pelos grandes do futebol nacional.

Os primeiros quatro classificados do campeonato são os cabeças de série. E para que as meias finais não escapem aos mais fortes, jogam em casa dois dos três jogos de cada grupo de apuramento. Os mais pequenos jogam apenas um.

O Benfica jogou em casa com o Paços e com o Vizela, ambos apenas com um jogo em casa. O Vitória fez o seu jogo fora no único jogo em casa do Vizela. O Benfica fê-lo em Guimarães. o que quer dizer que, dos quatro grupos, coube ao Benfica o adversário mais cotado. E coube-he jogar fora contra o adversário mais cotado.

Contando por vitórias os jogos disputados, com 8 golos marcados e nehum sofrido, o Benfica é o único dos três grandes que vai discutir o título. Os outros, como se sabe, foram afastados pelos árbitros. O Porto, com dois pontos, conquistados nos dois jogos em casa. O Sporting com seis pontos, com duas vitórias por 1-0 nos dois jogos em casa, com o Varzim e com o Arouca!   

E por isso, como sabemos, a Taça da Liga não tem importância nenhuma... Nem devia contar como troféu!

07
Jan17

A Batalha da Mata Real

helderrod

E o futebol é isto. Frase batida, mas extremamente assertiva. 

Se num jogo, uns marcam sem saber ler nem escrever, noutros por muitas vezes que se tentasse lá teríamos um excelente guarda-redes que Defendi tudo.

Contudo, dizer-se que o SLB é a equipa que melhor futebol joga em Portugal é no mínimo risível. Está mais que visto que em jogos forasteiros com equipas de maior nível os encarnados tornam-se uma equipa banal com laivos de pequenez.

Se isto der tetra, não passa de mais uma treta do futebol português. A primeira derrotada deste campeonato foi a verdade! 

Quanto ao Porto, mais do mesmo. Bom futebol na primeira parte e depois uma queda abrupta na segunda. Importa clarificar as alternativas de ataque. Só assim é que o Porto poderá ter ainda alguma palavra a dizer no campeonato. 

Na verdade, as coisas ainda podiam ter sido piores caso tivesse sido assinalada uma grande penalidade para o Paços de Ferreira. É certo que haverá uma outra favorável ao Porto, mas a derrota seria uma injustiça mil vezes maior do que este empate muito ingrato.

A corrida vai a meio e ainda não perdemos a guerra. Mas esta batalha da Mata Real tinha um significado importantíssimo, pelo que há aqui assim uma certa frustração pelo sucedido. 

Há que acreditar até ao fim (até porque já temos o Kelvin).

 

Força, Porto! 

Hélder Rodrigues

P.S. Quantas vezes não víamos aquela substituição em que se retirava um lateral lançando-se um central para a área adversária? Tantos pontinhos nos dava! Jamais se anda para a frente se estivermos constantemente a olhar para trás!

07
Jan17

Resposta à altura

Eduardo Louro

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A 16ª jornada levou o Benfica a Guimarães para disputar um jogo que é já um clássico do futebol nacional, sempre aguardado com grande expectativa, e sempre difícil. Desta vez talvez mais, ainda. Porque o Vitória está bem lá em cima na tabela classificativa, lado a lado com o Sporting, no quarto lugar. Porque atravessa uma fase excelente, tem uma boa equipa, muito bem orientada e a jogar bem. E porque a semana, como sabemos, foi bastante complicada, criando um ambiente muito crispado à volta do Benfica, que nada tinha a ver com o que se passava.  

As expectativas não sairam frustradas: foi um grande jogo de futebol, onde o Benfica não entrou bem. Nos primeiros dez minutos sucederam-se muitos passes errados, levando o Vitória a recuperar a bola com grande facilidade e a partir com grande frequência para o ataque. Para agravar as dificuldades, e para que nada se estranhe nesta caminhada do Benfica, perdeu bem cedo Fejsa, por lesão. Mais uma! 

A primeira grande oportunidade de golo acaba por surgir mesmo ao minuto 10, e para o Benfica, E o jogo mudou. Os passes passaram a sair no tom, e o Benfica assenhoriou-se do jogo. Tomou o controlo da partida para não mais o perder até ao intervalo, às portas do qual o Benfica faria o segundo golo e fecharia o resultado. O primeiro fora marcado ainda antes da primeira parte ter chegado a meio. Ambos sob a marca do regresso: do regresso de Jonas, e do regresso da dupla maravilha da época passada, com Mitroglou. Que fez o segundo, assistido pelo fantástico Jonas. Que fez o segundo, assistido pelo fantástico Jonas. Que fizera o primeiro, assistido por Salvio, depois do trabalho do grego que, com Jonas, é outro.

E falando de regressos há que referir o de Salvio, o de André Horta - que substituiu Jonas a meio da segunda parte - e o de Zivkovic (substituiu Salvio, já no último quarto de hora), se é que deste se pode falar de regresso. O que, se a lesão de Fejsa não representar o início de um novo ciclo negro (e neste momento, para não falar em lagartos, estou a bater com os nós dos dedos na madeira), dá conta da força com que o Benfica pode arrancar para a segunda volta. 

Na segunda parte o Benfica abordou o jogo de maneira diferente. Mas nem tudo foi diferente. O Vitória voltou a entrar melhor, e nos primeiros 10 minutos teve as suas duas melhores oportunidades de golo; numa o remate saiu por cima, na outra o Ederson fez uma defesa daquelas que só os grandes guarda-redes fazem. O Benfica preocupou-se em controlar o jogo, em ter bola e fazê-la circular, em adormecer o jogo, para de um momento para o outro criar sobressaltos na defesa vitoriana. E acabou por ser o guarda-redes Douglas a impedir por duas ou três vezes que o resultado se mantivesse inalterado.

No fim, mais um obstáculo ultrapassado com grande capacidade afirmativa: a melhor resposta que, em nome do futebol, podia ser dada aos lamentáveis e vergonhosos acontecimentos dos últimos dias. 

06
Jan17

O roto e o nu

Dylan

porto-sporting.jpg

O roto, que em tempos dizia que "só os burros é que falam da arbitragem", insurge-se agora contra os árbitros e as nomeações usando a gasta táctica da vitimação e intimidação. O nu, que ao fim de duas jornadas da Liga rejubilava com os "ventos de mudança", agora também se junta às choradeiras diárias. O roto e o nu são almas gémeas em falência técnica que odeiam o vermelho e se copiam. Disfarçam as suas incompetências desportivas à custa dos árbitros pois investiram tantos milhões para receber tostões. O roto e o nu têm voz na imprensa incendiária, no populismo desportivo grunho, sendo caso para perguntar a toda a esta gente: porque não se vestem com moralidade e bom senso?

06
Jan17

Época de incêndios

Eduardo Louro

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Todos sabemos que o futebol não é apenas um jogo apaixonante, é também um fenómeno de alienação que permite todo o tipo de manipulações. Todos temos amigos e familiares que se transformam por completo logo que a conversa chega ao futebol. Todos conhecemos pessoas por quem temos grande apreço intelectual, que nos seduzem pela inteligência, comportamentos e atitudes,  que deixamos  de reconhecer logo que o tema é futebol. 

É assim, mesmo que seja pena que assim seja. 

O que se está a passar com os árbitros é verdadeiramente inaceitável e é consequência da impunidade com que os dirigentes do futebol - e também muitos treinadores - o incendeiam para esconder os seus erros e a sua incompetência. Os jogadores podem falhar golos de baliza aberta, os guarda-redes podem dar os frangos que derem. Os treinadores podem escalar mal a equipa, podem dar cabo da motivação dos jogadores, podem fazer as substituições erradas. Os dirigentes podem contratar jogadores que nem conhecem, ou que nem se integrem nas necessidades da equipa. Mas, no fim, o culpado é sempre o árbitro. Nunca o presidente, que diz aos adeptos que ganha tudo e, depois, não tem competência para isso. 

Reparei, por exemplo, que no famoso jogo do Porto com o Morerirense que afastou os portistas da continuidade na Taça da Liga sem que tivessem ganho um único jogo, os adeptos gritavam: "joguem à bola". Era o sinal claro que o que estavam a ver era que a equipa não estava a jogar nada. No entanto, dois dias depois, estavam a invadir o centro de treinos dos árbitros, e a ameaçá-los, bem como às suas famílias, lançando um clima de terror absolutamente intoierável. 

Nas redes sociais sucedem-se os apelos sportinguistas às suas claques para que façam o mesmo, que repliquem o exemplo que vem do Porto.

É isto que os dirigentes pretendem. Para que ninguém se lembre dos actos de gestão danosa, das decisões erradas, das contratações falhadas, das promessas incumpríveis... E já que nem aqueles de nós que temos a obrigação de resistir à exacerbada paixão clubística, e de denunciar a manipulação que dela fazem, cumprimos com a nossa responsabildade, só resta ao orgão máximo da direcção do futebol, à Federação Portuguesa de Futebol, a par da máxima transparência nos processos, passar a punir severamente as declarações dos agentes do futebol sobre a arbitragem que, pela sua natureza e persistência, sejam obviamente impróprias. Não com multas irrisórias, nem com suspensões inócuas. Com multas a sério para a realidade do futebol e com perda de pontos. Com coragem e sem medo de ninguém! 

05
Jan17

Escândalo

Eduardo Louro

 Sporting e Porto mudaram os órgãos da arbitragem como quiseram. O Sporting, pelo seu presidente, veio dizer que, agora sim, as arbitragens estavam boas. O Porto, pelo seu presidente, vei dizer que só os burros falavam de arbitragem.

Porto e Sporting foram afastados da Taça da Liga. Ambos. Ambos a jogar poucochinho... Ambos com queixas da arbitragem: o Porto, de um penalti não assinalado a seu favor; o Sporting de um penalti contra. No jogo para a mesma competição, o árbitro, tão mau quantos os outros e já com história feita, com resultado em branco, anulou ao Benfica um golo limpo, e logo  a seguir transforma um penalti num livre, fora da área. 

O Benfica continou a jogar á bola, como se nada se passasse. A jogar bem e chegou ao fim do jogo com 4-0. 

Conclusão: Escândalo - o Benfica é levado ao colo pelos árbitros!

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