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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

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28
Ago12

O TRAULITEIRO

Eduardo Louro


A vitória expressiva do Benfica, numa exibição cheia de bons momentos colectivos mas principalmente individuais – Sálvio, Rodrigo, Aimar (mesmo no pouco tempo que jogou) e Melgarejo, a confirmar que é um muito bom jogador – não é o que mais me impressionou no jogo de ontem em Setúbal. O que mais me impressionou foi o jogo falado!

E não é pelo discurso (pós jogo) de Jorge Jesus que, atabalhoado e pouco inteligente como de costume, não merece grandes reparos. Ao contrário do da véspera do jogo, onde o catedrático deu uma aula de professor primário. Dos antigos, que induziam aquelas respostas em coro…

É pelo discurso do treinador do Vitória de Setúbal, José Mota, que teve o desplante de justificar a exibição e o resultado do Benfica com a arbitragem, arrastando consigo o presidente do clube. Para ele tudo se resolveu em três minutos, quando o árbitro expulsou o seu jogador, validou o primeiro golo do Benfica em fora de jogo e não expulsou o Luisão. No lance do primeiro golo do Benfica é discutível, à luz das imagens televisivas, se Melgarejo está ou não em posição regular. À vista desarmada é impossível a alguém de boa-fé garantir o que quer que seja. Mais grave é no entanto que tenha metido no mesmo saco a entrada violenta do Amoreirinha - daquelas de evidente maldade, com enorme probabilidade de lesionar gravemente o Melgarejo, cuja sanção não podia deixar de ser, em Portugal como em qualquer outra parte do mundo, o cartão vermelho – e uma falta por trás de Luisão, em disputa de bola, sancionada, como deveria ser mas como nem sempre é, com amarelo.

É tanto mais grave quanto seja ele o treinador mais marcado por um histórico de actos de violência praticados por jogadores das equipas que treina. E quanto se lhe tenha juntado o jogador que mais histórias de violência regista no futebol nacional (sim, muito acima do Bruno Alves) e o de maior cadastro de cartões vermelhos: Amoreirinha, precisamente.

Há jogadores carroceiros. José Mota é mais que um treinador carroceiro. Depois destas declarações é claro que é um treinador que, em vez de ensinar os jogadores a jogar à bola, ensina-os a partir pernas!

Um trauliteiro. Mas não é de Miranda!

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