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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

29
Ago18

Objectivo inegociável: done.

Eduardo Louro

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É por isto que o futebol é apaixonante, e resiste a todo o mal que lhe fazem.

O ambiente em Salonica, no campo (aquilo não é um estádio) do PAOK, era mais um adversário, em cima do resultado adverso levado de Lisboa. Na constituição da equipa, mais uma acha para a fogueira que se esperava - Seferovic. Que, mal sai a bola de jogo, a entrega a um adversário, obrigando André Almeida a fazer falta. E amarelo, aos 40 segundos!

Nos primeiros 4 minutos o Benfica não tocou na bola. Corria atrás dela, bem tratada pelos jogadores da equipa grega que, para além de atropelarem literalmente os adversários, ainda tinham tempo para jogar um futebol fluido e bem trabalhado. A partir daí, escapando ileso a esse início terrível, o Benfica equilibrou. Passou a ter bola, e a acercar-se com  frequência da baliza adversária mas, ainda antes de fechado o primeiro quarto de hora, mais um mau passe, e mais uma falta, um livre de treinador, quase científico, e golo!

Ao quarto de hora de jogo, o pior cenário estava montado. Só que, cinco minutos depois, num canto de Pizzi, Jardel empatou. O jogo e a eliminatória. 

Foi importante, mas não seria ainda aí que as coisas mudariam radicalmente. Seria cinco minutos depois, quando uma sucessão de três erros (dois deles do guarda-redes) da linha defensiva da equipa grega, acabou num penalti sobre Cervi, que Salvio converteria na reviravolta no marcador. Pouco passva de meio da primeira parte, e percebia-se que tudo tinha mudado e que deficilmente o Benfica falharia o objectivo inegociável.

Aos 39 minutos, numa jogada de futebol sensacional, produto acabado da sociedade Cervi & Grimaldo, Pizzi marcou o terceiro e acabou com os gregos, com as dúvidas e com o jogo. Por esta ordem.

A entrada na segunda parte só confirmou isso mesmo, a abrir logo com uma jogada de golo. Não deu golo, acabou em canto. E o canto em penalti - grande arbitragem do alemão que nos estava atravessado na garganta desde a final de Turim, com o Sevilha - com que Salvio, bisando, selava tudo o que havia para confirmar.

A partir daí, do jogo só se poderia esperar mais golos do Benfica. É certo que não os deu, mas oportunidades não faltaram. Só nos últimos 10 minutos o PAOK, e quando já jogava com menos um, criaria algum perigo. Ou melhor: alguma oportunidade para o Odysseas brilhar. Antes tivera uma bola na barra, mas até essa estava controlada pelo guarda-redes do Benfica.

Foi preciso muito tempo, tempo de mais, para a superioridade do Benfica vir ao de cima. Há nisso certamente mérito da equipa grega, e em particular do seu treinador. Mas, sem qualquer dúvida, foram as oportunidades falhadas há uma semana, na Luz, que criaram a ilusão que o segundo classificado do campeonato grego poderia afastar o Benfica da Champions. A alguns de nós, mas acima de tudo a eles!

No fim, tudo está bem quando acaba bem. Até mesmo a opção por Seferovic. Para quem diz que Rui Vitória não arrisca...

29
Ago18

Um susto e depois quatro passos para os milhões

Daniel João Santos

Começar tremido, pregar um susto aos adeptos sofrendo um golo é de deixar qualquer benfiquista com coração nas mãos. Depois, finalmente concretizou-se as oportunidades, marca-se quatro golos e tranquiliza-se a equipe e adeptos.

Convém lembrar que nem tudo foram rosas e por ali ainda se encontrou vários cactos. Apesar destes 4-1 continuo desconfiado do senhor Rui e da sua estratégia. Espero me enganar e isto ser só implicância minha.

26
Ago18

Superstição e peditório

Eduardo Louro

Benfica 1-1 Sporting: Estreia feliz de João Félix 'estragou' noite (quase) perfeita de Salin

 

Confesso uma superstição, ao que julgo, comum a muitos benfiquistas: se a àguia Vitória não faz o seu voo direitinho ao seu poleiro de suporte, a coisa não vai correr bem. É sempre assim, e quando assim não é... é a excepção, a tal que confirma a regra!

Hoje a Vitória - tenho uma cadela com o mesmo nome, que também se porta mal com frequência - não quis brindar-nos com aquele voo rectilíneo e seguro, andou por ali às voltas e acabou, eventualmente já cansada, por aterrar na relva, ali no centro do terreno de jogo, mas a 15 ou 20 metros da gloriosa base da gloriosa águia, para desilusão dos mais de 60 mil que enchiam as bancadas, que pouco despois haveriam da dar uma nota de festa na bonita coreografia da reconquista.

Tinha de correr mal, só podia...

Todos os dérbis são especiais. Mas este talvez fosse ainda mais especial. Surgia no meio de uma eliminatória de apuramento para a Champions, a sugerir que a Federação e a Liga não dão muito atenção a essas coisas - pelo menos se for Benfica a estar em causa, porque lembramo-nos bem do que aconteceu o ano passado nos sorteio do campeonato em relação ao Sporting, então a discutir esse apuramento -, e surgia em pleno período do que convencionou chamar convalescença do Sporting.

O dérbi de hoje foi inequivocamente marcado por estas duas circunstâncias. Primeiro porque o Benfica jogou a pensar nos jogos com o PAOK. A pensar - e a jogar - como pensou no jogo de terça-feira passada, mas também a pensar no que aí vem, na próxima quarta-feira. E, depois, porque não quis ser desmancha-prazeres, e não deixou de se associar a este pungente movimento nacional de reabilitação do Sporting, coitadinho, que Bruno de Carvalho deixou dilacerado, às portas da morte.

Durante toda a primeira parte o Benfica preocupou-se em não fazer mal. Não fazer mal ao Sporting, evidentemente. E por isso o jogo não teve então história. Nem mesmo aquela entrada do mal agradecido Ristovski sobre Cervi, a meio da primeira parte, que deixou o argentino a sangrar e de cabeça atada para o resto do jogo, demoveu o Benfica desse incumbimento nacional.

Na segunda parte, parece que o Benfica percebeu finalmente que não lhe competia dar a mão ao mais fraco Sporting que me lembro de ver na Luz. Que não tinha nada a ver com o facto de o Sporting só ter aquilo para dar. Mas, aí, já tinha perdido 45 minutos. E tinha ainda que se ver com as suas próprias debilidades, a maior das quais, como se sabe, tem a ver como Ferreyra não encaixa na equipa, ou como a equipa não encaixa Ferreyra... Vai dar no mesmo. E, como se tudo isso não bastasse, tinha ainda que se ver com a confiança que já tinha dado a Salin, por quem antes ninguém dava um avo.

Como se na primeira parte o Benfica não tivesse já dado tudo para o peditório, quando atravessava o seu melhor período e nos convencia a todos que agora é que é, resolve dar ainda mais um bónus: uma brincadeira de Fejsa acabou numa precipitação de Rúben Dias, oferecendo um penalti ao Sporting. Que o Nani naturalmente não falhou.

Faltava cerca de meia hora para o fim do jogo, e o Benfica atirou-se finalmente para cima do Sporting. As oportunidades sucediam-se, como as defesas de Salin, a lembrar os melhores dias de Rui Patrício. Ia dizer que as substituições de Rui Vitória foram bem feitas, porque o menino João Felix voltou a entrar muito bem e marcou o golo do empate, aos 86 minutos. Mas nem isso se pode dizer, porque a primeira opção foi tirar o Cervi, exactamente quando era o principal dinamizador do jogo do Benfica. E porque Seferovic ... Francamente...

Assim, e com as defesas do Salin, e com um inesgotável cardápio na arte de bem queimar muito tempo (neste particular o Sporting fez bem pior que a grande maioria das equipas pequenas que vêm à Luz) acabou empatado mais um jogo que o Benfica tinha de ganhar. E que, mais uma vez, não soube. Como a águia Vitória tinha anunciado!

 

 

 

 

 

25
Ago18

Vários sentimentos

Daniel João Santos

Este dérbi ente o Benfica e o Sporting, que deu empate deixou vários sentimentos:

A frustração de ver uma equipe dominar e não marcar um golo. Ainda por cima, perante um Sporting com poucas ideias.

A alegria de ver que ainda existem jovens que não temem o jogo, João Félix, demonstrando aos avançados do Benfica como se marca de cabeça.

A preocupação por ver o Benfica a jogar sem avançados. Aqueles dois que por ali passaram hoje, alternadamente, juntos não dão meia perna de Jonas.

A incredibilidade perante a arbitragem protagonizada por Luís Godinho. Um árbitro sem categoria e sem capacidade para arbitrar um jogo destes.

A preocupação perante estes dois últimos jogos, PAOK e Sporting. 

Desconfiança sobre a capacidade do actual treinador, Rui Vitoria, de corrigir os problemas da equipe ou, indo mais longe, conseguir dirigir este Benfica.

 

21
Ago18

Objectivo inegociável em risco

Eduardo Louro

Pizzi

 

O Benfica acrescentou hoje mais dificuldades à tarefa de chegar à Champions, ao empatar a um golo com o PAOK, na Luz. A verdade objectiva é que o Benfica parte para Salonica em desvantagem, exactamente ao contrário daquilo que deveria ser.

Tinha aqui dito, há uma semana, quando o Benfica acabara de eliminar o Fenerbace, que o adversário que se seguia era teoricamente mais fácil. Mau grado a folha de serviço que apresenta - eliminar o Basileia e o Spartak de Moscovo, é obra! - o jogo de hoje confirmou essa ideia. Nenhum jogador da equipa grega tinha lugar no onze do Benfica.

No entanto ninguém terá ficado muito surpreendido com este resultado. Negativo, e a transformar o jogo de Salonica num desafio de alto risco para o inegociável acesso à Champions. O Benfica mostrou que é muito superior, que tem melhores jogadores, e que joga muito mais. Mas, à medida que se sucediam e se desperdiçavam oportunidades de golo, começava-se a instalar-se na cabeça de toda a gente aquela ideia batida, velha e gasta - quem não marca, sofre.

Desperdiçar 20 ou 30% das oportunidades criadas poderá aceitar-se. A sorte e o azar pesam nestas coisas e o Benfica teve, sem dúvida nenhuma, muito azar, bem expresso nas quatro oportunidades de Pizzi, todas de excelente execução. E, naturalmente, a equipa grega muita sorte. Mas desperdiçar todas as oportunidades criadas - e foram bem perto de uma dezena - não é aceitável, nem pode ser explicada apenas por azar. 

Nunca, nos quatro jogos oficiais anteriores, o Benfica tinha criado tantas oportunidades de golo. Creio que nem mesmo neles todos juntos. E por isso se tem de falar de avançados, até porque, golos, só com Pizzi e Gedson. E tem de se falar em Ferreyra, e na desilusão em que a sua utilização se transformou. Ferreyra não é aquilo mas, acima de tudo, não é para aquilo. Não percebo como é que Rui Vitória não o percebe!

Mas também tem de se falar da equipa. O PAOK só deu sinal de vida, e chegou ao empate, quando a equipa se desligou do jogo, a 20 minutos do fim. Nenhuma equipa consegue estar 90 minutos a pressionar, em regime de alta rotação. Mas uma coisa é gerir os intervalos, é descansar com bola, sem perder o controlo do jogo. Outra é desligar. E não foi a primeira vez que isto aconteceu!

21
Ago18

Muito curto

Daniel João Santos

Empatar (1-1) em casa com o PAOK deixa o Benfica em maus lençóis. A exibição até que foi boa. No entanto, com tanto domínio não se pode falhar assim golos e muito menos desligar do jogo a meio da segunda parte. Esse desligar deu um golo perigoso para a continuidade na Liga dos Campeões. Mas, eu acredito!

20
Ago18

VIVA O MAR

Eduardo Louro

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A segunda jornada da Liga de futebol manteve as suas pecularidades, e desta vez criou o paradigma do último minuto. No último minuto do jogo de Alvalade, nem o árbitro nem o VAR viram o que todos vimos: um penalti a favor do Vitória de Setúbal, que daria de novo, e por fim, o empate. No útimo minuto do jogo do Jamor, o VAR e o árbitro viram o que mais ninguém viu: um penalti a favor do Porto, que lhe deu os três pontos.

Percebem-se as preocupações com a convalescença do Sporting, e o desígnio de o levar direitinho, bem amparado, sem o deixar cair e inteirinho até à Luz. Já quanto ao Porto, que mesmo sem estar doente está a jogar tanto como o Sporting, não é preocupação. É obcessão. Que também é doença...

E, neste Agosto quente, viva o MAR - Medical Assistence Results!

19
Ago18

Maior. E vacinado!

Eduardo Louro

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À segunda jornada, o Benfica hoje tinha no Bessa, à luz da História, um dos jogos mais difíceis do campeonato. É sempre difícil para o Benfica ganhar ao Boavista, no Estádio do Bessa, é ainda mais. O Boavista agiganta-se sempre frente ao Benfica, que tem sempre muita dificuldade em lidar com aquela entrega dos jogadores axadrezados que os transforma em autênticas carraças, naquele estilo de canela até ao pescoço.

Dado o pontapé de saída, percebeu-se logo que, do lado boavisteiro, a tradição ainda é o que era. Rapidamente os jogadores do Boavista puseram em campo todos esses conhecidos atributos. O Benfica não mostrou de imediato que trazia o antídoto, deixando que por momentos tenham passado pela cabeça dos adeptos algumas imagens  que lhes ficaram de alguns destes jogos.

Aos 4 minutos o Boavista até poderia ter marcado, na primeira oportunidade de golo do jogo, e única da equipa da casa em todo o jogo. Mas a partir daí começou a perceber-se que o Benfica vinha vacinado para o jogo boavisteiro. E percebeu-se que era mesmo vacina, não era um mero antídoto. É que o Benfica pegou nos vírus do adversário e, já com os anti-corpos, partiu para a luta. No mesmo terreno e com as mesmas armas.

Não virou a cara à luta, não poupou na intensidade em cada disputa, e pressionou. Pressionou sempre, e logo a partir do guarda-redes adversário. E quando assim é, quando lutam e correm tanto como os adversários, os melhores jogadores fazem melhor. E são insofismavelmente superiores!

E, isso, o jogo começou muito cedo amostrar. À meia hora mostrava já um Benfica dominador, com o Boavista encostado à sua área, raramente conseguindo chegar ao meio campo. Safando-se como podiam, afastando a bola de qualquer maneira... 

Só que aquele volume de jogo, e aquele domínio muitas vezes sufocante, não tinham correspondência em oportunidades de golo. Tudo porque o pecado maior do futebol do Benfica neste início de época continua(va) lá: a bola não chega ao ponta de lança. E quando o ponta de lança é Ferreyra, este também não a procura.

Estava o jogo nisto quando, o Ferreyra que não procura a bola, ganha a bola que nunca lhe chega, e depois faz o resto: o golo, com a qualidade que todos sabemos que tem, mas que teimava em esconder-nos. Faltavam 10 minutos para o intervalo, e o jogo passava a fazer sentido.

A segunda parte arrancou com o Benfica ainda mais pressionante, com a lição do jogo da época passada bem metida na cabeça. E então sim, as oportunidades de golo passaram a suceder-se, umas atrás das outras. Ao Boavista, que já apenas se limitava a tentar partir qualquer coisa - o quer que fosse - ao endiabrado Gedson, valia-lhe  o seu guarda-redes, Helton. 

Pouco passava da hora de jogo quando Pizzi - o líder dos marcadores, por esta altura - fez o segundo, depois de mais um roubo de bola, agora de Salvio, que disparou até à linha final para centrar atrasado, como deve ser.

Foi fundamental, este golo. Porque matou o jogo mas, acima de tudo, porque pôs água na fervura do jogo, com os jogadores do Boavista a bater em tudo o que mexia. E, claro, como o Gedson não parava de mexer... Pelo menos por uma vez ficou o vermelho por mostrar, numa entrada verdadeiramente assassina do lateral esquerdo do Boavista, e Rui Vitória teve mesmo de o tirar do jogo, para não correr o risco do miúdo sair de lá com uma perna partida.

O jogo . o mais sólido e consistente do Benfica, e a melhor exibição deste início de época - deu ainda para a estreia do João Felix, outro dos miúdos fantásticos do Seixal. Quase tinha dado para um golo e uma assistência, e para uma estreia de sonho. Não deu. Foi pena... 

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