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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

24
Jun12

EURO 2012 (XXII) - Pirlo

Eduardo Louro


              

E, ao enésimo dia, o primeiro jogo sem golos. E, ao quarto dos quartos de final, o primeiro prolongamento. E a primeira vez em que a decisão chega dentro do envelope das grandes penalidades.

Apetece-me dizer que ainda bem! Porque se assim não tivesse sido nunca veríamos o fabuloso penalti marcado pelo Pirlo. Valeu a pena esperar mais de duas para assistir àquilo. E não me venham com falta de sentido de responsabilidade. Aquilo é classe pura, e classe é classe. Responsabilidade – ou falta dela – é outra coisa…

Foi à Panenka? Não, foi à Pirlo! E não é preciso registar a marca, porque ninguém consegue copiar… À Panenka, até o Postiga conseguiu: pobres ingleses!

 

 

23
Jun12

EURO 2012 (XXI) - É a Espanha!

Eduardo Louro


Euro 2012: Espanha vs França (EPA)                   

Já há dois dias que estávamos à espera do adversário para as meias-finais. Desconfiávamos que seria a Espanha, mas tivemos que esperar pela confirmação, hoje!

Desembaraçou-se facilmente da França, com dois golos do improvável Xabi Alonso: o primeiro – também improvável - de cabeça e o segundo de penalti. E também improvável, quando por lá estão Iniesta, Xavi ou Torres…

Tinha aqui dito há uns dias que estas duas selecções chegavam aqui com manchas no percurso do apuramento. E que se a mancha que a Espanha trazia seria muito difícil de limpar, a da França não. Isto porque a da Espanha vinha da arbitragem – e ainda amplificada pelas declarações de Paltini – enquanto a da França vinha do seu défice exibicional e do banho de bola que a eliminada Suécia lhe deu.

À França, para limpar essa mancha, bastava-lhe hoje uma boa exibição, independentemente do resultado. A Espanha não podia fazer nada …

A França acabou por não limpar nada. Pior: acrescentou ainda mais mancha à mancha!

 

 

22
Jun12

EURO 2012 (XX) - Grécia fora do Euro

Eduardo Louro


                          

A Alemanha expulsou a Grécia do Euro. Ameaçou com uma expulsão violenta, mas acabou por ser uma saída controlada!

A posição da Grécia foi sempre difícil, desde cedo se percebeu que só um milagre poderia evitar o que estava dado como certo. Samaras - este - ainda deu alguma esperança aos gregos, coisa em que o outro terá mais dificuldades. Mas foi uma esperança efémera, porque já não há milagres!

Merkel – essa – lá estava. Não sei se na qualidade de amante de futebol se na de carrasco dos gregos. As imagens que dela as televisões nos trouxeram não deram para esclarecer. Não tinham as repetições suficientes, nem passaram em slow motion. Ordens da UEFA, certamente. Há dúvidas que não gostam de esclarecer!

Claro que este era mais que um jogo. Mas era acima de tudo um jogo de futebol, e acabou por não ser nada mais que isso. À parte a senhora Merkel e o destino, que quis que o golo do empate – e da esperança, curta mas nem por isso menos esperança – tivesse o nome do novíssimo – mas velho conhecido – primeiro-ministro grego, tudo não passou de um jogo de futebol, em que um que teria de ganhar e outro de perder. Não havia três resultados possíveis, não podia haver empate: um seguiria para as meias-finais, onde Portugal está sentado num confortável cadeirão a ver o que se passa volta, e outra para casa. Mesmo que essa fique na Grécia!

 

22
Jun12

EURO 2012 (XIX) - Somos os primeiros

Eduardo Louro


Portugal com garra de campeão está nas meias-finais 

Somos os primeiros. Os primeiros a entrar às portas das meias-finais!

A selecção nacional até voltou a entrar mal. Entrar mal é um eufemismo, porque esteve mal durante toda a primeira parte, apenas disfarçando nos últimos minutos da primeira parte, quando podia até ter marcado naquele remate ao poste de Cristiano Ronaldo. Que, com mais um na segunda parte, à sua conta, já leva quatro. Esse título já ninguém certamente lhe tira!

A equipa não esteve bem, nem perto disso. Quer colectiva quer individualmente, onde apenas Coentrão e Pepe – sempre ele – estiveram em bom nível, apesar de os minutos finais terem dito que Cristiano Ronaldo não estava ali para passar ao lado do jogo. Mal Raul Meireles e, muito mal, João Pereira. E não foi apenas durante os primeiros vinte minutos, como diria Paulo Bento. É certo que é aos 25 minutos que a equipa nacional constrói a sua primeira jogada de ataque, mas logo a seguir surgem os amarelos a Nani e a Veloso. E a única jogada de perigo da equipa checa, através da também única corrida dos 100 metros de Selassie, o tal lateral direito de que aqui falara.

A

 

21
Jun12

EURO 2012 (XVIII) - Tempo de Balanço

Eduardo Louro

Depois de quase três semanas cheias de jogos, todos os dias, chegou o primeiro dia de abstémia. Seguem-se, agora, mais quatro dias de futebol: um por dia, nos quartos de final!

Tempo, pois, de balanço. Como nas contas semestrais das empresas!

Dos que aqui considerara favoritos no início caíram dois: a Holanda, que considerara favorito de primeira linha, e a Rússia, que considerara de terceira linha. De terceira linha, não pela qualidade dos seus jogadores e do seu futebol, mas precisamente pelos habituais percalços competitivos.

A selecção Russa tinha tudo para, desta vez, fintar o destino e confirmar o excelente euro 2008. Tinha jogadores, tinha futebol e tinha equipa! E tinha vantagens comparativas assinaláveis: uma equipa constituída por jogadores que jogam em clubes do campeonato russo - a excepção Ismailov não é sequer relevante, pelo (pouco) que foi utilizado - mas, mais, com 70% de jogadores de um só clube – o Zénitt de Danny – o que, como se sabe, é fundamental numa selecção: pela coesão e pelos automatismos que lhe empresta. Mas, acima de tudo, tinha a vantagem do seu calendário competitivo. Os seus jogadores estão a meio da época, e não no fim, como os restantes. Muitos deles com 70 jogos de alto desgaste!

Mas, mais: não só entrou a ganhar – e sabe-se como é importante, neste tipo de competições, entrar a ganhar – entrou em grande estilo e a golear. Com tudo, mas tudo mesmo, a favor, falhou. Sem desculpa!

A selecção holandesa foi, contudo, mais decepcionante. A mesma equipa que brilhara há dois anos, no Mundial da África do Sul, com o mesmo treinador, recheada de estrelas e com os melhores marcadores das ligas inglesa e alemã, esteve irreconhecível. Terá ficado marcada pela inesperada e injusta derrota no primeiro jogo, com a Dinamarca, tida pelo adversário menos poderoso. Mas, parece-me agora, que esta derrocada holandesa terá começado a desenhar-se há um mês atrás, quando Roben falhou aquele penalti contra Petr Chech na final da Champions. Pode falar-se de egos, de guerra de estrelas, daquela defesa – realmente fraca – das discutíveis opções do treinador e mesmo daquele primeiro jogo, mas aquilo começou naquela noite de Munique. E só não foi uma saída mais humilhante porque a selecção nacional foi perdulária. Não fora isso e a Holanda ter-se-ia despedido vergada ao peso de uma goleada histórica!

Nas restantes

 

20
Jun12

EURO 2012 (XVII) - Siga a dança!

Eduardo Louro

Ficou hoje completa a lista dos eleitos para permanecer no euro, juntando-se, como esperado, as selecções francesa e inglesa às seis já conhecidas. Sem brilho – ambas – deve dizer-se! A França foi apurada depois de uma derrota por dois a zero e, por mais voltas que dê à cabeça, não consigo perceber como é que já o não estava. A França – uma das favoritas – deixou de o ser. Porque perdeu – e bem, sem espinhas – com a Suécia e porque, perdendo, foi segunda classificada no grupo e caiu na boca da Espanha. Que é mais favorita, como o próprio Platini confirma! Desse jogo com a Suécia – que foi melhor contra a França e já o havia sido contra a Inglaterra, o que deixa mais próxima da Croácia do que da Holanda – ficam as oportunidades de golo construídas pelos nórdicos, fica a segunda arbitragem de Pedro Proença - ao nível da primeira -, fica

uma enorme desconfiança sobre a capacidade dos gauleses mas, acima, bem acima de tudo isso, o golão de Ibrahimovic: o melhor desta fase do campeonato agora concluída, e que, se não vier a ser o melhor, ficará para sempre como um dos melhores deste euro 2012.

18
Jun12

EURO 2012 (XVI) - Afinal, por Espanha tudo corre bem!

Eduardo Louro


 

Espanha e Itália, no grupo C, apuraram-se para os quartos de final. Dos PIIGS, apenas um saiu do Euro. Um I – a Irlanda – mas ficam, ainda assim, PIGS!

Espanha e Itália, como seria de esperar. Mas como podia muito bem não ter acontecido, porque a Croácia demonstrou que nada lhes devia. Não foi inferior à Itália, no jogo anterior, e arrisco a dizer que também não foi inferior à Espanha, no jogo de hoje. Com tudo o que isso possa ter de herético!

A verdade é que o jogo entre espanhóis e croatas não deixou de confirmar a ideia que aqui tinha ficado expressa antes do início da competição: “… não a coloco na primeira linha de favoritismo … porque … já há antídotos para o tiki-taka”. A Espanha não ganhou à Itália, mas aí até há a desculpa de ser o primeiro jogo, e logo com o suposto e confirmado parceiro de apuramento. Como depois goleou a Irlanda, exibindo o seu tiki-taka ao mais alto nível. A deixar a ideia enganadora de que tudo continua na mesma no reino do tiki-taka. Enganadora porque, como se percebeu, com a Irlanda aquilo resulta. Como resulta outra coisa qualquer, como o provaram italianos e croatas.

O jogo foi de grande emoção. Porque ambas se poderiam qualificar – o empate a dois, que desde cedo se percebeu de todo improvável, deixava a Itália de fora – e qualquer delas poderia ficar de fora, cenário que esteve bem nítido até ao fim do jogo. Até ao minuto 88!

 

17
Jun12

EURO 2012 (XV) - Feitas as contas

Eduardo Louro


    

A selecção nacional apurou-se para os quartos de final do euro, um feito assinalável. Porque o fez no grupo de apuramento mais difícil – até lhe chamaram grupo da morte, uma expressão de mau gosto para caricaturar as dificuldades – desta competição, onde todos os adversários foram já campeões europeus, todos à sua frente à frente no top ten do ranking da FIFA, que Portugal fecha e, especialmente, porque a equipa não vinha a atravessar uma fase positiva. Se as condições exógenas eram adversas, as da própria equipa não o eram menos, gerando para o exterior a desconfiança que, como se sabe, em Portugal medra facilmente.

O êxito, o sucesso no apuramento para os quartos de final – objectivo sempre afirmado pelo seleccionador – não era tarefa acessível. Não o atingir, não seria uma derrota para a selecção nacional. Derrota seria não ter feito tudo para o atingir. Derrota seria faltar-lhe ambição para o atingir, aceitar a superioridade dos adversários sem a querer discutir. Derrota seria abdicar das suas armas – que as tem e bem poderosas – e limitar-se nas suas potencialidades.

É claro que a selecção nacional não tem o poder de agarrar nos jogos todos e controlá-los. Se o tivesse seria, evidentemente, um dos maiores candidatos a esta como a qualquer outra prova. Vinha deixando a ideia de ser uma equipa reactiva, que ao longo de todos os jogos reagia em vez de agir. Reagiu, defendendo-se, à iniciativa dos alemães no primeiro jogo. E reagiu quando sofreu o golo, mostrando que tinha argumentos para discutir o jogo com aquela que era (e é!) unanimemente apresentada como a melhor equipa em prova. Como acabou por discutir, deixando que a derrota tivesse soado a injustiça. Ganhamos em quase-golos, como aqui referi!

Depois, com a Dinamarca que das vezes que venceu a selecção nacional nunca convenceu, e que, apesar de imediatamente à frente no ranking FIFA, não tinha argumentos para se superiorizar, as coisas começaram a correr bem.

 

17
Jun12

Eu acredito Portugal

Daniel João Santos
Acredito nesta seleção trabalhadora, em jogadores esforçados e cheios de valor. Acredito no Ronaldo, no Nani, no Pepe... em todos.

E agora? Sim, agora onde andam os críticos, os que diziam após a Alemanha que faltavam dois jogos para vir para casa? Esses agora recolhem-se nos seus buracos a afiarem as facas na esperança que nos quartos de final" Portugal perca.

Eu, como já aqui escrevi, acredito Portugal.

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