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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

07
Nov18

O primeiro adeus

Eduardo Louro

 

Como era previsível o Benfica está, mais uma vez, afastado dos oitavos de final da Champions. Não é uma questão matemática ... É simplesmente uma questão de tempo. Na próxima ronda tudo ficará arrumado!

É o primeiro adeus no Benfica. Espera-se agora pelo segundo...

Com o povo benfiquista ainda sem voltar costas - mais de cinquenta mil de novo na Luz - o Benfica não foi além do empate, num jogo que tinha obrigatoriamente que ganhar. Não foi um grande jogo, mas foi sempre um jogo de grande intensidade.

Começou em ritmo estonteante, com o Ajax a pressionar no campo todo, e o Benfica a tentar responder na mesma moeda. Foi assim durante toda a primeira metade da primeira parte. Depois o ritmo baixou. Quer dizer, o Ajax baixou o ritmo.

O Benfica chegou ao golo, a beira dos 30 minutos, num erro - ou dois - do guarda-redes dos holandeses, quando era a equipa que mais tinha feito por isso. Mesmo que o jogo estivesse equilibrado, e assim continuasse até ao intervalo. Mas com três grandes sustos: as lesões de Jonas (numa carga do central holandês para vermelho, que nem amarelo mereceu) e de Salvio (sozinho) e, mesmo nos últimos segundos, um golo feito do Ajax. Pela primeira vez nos últimos jogos, o Benfica teve um momento de sorte.

Na segunda parte o jogo foi diferente, e o Benfica esteve bem pior. E rapidamente o Ajax chegou ao empate que se vinha advinhando, numa bela jogada de futebol concluída com alguma sorte, mas também com alguma imperícia do Rúben Dias e do Odysseas.

No fim, nos dois últimos remates do jogo, faltou sorte ao Benfica. Faltou precisamente ao Benfica a sorte que o Ajax teve há duas semanas, quando marcou no último remate através de um ressalto em Grimaldo. Desta vez, no último remate do jogo, o Gabriel rematou a dois metros da baliza aberta e o guarda-redes conseguiu esticar o pé e evitar o golo.

O Benfica poderia ter ganho o jogo, como também poderia ter ganho o de Amsterdão. Teve ocasiões para isso, e não teve pontinha de sorte. É certo. Mas não é menos certo que, no que toca a jogar a bola, a distância entre este Benfica e este Ajax é maior que a que separa Lisboa de Amsterdão.

A verdade é que a segunda parte mostrou a enorme a diferença entre o futebol colectivo do Ajax e o futebol desgarrado do Benfica, feito das arrancadas do Grimaldo, do Cervi e do Rafa. E das faltas de Sferovic. E quando assim é nem sobra muito jeito para falar de sorte, de azar e de arbitragens!

05
Nov18

Quem dá o que tem a mais não é obrigado

Dylan

vitoria.jpg

Pode não ter a astúcia de Trapattoni, o benfiquismo de Toni e a classe de Eriksson, mas Rui Vitória será sempre um senhor. Há um provérbio que diz que "quem dá o que tem, a mais não é obrigado", pois foi isto que o abnegado ribatejano sempre fez. Enxovalhado pelos treinadores dos rivais, pela comunicação social, por alguns adeptos que o apelidavam de "professor de ginástica" e pela pressão de treinar um gigante como o Benfica, respondeu com vitórias: 2 Campeonatos Nacionais, 1 Taça de Portugal, 1 Taça da Liga e 2 Supertaças. No entanto, a partir do meio de 2017, houve um claro desinvestimento no plantel originando fracas qualidades exibicionais que nem a alteração do sistema táctico melhorou. Pelo meio, foram publicados uns emails roubados e deturpados envolvendo o Benfica num esquema que envolve a arbitragem portuguesa, com o propósito de condicionar a mesma a favor de outros. E chegamos até aqui, quando um ancião de 34 anos faz chantagem e passa a ser o mais bem pago da equipa, estilhaçando um balneário, no lugar em que o treinador não consegue ter pulso num conjunto de pseudo vedetas com grandes diferenças salariais, desmotivados, e onde os adeptos desligam-se da equipa, vexados, abandonando os jogos ao intervalo, dando razão aos que acham que talvez seja a hora de mudar antes que seja tarde demais. 

03
Nov18

Há coisas que não vale a pena prolongar

Eduardo Louro

 

Tudo começou direitinho. A águia Vitória tardou um bocadinho, mas fez o seu papel e chegou ao seu destino -  dos Vitória, foi a única a fazê-lo -, o adversário não chateou com a escolha de campo, a moeda caiu para o lado de Jardel - e foi a única coisa que lhe saiu bem -, Jonas estava finalmente de regresso à titularidade e, qual cereja no topo do bolo, marcou, a passe do João Félix, logo no primeiro ataque à baliza adversária, ainda o relógio não tinha chegado ao segundo minuto.

Foi com este arranque perfeito que o Benfica surgiu hoje na Luz, longe das enchentes de há semanas - elas não matam, mas moem - mas, mesmo assim, com quase cinquenta mil, para defrontar o Moreirense. Mas foi também este arranque perfeito que a equipa do Benfica tratou de dinamitar de imediato.

O golo madrugador, o centésimo de Jonas no campeonato português, em vez de libertar a equipa, em vez de apaziguar a ânsia do golo que fugia, e de atemorizar o adversário, deixou a equipa a dormir. Logo. De imediato!

E passou a ver-se em campo uma equipa que não dava espaços à outra, e usava  magistralmente os que a outra lhe oferecia. Uma equipa colectivamente muito melhor, e até - juraríamos - com melhores jogadores individuais. Só que essa equipa era a que tinha chegado de Moreira de Cónegos!

Foi assim durante toda a primeira parte. Passava pouco da meia hora de jogo e já o Moreirense ganhava por 3-1. Em pouco mais de uma hora, as primeiras meias-horas dos dois últimos jogos, o Benfica sofria cinco golos, tantos como nos anteriores sete jogos do campeonato. Todos eles inaceitáveis numa equipa da dimensão da do Benfica, e todos eles a revelarem o estado de esgotamento a que a equipa chegou.

O esgotado futebolzinho de Rui Vitória é isto. Quando tudo corria bem, os golos apareciam e as fragilidades disfarçavam-se. Mas à menor contrariedade é o descalabro. E hoje já todos os treinadores conhecem esse futebolzinho, e sabem como contrariá-lo... É o descalabro a suceder-se sucessivamente, já com toda a gente sabe como lançar a equipa do Benfia no caos.

E então é vê-la perdida em campo, sem perceber o que lhe está a acontecer, ora agarrada  a um futebol estéril de passes para o lado e para trás, incapaz de um rasgo, de uma rotura, ora perdida no pontapé para frente, a entregar sucessivamente a bola à defesa adversária. 

Há coisas que não vale a pena prolongar. Isto é uma delas! 

 

02
Nov18

Vão andando

Daniel João Santos

Hoje, com esta derrota em casa contra o Moreirense, foi atingido o ponto do não retorno. Está definitivamente na hora de se fazer um balanço e apontar saídas: saída rapidamente de Rui Vitoria e de seguida do senhor Vieira.

Rui Vitoria esgotou o pouco crédito que ainda tinha. Com um plantel carregado de qualidade e soluções, Vitoria insiste no mesmo jogo de sempre e sempre com os mesmos protagonistas. André Almeida é o exemplo do sistema actual do Benfica. Depois destas exibições teria de ser o treinador a tirar ilações e sair pelo próprio pé.

O senhor Vieira, grande timoneiro benfiquista, já deveria ter saído há muito tempo. Perante tantas e tantas suspeitas, depois da gestão dos treinadores que fez, com a saída de Jesus e a entrada de Rui Vitoria, dando entrevista com traços megalómanos- campeão europeu com 80 por cento de jogadores formados no Benfica-, apresenta traços de acentuado de desgaste e desvarios variados.

No entanto, espero estar enganado, nenhum dos dois vai sair do sitio e o caminho é sempre para baixo.

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