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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

07
Jan17

A Batalha da Mata Real

helderrod

E o futebol é isto. Frase batida, mas extremamente assertiva. 

Se num jogo, uns marcam sem saber ler nem escrever, noutros por muitas vezes que se tentasse lá teríamos um excelente guarda-redes que Defendi tudo.

Contudo, dizer-se que o SLB é a equipa que melhor futebol joga em Portugal é no mínimo risível. Está mais que visto que em jogos forasteiros com equipas de maior nível os encarnados tornam-se uma equipa banal com laivos de pequenez.

Se isto der tetra, não passa de mais uma treta do futebol português. A primeira derrotada deste campeonato foi a verdade! 

Quanto ao Porto, mais do mesmo. Bom futebol na primeira parte e depois uma queda abrupta na segunda. Importa clarificar as alternativas de ataque. Só assim é que o Porto poderá ter ainda alguma palavra a dizer no campeonato. 

Na verdade, as coisas ainda podiam ter sido piores caso tivesse sido assinalada uma grande penalidade para o Paços de Ferreira. É certo que haverá uma outra favorável ao Porto, mas a derrota seria uma injustiça mil vezes maior do que este empate muito ingrato.

A corrida vai a meio e ainda não perdemos a guerra. Mas esta batalha da Mata Real tinha um significado importantíssimo, pelo que há aqui assim uma certa frustração pelo sucedido. 

Há que acreditar até ao fim (até porque já temos o Kelvin).

 

Força, Porto! 

Hélder Rodrigues

P.S. Quantas vezes não víamos aquela substituição em que se retirava um lateral lançando-se um central para a área adversária? Tantos pontinhos nos dava! Jamais se anda para a frente se estivermos constantemente a olhar para trás!

16
Dez16

Ode Marítima

helderrod

Sozinho no Dragão algo deserto nesta noite de Outono. Olho pro lado da relva, olho pro onze inicial. Olho e contenta-me ver, Pequeno, número oito, uma bola entrando. Vem muito tarde na primeira parte, nítido, um golo à sua maneira. Deixa no ar distante atrás de si a orla de mais um penalty por se marcar. Vem jogando bem o Oliver Torres numa grande primeira parte e o Danilo entra com ele.  Aqui, acolá, acorda a vida marítima, erguem-se bandeirolas, avançam foras de jogo mal assinalados. Surgem na segunda parte pequenas reacções de trás dos marítimistas que estavam no Porto. Há uma vaga brisa. Mas a minh'alma está com o que vejo na luta de André Silva e, com o golo que entra apanha o Marega na tabela dos melhores marcadores. Com 745 minutos de folha limpa, com o sentido marítimo desta hora, com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea surge o golo dos madeirenses no único remate enquadrado à baliza de Casillas.

E com esta "adaptação" do texto de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) poderia continuar a descrever o jogo desta noite que já vai longa. Foram mais três pontos conquistados num campeonato que se prevê difícil, mas não impossível. São já quinze jogos sem perder e a regularidade vencedora típica do FCP parece estar de regresso.

Uma palavra também para João Carlos Teixeira que trouxe coisas novas ao jogo e, com este toque de bola, há que trazê-lo mais vezes para a competição.

Numa espécie de "boxing day" à moda do Porto, é já na segunda-feira a recepção aos flavienses que acabam de perder o seu treinador para o Braga, apesar de Jorge Simão estar ainda presente no Dragão. Contudo, a máquina não pode parar e importa continuar com esta dinâmica ofensiva e vencedora! 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

Créditos fotográficos de Raurino Monteiro

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26
Nov16

Guiados Por Nenhuma Estrela, Sem Azul e Branco

helderrod

Assim chegaram a Belém, vestidos de amarelo os azuis e brancos...                         Não sou de todo supersticioso, mas este amarelo parece o primeiro passo para a palidez do FCPorto.

Numa noite de pluviosidade ininterrupta no Restelo, a equipa deixou-se levar na confusão gerada por constantes confrontos mais ríspidos daquele que parecia o jogo da vida do Belenenses. Quanto a isso nada a dizer. Mas que joguem sempre assim, independentemente de cederem lugares privilegiados aos dirigentes vizinhos.

Todavia, a escassez de oportunidades por parte do FCPorto foi assustadora, recordando apenas a precipitação de Oliver e o cabeceamento do Marcano na segunda parte. 

Volto a perguntar após o quarto empate consecutivo: agora de quem é a culpa? 

Quando se mantém a insistência da não utilização de importantes activos da equipa já não podemos falar de opções, mas de algo mais. Algo que transcende a teimosia, o fala muito e acerta pouco, a passividade e a carência de assertividade.

As pessoas que se deslocaram de todos os pontos do país ao Restelo não mereceram aquela lassidão e aquele vazio de soluções. Aquela gente passou mais de noventa minutos à chuva, porque esses sim. Esses são os verdadeiros pilares da equipa. Quanto ao resto são palavras. Muito bonitas e aparentemente eruditas, mas após espremidas valem zero. Não, o FCP não é para ti. Contigo, não somos Porto. Assim: fomos Porto. Está na hora, porque a porta está aberta. 

Deixo aqui um repto. Quando se ama verdadeiramente algo, devemos zelar pelo bem desse objecto acima de tudo. Está na altura de o demonstrar. Seria a melhor forma de manter a honorobilidade e a elevação. O Porto é grande de mais para quem provou ainda tão pouco. 

 

Força, Porto! 

Hélder Rodrigues

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03
Nov16

"O CAOS É UMA ORDEM POR DECIFRAR"

helderrod

Em mais uma noite de Champions no Dragão, recordei esta frase de Saramago para tentar compreender o que sucedeu neste Porto-Brugges.

É certo que a equipa belga não tinha nada a perder e tudo a ganhar neste jogo fulcral para eles. Talvez por isso se fizeram acompanhar por uma enorme falange de apoio e deram tudo.

Porém, uma equipa joga aquilo que a outra deixa jogar. O chavão é conhecido, mas eficaz. Hoje, o Porto permitiu muita posse aos belgas e perdeu-se na distribuição das peças no relvado. 

Apesar da vitória, dos três pontos aquistados e dos dois pontos conseguidos a Leicester e Copenhaga, o Porto deixou bem vincada a necessidade de uma grande reflexão.

No FC Porto a exigência é grande. Não basta ganhar. É necessário mostrar o futebol de qualidade que catapultou o Porto para um inegável prestígio europeu iniciado no século XX e exponenciado no século XXI. É importante que a equipa não perca essa cultura futebolística plasmada por um futebol bonito, apoiado e jogado pelos flancos, com uma objectividade díspar.

Qualquer colosso europeu temia sempre os ares das Antas, porque nas Antas quem mandava sempre era o FCP. Os oponentes espreitavam o contra-ataque e os laterais tinham que se preocupar com os sempre incisivos extremos à Porto. São muitas arestas a limar, mas o futebol continua a ser demasiado simples para o querermos complicar.

Há que assentar ideias e inverter esta pequena entropia táctica.

Venha de lá esse clássico de Novembro. Mês que me recorda mãos cheias de golos perante as águias. A ver vamos.

No entanto, cuidado com as canelas. Nem sempre dão penalties e, por vezes, até se partem pernas a jogadores do Porto. Mas nós vamos à luta e travar a histeria generalizada.

 

Força, Porto!!!!!

Hélder Rodrigues

Créditos fotográficos Raurino Monteiro

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16
Set15

O Ponto do Plano L

helderrod

Muito se tem falado do treinador do FC Porto e imagine-se até que já houve um técnico de um clube amador a questionar as opções do treinador basco. Contudo, mais uma vez ficou bem plasmado no terreno de jogo e pelas imagens que temos treinador. Houve efectivamente uma correcta leitura táctica por parte de Lopetegui e, para aqueles que questionam a ausência de um plano B ou C, hoje pudemos ver o plano L! L de leste. L de Lopetegui! A remontada do FCP esteve perto de acontecer. Seria a primeira vez que Lopetegui iria conseguir virar um resultado desfavorável para uma vitória. Contudo, mais uma vez o dedo da arbitragem furtou-nos dois pontos! Confesso que não consigo entender que haja pessoas que consideram que aquele jogador em claro fora-de-jogo, no local onde a bola vai cair, impedindo que Casillas visse a bola não tem interferência no lance. Mas é óbvio que tem. Esta regra é mais clara do que muitos antiportistas possam pensar. A estratégia de povoamento do meio campo na primeira parte permitiu a segurança nos primeiros minutos do jogo e, com uma segunda parte de classe europeia, com o enorme André André e o implacável Aboubakar, o FCP merecia claramente a vitória.

Todavia, enquanto o treinador sofria na bancada qual adepto portista roendo as unhas já se esperam os assobios da injustiça. Guardem-nos para outras realidades porque a longa caminhada ainda só agora começou...

Para Domingo está marcado o Dia de Clássico, no qual se espera um triunfo categórico ante o eterno rival seja com o plano A, B ou L!!!!

 

Força, Porto!

Hélder Rodrigues!!!!!

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