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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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04
Mar12

A Teoria da Conspiração vs A Teoria da Transpiração

Fernando Moreira de Sá

 

 

Um Vinho do Porto para ser bom não precisa de ser "Vintage". Ser bom não é, obviamente, a mesma coisa que excepcional. Como sabem os conhecedores e os apreciadores, infelizmente, um Porto não consegue ser "vintage" todos os anos.

 

O F.C. Porto de 2011/12 não é um "vintage", verdade seja escrita. Em determinados momentos é um bom tawny e na passada sexta-feira alternou entre o tal tawny e o sempre desejado vintage. Para ganhar ao outro clube da freguesia de Benfica (o primeiro é o Futebol Benfica) é quanto baste. Um F.C. Porto que deu tudo o que tinha para dar em campo, que soube ter nervos de aço e que, uma das características mais marcantes das últimas três décadas, adora jogar em ambientes adversos. Este foi um F.C.P. de transpiração.

 

Felizmente, os adeptos do nosso adversário preferem acreditar noutro factor. A conspiração. Enquanto persistirem neste equívoco, mesmo um F.C. Porto "tawny" chega e sobra para vencer na Luz. Durante uns tempos andaram entusiasmados com um farsante e nos últimos anos acreditam piamente num farsolas. Numa década o que ganharam? Pensem bem e metam a mão na consciência: nem resultados desportivos nem soluções financeiras, nada. Por sua vez, uma parte substancial dos adeptos preferem acreditar em teorias da conspiração. Aqui no "Dia do Clássico", o adepto Dylan escreve sobre um tal "travo frutado na boca" e em farsa. Se a questão do travo frutado na boca se percebe, um bom Porto deixa sempre um magnífico travo frutado na boca de quem o bebe; já em matérias de "farsa, farsantes e farsolas" terá de olhar para dentro do seu clube e olhar com olhos de ver: em 15 dias o seu clube perdeu os cinco pontos que tinha de avanço aos quais juntou mais três na sexta, os jornais falaram em problemas de balneário entre jogadores e treinador, já o treinador andava entretido a falar sobre o adversário em vez de estar concentrado com a sua casa e, finalmente, continuou a apostar num jogador que, como todos sublinharam, não serve para um clube que luta pelo título (a exemplo da teimosia Roberto do ano passado).

 

Por muito que custe, a derrota de ontem não se deveu a nenhuma "proençada". O último golo do Porto foi em fora de jogo? Foi. Como o foram duas penalidades a favor do Porto que o mesmo Proença não viu e uma delas, a do Cardoso, até foi dupla. Neste tipo de mercearia a principal razão de queixa até nem é dos dois clubes em causa, sejamos honestos.

 

Enquanto os adeptos do clube derrotado na passada sexta andarem entretidos em teorias da conspiração de caserna, a aflição do meu Porto não será com esse clube. O verdadeiro adversário, parece-me, mora a Norte e chama-se Braga. Não o escrevo para irritar os meus colegas encarnados de blogue. A razão é outra e bem mais terrena: não alinho em teorias da conspiração, o meu temor é outro: a teoria da transpiração e essa, quer se queira quer não, também mora em Braga e, assim sendo, é esse o principal adversário do F.C. Porto.

 

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