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Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

Dia de Clássico

Visto da bancada Sul

27
Mai13

A Festa da Taça

joaopaulo74

Os regionalistas de ocasião, que procuram misturar a identidade de um povo com um clube de futebol, têm por marco de vida o Jamor - é aquele estádio, lá em Oeiras, numa expressão suprema do centralismo sulista, elistista e liberal, como em tempos alguém terá dito.

Nunca dei para esse peditório porque me parece, ao contrário do que pensa Menezes, que a solução está nas autarquias e não nas regiões, isto é, sou mais favorável a um estado forte e curto, mas que, sem regiões, transfira competências para as Câmaras Municipais.

Também não sou adepto de opções deterministas - és daqui tens que ser assim, se és filho de pobre, pobre serás, se és filho de... Nunca.

Se calhar, por isso, sou um convicto TRIPEIRO BENFIQUISTA!

Por isso, também, sou um defensor da Final da Taça no Jamor - e só quem lá vai, viver a Taça, a festa que acontece antes. As febras, os garrafões, os churrascos, a partilha entre uns e outros. É assim desde que me lembro e sempre foi assim nas três finais a que assisti: com o Boavista, com o Sporting e, agora, com o Vitória de Guimarães.

Acho que não vale, de todo, a pena perder o Jamor para trocar por um qualquer cidade de Coimbra ou o Algarve ou...

Era tirar piada à coisa.

Até pelo que se viu ontem, ser de Lisboa e jogar a Taça em Oeiras não é uma vantagem só por si, tal como não foi as duas experiências azuis nas Antas, creio que com o Leixões e com o SPORT LISBOA E BENFICA.

O Jamor é um espaço único e faz todo o sentido que a Taça de Portugal lá continue!

De resto, a relação entre Benfiquista e Vitorianos foi absolutamente cordial. Confesso que saí do estádio quando o jogo terminou, mas também não nos peçam o impossível. Fiquei triste quando soube que a minha equipa não tinha ficado no relvado para ver a entrega do troféu ao adversário.

Enquanto sócio do Sport Lisboa e BENFICA, peço desculpa aos sócios do Vitória.

 

27
Mai13

O jogo do BENFICA na Final da Taça

joaopaulo74

O olhar de adepto para o jogo da Final é feito, umas horas depois do jogo, com mais de 600 km nas rodas e desde a bancada. 

É por isso, um texto muito mau, aquele que se segue.

A imagem geral do jogo é a de um péssimo  jogo, de parte a parte.

O BENFICA começou o jogo melhor, com mais posse, com uma ou outra jogada de mais perigo, mas foi na sequência de dois cantos que o Guimarães se aproximou com mais perigo da baliza do Artur.

Sem saber ler, nem escrever, a bola bateu no Niko e entrou - subscrevo a ideia do Treinador do Vitória que o qualificou como um chouriço. Estavamos com meia hora de jogo e assim chegamos ao intervalo.

Estava clara a falta de energia do BENFICA com os jogadores completamente rotos. O Guimarães fez muito pouco para merecer mais e por isso, ao intervalo, o 0-0 seria o resultado mais justo.

A segunda parte começou mais ou menos com o mesmo ritmo e apesar do que disse o treinador do Guimarães, não houve um único ataque Vitoriano com pés e cabeça - o BENFICA teve o jogo sempre controlado longe da sua baliza.

Para surpresa minha, o Enzo continuava em alta rotação, ao contrário do Matic, quase tão morto como o Salvio e o Niko. Percebo o que Jorge Jesus fez quando trocou o Urreta pelo Cardozo - teoricamente isso ia permitir mais posse, quer ela presença do Urreta na linha, quer pelo Niko no meio. E, a verdade, é que a coisa foi rolando, até que aconteceram duas coisas: mais dois chouriços.

No primeiro golo, a incompetência do Artur é total, quase tão grande como a do bandeirinha - mas, já sabemos todos, se nos poderem lixar, vão mesmo lixar. E, no segundo, o remate a 10 à hora, bate no Luisão e engana o Artur.

Estava feita a reviravolta.

Concordo com quem diz que o BENFICA esteve muito mal. Sim, esteve - fisicamente deplorável e, quando o corpo não quer, não há mente nem adeptos que possam fazer milagres. A derrota, dos jogadores, é justa por isso.

Não concordo com quem valoriza o jogo do Vitória. Fizeram um época fantástica, é verdade, mas o jogo foi fraquito - perdi a conta à paulada que o Salvio levou, os amarelos que ficaram por mostrar. Tirando a jogada de contra-ataque acima referida, não me lembro de um único remate do Guimarães.

Mas, quem tinha que ganhar era o BENFICA e ao Guimarães restava o papel de esperar pela sorte!

Sobre o resto, escrevo depois, sobre o jogo, muito fraco, ganhou quem teve mais chouriços.

 

26
Mai13

Um PARADOXO INESQUECÍVEL. A RECONQUISTA CRISTÃ renovada, mas Jesus sai de cena!

helderrod

O futebol é algo de indescritível. É algo que supera as palavras e as distingue das acções...Esta época foi paradigmática. Um "case study" de um emblema tão propalado, tão publicitado, tão evidenciado que se vitimiza dessa alucinante popularidade. O Benfica é isto mesmo: um alvo de convergência espiritual que diverge no essencial, designadamente na essência das vitórias.

Jorge Jesus chegou ao Benfica e transformou indubitavelmente a forma de jogar. Traçou um futebol rápido e de ataque pleno. Apesar do caso do túnel, o SLB aquista o campeonato com mérito pois foi sempre mais forte do que os rivais. Mas é justamente aí que JJ se começa a assemelhar perigosamente de Ícaro. Quis começar a voar muito alto, com uma imprensa empolada, enfatizada pela vertigem da velocidade. Correram muito depressa e tropeçaram várias vezes. Recordo-me de António Tadeia dizer categoricamente que o FCP de Villas-Boas estava já afastado da Taça de Portugal e, depois, foi o que se viu. Hoje, recordei esse momento quando Tadeia volta a referir que o SLB recuou propositadamente para controlar o jogo. Fiquei com a sensação de que nascera uma nova maldição: a Maldição Tadeia.

Lutando com afinco ante um benfica apático, o Guimarães acredita na reconquista e vence na recta final. Dá-se aqui o paradoxo supracitado: a reconquista cristã Afonsina deu-se, mas Jesus sai de cena. Parece-me um dado adquirido e, na minha opinião, ele não merecia sair assim.

 

 

Hélder Rodrigues

18
Mar13

4 golos, 4 pontos - venha o próximo

joaopaulo74

O Sport Lisboa e Benfica ganhou mais um jogo. Desta vez, em Guimarães e por 4-0! Depois da vitória contra o Gil escrevi:

Na próxima jornada vamos a Guimarães numa das 7 finais que nos restam. Os companheiros de escrita viajam até à Madeira. Depois, recebemos o Rio Ave e eles têm que ir a Coimbra. Estas serão, estou certo, duas jornadas decisivas para as contas do título.

Os resultados de hoje confirmaram a ideia - no fim poderemos ver o que vale este dia 17 de março nas contas do título.

Hoje, fizemos o que tinha que ser feito, ganhamos num jogo dominado do primeiro ao último minuto, onde os golos apareceram com a naturalidade de quem corre a caminho de um título.

Nota mais para o jogo, fantástico, do Cardozo!

 

E agora?

 

Agora temos que ganhar o próximo jogo, e mais outro, o outro a seguir até ao título! Simples. Por ordem: Rio Ave (Luz), Olhanense (fora), Sporting (casa), Marítimo (fora), Estoril (casa), Porto (fora), Moreirense (casa).

17
Mar13

Quatro

Eduardo Louro

 

 

Quatro golos. Quatro pontos de vantagem!

Um belo jogo, este que o Benfica fez hoje em Guimarães. As coisas mudaram, como já se percebera em Bordéus e a equipa já não se passeia na companhia da tal senhora de má fama. Já se viu que não, tenha ela partido para outras paragens ou não. Se ainda por lá está – e ninguém deseja que se vá embora – que mantenha o recato!

O jogo era de altíssima carga emocional. Porque é tradicionalmente um jogo difícil para o Benfica, porque foi ali que morreu o Feher - e isso pode não contar para estes jogadores mas pesa na memória colectiva -, porque se realizava com menos de 72 horas sobre o jogo de Bordéus, porque foi ali que na época passada, em circunstâncias idênticas – no caso depois do jogo na Rússia, com o Zénith - o Benfica começou a perder o campeonato, deixando lá três dos cinco pontos de avanço que então tinha na frente do campeonato. Se já o era, mais ainda ficou depois do jogo do Porto nos Barreiros: a tudo o que era história juntou-se a perspectiva de um jogo decisivo na conquista do título. Mas cedo se percebeu que o Benfica estava ali para resolver as coisas a sue favor, apesar da forma agressiva e bem concebida que o Guimarães escolhera para defender.

Sim, por muito que isto custe aos narradores e comentadores da Sport TV, o Guimarães apenas defendeu. Fê-lo de uma forma particular, mas foi o que apenas fez. Resultou na primeira meia hora, com a ajuda da equipa de arbitragem que anulou três jogadas de golo provável, assinalando indevidamente foras de jogo. Em “ambas as três” – esta é a última criação do Jorge Jesus, que irá dar azo a mais uma série de galhofas – Lima ficava na cara do golo, e dinamitaria bem mais cedo a estratégia do Rui Vitória.

Sabia-se que depois do primeiro golo a estratégia ruiria, como ruiu. O Guimarães criou uma oportunidade de golo em todo o jogo, já na segunda parte, quando perdia por dois a zero. O Benfica fez quatro golos em cerca de dez oportunidades criadas…Isto só se consegue com uma grande exibição, e o regresso às boas exibições só não é a melhor notícia do dia porque há outra: quatro pontos de vantagem!

Do jogo e da exibição de Guimarães só um reparo para aquela gente que estava atrás da baliza para onde o Benfica atacou na primeira parte. E naturalmente defendeu na segunda. Repetir os cânticos que a partir do Dragão se foram generalizando no norte do país é feio, mas enfim… Os petardos é que não. De todo! Depois de o Vitória de Guimarães ter escapado a sanções – entre as quais jogos à porta fechada - pelos graves incidentes no jogo da sua equipa B com a congénere de Braga, as lamentáveis cenas de hoje são intoleráveis.

Dos quatro pontos de vantagens, só duas notas. A primeira para dizer que nada está ganho, que garantem nesta altura uma pequena margem de conforto, mas nada mais que isso. E a segunda para dizer que, nesta altura, a diferença entre o Benfica e o Porto é bem maior que os quatro pontos que os separam. Quem viu hoje os jogos de ambos percebeu isso!

04
Nov12

Jornada #8: Os golos do S.L.BENFICA - Vitória de Guimarães

joaopaulo74

O SPORT LISBOA E BENFICA ganhou mais um jogo. Nada de muito extraordinário, não fosse o facto de ter havido da nossa parte, benfiquistas, um sentimento, mais ou menos generalizado que as saídas do Witsel e do Javi seriam o fim desta equipa.

 

O SPORT LISBOA E BENFICA entrou em campo, para minha surpresa com: Artur, Maxi, Garay, Jardel e Luisinho. Aqui a surpresa vem pela presença do Luisinho, mas soube-se depois que o Melgarejo estava lesionado.

No meio campo o Matic e o Carlos Martins - creio que o Jesus pretendeu dar minutos ao Carlos para ele entrar na posição do Matic no jogo com o Spartak com mais ritmo. 

A opção fez sentido, mas a lesão acabou por estragar a coisa.

Ainda no que se refere à equipa inicial, o Ola John jogou na esquerda, o Salvio na direita. O Lima e o Cardozo na frente, que, como diz o Público, se entendem cada vez melhor.

 

 

 

 

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