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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

30
Dez18

Cumpriu-se os espírito da Taça da Liga. Os regulamentos é que não!

Eduardo Louro

 

Dizem as notícias que o Porto ganhou (2-1) ao Belenenses e que, com os mesmos pontos e a mesma diferença de golos que o Chaves, se apurou para a final four da Taça da Liga por, de acordo com os regulamentos, ter marcado mais golos.

O que as notícias não dizem é que o Porto violou aqueles mesmos regulamentos por não ter cumprido, pelo menos 45 minutos, com dois jogadores formados no clube na equipa inicial. 

Para cumprir com a imposição regulamentar de ter na equipa inicial um jogador da formação, Sérgio Conceição fez alinhar Bruno Costa (dizem que Danilo, formado no Benfica, é da formação do Porto). Com as coisas a correrem mal, substituí-o por Soares aos 39 minutos, quando trocou também Maxi por Hernâni, igualmente da formação portista.

Estranhamente - ou talvez não - as notícias nada dizem disto. O que importa é que, juntando pela primeira vez os quatro maiores, o espírito da Taça da Liga se cumpriu. 

29
Dez18

Marcha-atrás?

Eduardo Louro

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O Benfica assegurou a presença na final four da Taça da Liga, com um empate na Vila  das Aves, interromendo a série de vitórias iniciada com a abortada chicotada psicológica, que já ia em sete.

Num jogo que teve muito de regresso ao passado recente, que julgávamos ultrapassado, em que o Desportivo das Aves foi quase sempre melhor. Rematou mais - muito mais - e criou muito mais oportunidades de golo, mesmo que o Benfica tenha tido mais bola e tenha atacado mais. 

Ao intervalo parecia que o Benfica tinha o jogo controlado, mas logo no arranque da segunda parte a equipa da Vila das Aves chegou ao golo, e tudo mudou. Nunca mais o Benfica conseguiu controlar o jogo, entrando numa espiral de instabilidade emocional que deixava a equipa muito vulnerável às inicidências do jogo. 

O jogadores do Aves começavam a cair a torto e a direito, por tudo e por nada. Só que, quando se levantavam, davam sucessivos esticões no jogo, quase sempre levando o perigo à baliza do intranquílo Svilar, e criando sempre mais oportunidades de golo que o Benfica, que o procurava. Foram vinte minutos assim!

Até Sferovic ter feito o golo do empate, numa jogada em que, à vista desarmada, parte em posição legal mas que, com VAR, teria provavelmente sido invalidado. Haveria ali uma unha qualquer adiantada... Já não teria sido necessário VAR para assinalar dois penaltis a favor do Benfica, especialmente aquele na primeira parte, sobre o André Almeida.

Não foram melhores os restantes vinte e quatro minutos. Antes pelo contrário, fazendo levantar muitas dúvidas... Uma das quais é se isto hoje foi uma manobra de interrupção de marcha ou se foi mesmo uma de marcha-atrás. Que em muitas situações é proibida!

 

23
Dez18

Natal de retoma

Eduardo Louro

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Catedral cheia, de novo. Como se nada se estivesse a passar, como se a equipa estivesse a fazer os adeptos acreditarem, como se viesse de grandes jogos, de exibições mobilizadoras...

Os jogadores do Benfica parece que sentiram isso, entenderam que não podiam defraudar aquela imensa mole humana, e partiram para um jogo simplesmente memorável. 

Que até nem começou de forma muito entusiasmante. Nos primeiros 20 minutos era um jogo sem balizas: as equipas jogavam, especialmente o Benfica, com o Braga mais na expectativa, mas ... remates... Nada!

O primeiro foi do Benfica, exactamente à passagem do minuto 20. O excelente remate de Pizi, que deu num grande golo. Logo a seguir a oportunidade para o segundo e, depois, foi a vez do Braga. De cinco minutos de Braga, porque o que se seguiu foi um verdadeiro assalto do Benfica à baliza de Tiago Sá. Deu para o segundo, de Jardel, finalmente a tirar proveito de um canto. Pela primeira vez no campeonato, a primeira, mesmo, tinha acontecido na passada quarta-feira, naquele triste 1-0 em Montalegre, para a Taça.

O Braga estava encostado às cordas, sem saber o que fazer da vida, esperando ansiosamente o intervalo. Mal imaginariam que não lhes valeria de nada, que aquilo era apenas o prenúncio do que estava para vir...

Logo na bola de saída da segunda parte o Benfica podia ter chegado ao terceiro. Não tardou muito, apenas mais dois minutos, num golo todinho de Grimaldo ... de pé direito. O Braga ainda reagiu, chegando ao golo logo três minutos depois. Tanto quanto demorou o quarto, de Jonas.

E o Benfica não levantou o pé, com um grande futebol e com mais dois golos (Cervi e André Almeida) no quarto de hora seguinte. Ainda antes do jogo entrar no quarto de hora final - esse já em ritmo mais pousado - o Braga fechou o resultado num inimaginável 6-2.

O futebol tem esta magia. De um momento para o outro tudo muda. Depois de uma sucessão de fraquíssimas exibições, e de vitórias por 1-0, sempre com uma enorme dificuldade em meter a bola na baliza adversária, o Benfica arranca a melhor exibição da época, atinge o mais volumoso score, num dos jogos com maior grau de dificuldade do campeonato, e faz renascer a esperança dos adeptos e o espírito da reconquista.

Não deixa de ser curioso que isto aconteça nesta quadra natalícia, e na chamada jornada gorda. Perante um adversário directo, que hoje deixou para trás, e quando os restantes abanaram. O Porto sem cair (2-1 no Dragão, perante um Rio Ave que jogou bem melhor) mas em claro défice de produção de jogo, que só não tem consequências na classificação porque os deuses da arbitragem não querem. Nem deixam. E o Sporting a deixar finalmente cair a máscara, feita de estrelinha. Perdeu em Guimarães perante um adversário que desta vez foi sempre melhor (os anteriores já tinham sido melhores, mas apenas em metade do jogo) e que merecia bem mais que o curto 1-0.

E pronto, aí está o Benfica. Saltou de quarto para segundo, e já com o melhor ataque!

21
Dez18

Foi toupeira

Eduardo Louro

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O e-toupeira já foi. Já não é toupeira, foi!

Para julgamento seguem Paulo Gonçalves e um funcionário judicial. Vamos esperar pelo julgamento e pela sentença. E que se faça justiça, como agora se fez na fase de instrução, que acabou por ilibar a SAD do Benfica das acusações mal amanhadas pelo procurador Valter Alves, como todos os epecialistas manifestaram logo que foi conhecida a acusação do Ministério Público. É certamente raro, se não mesmo caso único, que nem uma, em trinta acusações de crime, tenha tido pernas para andar

Sempre aqui disse, nas múltiplas ocasiões em que abordei o tema que, enquanto benfiquista, e mesmo que não visse ponta por onde se pegasse na tentativa de estabelecer qualquer relação causa-efeito de natureza desportiva, não via com bons olhos a presença de Paulo Gonçalves, formado nas escolas do Porto de Pinto da Costa, com passagem pelo Boavista de Valentim Loureiro, na estrutura do Benfica. 

Volto a reafirmá-lo, continua a fazer-me impressão. Como volto a reafirmar que, com o e-toupeira, se pretendeu branquear o velhinho apito dourado. E o novíssimo cashball que, apesar de novinho, já caiu no esquecimento.

Mas...do apito dourado, sabe-se tudo. Sabe-se o que foi, e no que deu. Porque as provas, abundantes, claras e inequívocas, não foram aceites pelo tribunal. Mas existiam, estavam e estão aí. E do cashball ainda não se sabe nada, e até parece que já se duvida da sua existência!

16
Dez18

Novidade, mesmo sem nada de novo...

Eduardo Louro

Marítimo 0-1 Benfica: Jonas foi o 'druida' anti-crise no 'caldeirão' dos Barreiros

 

Mais uma exibição sofrível, mais uma vitória por 1-0, daquelas que valem os mesmos pontos mas que não dão saúde a ninguém, perante um adversário muito fraco e praticamente inofensivo. Inofensivo no sentido futebolístico, na incapacidade para atacar a baliza adversária porque, no campo e no jogo, o Marítimo foi tudo menos inofensivo. Pelo contrário, capacidade para ofender as pernas dos jogadores do Benfica não lhe faltou. Sabe-se que nessas coisas Petit não é muito diferente de Lito Vidigal.

De resto o jogo nem foi muito diferente do de Setúbal, na semana passada, mesmo que os jogadores do Marítimo não tenham batido tanto, nem o árbitro tenha sido tão mau. Teve no entanto uma novidade no golo do Jonas, porque aí não há novidade - se há golo, só pode ser de Jonas.  À 13ª jornada, o Benfica chega ao primeiro golo de bola parada no campeonato. E de penalti - às três foi de vez. Isso mesmo, este foi apenas o terceiro penalti assinalado a favor do Benfica...

E não tem muito mais que contar, este jogo da Madeira. Outra vez muitos cantos e livres, tudo a continuar a dar em nada. Com Cervi - no lugar do lesionado Rafa -, Pizi, e Fejsa completamente fora de forma, vão valendo Grimaldo, Zivkovic, e Gedson, já que Jonas hoje só não passou ao lado do jogo porque esteve no penalti. E os mesmos equívocos de Rui Vitória nas substituições, onde só muda os jogadores. 

16
Dez18

Há sempre quem não veja

Eduardo Louro

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O Porto soma e segue... Desta vez não houve o crónico perdão do penalti, houve oferta de um golo. O da 13ª vitória consecutiva, a caminho do recorde.

Mas alguma coisa mudou. Até aqui o árbitro não via, não ouvia, nem queria saber. E o VAR também não. Desta feita o VAR viu. Viu que no golo do 1-2, sem o qual não haveria 13ª vitória consecutiva, nem mais 3 pontos mentirosos, houve falta do Soares. Mas o resultado foi o mesmo, e isso é que interessa. Viu o VAR mas não viu o árbitro... 

 

 

12
Dez18

Lstimável. Não há como dizer de outra forma!

Eduardo Louro

Benfica despede-se da Champions com uma obra de arte de Grimaldo

 

O Benfica despediu-se da Champions da mesma forma lastimável como por lá passou. Sem honra nem glória. E só não foi também sem dinheiro porque, apesar de tudo, a Champions é generosa.

Perante um adversário que não é mais que um acidente da Champions, o Benfica repetiu, na primeira parte, tudo o que de mau tem feito nos últimos meses. Um Benfica deprimente, perante um adversário não menos deprimente, só poderia dar num jogo deprimente.

Como deprimente é ver como se está a destruir jogadores, uns atrás dos outros. Como jogadores de inegável qualidade se arrastam em campo, a passo, sem alegria, nem chama, nem alma... Como deprimente é ver dezenas de cantos e livres sucessivamente desperdiçados, sem que a bola chegue sequer à baliza do adversário. 

A primeira parte foi isto. Para que fosse ainda pior, aconteceu a lesão de Rafa que, a par de Jonas, hoje poupado, é actualmente o jogador em melhor forma e o melhor marcador.

A segunda foi, a espaços, um pouco menos má. Nada de grande consistência. Porque não se vê trabalho na equipa, Seferovic tem de fazer de Jonas. É evidente que o internacional suíço nunca pode fazer o que faz Jonas, por muito que tente, como hoje se viu. E por melhor que jogue, como hoje fez. João Félix tem de fazer de Cervi ou de Zivkovic, bem encostado à linha, e bem longe do lugar onde se realiza e mais rende. E até quando, no desespero, se lança Castillo, não é para reforçar a presença na área, mas para o encostar à linha donde saiu o ala que substituiu. 

Nos espaços dessa segunda parte em que a equipa conseguiu ser menos que deprimente ainda deu para criar quatro ou cinco grandes ocasiões de golo. Umas desperdiçadas por evidente falta de confiança, outras por excesso de azar, como aconteceu com as duas bolas de Seferovic nos ferros.

O golo, e a vitória que disfarça a deprimente participação do Benfica na Champions, acabaria por chegar já em cima do minuto 90. Na cobrança de um livre - finalmente - por falta (com expulsão, por segundo amarelo) sobre Gedson, há muito de rastos. Que não resultou de mais nada que da grande, e tantas vezes subaproveitada, capacidade de execução de Grimaldo.

Seguiram-se 4 minutos de compensação, que deram para ver um grande remate de Seferovic na barra, com a bola a cair sobre a linha de golo e, depois, para voltar a ver uma equipa assustada, insegura e sem categoria. A jogar contra 10!

É pena. Mas não há como dizer de outra forma...

 

 

08
Dez18

Crime de Xistra: matou o melhor golo do campeonato!

Eduardo Louro

 

Tarefa complicada para o Benfica, esta noite em Setúbal. O Porto, somando a enésima vitória consecutiva, inVARiavelmente com ajudas das forças de desbloqueio, já tinha ganho e fixado a diferença em 7 pontos. Tal como o Braga que, com a estrelinha que lhe faltara no Dragão, acabara de sair de Tondela já com 4 pontos de avanço. Neste cenário, e com este Vitória cheio de moral na sequência dos bons resultados que atravessa, e cheio de força e querer, como sempre acontece nas equipas de Lito Vidigal (que hoje esteve no Bonfim, mas não viu o jogo, viu outro completamente diferente) as dificuldades só podiam ser muitas.

O inicio do jogo confirmou isso de imediato. A equipa de Vidigal entrou pronta a bater em tudo o que mexesse e vestisse de vermelho. Quando assim é, e o árbitro é Carlos Xistra ... 

Na primeira vez que foi possível jogar futebol o Benfica marcou. Por Jonas, Who else?

Ia o ponteiro já perto dos 20 minutos. Até ao intervalo não foram possíveis muitas mais jogadas de futebol. Antes, o guarda-redes do Vitória - já é outro, não é aquele do golo do Porto - defendeu com a mão fora da área. Não deu em nada, porque o Benfica continua a não saber o que fazer das bolas paradas que, de resto, são já mais perigosas para a equipa que para o adversário, como se viu naquele contra-ataque do Vitória que só foi anulado já dentro da área, por ... Jonas e Zivkovic. Refiro esse lance do guarda-redes do Vitória simplesmente porque, não tendo dado em nada, deu para Carlos Xistra mostrar o primeiro amarelo (e único da primeira parte) a um jogador de Setúbal. Pelo arraial de pancadaria que distribuiram, nem um!

Mesmo assim o Benfica poderia ter chegado ao intervalo com o jogo fechado, em termos de resultado. Zivkovic, com um grande remate ao poste, e Rafa, desperdiçaram ocasiões suficientes para isso.

No regresso para a segunda parte Lito Vidigal reforçou a brigada de choque com um velho conhecido - Rúben Micael. A coisa prometia... Com Carlos Xistra a passar todos os limites, e a cair no domínio do verdadeiramente escandaloso.

A propósito, e já que o Sérgio Conceição ontem voltou a falar do jogo do Bessa, e se lembrou de o comparar com o que o Benfica lá disputara, é agora oportuno lembrar o que foi o jogo do Porto em Setúbal. Lembro-me que o Vitória jogou à bola - e bem melhor que o Porto - e não deu "porrada". Deu foi o golo que decidiu o jogo, num frango indesculpável do seu guarda-redes... Do outro.

Mas a segunda parte não foi só faltas e agressões dos jogadores de Vidigal e provocações de Carlos Xistra. Foi ainda mais uma série de oportunidades de golo desperdiçadas, no que Rafa foi rei. E foi o golo do campeonato, que Xistra decidiu matar, assinalando fora de jogo a Zivkovic no seu próprio meio campo!

Um crime de lesa futebol, apagar deste campeonato um chapéu do meio-campo. Um golo simplesmente irrepetível!

Fecho com uma referência a Rui Vitória. Não tem culpa nenhuma dos golos falhados, nem no que adversários e árbitro tornaram o jogo. Mas o estado emocional dos jogadores continua frágil e é confrangedora a falta de soluções nas bolas paradas. 

Valha-lhe o fato novo. Aquele fatinho cinzento, com aquela gravata de malha às listas grenat, já enjoava...

 

06
Dez18

O líder

Dylan

boca_x_river.jpg

Se queres ter uma vida desafogada e ganhar três vezes mais do que o salário mínimo, candidata-te a chefe de claque de futebol. A ascensão é rápida, brevemente estarás a morar na Aroeira ou num condomínio fechado em Vila Nova de Gaia passeando com o teu Porsche ou BMW. Como bom membro de claque "legalizada" facilmente escreverás um livro gabando os teus delitos, um líder que sempre foste mas totalmente incompreendido.  Ser chefe de claque, perdão, ser um dirigente associativo (mais chique), possibilita a visibilidade necessária para ter infindáveis negócios paralelos, longe daquela chatice de intermediar bilhetes da bola. Serás um privilegiado, escoltado e vigiado pela polícia para ver jogos de futebol, e, com sorte, frequentarás as casas de dirigentes do teu clube e o mesmo espaço dos jogadores. Toda a gente te respeitará, caciques, autarcas, políticos, paus mandados, árbitros e até a autoridade, sem se questionarem como é que a tua miraculosa fortuna não corresponde com os rendimentos declarados.

01
Dez18

Viragem

Eduardo Louro

Resultado de imagem para Rui vitória recebe os jogadores à entrada em campo

 

A extraordinária paixão que o futebol desperta resulta de muita coisa que está mais que explicada. Mas resulta acima de tudo da sua extraordinária capacidade de surpreender. "O que hoje é verdade, amanhã é mentira", como Pimenta Machado eternizou há muitos anos, tornando o cromo que foi, quase num filósofo.

Depois de uma viragem de 360 graus a meio da semana, a Luz esperava hoje pelos efeitos da chicotada psicológica.  Os cinquenta mil que nunca desistem começaram por ver as anunciadas palmas de Rui Vitória para a entrada dos jogadores em campo, representasse isso a viragem que representasse. 

Duvidava-se que representasse alguma coisa, até porque o jogo cedo começou a mostrar que o futebol apresentado representava, também ele, uma viragem de 360 graus relativamente aos jogos anteriores. Estava no mesmo sítio, o mesmo futebolzinho previsível, para o lado e para trás. Notava-se no entanto uma pequena diferença na entrega dos jogadores. A forma como discutiam cada bola, já era outra. Condição necessária, mas não suficiente para melhorar a fraca qualidade de jogo, que se mantinha.

Percebia-se que os jogadores (já) queriam, mas não podiam. Faltava-lhes confiança para fazer melhor, e velocidade para surpreender o adversário. Os minutos passavam e os jogadores do Feirense mantinham-se confortáveis a dar conta do recado. Do Benfica, nem remates quanto mais oportunidades de golo... Nada, de nada. 

No estádio, mudo e calado - as claques, melhor, os grupos organizados de adeptos, fizeram greve durante os primeiros 30 minutos - já só se esperava que, como nos últimos jogos, que o Feirense chegasse ao golo na primeira vez que chegasse à baliza de Vlachodimos. Até porque Tiago Silva, o 10 do Feirense e o melhor em campo nesse período, tinha tempo espaço para mostrar a sua qualidade. Que é muita, e que nos parecia ainda maior!

A saída para o intervalo deixava a Luz longe das boas sensações.

Só que, sem que nada o fizesse esperar, o Benfica regressou ao campo com uma viragem - agora sim - de 180 graus no seu futebol. E, como que por magia, vimos de volta o melhor futebol que por cá se vê. Com tudo o que tem de ter: futebol corrido, de toque, desmarcação e recepção, velocidade, variação de lances, pressão sobre o adversário e sobre a bola.

Um autêntico vendaval de futebol. O golo surgiu de imediato, como nunca deixa de acontecer quando assim se joga. Apenas 4 minutos depois do apito para o reinício e quando, 7 minutos depois, surgiu o segundo (que um defesa do Feirense roubou ao Jonas), já o Benfica tinha criado mais três ou quatro claríssimas oportunidades de golo.

A avalanche de bom futebol não abrandava, e as oportunidades sucediam-se em perdidas para todos os gostos. Ora em falhanços clamorosos, ora em puro azar, ora ainda em simples acidentes de jogo, como no golo anulado a Jonas, num fora de jogo indiscutível à luz da letra da lei, mas inaceitável à luz da própria jogada.

Esta segunda parte de luxo não rendeu mais que quatro golos, como na Madeira, com o Nacional. Justificou pelo menos o dobro mas, acima de tudo, justificou os aplausos com que a Luz se despediu dos jogadores. 

Não sei onde cairam as palmas de Rui Vitória à entrada. Mas estas, do Estádio inteiro à saída, não podem ter caído em saco roto. Estas imagens da Luz em festa, esta comunhão imensa, como a chama, entre adeptos e equipa, terão de ficar como a imagem da reviravolta.

Quando tudo ficara como dantes, agora, nada pode ficar como dantes!

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