Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

11
Fev17

Benfica alarga vantagem para 4 pontos

Eduardo Louro

André Carrillo faz o 3-0 no jogo frente ao Arouca

 

Exactamente. Assim mesmo. Depois do que se viu na semana passada, amanhã os jornais não poderão deixar de se cobrir de títulos como este. Esperemos para ver...

Dito isto, já se pode dizer que o melhor futebol que o país tem para mostrar está de volta. O jogo do passado domingo já o tinha deixado perceber. O de hoje, desta noite gelada de sexta-feira - que certamente explica a menor assistência do campeonato, apenas 47 mil pessoas na Luz - confirmou que o Benfica não deixou fugir o perfume do seu futebol. A primeira parte foi de autêntico explendor na relva, com Carrillo - pela primeira vez titular no campeonato - Zivkovic, Jonas e Nelson Semedo a recitarem futebol. 

O Benfica entrou na partida determinado, com todos os jogadores concentrados e focados, a gerir na perfeição os ritmos do jogo e a variá-lo com critério. O Arouca - de Lito Vidigal, ao que se diz de partida, não resistindo ao chamamento de Israel - foi de imediato encostado lá atrás, donde não conseguia sair. Seguiu-se um curto período de abrandamento, que permitiu ao Arouca subir um bocadinho e deixar perceber que pretendia fazer o que todos querem fazer na Luz: pressionar no campo todo, condicionar a saída de bola e tentar engasgar a construção do Benfica.

Só que, na tal gestão dos ritmos do jogo, o Benfica rapidamente voltava a imobilizar o adversário lá atrás. Percebia-se que o golo estava a espreitar. Apareceu, foi muito festejado, mas viria a ser anulado, a fazer lembrar o terceiro golo do Boavista do fatídico último jogo da primeira volta, mas em versão bem menos exuberante. Isso mesmo, o critério é só um. E simples: se, em fora de jogo possicional, um jogador se faz ao lance, é fora de jogo se der golo para o Benfica. Já não o é se der golo contra o Benfica.

Pouco depois, Mitroglou voltaria a acertar na baliza, de cabeça, a passe de Jonas, em mais uma espectacular jogada de futebol. Ia a primeira parte a meio e não havia como anulá-lo. Menos de 10 minutos depois, numa jogada colectiva ainda mais bonita, o grego bisou.

Em noite de lua cheia, a Luz resplandecia de futebol. De repente, o caso Mateus: Ederson sai da baliza e vai disputar a bola com o conhecido angolano do Arouca, a meio do meio campo. Chuta a bola que, azar dos azares, vai bater no Eliseu, que vinha em corrida, e segue em direcção à baliza, enquanto o guarda-redes do Benfica acaba a chocar com o adversário. O jogo prossegue, Lindelof recupera a bola bem antes que ela se cruzasse com a baliza e, por ordem do fiscal de linha, o árbitro interrompe o jogo expulsa o guarda-redes. Como se o árbitro assistente - é assim que se chama, não é fiscal de linha -, que não veria, bem à sua frente, uns minutos depois, uma agressão com o cotovelo a Lindelof, tivesse visto a bola ser jogada pelo avançado do Arouca, e como se ele tivesse ficado isolado, em condições de fazer golo. Inacreditável!

Não houve eclipse. Nem da Luz, nem do bom futebol, porque já se viu que não é por aí. A Luz reacendeu-se, e reacendeu-se ainda mais quando o árbitro apitou para intervalo depois de mais uma falta sobre Carrillo, junto à àrea adversária, que o árbitro assinalou sem que permitisse cobrar o livre. E o bom futebol, evidentemente que com novas nouances, regressou para a segunda parte com os 10 jogadores do Benfica. 

E para que não ficassem dúvidas, logo no início, Carrillo assinou a obra de arte que fixaria o resultado final. A fasquia da qualidade dos golos tinha vindo a subir e estava bem alta: o terceiro não podia ser outra coisa que uma obra prima.

Valeu a pena esperar por Carrillo!

 

05
Fev17

Firme na frente

Eduardo Louro

vídeo


Pela primeira vez neste campeonato a Luz contou menos de 50 mil espectadores. Em regra as assistências têm andado pelos 60 mil, mas este é também o preço da oscilação que afectou a equipa nas duas últimas semanas. Mesmo assim nada de significativo, basta reparar que mesmo assim esteve mais gente hoje na Luz que ontem no Dragão, num clássico decisivo para ambos.

Comecei pela moldura humana de hoje na Luz porque, nas condições especiais deste regresso a casa, à terceira jornada da segunda volta, era importante ver como reagia o público a um Benfica a lamber as feridas e, pela primeira vez em 15 jornadas e muitos meses, a entrar em campo sem estar no lugar mais alto da classificação. A verdade é que a resposta dos benfiquistas foi clara no apoio à equipa. Não é por aí... Não irá ser por aí!

Nem por aí nem por outro lado qualquer, apetece já adiantar que esta é a conclusão final do jogo.

Os primeiros vinte minutos não surpreenderam ninguém. O Nacional começou por fazer aquilo que é já clássico, pressão sobre a bola, bloco curto, bem junto e grande intensidade física na disputa dos lances. Nada de novo, todos os adversários do Benfica há muito fazem assim, sem grandes resultados, como se tem visto. As excepções, que só confirmam a regra, aconteceram apenas quando o Benfica não foi minimamente eficaz na concretização das oportunidades de golo que sempre criou.

Por isso, se os primeiros vinte minutos não surpreenderam ninguém, os restantes setenta também não. A não ser os que esperavam que a equipa não conseguisse sarar as feridas abertas nas últimas duas semanas. Quando Jonas, aos 26 minutos, fez o primeiro golo percebeu-se que não havia mais fantasmas, e que a normalidade estava de regresso. E com ela o melhor futebol que se pratica neste campeonato, mesmo que aqui e ali com alguma timidez.

O segundo, ainda por Jonas e de grande execução, surgiu pouco depois, à entrada dos últimos 10 minutos da primeira parte, quando no relvado já se desenhavam jogadas do melhor futebol que por cá se vê.

A segunda parte - que daria apenas mais um golo, de Mitroglou, assistido por Rafa em mais uma brilhante jogada de futebol, seria de confirmação. De confirmação do regresso da equipa ao bom futebol, e da confirmação de que a arbitragem está mesmo apostada em apertar. Nem é necessário falar se há um ou dois penaltis por assinalar, basta falar da incrível dualidade do critério disciplinar do árbitro. A equipa do Nacional não poderia acabar o jogo com mais de oito jogadores em campo. Mas acabou inteirinha, mesmo que o seu capitão devesse ter sido expulso em três ocasiões distintas. Numa delas mandou o Sálvio de regresso ao estaleiro, numa entrada violenta, e por trás, quando o argentino se isolava a caminho da área.

O Benfica não recuperou a liderança. Manteve-a.  Mantém-na desde a quinta jornada. Sem a folga a que estávamos habituados, mais apertada agora, na diferença mínima. E por isso tudo vai apertar ainda mais... Mas também não irá ser por aí!

 

05
Fev17

E agora, Jesus? Não adianta chorar! (ler em Português do Brasil)

helderrod

Recordando os tempos do saudoso Gomes Amaro, no seu magnífico "Quadrante Norte" com o comando geral de Ilídio Inácio, vale a pena enfatizar que não adianta escorrer argumentos.

Na verdade, o clássico da noite tempestuosa do Dragão com uma excelente casa que foi capaz até de desencadear uma trégua à intempérie brindou os amantes de futebol com um jogo emocionante e disputado. Muito se deve ter sofrido na segunda circular. E não era para menos.

A boa réplica do Sporting foi alimentando a ténue esperança de que o FC Porto escorregasse em casa. Mas não. 

Volvida uma volta inteira, os azuis brancos somaram apenas uma derrota justamente em Alvalade. 

Tal se sucedeu muito por culpa do Soares, que é fixe. Técnica, presença e potência foram ingredientes para uma estreia de sonho do avançado brasileiro que mereceu o título de jogador mais valioso em campo. 

A este facto não será igualmente alheia a aposta de Nuno Espírito Santo num onze declaradamente ofensivo com extremos bem abertos e atentos na defesa perante um espectacular Gelson Martins. 

Com efeito, o Sporting Clube de Portugal demonstrou no Dragão que é uma equipa com bastante qualidade, jogando um bom futebol principalmente na segunda parte. Nada teve a ver com a atitude pequenina do vizinho da Luz. Foi preciso muita abnegação e até alguma humildade para segurar um bom meio campo leonino.

Para ajudar à festa, veio um árbitro patrocinado por uma marca qualquer que se julga um inveterado anglo saxónico. Porém, falta-lhe a equidade no capítulo disciplinar e nos preciosismos de um zelo duvidoso.

Não obstante este facto, assistiu-se a um excelente jogo de campeonato em que o Leão deu a estrela ao Dragão. Será a estrela de Campeão? Ainda não se sabe ao certo. Mas hoje houve tarimba triunfante de campeões. Parabéns às equipas. 

Ao FCPorto resta a tomada de consciência que há ainda um longo e duro caminho a percorrer e a próxima conquista é já em Guimarães. Vamos, Porto!

 

E, Rui Patrício! Vai lá! Vai lá! Vai lá! (ler em Português do Brasil).

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Pág. 2/2

Seguir

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D